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REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
 
Revolução industrial: tema que faz parte das revoluções burguesas que 
derrubam o absolutismo e que é pautada no iluminismo. Consolida o poder 
econômico da burguesia - formação do mundo contemporâneo. 
 
Data: segunda metade do século 18. Aproximadamente 1760. 
 
Trata-se da substituição da manufatura pela maquinofatura, está relacionada 
com a força motriz (força que movimenta a máquina) e não com a presença da 
máquina, visto que já existia o tear mecânico, o engenho, moinhos de vento - 
mecanismo para produção econômica, mas que tinham como força motriz 
(força de movimento) humana, animal ou natural - força motriz da manufatura 
- força que movimenta a máquina. 
 
A partir da segunda metade do século 18 começa a surgir uma nova força 
motriz que vem de uma transformação físico química - queima do carvão 
mineral. Força motriz na maquinofatura deixa de ser humana, animal ou 
natural e passa a ser através de transformação físico-químicas que leva a um 
rendimento maior do trabalho. 
 
Mas só há Revolução Industrial quando a maquinofatura causa um enorme 
ÊXODO RURAL, ou seja, deslocamento da população camponesa para as 
cidades por vários fatores. Um dos quais e a mecanização do campo e a 
necessidade de mão de obra nas cidades com a expansão da indústria. 
Maquinofatura gera INVERSÃO DO EIXO POPULACIONAL, população deixa de 
ser majoritariamente rural para ser majoritariamente urbana. Além disso, a 
atividade industrial passa a constar de forma mais significativa no PIB. Ter 
indústria não significa que um pais passou por revolução industrial. Alguns 
países tiveram indústria antes da Inglaterra, mas só na Inglaterra houve 
inversão do eixo populacional e alteração no PIB - Inglaterra pioneira na 
revolução industrial. 
 
A Inglaterra reuniu todas as condições favoráveis para ser pioneira da 
revolução industrial. Desde o século 13 fazia CERCAMENTOS. No século 16 a 
rainha Elizabeth expandiu a política dos cercamentos formando pastos pra 
criação de ovelhas e deslocando a população para as cidades, 
consequentemente os cercamentos forneciam mão de obra para as cidades e 
matéria prima para as manufaturas, a lã. Essa condição fez com que quando 
as manufaturas fossem substituídas pela maquinofatura não houvesse falta de 
matéria prima e mão de obra. 
 
Segundo ponto, a Inglaterra tinha condições de EXPORTAR sua produção 
industrial, visto que desde o século 17, Oliver Cronwell com o ato de 
navegação criou uma forte MARINHA INGLESA. 
 
 
Outro ponto é que a Inglaterra passou por uma REVOLUÇÃO BURGUESA que 
derrubou o absolutismo com a revolução gloriosa - burguesia no poder. 
 
Outro ponto fundamental é possuir CAPITAL PARA INVESTIMENTO para 
investir nas indústrias. A burguesia inglesa era seguidora do PURITANISMO 
(calvinista que acumula dinheiro) e que também soube como explorar o 
momento econômico do século 18. Portugal extraiu muito ouro do Brasil. 
Como Portugal era dependente da Inglaterra com o tratado de Methuen por 
exemplo, o ouro passou para os ingleses. Em paralelo na França, há Luis 14. 
 
Além disso possuía os recursos minerais para isso: carvão mineral e ferro. 
 
Consequências imediatas da revolução industrial: êxodo rural que levou ao 
crescimento desordenado e periférico. Acontece o fenômeno de massas: 
camponeses miseráveis nas cidades. A massa de miseráveis optam por uma 
violência de causa social e simbólica e não individual que é causada pela 
exclusão econômica com a criminalidade, assalto, roubo, submissão ao 
alcoolismo e estimulantes. As jornadas de trabalho de 18 horas sem leis 
trabalhistas, trabalho infantil, prostituição, trabalho feminino desvalorizado 
em relação ao do homem. Obs.: “os miseráveis” de Vitor Hugo. 
 
Surge assim na revolução industrial uma nova divisão social que não é mais 
entre nobre e servo é entre burguês (dono do meio de produção) e proletário 
(vende sua força de trabalho). É uma sociedade de classes. Tendência do 
desaparecimento do artesanato - sem condição de competir com a produção 
fabril. 
 
Tudo isso em troca de um salário. Esse salário é um mecanismo de reprodução 
de capital que é chamado de mais valia, ou seja, o trabalhador não recebe o 
salário por todo o trabalho produzido. Se o trabalhador em 18h produzir x, ele 
recebera um valor equivalente a x-y, esse y é a mais valia que é apropriada 
pelo dono dos meios de produção. 
 
A MAIS VALIA é o mecanismo de reprodução de capital, não mais o comercio. 
Se no mercantilismo havia a preocupação em comprar barato e vender caro, o 
objetivo da indústria é cortar custos ao máximo e vender o produto pelo 
menor preço possível, pois o lucro vira exploração do trabalho assalariado e é 
por isso que não valerá a pena para o industrial ter um escravo (caso o escravo 
morresse o industrial haveria que comprar outro e com o trabalhador era só 
contratar outro). 
 
A revolução industrial causou elevado impacto ambiental. O capitalismo hoje 
vive uma contradição ambiental - a economia não pode parar de se expandir, 
mas a natureza é finita com recursos finitos. Empresas com discurso 
ambientalista por causa da insustentabilidade do capitalismo em um mundo 
com recursos finitos. 
 
Tudo isso (anteriormente) faz parte da primeira etapa (1 etapa) da revolução 
industrial que vai de 1760 até 1830-40. 
Combustível: carvão mineral 
Força motriz: vapor 
Principal indústria: têxtil 
Principais meios de transporte: marinha e ferrovia. 
 
Na 2 etapa da revolução industrial haverá outras industrias surgindo 
(metalúrgica, petroquímica) pegando ja a Europa, EUA e Japão. Com 
combustível como petróleo, os meios de transporte com carro. 1830-1930-40. 
Produção em massa, linha de produção, telegrafo, submarino. 
 
 
3 etapa a partir de 1940 com a informática. 
 
 
A revolução industrial nasce revolucionaria mas se torna evolucionária.