Ação Revisional de Contrato de Financiamento Imobiliário
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Ação Revisional de Contrato de Financiamento Imobiliário


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EX C ELE NT ÍS SIMO SE N HOR D OU TOR JU IZ D E D IRE ITO D A __ V AR A
C IV EL D A C OMAR C A DE X XX X/UF
PART E AU TORA, (qualifica ção) , re side nte e do mi ci li ado
em.. ., ende reço e letrô ni co, por seu advog ado aba ixo subsc rito, co nfo rme
procuração ane xa , (do c. 01), co m ende reço profi ssiona l (comple to), pa ra fins
do art. 106, I, do N ovo C ód ig o de P roce sso C ivil, vem m ui re spei tosa me nte ,
com espeq ue no fund ame n to do ar t. , XX I, da C ons ti t ui ção F ederal propor a
presente :
AÇ ÃO R E VISION AL D E C ON TR AT O DE FIN AN CIAMEN TO IMOB IL IÁRI O
em face da C AIX A EC ONOM ICA FE D ERAL - C EF , pelos
moti vos de fato e de di rei to q ue passa a e xpor , p ara ao fi nal req uerer o q ua nto
segue:
D A GR ATU ID AD E DE J US TIÇ A
Ini ci alme nte , a parte A utora afi rma sob a s penas da
le i1 .06 0/5 0, com redação i nt roduzi da pela Lei 8.510 /86 e parágrafos 2 º e 3 º do
arti go da Lei 5.478/68, q ue não po ss ui condi ções fina ncei ras para arcar com
o ônus das c us ta s process ua is e ho norári os ad vo cat íci os, sem pre juízo do
suste nto próprio e de s ua fam íli a, uma ve z q ue se e nco ntra DE SE MPRE GA DO,
faze ndo j us à G RA TU ID AD E DE JUSTIÇ A.
D OS FATOS
O Re q uere nte pe lo i nc l uso i nst r ume nto p ar ti cular d e
cessão de di reitos, vantagens , obri gações e responsa bilidad es (doc.03) ad eriu
por sub -rogaçã o aos d irei tos e o brig ações fre nte ao C ON TRA TO DE
FINA NC IA ME N TO ha bitaci onal (doc . 0 2) com p acto ad jeto d e Hi poteca,
fi rmado em 2 9.1 1 .1990 j unto a C ai xa Eco nômica Fed eral, de sti nado à
aqui si ção do i mó vel cons tituído da casa 08, edi fi cada na Quadra 27, do Se tor C
da ci dad e de Valp arso , G O, o fina nci amento no valor de R$350 .000 ,00 ,
corre spond e nte a 9 7% do valor d o i vel ;
2. Infor mando q ue, de sde a aq ui siçã o de ste i móve l em
29.11.1990, p orta nto há mai s de 10 (dez) ano s, d ata em q ue vi nham
processando no rma lme nte a amorti zaçã o do va lor do fina nci ame nto, e
cumpriam i ntegralme nte o valo r pactuado e estip ulad o uni latera lme nte pe la
Re que ri da, co nso ante a c lá us ula qui nta , até e ntão se m q ualq uer opo sição ;
mas, d ian te da si tuaçã o e m q ue se foi ele va ndo o valo r da presta ção e o
aume nto acen tua do do sald o deved or ; nesse se ntido não tem o utra a lte r na tiva
senão o i ng re sso da presente a ção pa ra que po ssa apurar com exati dão o
va lo r da pres taçã o q ue for de vi da e a si ste má ti ca de cor reção do saldo, e co m
i sto cumprir o contra to em q ues tão;
3. Ocorre ndo MM. JUIZ, q ue, dentro dos parâmetros
le gai s, co mo será de mo nst rado, vi sl umb ra -se sem q ua lque r d úvi da que, o
mút uo e m questão contrapõe as normas i ne re ntes ao S i stema F inancei ro
Ha bitaci onal , e mesmo o co ntrato , coloca nd o o m ut uário em to tal des va ntagem
e d esigua ldad e de co ndi ções de d iscuti r a q ues tã o em procedi me nto
admini strati vo, di ante da au nc i a de ente ndi mento por p arte d a Reque rid a em
prete nde r uma aná li se co m mai or profu ndi dade do C ONT RA TO firmado,
le va ndo -o a té e ntão a acei ta r as ob ri gaçõ es q ue assi m l hes eram i mp osta s,
acredi tand o na s ua veracid ade e no rteame nto como leg ítimo;
4. Nesse se ntid o, após melhor ree xame e aná li se d o
mút uo ali aj ustado , cons tata -se q ue o mes mo e stá em co n fro nto com i meros
di sposi ti vos le gai s, ci ta dos aba ixo, afrontando o di reito do A utor, coloca ndo -o
em tota l desva ntagem co nfor me foi sali enta do aci ma, fre nte às clá us ulas
cont rat uai s que l hes foram i mp ostas uni late ralme n te, fo rm ula das pela
Re que rida e que fora m ace itas na forma co m q ue foram e mitida s, poi s, nã o
resta va o ut ra o pção ao mut uário naq uela opor t uni dad e;
5. Mai s que, como é bli co e notóri o, os contra to s de
fi na nci amentos o todos, se m e xceçã o, redi gi dos (qua ndo não i mpressos)
uni late ralme n te pe las i nstit ui ções fina ncei ras, se m q ue haja a i nge rê nci a ou a
parti ci pação do fi na nci ado (m ut uári o) na s ua redação, na ra zão de q ue os
mesmos já estão e la borados por ocasi ão da sua assi nat ura. Res tri ngi ndo ,
assi m, a sua par tici paçã o em acei ta -los ou não . Não pa ssa ndo e stes de meros
cont ratos de A DE O, os quai s, podend o se a firmar de serem em s ua maio ri a
IL EG ÍTIM OS, por não obse r va rem as no rmas pe rtine ntes.
6. Vi stos, es tes co nt ratos ge ra m e m co nseq uênci a, na s ua
redaçã o, clá us ulas ab usi vas e i le gais, q ue colocam o fina nci ado em co ndi ção
i nferio r em seu di reito de mani festação. S e ndo assi m, cont rato s i mpostos, onde
o fina nci ado não tem como i nsurgi r, acei ta ndo -o na forma com q ue já se
enco ntra fo r m ulado.
C AP IT ALI ZAÇÃ O D OS JU R OS - TAB ELA P RICE
No s fi nanci ame ntos i mobi li ários é vedad o a capi talizaçã o
dos j uros, q ue no ca so e m tela, é decorrê nci a da utilizaçã o da Ta bela P ri ce. A
C api talização , seg undo o IBE D EC , i n fla o p re ço pag o p ela pa rte A uto ra em
mai s de 20% no preço fi nal d o i vel.
No ta -se como a j uri spr u nci a tem se pronunci ado sobre
este assu nto, ci ta mo s o voto na Ap elaçã o C ível N º 7 002868 5964, D éci ma
No na C âmara C íve l, Tri buna l de J usti ça do RS , Re lator : José Fra nci sco
Pe llegrini , J ulg ado em 30/03/2010 :
O sistema Price, embora ha ja e nte nd ime ntos em senti do
cont rário, é aque le em que cada prestação me nsa l é calc ulada de ma nei ra que
parte d ela pa ga os juros e parte amo rti za o sa ldo deved or. E nt reta nto , como os