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Capsulite adesiva

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Introdução
A Capsulite adesiva e uma patologia inflamatória que leva a uma aderência do ombro, ela ocorre na cápsula articular deixando a mesma espessada, inelástica e friável, ocorre fibrose e infiltração perivascular, os movimentos do ombro se tornam limitados em todas as direções principalmente em rotação externa e rotação interna, pois esta patologia acomete principalmente a articulação glenoumeral. O quadro costuma ter evolução lenta dificultando assim um diagnóstico preciso, sem um diagnóstico preciso muitas vezes o tratamento também não e executado corretamente, pois a capsulite adesiva apresenta um complexo de sintomas dificultando assim um diagnóstico. Esta patologia esta dividida em três fases: 
Fase inicial aguda, “freezingphase” - é caracterizada pelo aparecimento insidioso de dor difusa e limitação da amplitude dos movimentos (ativos e passivos) da articulação gleno-umeral. Possui uma duração de cerca de 2 a 9 meses.
Segunda fase, “frozenphase” - nos 4 a 12 meses seguintes, a dor diminui progressivamente, mas a limitação de movimentos mantém-se, com perda quase total da rotação externa.
Fase de resolução, “thawingphase” - ocorre espontaneamente, com melhoria gradual da amplitude de movimentos e resolução da dor. Possui uma duração média de 2 a 3 anos.
 
Sinais Clínicos 
A capsulite adesiva apresenta alguns sinais clínicos como:
Dor difusa a todo ombro ( apresenta piora no período noturno )
Aderência do ombro 
Limitação de movimento
Fibrose 
Rigidez articular
Incapacidade Funcional
Fatores causais
Consiste em progressiva rigidez articular, com grande perda dos movimentos do ombro, e mais comum no sexo feminino e normalmente acomete pessoas entre 40 a 70 anos de idade, seu aparecimento pode ser secundário a alguma lesão no ombro, como uma ruptura de tendão, ou um simples traumatismo nesta região. Também pode surgir após uma cirurgia no ombro, em algumas situações a causa não pode ser determinada, mas existem vários fatores que estão associados a um risco aumentado do desenvolvimento da capsulite adesiva, como o diabetes, doenças cardíacas e um perfil psicológico característico com tendência a ansiedade e depressão. 
A etiologia ainda permanece desconhecida, mas se reconhece o envolvimento de alterações no sistema nervoso autônomo que determina as distrofias simpático-reflexas ou qualquer condição que leve a articulação glenoumeral a ficar em uma determinada posição por um tempo prolongado, podendo desenvolver uma retração capsular.
Critérios de avaliação do fisioterapeuta
É feita uma Anamnese onde a história colhida do paciente serve para auxiliar no direcionamento da reabilitação onde vai ser verificada, a ocupação profissional, o tipo de dor, o local da dor, a duração da dor, se tem presença de edema, rigidez ou crepitação, se houve perda de movimento, se houve historia de trauma, verificar a idade e o sexo do paciente e se há patologias associadas, onde se obtém informações importantes para analise do quadro clinico do paciente.
Os testes ortopédicos são realizados muitas vezes para a confirmação de achados ou para uma tentativa diagnostica. Dor, apreensão, sub-luxação, ruídos ou incapacidade funcional, são os sinais considerados positivos para esses testes, alguns testes são obrigatórios e outros podem ser usados como teste de confirmação ou exclusão, os testes utilizados para identificar uma capsulite adesiva são:
manobra de mazion
teste de apreensão (Uma reação de apreensão do paciente durante a manobra é um sinal positivo do teste)
sinal de bryant 
teste de calloway
 teste de dugas 
teste de Hamilton 
	Todos eles ajudam a identificar uma possível capsulite adesiva no ombro
Tratamento
O objetivo da fisioterapia é de eliminar o desconforto e de restaurar a mobilidade e a função do ombro. Levando em consideração a fisiopatologia da capsulite adesiva de ombro, existem varias modalidades de tratamento físico. Cada procedimento é parte integrante do programa de fisioterapia e deverá estar de acordo com os aspectos clínicos e com o estágio do quadro. Segundo Filho (2005), o tratamento fisioterapêutico deve ser da seguinte maneira, primeiro realiza-se a crioterapia durante 30 minutos duas a três vezes ao dia, depois a neuroestimulação elétrica transcutânea (TENS), onde ambos servem para diminuição da dor e mobilizações com exercícios pendulares e exercícios de mobilização passiva suave do ombro, iniciados pelo fisioterapeuta e depois repetidos em casa, duas a três vezes por dia, pelo próprio paciente, que é estimulado a executa-los espontaneamente, ou no caso de pacientes menos cooperativos estes serão auxiliados por familiares devidamente treinados.
Cinesioterapia
Na fase inicial no controle da inflamação primeiro se elimina qualquer atividade que possa vir agravar os sintomas e apos realizar a analgesia pode realizar exercícios pendulares de Codmann, para decoaptação, relaxamento do espasmo muscular, melhora da dor e manutenção da amplitude articular mínima. Segundo Kisner (1998), os exercícios de Codmann são realizados para mobilidade articular do ombro, pois as técnicas de auto mobilização fazem uso da gravidade para separar o úmero da cavidade glenóide. Ele ajuda no alivio da dor através dos movimentos de leve tração (grau I e II) e dão mobilidade precoce as estruturas articulares. A medida que o individuo tolera o alongamento podem-se introduzir pesos nos punhos para conseguir uma força de separação articular (grau III e IV). Os exercícios devem ser realizados com o individuo em pé em flexão lombar de 90º, sendo realizado no sentido horário, anti-horário, látero-lateral e ântero-posterior, a musculatura escapular deve estra totalmente relaxada, para assim alcançar maiores amplitudes.
Técnicas de coaptação articular, com o paciente em decúbito dorsal geralmente é utilizado na fase da rigidez, o terapeuta segura com as duas mãos o úmero proximal a 90º de abdução, pela face lateral e medial, aplicando força no sentido lateral caudal, para restaurar os movimentos acessórios da articulação glenoumeral.
Os exercícios ativos ou passivos têm como objetivo restaurar os movimentos globais do paciente assim melhorando suas atividades de vida diária onde também são utilizados na fase da rigidez articular.
Realizar movimentos oscilatórios da articulação glenoumeral, executado com tração longitudinal para relaxamento muscular e melhora da dor, no caso da fase inflamatória realiza-se esse movimento oscilatório lento com amplitude de movimento a fim de aumentar a extensibilidade tecidual e corrigir as falhas de posicionamento e na terceira fase já se utiliza técnicas para fortalecimento da musculatura.
O alongamento é usado como manobra terapêutica elaborada para aumentar o comprimento de estruturas de tecidos moles patologicamente encurtados e desse modo ocorre o aumento da amplitude de movimento.
Crioterapia
 A crioterapia é a utilização do frio com fins terapêuticos, sendo utilizado nas afecções musculoesqueléticas, principalmente nas fases agudas de processos inflamatórios, por auxiliar na redução do processo inflamatório e na formação do edema, tendo como resultado o alivio da dor. Um dos fatores que leva a diminuição da dor e devido o gelo reduzir a velocidade da condução nas fibras nervosas, bloqueando diretamente as terminações nervosas livres e a transmissão da aferência sensitiva dolorosa e de outras formas de sensibilidade superficial.
Ultra-Som 
O ultra-som é uma modalidade de penetração profunda capaz de produzir alterações nos tecidos térmicos e não-térmicos ( mecânicos), ao contrario de outras modalidades eletricamente conduzidas, a energia do ultra-som não pertence ao espectro eletromagnético, situando-se no espectro acústico. O ultra-som terapêutico tem sido empregado em virtude do mesmo ter efeitos de aquecimento profundo, levando ao aumento do fluxo sanguíneo, aumento da velocidade de reparo do tecido e da cura de lesões, aumento da extensibilidade do tecido, dissolução de deposito de cálcio, redução da dor e de espasmo muscular, por