Tabela Periódica
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Tabela Periódica


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Tabela periódica

A tabela periódica pode ser vista como uma forma de organizar todos os elementos químicos conhecidos de uma maneira lógica. Os elementos são dispostos seguindo uma sequência: da esquerda para a direita e de cima para baixo em ordem crescente dos valores de número atômico do elemento. No geral, essa ordem é coincidente com o aumento da massa atômica. Em geral, na grande maioria das tabelas é mostrado o símbolo químico do elemento junto com seu nome. Em outras tabelas, também são representados outras características do elemento, como o raio atômico, por exemplo. Ainda vale observar que vários dos símbolos que compõem a tabela parecem não ter relação com os nomes dos elementos que representam. É o caso do símbolo Na para o sódio, Pb para chumbo etc. A maioria destes casos pertencem aos elementos conhecidos desde a antiguidade. Deste modo, a nomenclatura foi baseada no nome do elemento em latim.

A tabela periódica foi proposta pelo químico e físico russo Dmitri Mendeleev, em 1869. Mendeleev não apenas organizou os elementos, mas também deixou lacunas na tabela para elementos ainda não descobertos na época. Além disso, ele também previu as propriedades de cinco desses elementos e seus compostos.


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Mendeleev propôs a primeira versão da tabela periódica

Períodos e Grupos da tabela periódica

Cada uma das linhas que compõem a tabela periódica são chamadas de período. Todos os elementos em um período têm o mesmo número de orbitais atômicos. Por exemplo, cada elemento na linha superior (o primeiro período) tem um orbital para seus elétrons. Todos os elementos da segunda linha (o segundo período) têm dois orbitais para seus elétrons. Conforme você se move para baixo tabela, adiciona-se um orbital. Existem sete períodos na tabela periódica, com cada um começando na extrema esquerda.

Por outro lado, as colunas que compõem a tabela são denominadas por grupo. Os elementos que ocupam uma mesma coluna na tabela periódica comportam-se de maneira quimicamente similar, pois todos têm configurações eletrônicas de valência idênticas. Os elétrons de valência são os que se localizam nos orbitais mais externos do átomo.

Atualmente, existem 18 diferentes grupos na tabela periódica. Vale ainda ressaltar que existem dois sistemas de numeração diferentes que são comumente usados para designar grupos e você deve estar familiarizado com ambos. Um sistema envolve o uso das letras A e B. Deste modo, os dois primeiros grupos são 1A e 2A, enquanto os últimos seis grupos são denominados por 3A a 8A. Os grupos intermediários usam B em seus títulos. Infelizmente, havia um sistema ligeiramente diferente na Europa. Para eliminar a confusão, a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) decidiu que o sistema oficial para grupos de numeração seria um simples, numerados de 1 a 18, da esquerda para a direita. Muitas tabelas periódicas mostram os dois sistemas simultaneamente.


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Disposição dos grupos na tabela periódica

As famílias da tabela periódica

Em química, define-se como família um grupo de elementos com propriedades químicas semelhantes. Famílias químicas tendem a estar associadas aos grupos da tabela. A relação entre família e grupos, bem como a nomenclatura usual das famílias conhecidas é listada abaixo:

  • Família 1A ou Grupo 1: Metais Alcalinos
  • Família 2A ou Grupo 2: Metais Alcalino-Terrosos
  • Família 3A ou Grupo 13: Família do Boro
  • Família 4A ou Grupo 14: Família do Carbono
  • Família 5A ou Grupo 15: Família do Nitrogênio
  • Família 6A ou Grupo 16: Calcogênios
  • Família 7A ou Grupo 17: Halogênios
  • Família 8A ou Grupo 18: Gases Nobres
  • Família B ou Grupo 3 à 12: Metais de Transição
Como pode ser observado, a melhor maneira para identificar uma família de elementos é associá-la a um grupo IUPAC, entretanto existem referências a outras famílias de elementos. No nível mais básico, às vezes as famílias são simplesmente consideradas metais, metaloides ou semimetais e ametais. Os metais tendem a ter altos pontos de fusão e ebulição, alta densidade, alta dureza, além de serem bons condutores elétricos e térmicos. Os ametais, por outro lado, tendem a serem mais leves, mais macios, têm pontos de ebulição e fusão mais baixos e são maus condutores de calor e eletricidade. Entretanto, essa classificação pode gerar inúmeros problemas, pois um elemento, dependendo de suas condições, pode apresentar caráter metálico ou não, por exemplo.