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Protocolos de segurança do 
paciente em serviços de saúde
Práticas de enfermagem IV
IBMR – 2019
Prof. Helga Figueiredo - helga.figueiredo@ibmr.br
Objetivos de Aprendizagem
• Identificar as metas internacionais de segurança do paciente.
• Conhecer detalhadamente os principais protocolos de segurança do 
paciente preconizados pelo Ministério da Saúde.
Os protocolos Básicos de Segurança do 
Paciente tem por característica:
• Protocolos Sistêmicos;
• Protocolos Gerenciados;
• Promovem a Melhoria da Comunicação;
• Constituem instrumentos para construir uma prática 
assistencial segura;
• Oportunizam a vivência do trabalho em equipes;
• Gerenciamento de riscos.
• Finalidade: garantir a correta identificação do paciente, a fim de reduzir a 
ocorrência de incidentes. O processo de identificação do paciente deve 
assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina. 
• Abrangência: deverá ser aplicado em todos os ambientes de prestação 
do cuidado de saúde (por exemplo, unidades de internação, 
ambulatório, salas de emergência, centro cirúrgico) em que sejam 
realizados procedimentos, quer terapêuticos, quer diagnósticos. 
Identificação do Paciente
identificar educar confirmar
• ATENÇÃO
Para assegurar que todos os pacientes sejam corretamente identificados, é 
necessário usar pelo menos dois identificadores em pulseira branca 
padronizada, colocada num membro do paciente para que seja conferido 
antes do cuidado.
• nome completo do paciente,
• nome completo da mãe do paciente,
• data de nascimento do paciente
• Número de prontuário do paciente
IMPORTANTE: O número do quarto/enfermaria/leito do paciente não pode 
ser usado como um identificador, em função do risco de trocas no decorrer 
da estada do paciente no serviço. 
Confirmar a identificação do paciente antes do cuidado 
A confirmação da identificação do paciente será realizada antes de 
qualquer cuidado que inclui: 
• A administração de medicamentos, 
• A administração do sangue, 
• A administração de hemoderivados, 
• A coleta de material para exame, 
• A entrega da dieta e; 
• A realização de procedimentos invasivos. 
Objetiva melhorar a efetividade da
comunicação entre os prestadores de cuidado,
garantindo que as informações verbais
referentes aos pacientes sejam precisas e
completas bem como a forma de registro
dessas informações, de maneira que ocorra de
forma clara e oportuna, sem ambiguidades,
com a certeza da correta compreensão por
parte do receptor da informação.
Eficácia da Comunicação
Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos 
Finalidade: Promover práticas seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de 
saúde. 
Justificativa: Em todo o mundo, os eventos adversos no processo de assistência à saúde 
são frequentes.
Estima-se que os erros de medicação em hospitais provoquem mais de 7.000 mortes por 
ano nos Estados Unidos.
Abrangência (âmbito, ponto de cuidado, local de aplicação). O protocolo de segurança na 
prescrição, uso e administração de medicamentos deverá ser aplicado em todos os 
estabelecimentos que prestam cuidados à saúde, em todos os níveis de complexidade, em 
que medicamentos sejam utilizados para profilaxia, exames diagnósticos, tratamento e 
medidas paliativas.
As prescrições, quanto ao tipo, classificam-se como: 
✓Urgência/emergência: quando indica a necessidade do início imediato de tratamento. Geralmente possui 
dose única; 
✓Pro re nata ou caso necessário: quando o tratamento prescrito deve ser administrado de acordo com 
uma necessidade específica do paciente, considerando-se o tempo mínimo entre as administrações e a 
dose máxima; 
✓Baseada em protocolos: quando são preestabelecidas com critérios de início do uso, decurso e 
conclusão, sendo muito comum em quimioterapia antineoplásica; 
✓Padrão: aquela que inicia um tratamento até que o prescritor o interrompa; 
✓Padrão com data de fechamento: quando indica o início e fim do tratamento, sendo amplamente usada 
para prescrição de antimicrobianos em meio ambulatorial; e 
✓Verbal: utilizada em situações de emergência, sendo escrita posteriormente, em decorrência, possui 
elevado risco de erros e deverá ser restrita às situações para as quais é prevista. 
Práticas seguras para prescrição de medicamentos 
Itens de verificação para a prescrição segura de 
medicamentos 
a) Identificação do paciente
b) Identificação do prescritor na prescrição 
c) Identificação da instituição na prescrição 
d) Identificação da data de prescrição 
e) Legibilidade 
f) Uso de abreviaturas 
g) Denominação dos medicamentos 
h) Prescrição de medicamentos com nomes semelhantes 
i) Expressão de doses 
Itens importantes
a) Alergias
b) Padronização de medicamentos
c) Doses
d) Duração do tratamento
e) Posologia
f) Diluição
g) Velocidade
h) Tempo de infusão 
i) Via de administração
Prescrição segura de medicamentos potencialmente perigosos 
ou de alta vigilância
• As unidades de saúde deverão divulgar a sua lista de medicamentos potencialmente perigosos ou
de alta vigilância que constam na relação de medicamentos selecionados na instituição, indicando
as doses máximas desses medicamentos, a forma de administração (reconstituição, diluição,
tempo de infusão, via de administração), a indicação e a dose usual.
• Obs. Para o acesso à lista completa de medicamentos potencialmente perigosos ou de alta 
vigilância de uso hospitalar e ambulatorial, recomenda-se o acesso no site abaixo:
link: www.ismp-brasil.org/faq/medicamentos potencialmente perigosos.php
Procedimento operacional padrão da prescrição por via 
de administração
Para o adequado cumprimento da prescrição, todas as informações deverão estar claras e completas, 
em cada item prescrito.
Em prescrições eletrônicas, recomenda-se que o cadastro do medicamento permita somente a 
prescrição das vias de administração descritas na literatura e pelo fabricante, o que aumenta a 
segurança, impedindo administração por via errada.
Recomenda-se que os medicamentos devam ser prescritos conforme estrutura a seguir.
Indicador
Práticas seguras para distribuição de 
medicamentos
Os sistemas de distribuição de medicamentos em hospitais podem ser classificados 
em:
• Coletivo; (por setor)
• Individualizado; (24 horas)
• Misto;
• Dose unitária;
• Sistema automatizado.
Itens de verificação para administração segura de 
medicamentos
“Os nove certos na administração de medicamentos”:
I. Paciente certo;
II. Medicamento certo;
III. Via certa;
IV. Hora certa;
V. Dose certa;
VI. Documentação certa (Registro certo); e
VII. Orientação;
VIII. Forma certa;
IX. Resposta certa
• Finalidade: Determinar medidas que visam a redução da ocorrência de incidentes,
eventos adversos e a mortalidade cirúrgica, garantindo o procedimento correto, no
local correto e no paciente correto.
Cirurgia Segura
• Abrangência: Deverá ser aplicado em todos os
estabelecimentos de saúde em que sejam realizados
procedimentos terapêuticos, diagnósticos ou invasivos.
Algumas definições:
• Lista de Verificação
• Demarcação de Lateralidade
• Condutor da Lista de Verificação
• Segurança Anestésica
• Equipe cirúrgica
A Lista de Verificação divide a cirurgia em três fases:
I - Antes da indução anestésica; Paciente
II - Antes da incisão cirúrgica (pausa cirúrgica); Equipe
III - Antes do paciente sair da sala de cirurgia. Equipe
V.C.B.
• Finalidade: Instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de 
saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções 
relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do 
paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos 
nos cuidados aos pacientes.