Bem Público
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Bem Público


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Bem público

Introdução

Inicialmente, iremos tratar da caracterização do que seria um bem público, assim como analisar quais suas características e respectivas aplicações no mundo jurídico.

Dessa forma, temos que a expressão “bens públicos” não era tão utilizada, mas sim a expressão “domínio público”, o qual buscava refletir todo o exercício do direito de propriedade existente pelo estado, sendo caracterizado por ser um conjunto de bens móveis e imóveis que são destinados ao uso direito do Poder Público ou à sua respectiva utilização, seja ela de forma direta ou indireta da coletividade, os quais são regulamentados pela Administração, além de serem submetidos ao regime de direito público.

Análise do domínio público

Ao realizarmos essa análise, iremos perceber que o domínio público, em um sentido mais aberto, irá buscar corresponder ao poder de dominação ou até mesmo de regulamentação que o Poder Público venha a exercer sobre os bens decorrentes de seu patrimônio, do particular ou mesmo de fruição geral.

Com isso, temos que o domínio eminente seri9a um resultado advindo do poder político, em que o Poder Público irá submeter sua vontade a todas as coisas que estão presentes em seu território, justificado pela manifestação de soberania interna, buscando abranger todos aqueles bens e legitimando as intervenções na propriedade, porém, ocorrendo sempre dentro do direito administrativo, de caráter público e não ao regime do direito civil, que tem caráter privado.

Como o Código Civil define os bens públicos?

Quando analisamos o Código Civil, iremos perceber que em seu artigo 98, os bens públicos são caracterizados como sendo aqueles que são pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno, que são justamente todos os estados, a União, o Distrito Federal, os municípios, as autarquias e fundações públicas.

A principal característica, ou regime jurídico, está no fato de que a alienabilidade condicionada está presente, assim como a impenhorabilidade, imprescritibilidade e a não-onerabilidade, em que todos os demais são considerados como sendo bens particulares, independente da pessoa que pertençam.

Classificações dos bens públicos


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Direito Civil regula os bens públicos

Podemos realizar a classificação a partir da sua titularidade e de acordo com o Código Civil, em seu artigo 99.

Ao tratarmos da titularidade, iremos perceber que estão presentes os bens públicos: Federais, que seria a União, presente no artigo 20 da Constituição Federal; Estaduais, sendo os estados os detentores, presente no artigo 26 da Constituição Federal; os Distritais, que estão presente no artigo 26 da Constituição Federal, que remete a competência ao estado; e os municipais, que ficam a cargo dos municípios, sendo previsto dentro da lei orgânica.

Por outro lado, quando tratamos os bens públicos de acordo com o Código Civil, em seu artigo 99, teremos que aparecerá os bens de uso comum do povo, que são aqueles bens do estado, porém destinados ao uso da população, por exemplo, as praias e praças. Por conseguinte, temos os bens de uso especial, que são bens, sejam eles móveis ou imóveis, que buscam se destinarem ao uso pelo próprio Poder Público, por exemplo, hospitais e o fórum. Por fim, temos os dominicais, os quais buscam constituírem um patrimônio que seja disponível, em que o Poder Público exerça poderes equivalentes ao de proprietários como se fossem particular, esses bens são considerados bens desafetados, não possuindo destinação pública.


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As praias são exemplo de bens de uso comum do povo

Regime jurídico de bens públicos

Aqui, teremos que os bens públicos, em regra, são inalienáveis, em que o regime jurídico dos bens públicos abrange quatro características importantes, sendo elas as seguintes: Alienabilidade condicionada, impenhorabilidade, imprescritibilidade e não-onerabilidade.

Quando tratamos da alienabilidade condicionada, estamos nos referindo aos bens públicos que são alienados, os quais devem preencher requisitos previsto em lei, como é o caso da prova da desafetação do bem. Já a impenhorabilidade está relacionada aos bens públicos que são impenhoráveis, em que o Código Civil prevê todo o procedimento de caráter especial que deve ser dado para que haja a execução contra a fazenda Pública.

Por conseguinte, temos a imprescritibilidade, a qual é caracterizada pelos bens públicos, sejam eles, móveis ou imóveis, não podendo ser adquiridos por um particular que utilize usucapião; por fim, temos que a não-onerabilidade é equivalente a uma consequência da impenhorabilidade, em que o bem não consegue ser penhorado, além de não poder ser dado como forma de garantia para que ocorra débitos da Administração Pública.