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Anatomia_da_pelve

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uma obliquidade maior, e sua abertura inferior maior se 
comparada à masculina. O sacro no sexo feminino é mais curto, largo e com 
curvatura menor, com o cóccix possuindo maior mobilidade. O acetábulo é pequeno 
e as incisuras isquiáticas maiores formam um ângulo de quase 90º, enquanto as 
incisuras isquiáticas menores apresentam-se na forma da letra V invertido. 
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Figura 11. Pelve 
O diâmetro pélvico tem importante relevância no sexo feminino, pois forma o canal 
ósseo pelo qual o feto atravessa durante o parto. Há quatro tipos básicos de 
variações anatômicas de pelve, sendo eles: androide, antropoide, ginecoide e 
platipeloide. 
No formato androide, tipo mais comum em homens, a pelve é pequena e estreita, 
em formato de coração. O tipo mais comum em mulheres é o ginecoide, possuindo 
um formato mais arredondado, favorecendo o deslizamento do feto no momento do 
parto. O formato antropoide e platipeloide são o inverso do outro. O formato 
antropoide possui cavidade rasa, com pelve mais ampla e achatada. O formato 
platipeloide é oval, estreito, com cavidade profunda e mais alongada. 
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Figura 12. Pelve 
 
MÚSCULOS DA REGIÃO PÉLVICA 
 
Os músculos da região da pelve podem ser separados em músculos da região 
glútea, que inclui os músculos dos membros inferiores com origem na pelve, e 
músculos pélvicos verdadeiros, que formam o assoalho pélvico. 
A região glútea é uma área proeminente posterior à pelve e inferior ao nível das 
cristas ilíacas, estendendo-se lateralmente e anteriormente até o trocanter maior ou 
até a espinha ilíaca anterossuperior. Esse grupo é formado pelos músculos glúteo 
máximo, glúteo médio, glúteo mínimo, tensor da fáscia lata, piriforme, obturador 
interno e externo, gêmeos, superior e inferior, e músculo quadrado femoral. 
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O músculo glúteo máximo é o músculo glúteo que cobre todos os outros músculos 
glúteos, exceto o terço anterossuperior do glúteo médio. É mais superficial, pesado e 
com fibras mais grosseiras, além de ser o maior músculo do corpo. 
As fibras da parte superior e maior desse músculo e as fibras superficiais da parte 
inferior inserem-se no trato iliotibial. Algumas fibras profundas da parte inferior do 
músculo fixam-se à tuberosidade glútea do fêmur. Os vasos e nervo glúteos 
inferiores entram na superfície profunda do glúteo máximo em seu centro. É suprido 
pelas artérias glúteas inferior e superior. Na parte superior do seu trajeto, o nervo 
isquiático passa profundamente ao glúteo máximo. As principais ações do glúteo 
máximo são extensão e rotação lateral da coxa. 
As bolsas glúteas separam o glúteo máximo das estruturas adjacentes. As bolsas 
são sacos membranáceos revestidos por uma membrana sinovial contendo uma 
camada capilar de líquido lubrificante. Essas bolsas estão localizadas em áreas 
sujeitas a atrito, portanto seu objetivo é reduzir o atrito e permitir o movimento livre. 
Em geral, três bolsas estão associadas ao glúteo máximo, sendo elas: bolsa 
trocantérica, bolsa isquiática do músculo glúteo máximo e bolsa intermuscular do 
músculo glúteo. 
A bolsa trocantérica separa o trocanter maior das fibras superiores do glúteo 
máximo. É frequentemente a maior das bolsas formadas em relação às 
proeminências ósseas e está presente ao nascimento. A bolsa isquiática do músculo 
glúteo máximo separa o túber isquiático da parte inferior do glúteo máximo. Já a 
bolsa intermuscular do músculo glúteo separa o trato iliotibial da parte superior da 
fixação proximal do músculo vasto lateral, pertencente à coxa. 
Tanto o músculo glúteo médio quanto o mínimo têm forma de leque, possuem as 
mesmas ações e inervação e são irrigados pela artéria glútea superior. O músculo 
glúteo médio prende-se medialmente no espaço compreendido entre as linhas 
glúteas, anterior e posterior, e anteriormente, essa inserção se estende até a 
espinha ilíaca anterossuperior. O músculo glúteo mínimo fixa-se medialmente entre 
as linhas glúteas anterior e inferior do osso do quadril. Ambos têm a função de 
abduzir a coxa e girarem-na medialmente. 
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O músculo tensor da fáscia lata origina-se na espinha ilíaca anterossuperior e no 
lábio externo da crista ilíaca e insere-se no trato iliotibial, que se fixa ao côndilo 
lateral da tíbia, sendo inervado pelo nervo glúteo superior. É um músculo fusiforme 
com aproximadamente quinze centímetros de comprimento, com principal ação de 
aduzir e rodar medialmente a coxa, além de proporcionar estabilidade da ligação 
entre a pelve e o fêmur. 
O músculo piriforme prende-se medialmente na face anterior do sacro. Dirigindo-se 
lateralmente, seu ventre atravessa a incisura isquiática maior para ir ao trocanter 
maior do fêmur. É um músculo estreito, em forma de pera e está parcialmente 
localizado na parede posterior da pelve menor e parcialmente posterior à articulação 
do quadril, deixando a pelve através do forame isquiático maior. 
O músculo obturador interno e os músculos gêmeos, superior e inferior, formam o 
músculo tríceps femoral, que ocupa a abertura entre o músculo piriforme e o 
músculo quadrado femoral. O músculo obturador interno, assim como o músculo 
piriforme, tem sua origem no interior da cavidade pélvica menor, tendo a forma de 
um leque, cobrindo por dentro o forame obturado. Ele se insere na membrana 
obturatória e no contorno do forame obturador. Suas fibras convergem, deixando o 
interior da pelve menor pela incisura isquiática menor para constituir um tendão que 
se insere juntamente com o tendão do gêmeo inferior, no troncanter maior do fêmur. 
O músculo gêmeo superior é um músculo mais delgado que se insere medialmente 
na espinha isquiática. 
O músculo gêmeo inferior (Figura 13) prende-se, na origem, no túber isquiático 
(lateralmente, com o músculo obturador interno). 
A bolsa isquiática do obturador interno permite livre movimento do músculo sobre a 
margem posterior do ísquio, onde a margem forma a incisura isquiática menor e a 
tróclea sobre a qual o tendão desliza. 
O músculo quadrado femoral é um músculo curto, bastante espesso, mais ou menos 
cúbico. É o mais inferior dos músculos da região, com fixação proximal no túber 
isquiático e, distal no tubérculo da crista intertrocantérica do fêmur e na área inferior 
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a ele. Sua inervação se da do nervo para o quadrado femoral, e sua principal 
função é rodar lateralmente a coxa e estabilizar a cabeça do fêmur no acetábulo. 
O músculo obturador externo localiza-se posteriormente ao músculo pectíneo e às 
extremidades superiores dos músculos adutores e sua inervação é pelo nervo 
obturatório. O músculo obturador externo faz parte dos músculos medias da coxa. É 
um músculo plano, relativamente pequeno, em forma de leque e tem fixação 
proximal nas margens do forame obturado e membrana obturadora e fixação distal 
na fossa trocantérica do fêmur; sua inervação é dada pelo nervo obturatório, com 
principal função é rodar lateralmente a coxa e estabilizar a cabeça do fêmur no 
acetábulo. 
Os músculos da região anterior da pelve, que também representam a musculatura 
posterior do abdome, são os músculos iliopsoas, o músculo psoas menor e o 
quadrado lombar. 
 
Figura 13. Região glútea (vista posterior) 
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O músculo Iliopsoas é um músculo constituído por dois outros que se unem num 
único conjunto de fibras. A porção medial é denominada do músculo psoas maior, é 
mais alongado, e se insere nos corpos vertebrais, desde 12º vértebra torácica até a 
4º vértebra lombar. A poção lateral, músculo ilíaco, constitui um fascículo alargado 
em leque e ocupa toda a fossa ilíaca interna. Inferiormente, o psoas maior e o ilíaco 
se juntam num único tendão que vai se inserir no trocanter