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COPEL TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO NTC 910020 Aplicação em Instalações de Unidades Consumidoras Outubro/1993 SED/DNOT Revisão: Setembro/2008 1 Transformadores de Distribuição Aplicação em instalações de unidades consumidoras - propriedade particular 1 - Finalidade 2 – Considerações Gerais 3 – Aceitação de Transformadores 4 - Casos Especiais para a Aceitação de Transformadores 5 – Características Específicas dos Transformadores Recuperados 6 – Relatórios e Ensaios 1 – Finalidade Estabelecer as condições mínimas para aceitação de transformadores de distribuição, novos, recuperados ou usados, destinados à utilização em entradas de serviço e instalações de unidades consumidoras atendidas pela COPEL . 2 – Considerações Gerais Esta norma é aplicável para instalações com potência de transformação inferior a 1000 kVA. A aceitação de transformadores em instalações de unidades consumidoras será analisada sob os aspectos pertinentes a uma das seguintes modalidades: instalações particulares, instalações para processos de incorporação e instalações sob processo de doação. 2.1 – Instalações Particulares O processo de aquisição de todos os materiais e equipamentos, a execução das instalações e a manutenção e operação do conjunto de transformação para o atendimento à entrada de serviço da unidade consumidora é de inteira responsabilidade do consumidor. 2.2 – Instalações para Processos de Incorporação a) O processo de aquisição de materiais e equipamentos é de responsabilidade do consumidor. b)..Todos os transformadores deverão ter ficha técnica aprovada pela Copel – DDI/SED/DNOT. c) A execução das instalações será efetuada por empreiteira(s) contratada(s) pelo consumidor com o cadastro vigente e atualizado pela Copel . d).. Durante a execução, as obras e a aplicação de materiais e equipamentos serão fiscalizadas pela Copel. e) Ao término da obra, as instalações serão incorporadas ao patrimônio da Copel. f) Após a incorporação, a operação e manutenção das instalações serão de responsabilidade da Copel. g) Nas instalações ligadas à Rede Aérea de Distribuição, em processos de incorporação, serão aceitos somente transformadores a óleo, desde que atendidas as exigências prescritas no MIT 162601 - Projeto e Construção de Redes de Distribuição por Particular. h) Em instalações para atendimento a Edifício de Uso Coletivo, poderá ser aceito: ? transformador a óleo, qualquer potência, até 500 kVA ? transformador a seco, nas potências de 150, 300 e 500 kVA (fazem parte da lista básica) ? transformador a seco, nas potências de 75, 112,5 e 225 kVA (não fazem parte da lista básica) 2.3 – Instalações sob Processo de Doação Instalações existentes, ligadas e em funcionamento, normalmente em Edifícios de Uso Coletivo, com transformador instalado em cabina, que serão doadas e incorporadas ao patrimônio da Copel. Após a doação, a operação e manutenção será de responsabilidade da Copel. Sob esta modalidade, a Copel aceitará a doação de transformadores a óleo ou a seco. 3 – Aceitação de Transformadores 3.1 – Condições para aceitação de transformadores em Instalações Particulares A Copel aceitará a instalação de transformadores, novos ou recuperados, mediante a apresentação do relatório de ensaios, realizados pelo fabricante ou empresa recuperadora, com resultados compatíveis com as exigências mínimas prescritas na Tabela II, desta norma. A definição para utilização de transformadores a seco ou a óleo devem seguir as orientações da NBR 14039:2003. 3.1.1 – Características dos transformadores a) As potências dos transformadores serão determinadas pelos interessados (consumidores), em função das cargas previstas e estudos de demanda previstos para as instalações. b) Transformadores monofásicos e trifásicos com tensão máxima 15 kV, com derivações no enrolamento primário de 13800/13500/13200/ V serão aceitos sem consulta prévia, devendo as características constantes das NTCs respectivas ser verificadas na derivação de 13200 V. COPEL TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO NTC 910020 Aplicação em Instalações de Unidades Consumidoras Outubro/1993 SED/DNOT Revisão: Setembro/2008 2 c) Em instalações particulares, a Copel recomenda, preferencialmente, a aplicação de transformadores com derivações no enrolamento primário, porém poderão ser aceitos transformadores com derivação única de tensão no primário, nas tensões de 13200 V ou 33000 V. d) Transformadores monofásicos e trifásicos com tensão máxima 36200 V, com derivações no enrolamento primário de 34500/33750/33000 V serão aceitos sem consulta prévia, devendo as características constantes das NTCs respectivas ser verificadas na derivação de 33000 V. e) Os transformadores trifásicos para aplicação em tensão 33000 V, deverão possuir núcleo com 5 colunas. f) As características técnicas dos transformadores deverão estar de acordo com as NTCs respectivas, conforme Tabela I. 3.1.2 - Condições para apresentação do Relatório de Ensaios a) Ligações Novas ou Aumento de Carga: Transformadores novos ou usados ou recuperados – a data de execução dos Ensaios não poderá ser superior a um ano, anterior à data da ligação. b) Religação de Unidade Consumidora: Nos casos em que o transformador permaneceu na instalação, poderá ser dispensada a apresentação do Relatório de Ensaios se o prazo entre o desligamento e a religação for igual ou inferior a 12 meses. Após este prazo, será necessária a apresentação do Relatório de Ensaios. 3.2 - Condições para aceitação de transformadores em Instalações sob o Processo de Incorporação A aceitação de transformadores em processo de incorporação está subordinada às seguintes condições: 3.2.1 – Os transformadores deverão ser procedentes de fabricantes cadastrados na Copel, com ficha técnica aprovada. 3.2.2 – Preferencialmente, os transformadores deverão possuir derivação única, na tensão primária, em 13200 V ou 33000 V. Transformadores com derivação no primário poderão ser aceitos, desde que possuam derivação para fixação do tap em 13200 V ou 33000 V. 3.2.3 – As características técnicas dos transformadores deverão estar de acordo com as prescrições da Tabela I. 3.2.4 – Os transformadores “a seco” poderão ser aceitos em processo de incorporação apenas em instalações de edifícios de uso coletivo. 3.2.5 – O processo de incorporação deverá seguir os procedimentos estabelecidos no MIT/MDEN 163920. 3.3 – Condições para aceitação de transformadores em processos de doação A aceitação de transformadores em processo de doação está subordinada às seguintes condições: 3.3.1 – Os processos de doação de instalações com transformadores, partindo de iniciativa do consumidor, poderão ser consumados desde que a data de ligação da unidade consumidora tenha ocorrido até março de 1997. 3.3.2 – Os transformadores deverão possuir tensões primárias e secundárias de acordo com as indicações da Tabela I. 3.3.3 – Para iniciar o processo de doação, a Copel realizará uma vistoria às instalações para avaliar o estado de conservação do transformador e as condições de segurança das instalações. 3.3.4 – Nos casos de processos em instalações de edifícios de uso coletivo, será obrigatória a apresentação de Relatório de Ensaios conforme exigências do item 6.2. A s providências e os custos para a realizaçãodestes ensaios serão de responsabilidade da parte interessada no processo de doação. 3.3.5 – Os resultados dos ensaios mencionados no item anterior deverão ser apresentados em Laudo assinado pelo responsável técnico e estarem de acordo com a Tabela II. 3.3.6 – O processo de doação deverá seguir os procedimentos da NAC 060102 e no MIT/MDE 163920 . 3.4 – Condições Especiais 3.4.1 – A aceitação de transformadores novos em instalações particulares está condicionada à apresentação do Relatório de Ensaios e de rotina constantes no item 6. 3.4.2 – A recuperação de transformadores deverá ser realizada por empresas idôneas, com tradição de serviços prestados nestas atividades. A Copel, se julgar necessário, poderá efetuar visita às instalações da empresa recuperadora para verificação das condições de execução dos trabalhos de recuperação e realização dos ensaios nos transformadores. COPEL TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO NTC 910020 Aplicação em Instalações de Unidades Consumidoras Outubro/1993 SED/DNOT Revisão: Setembro/2008 3 3.4.3 – O transformador recuperado deverá estar acompanhado de uma via do Relatório de Ensaios emitido pela empresa recuperadora. 3.4.4 – Na impossibilidade de realização dos ensaios, nas instalações do fabricante ou empresa recuperadora, estes poderão ser realizados por entidades tecnológicas de reconhecimento público. 3.4.5 - Em caso de dúvida quanto aos dados apresentados nos Relatórios de Ensaios, Copel poderá exigir a execução de novos ensaios, para comprovação dos valores apresentados. 3.4.6 - Não serão aceitos transformadores cujos dados constantes dos Relatórios de Ensaios apresentados estiverem incorretos ou fora dos limites estabelecidos nas respectivas NTCs. 4 - Casos Especiais para a Aceitação de Transformadores A aceitação de transformadores com características diferentes das descritas nesta norma, em instalações particulares ou nas modalidades de incorporação ou doação, estará condicionada à consulta prévia realizada à Copel – DDI/SED/DNOT 5 – Características Específicas dos Transformadores Recuperados Todos os transformadores recuperados deverão ter marcação externa, de forma indelével, o nome da empresa recuperadora e a data em que foi efetuada a recuperação. 6 – Relatórios e Ensaios A aceitação dos transformadores está subordinada à apresentação e a +análise por parte da COPEL dos seguintes Relatórios de Ensaios: 6.1 – Transformadores para instalações particulares ou processo de incorporação: a) Resistência elétrica dos enrolamentos b) Relação de tensões c) Resistência do isolamento d) Polaridade e) Deslocamento angular (grupo de ligação) f) Seqüência de fases g) Perdas (em vazio, em carga e totais) h) Corrente de excitação i) Tensão de curto-circuito (impedância) j) Ensaios dielétricos l) Estanqueidade m) Rigidez dielétrica do óleo Os resultados dos ensaios deverão estar compatíveis com os valores estabelecidos nas NBRs e/ou NTCs respectivas. Alguns ensaios não possuem valores de resultados estabelecidos em normas, devendo apenas serem informados pelo fabricante, para comparativo com valores em ensaios futuros. 6.2 – Transformadores para aceitação em processo de doação: a) Resistência do isolamento b) Relação de transformação c) Rigidez dielétrica do óleo Observação Para a execução destes ensaios, deverão ser obedecidas as exigências constantes nas Normas da ABNT: - NBR 5356/93 - Transformador de Potência – Especificação - NBR 5380/93 - Transformador de Potência - Método de Ensaio - NBR 5440/99 – Transformadores para Redes Aéreas de Distribuição – Padronização COPEL TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO NTC 910020 Aplicação em Instalações de Unidades Consumidoras Outubro/1993 SED/DNOT Revisão: Setembro/2008 4 TABELA I CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS TRANSFORMADORES APLICAÇÃO EM INSTALAÇÕES DE UNIDADES CONSUMIDORAS TIPO NTC POTÊNCIA (kVA) TENSÃO PRIMÁRIA MÁXIMA ( V ) TENSÃO SECUNDÁRIA ( V ) MO 81 1011 10 NO 81 1012 15 15000 254/127 FÁ 81 1013 25 SI 81 1021 10 CO 81 1022 15 36200 254/127 81 1023 25 81 1043 45 TRI 81 1044 75 81 1045 112,5 FÁ 81 1046 150 15000 220/127 81 1047 225 SI 81 1080 300 81 1081 500 CO 81 1063 45 81 1064 75 36200 220/127 81 1065 112,5 COPEL TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO NTC 910020 Aplicação em Instalações de Unidades Consumidoras Outubro/1993 SED/DNOT Revisão: Setembro/2008 5 TABELAS II CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS – TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS – A ÓLEO NTC CÓDIGO CLASSE DE TENSÃO MÁXIMA POTÊNCIA RELA- ÇÃO DE COR- RENTE DE EXCI- PERDAS MÁXIMAS (W) TEN-SÃO DE CURTO- TENSÃO DE RADIOINTER- FERÊNCIA NÍVEL MÉDIO DE RUÍDO FRE- QÜÊNCIA COPEL (Kv EFICAZ)) (kVA) TEN- SÕES TAÇÃO MÁXI- MA(%) EM VAZIO TO- TAIS CIRCUITO A 75oC (%) DE ENSAIO (V) MÁXI- MA (? V) MÁX (dB) NOMINAL (Hz) 1041 935213-9 15 4,8 100 440 1042 935216-3 30 4,1 170 740 48 1043 935219-8 45 3,7 220 1000 3,5 1044 935222-8 15 75 60:1 3,1 330 1470 8383 250 51 60 1045 935224-4 112,5 2,8 440 1990 1046 935225-2 150 2,6 540 2450 55 1047 935227-9 225 2,3 765 3465 1080 738305-3 300 2,2 950 4310 1081 738385-1 500 2,1 1640 6560 4,5 56 1061 935233-3 15 5,7 110 500 1062 935236-8 30 4,8 180 825 48 1063 935239-2 36,2 45 150:1 4,3 250 1120 4,0 20958 650 60 1064 935242-2 75 3,6 360 1635 51 1065 935244-9 112,5 3,2 490 2215 55 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS – TRANSFORMADORES MONOFÁSICOS – A ÓLEO NTC CÓDIGO CLASSE DE TENSÃO MÁXIMA POTÊNCIA RELA- ÇÃO DE COR- RENTE DE EXCITA- PERDAS MÁXIMAS (W) TEN-SÃO DE CURTO TENSÃO DE RADIOINTER- FERÊNCIA NÍVEL MÉDIO DE FRE- QÜÊNCIA COPEL (kV EFICAZ) (kVA) TEN- SÕES ÇÃO MÁXIMA (%) EM VAZIO TOTAI S CIRCUITO A 75oC (%) DE ENSAIO (V) MÁXIMA (? V) RUÍDO (MÁX) (dB) NOMI- NAL (Hz) 1011 935112-4 10 3,3 60 260 1012 935113-2 15 15 52:1 3,0 85 355 2,5 8383 250 48 60 1013 935115-9 25 2,7 120 520 1021 935131-0 10 4,0 70 285 1022 935133-7 36,2 15 75:1 3,6 90 395 3,0 20958 650 48 60 1023 935135-3 25 3,1 130 580 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS – TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS – A SECO ( * ) NTC CÓDIGO CLASSE DE TENSÃO MÁXIMA POTÊNCIA RELA- ÇÃO DE COR- RENTE DE EXCI- PERDAS MÁXIMAS (W) TENSÃO DE CURTO- TENSÃO DE RADIOINTER- FERÊNCIA NÍVELMÉDIO DE RUÍDO FRE- QÜÊNCIA COPEL (kV EFICAZ)) (kVA) TENSÕE S TAÇÃO MÁXI- MA(%) EM VAZIO TO- TAIS CIRCUITO A 115oC (%) DE ENSAIO (V) MÁXIMA (? V) MÁX (dB) NOMINAL (Hz) 15 4,8 100 440 30 4,1 170 740 45 3,7 220 1000 3,5 1087 017024-0 15 75 60:1 3,0 330 1470 8383 250 60 1088 017025-9 112,5 2,8 440 1990 1083 016320-1 150 2,6 540 2450 4,5 1089 016900-5 225 2,3 765 3465 1084 015468-7 300 2,2 950 4310 58 1085 015877-1 500 1,6 1640 6560 5,5 60 15 5,7 110 500 30 4,8 180 825 36,2 45 150:1 4,3 250 1120 4,0 20.958 650 60 75 3,6 360 1635 112,5 3,2 490 2215 58 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 ( * ) - Características elétricas para tensão de 13.200 V, 60 Hz, 115.ºC, classe F, conforme NBR 10.295.