A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (3)

Pré-visualização | Página 2 de 6

úteis para propiciar aos usuários uma base para verificar a capacidade de gerar 
caixa e equivalentes, bem como as necessidades de liquidez, ou seja, a DFC contém a necessidade de 
Capital de Giro, esta por sua vez indica as condições da empresa quitar suas dívidas, receber 
investimentos, bem como avaliar situações presentes e futuras do caixa da empresa. 
Segundo descrito por Adriano (2012, P.1000), 
A apresentação do DFC se dá através de dois métodos: Direto e Indireto, o 
primeiro apresenta todas as entradas e saídas brutas de dinheiro, já no método 
Indireto parte do lucro líquido ajustando-o pelas despesas e receitas que não 
têm efeito caixa e que não pertençam às Atividades Operacionais com as 
variações de ativos e passivos relacionados com as Atividades Operacionais da 
empresa. 
 
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA), de acordo com a Lei 6.404/76 em seu artigo. 188, indica o 
valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a 
geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a 
parcela da riqueza não distribuída. A DVA é elaborada a partir dos dados contidos na DRE e tornou-se 
obrigatória, pela Lei 11.638/07, para todas as companhias abertas. 
 
 
2.3 ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
 
A análise das demonstrações contábeis é uma técnica bastante útil para as empresas, pois avalia 
e comprova a redução do grau de insolvência e o aumento de informações claras e objetivas são utilizadas 
para a tomada de decisão. 
O ato de analisar os demonstrativos contábeis consiste em comparar resultados das operações 
econômico-financeiras em um determinado período, através de índices de liquidez, rentabilidade e 
econômicos. 
 
O analista de balanços preocupa-se com as demosntrações financeiras que, por 
sua vez, precisam ser transformadas em informações que permitam concluir se 
a empresa merece ou não crédito, se vem sendo bem ou mal administrada, se 
tem ou não condições de pagar suas dívidas, se é ou não lucrativa, se vem 
evoluindo ou regredindo, se é eficiente, se irá falir ou se continuará operando. 
(MATARAZZO, 2003, p. 17) 
 
 
Conforme Marion (2012, P.1), podemos dividir a Análise das Demonstrações Contábeis em três 
níveis: a) introdutório, b) intermediário, e c) avançado. 
 
 
ANÁLISE 
Marion (2012, P.1) descreve o nível introdutório, como o primeiro nível de análise financeira, 
segundo seu grau de complexidade. São utilizados indicadores básicos que abordam o grau de 
rentabilidade, liquidez e endividamento da organização estudada. 
De acordo com o autor supramencionado, no nível intermediário a análise Pode ser aprofundada 
mediante outro conjunto de indicadores que melhor explica e detalha a situação econômico-financeira da 
empresa. Alguns desses indicadores são: Analise do fluxo de caixa, Análise do DOAR, Alavancagem 
financeira e Lucratividade. 
 
Já no nível avançado, Marion (2012, P.3) discorre que este nível utiliza uma Série de outros 
indicadores e instrumentos de análise que poderiam enriquecer mais as conclusões referentes à situação 
econômico-financeira de uma empresa. Algumas dessas ferramentas seriam: a) indicadores combinados; 
b) análise da DVA; c) liquidez dinâmica; d) projeções das Demonstrações Contábeis e sua análise; e) 
análise com ajustamento das demonstrações contábeis no nível geral de preços; f) análise das variações 
de fluxos econômicos versus financeiro; e g) outros modelos de análise: Balanced Scorecard, EVA, MVA 
etc. 
 
 
 
 
2.3.1 Técnicas de Análise das Demonstrações Contábeis 
 
De acordo com Matarazzo (2003, p.19), na maioria das ciências, o processo de tomada de 
decisões obedece à sequência da figura abaixo: 
 
Etapas: 1 2 3 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 01: Quadro de Etapas da Análise de Balanço 
 Fonte: Matarazzo (2003, P.19) 
 
Na análise de Balanços, aplica-se o mesmo raciocínio científico: primeiro são extraídos os índices 
das demonstrações financeiras, na sequência, esses índices são comparados aos padrões. Logo em 
seguidas são feitas ponderações das diferentes informações, chegando assim a um diagnóstico ou 
conclusões. A partir daí as decisões podem ser tomadas. 
Matarazzo (2003, P.20) afirma que quando esta sequência não é levada em conta, fatalmente a 
análise de Balanços fica prejudicada. 
É importante salientar alguns cuidados que devem ser tomados com os demonstrativos 
suscetíveis de análise, como ter em mãos demonstrações contábeis de três períodos, verificar se existe 
um parecer de auditoria dessas demonstrações para que se tenha uma margem satisfatória de 
credibilidade. 
Marion (2012, p.10) então apresenta algumas das técnicas utilizadas: Indicadores Financeiros e 
Econômicos, Análise Horizontal e Vertical, Análise de Índices, Análise da Taxa de Retorno sobre 
Investimentos, Análise da DOAR, DFC e DVA. 
 
A Análise Horizontal ou de Tendência, identifica a evolução dos diversos elementos patrimoniais e 
de resultados ao longo de determinado período de tempo. É uma análise temporal do crescimento da 
empresa, que permite avaliar a evolução das vendas, custos e despesas, o aumento dos investimentos 
realizados nos diversos itens ativos, a evolução das dívidas etc. Acontece que quando comparamos os 
Escolha de 
indicadores 
Comparação com 
padrões 
Diagnóstico ou 
conclusões 
Decisões 
indicadores de vários períodos, analisamos as tendências dos índices, esta análise mede a variação 
percentual dos grupos de contas de um período em relação a outro, em função dos respectivos grupos de 
contas. 
Já a Análise Vertical ou de Estrutura, visa conhecer a participação percentual relativa de cada 
elemento em relação ao total de cada grupo que aquele elemento pertence; no caso do BP, mede a 
participação percentual das contas e grupos de contas em relação ao total de Ativo ou Passivo respectivo 
e da participação percentual das contas em relação ao total do respectivo grupo. Em relação à 
Demonstração do Resultado de Exercício, mede a participação percentual das contas deste em relação ao 
total das vendas líquidas. 
Em relação à análise de índices (liquidez, endividamento, rentabilidade, os indicadores de 
liquidez, conforme Marion (2012, P.75), são utilizados para avaliar a capacidade de pagamento da 
empresa, isto é, constituem uma apreciação sobre se a empresa tem a capacidade para saldar seus 
compromissos. Essa capacidade de pagamento pode ser avaliada, considerando longo prazo, curto prazo 
ou prazo imediato. 
Os índices de endividamento, além de indicar o nível de endividamento da empresa, informa se a 
empresa utiliza mais de recursos próprios ou de terceiros para financiar seus ativo e suas operações. 
De acordo com Marion (2012, P.95), na análise do endividamento, há necessidade de detectar as 
características do seguinte indicador: 
 Empresas que recorrem a dívidas como um complemento dos Capitais 
Próprios para realizar aplicações produtivas em seu Ativo (ampliação, 
expansão, modernização etc.). Esse endividamento é sadio, mesmo sendo um 
tanto elevado, pois as aplicações produtivas deverão gerar recursos para saldar 
o compromisso assumido; 
 Empresas que recorrem a dívidas para pagar outras dívidas que estão 
vencendo. Por não gerarem recursos para saldar seus compromissos, elas 
recorrem a empréstimos sucessivos. Permanecendo esse círculo vicioso, a 
empresa será séria candidata à insolvência; consequentemente à falência. 
 
Em relação aos índices de rentabilidade Matarazzo (2003, P.175) afirma que os índices deste 
grupo mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto renderam os investimentos e, 
portanto, qual

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.