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A EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE E DO PROFISSIONAL CONTÁBIL NO BRASIL Fernanda Bueno da Silva Juliete Eliete da Costa Liziane Vieira Costa Renata Maria Birkner Prof. Gilson Borghesan Primo Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Ciências Contábeis (CTB-0343) – A evolução da contabilidade e do profissional contábil no Brasil 06/06/2016 RESUMO Este trabalho descreve a história da evolução da contabilidade no Brasil. Neste texto são citadas importantes datas além de leis e decretos que contribuirão para o desenvolvimento do conteúdo apresentado, pretendendo emitir o conhecimento da contabilidade brasileira desde a época do Brasil-colônia até os tempos de hoje, com o objetivo de compreender as necessidades de adaptação do profissional contábil na atualidade. Palavras – chave: Evolução. Contabilidade Brasileira. Desenvolvimento Profissional. 1 INTRODUÇÃO A história da contabilidade teve início nos tempos primórdios da civilização, quando o seu humano já sentia necessidade de saber o que pertencia e assim proteger seus bens. No Brasil a pratica da contabilidade chegou com a vinda da 2 família real portuguesa, que impulsionou atividade colonial assim aumentando os gastos publico, e renda dos estados, sentindo a inevitabilidade de um apresto fiscal. Com o passar dos anos o profissional contábil se torna cada vez mais indispensável para a sociedade e para as organizações. Assim como tudo evolui, a contabilidade também evolui a cada dia, e nos dias de hoje o profissional contábil deixou de ser o guardador de livros, que somente preenchia guias e realizava pagamentos. Hoje o profissional contábil atua em várias áreas, como análise contábil e operacional de empresas, auditoria, controladoria, tomara de decisões para trair investidores etc. Com esse crescimento acelerado da contabilidade o principal desafio ainda esta na mudança do perfil do profissional para se adequar a essas mudanças. Assim a finalidade desse trabalho é analisar a origem, o surgimento, e a evolução da contabilidade e do profissional contábil no Brasil, identificando as causas de suas mudanças e a necessidade de se atualizar e buscar o desenvolvimento contínuo de seus conhecimentos. 2 A CONTABILIDADE NO PERÍODO COLONIAL AO BRASIL IMPÉRIO A contabilidade no Brasil iniciou-se nos mais remotos tempos localizados em diversas grutas vistas em diferentes estados brasileiros onde mostrava como era o controle de bens dos homens que viviam naquela época daquelas regiões. Figura 1. Serra da Capivara – Several Paintings 3 O grande avanço da contabilidade no Brasil se deu a partir de 1500 quando o País se torna colônia de Portugal. Devido à comercialização entre Brasil e Portugal em 1530 foram criadas as primeiras alfândegas, local por onde circulava todo pau Brasil que era extraído. Esses fatos demonstravam as preocupações iniciais com o ensino comercial da área contábil. No ano de 1549 para o controle destes, ocorreu à primeira nomeação feita por D. João III para contador geral e guarda-livros. Gaspar Lamego nomeado então como o primeiro Contador Geral das terras do Brasil, cuja expressão era utilizada para denominar os profissionais que atuavam na área pública. Contudo, somente em 1770, quando Dom José, rei de Portugal, expede Carta de Lei a todos os domínios lusitanos (incluindo o Brasil), quando então, surge à primeira regulamentação da profissão contábil no país. O Brasil neste tempo era um espelho da contabilidade que era feita em Portugal as regulamentações entre Brasil e Portugal nessa época de colônia eram feitas através de cartas régias. Constata-se na história, que no dia 16 de julho de 1679, através da Carta Régia é criada a Casa dos Contos, órgão incumbido de processar e fiscalizar as receitas e despesas de Estado, ganhando autonomia somente no reinado de João I. Esse fato é respaldado pela chegada da Família Real ao Brasil em 1808, proporcionando um desenvolvimento socioeconômico e cultural mais efetivo na colônia, devido a diversas ocorrências, tais como a abertura dos portos às nações amigas, a colônia passou a comercializar produtos de outros países além de Portugal; porém tínhamos um problema, que era a falta de dinheiro, pois não se tinha um banco para imprimir moedas aqui, assim criou-se o Banco do Brasil, originando a emissão do papel moeda; A criação da Imprensa Régia, permitindo a atividade impressora, (somente o governo tinha permissão para imprimir), sendo publicado o primeiro jornal do Brasil e criação do Museu Nacional e da Biblioteca Real, atualmente Biblioteca Nacional. O desenvolvimento social que ocorria naquele período, aliado a expansão da atividade colonial provocou um aumento nos gastos, exigindo um melhor controle das contas públicas e receitas do Estado, e para este fim foi implantado o órgão denominado Erário Régio. Com a instalação do Erário Régio, foi introduzido o método das partidas dobradas, já utilizado em Portugal. O órgão era composto por um presidente com funções de Inspetor Geral, um contador e um procurador fiscal, incumbidos de fazer toda arrecadação, distribuição e administração financeira e fiscal. 4 O processo de escrituração contábil nos órgãos públicos tornou-se obrigatório em Portugal através do Alvará de 24 de dezembro de 1768. No Brasil, a primeira referência oficial à escrituração e relatórios contábeis ocorreu no ano de 1808, elaborada pelo Príncipe Regente D. João VI. Dom João estabeleceu que o processo de escrituração das contas só poderia ser feita por profissionais que estudassem aulas de comércio, sendo essas aulas realizadas no Brasil originárias de Portugal e preparavam os empregados do comércio para o exame na Junta Comercial. A primeira escola vem surgir pouco tempo depois, porém em 1809 as aulas de comércio no Brasil começam com a nomeação de João Antônio Lisboa, O Visconde de Cairú como ficou conhecido, nasceu na Bahia em 1756, foi o grande inspirador para algumas medidas do Príncipe Regente. Em 1905 foi criada na Bahia uma fundação em sua homenagem, Fundação Visconde de Cairú, com a finalidade de formar peritos comerciais e habilitar os jovens para cargos de cônsules e chefes de Contabilidade, esta Fundação funciona até os dias atuais. A profissão de Guarda livros que seria equivalente à profissão de contador hoje em dia só foi estabelecida no Brasil em 1869 pelo decreto Imperial 4475, esse decreto é muito importante porque além de tornar uma profissão de Guarda Livros uma profissão ele gerou a primeira profissão liberal no Brasil. Na regulamentação, fica estabelecida a necessidade de matrícula de todos os guarda-livros na Junta do Comércio, em livros específicos, ficando claro que a não inclusão do profissional no referido livro o tornaria inapto a obter empregos públicos, impedindo-o também de realizar escriturações, contas ou laudos. O guarda-livros, como era conhecido o profissional de Contabilidade, era um profissional ou empregado incumbido de fazer os seguintes trabalhos da firma: elaborar contratos e extratos, controlar a entrada e saída de dinheiro, através de pagamentos e recebimentos, criar correspondências e fazer toda a escrituração mercantil. Exigia-se que estes profissionais tivessem domínio das línguas portuguesa e francesa, além de uma aperfeiçoada caligrafia. Com a escassez de produtos nacionais que suprissem as necessidades internas e a falta de um produto forte no mercado internacional debilitava a economia imperial e isso ocorre devido à quantidade de exportações, a balança comercial brasileira era desfavorável. Havia, portanto a necessidade de maior arrecadação tributária e diante desse fato, surgiu em 1843 à primeira tentativa de implantaro imposto de renda. 5 Segundo Martins e Silva (2007: p 111) através da Lei de Orçamento 317 ,de 21 de outubro estabeleceu-se o imposto progressivo sobre os vencimentos recebidos dos cofres públicos, título de contribuição extraordinária, que só vigorou nos anos de 1843 a 1845. Essa foi à primeira experiência de implantação do Imposto de Renda, o que só se implantaria na República. Apesar dos estímulos da área pública, o ensino comercial não se desenvolvia devido, principalmente ao desinteresse da população. O ensino levou quase cem anos para estruturar-se sendo consolidado após o movimento do Grêmio do Guarda-livros de São Paulo para criação do curso. E em 1902 foi fundada a Escola Prática de Comércio, atualmente Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, que funciona com a missão que há um século lhe foi outorgada pelos fundadores: formar profissionais com excelência de ensino. Fato marcante também foi o Código Comercial Brasileiro estabelecido no período da República, no ano de 1850 pelo Imperador D. Pedro II, com intuito de regulamentar os procedimentos contábeis, impondo às empresas a fazer escrituração dos livros, mostrando os fatos patrimoniais, conforme transcreve a Lei 556 do Art. 290. A primeira regulamentação contábil realizada em território brasileiro ocorreu em 1870, através do reconhecimento oficial da Associação dos Guarda-Livros da Corte, pelo Decreto Imperial nº 4.475. este decreto foi muito importante, pois caracterizou o guarda-livros como a primeira profissão liberal regulamentada no país. O Código Comercial Brasileiro sofreu algumas correções através da lei nº 1083, dentre essas alterações, foi estipulado que às empresas deveriam publicar e enviar ao Governo, em prazos determinados os balanços e as demonstrações contábeis, e após várias tentativas de implantação do Imposto de Renda, no ano de 1867, este imposto readquiriu força, com base na Lei 514 de 28 de outubro de 1848.. 3 A INFLUÊNCIA ITALIANA E NORTE-AMERICANA NA CONTABILIDADE DO BRASIL No Brasil, a contabilidade teve influência tanto da escola italiana quanto da americana, sendo que a primeira foi a que influenciou inicialmente o país, porém foi na segunda que o Brasil baseou-se para formação da Lei das Sociedades por Ações, que ocorreu a partir da Resolução nº 220 para a implantação do ensino acadêmico. 6 Em 1950 há nova transformação na contabilidade, onde varias empresas estão vindo para o Brasil, inclusive norte Americanas, a partir dessa década o Brasil deixa de lado o modelo Italiano e passa a utilizar o modelo da escola Estadunidense. Essa troca passa a ficar mais evidente a partir do primeiro livro publicado sobre a contabilidade pelos professores da FEA da USP , o livro de contabilidade Introdutória, além disso foi criado a lei 6404/76 do ano 1976, primeira lei que trata sobre contabilidade no país. e uma circular do Banco do Central, 179/72, onde elas deixam bem evidente como se trata a contabilidade no Brasil a partir dos Anos 70. Com esta afirmação, deu-se origem na Itália, a Escola Patrimonialista, corrente doutrinária de maior disseminação mundial, anunciando que a Contabilidade apesar de relacionar-se com varias ciências como o direito, a administração, a matemática e economia, tinha requisitos próprios para firmar-se como ciência. Como afirma Mais em comentário, relatado por Lopes de Sá (1998): A Contabilidade, como ciência, só considera os instrumentos de informação como meios que levam ao conhecimento dos fenômenos patrimoniais: tais instrumentos servem, de fato para colher, classificar, ordenar e representar os dados que elaborados, são depois utilizados para administração do capital das empresas ou do patrimônio das entidades. Segundo Sá (1998) a Teoria Patrimonialista classifica as contas em: a) Contas Patrimoniais: Contas do Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido; b) Contas de Resultado: Despesa e Receita. 4 O NEOPATRIMONIALISMO A partir da década de 90, o Brasil na figura do Dr. Prof. Antônio Lopes de Sá aperfeiçoa o Patrimonialismo de Masi, dando origem a Escola Neopatrimonialista, baseado na Teoria Geral da Contabilidade. Essa escola foi a primeira corrente doutrinária criada no Brasil. A Teoria Geral da Contabilidade foi fundamentada por teorias anteriores desenvolvidas pelo próprio Lopes de Sá, como a Teoria de Equilíbrio, Teoria 7 Dinâmica de Circulação, Teoria das Funções Sistemáticas do Patrimônio Aziendal. Segundo Lopes de Sá, o fenômeno patrimonial sob a ótica do neopatrimonialismo classifica-se em três grandes grupos de relações lógicas: As essenciais detectam-se as relações íntimas de necessidade, finalidade, meio patrimonial, função; as dimensionais relações de causa, efeito, tempo, espaço, qualidade, quantidade; ambientais relações de naturezas: administrativas, psíquicas do pessoal, sociais, econômicas, ecológicas, culturais, políticas, legais, etc. Lopes de Sá (1997, p. 160). Segundo Martins e Silva (2007, p. 172), o Neopatrimonialismo é a primeira doutrina a adotar valores axiomáticos de forma organizada e sistemática, ou seja, dentro dos vigores da filosofia das ciências. O Neopatrimonialismo evolui a corrente Patrimonialista de Masi, aprofundou-se sem desmerecê-lo. Esta escola ainda está em fase de implantação, mas já está disseminada em vários países como Argentina, Portugal e Espanha. I 5 REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO CONTÁBIL Através do Decreto-Lei 9.295 de 27 de maio de 1946, foram criados os Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade, com a determinação de fiscalizar e reger a profissão contábil. Definiu-se o perfil dos contabilistas, contadores eram os graduados em cursos universitários de Ciências Contábeis; técnicos de Contabilidade eram os de nível médio, das escolas comerciais; e guarda-livros não tinham escolaridade formal, exerciam atividades de escrituração mercantil, passando a ser técnico contábil com a regulamentação da Lei 3.384/58. O primeiro registro profissional de CRC do atual Estado do Rio de Janeiro foi o do Senador João Lyra, considerado Patrono da Classe Contábil, homenageado pela sua contribuição na luta pela regulamentação da profissão contábil. Em 1981, o Conselho Federal de Contabilidade, estabeleceu as Normas Brasileiras de Contabilidade NBC, dividindo em Normas Brasileiras de 8 Contabilidade – Técnica NBC - T e Normas Brasileiras de Contabilidade – Profissionais NBC – P, onde foram dispostos dezesseis princípios contábeis. Suportes aos Contadores • CFC - CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE Instituído através do decreto lei 9295/46, com função de fiscalizar r regulamentar a profissão do contador, além do CFC que regulariza o macro, existe • CRC (CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE) que são os regionais, que fiscalizam cada Região. CVM – COMISSÃO DE VALORES IMOBILIÁRIOS É uma autarquia Federal que foi criada pela lei 6385/76, onde tem a função de regulamentar e fiscalizar as companhias de capitais aberto estabelecendo os critérios de relatórios e pareceres de auditoria, com intuito de fortalecer mercado de capitais, ou seja ela tem a função de proteger os sócios minoritários das empresas durante as transações que ocorre. • CPC – COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS Com a Lei 11638/07, nasceu a CPD, é uma entidade autônoma, onde foi criada de uma resolução do CFC, que é 1155/05, com objetivo de estudar, preparar e emitir pronunciamentos técnicos sobre procedimento de contabilidade e divulgar informações dessa natureza par a permitir a emissão de normas para entidade reguladoras brasileiras, visando à centralização e uniformização dos processos de produção, levando sempre em conta a convergência da contabilidadebrasileira com as normas internacionais de contabilidade. • IBRACOM – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil Este instituto fundado em 13 de dezembro de 1971, vigorado através de novas regras estatutárias de 01 de julho de 1982, visa ajudar na criação e divulgação das Normas e Procedimentos de Auditoria e de Contabilidade, que são sancionados pelo Conselho Federal de Contabilidade, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central da Brasil. O Ibracon é o órgão responsável para representar o Brasil perante algumas entidades internacionais, como: 9 a) IASC – International Accounting Standards Commitee (Comitê Internacional de Normas Contábeis): O Comitê Internacional de Normas Contábéis, é um conjunto de medidas internacionais sobre Contabilidade editadas e analisadas pelo IABS (International Accounting standards Board) b) IFAC - International Federation of Accountants (Federação Internacional de Contadores): É uma entidade internacional que patrocina os Congressos Internacionais de Contabilidade, e anuncia guias de orientação sobre o exercício profissional. c) AIC – Associação Interamericana de Contabilidade: É uma entidade continental que reúne os profissionais da área contábil das Américas do Sul, Norte e Central, com intuito de elevar o intercâmbio dos contabilistas, estabelecer comunicação entre as normas internacionais e desenvolver a profissão contábil. Com Globalização cada vez maior nos dia de hoje, a contabilidade brasileira passa por uma nova transformação, onde partir de 2007, agora procurando se harmonizar com as técnicas contábeis usada em outros países, entre a vigor a lei 11638/07 que vem há alterar a lei 6404/76. Ocorrendo devido a adoção das principais técnica de demonstração contábeis, através do IRFS (International Finantial Reporting Estandards), que tem os seguintes países que utilizam: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Portugal, França, Reino Unido entre outros. 6 A CONTABILIDADE NO BRASIL NO SÉCULO XXI Com as mudanças no cenário mundial devido à globalização, as informações acerca das empresas são transmitidas de forma mais rápida e a Contabilidade deve acompanhar estes avanços. O profissional da área contábil no século XXI deve ter um conhecimento vasto e qualificado. Diante das novas necessidades do mercado, que dispõe de muitas informações em curto espaço de tempo, e devido às inovações tecnológicas, é exigido do profissional ética, agilidade diante dos problemas, auxílio na tomada de decisões, além de manter-se atualizado 10 continuamente. Para isso os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Contabilidade atuam realizando cursos, seminários e fóruns. Diante dos anseios da sociedade perante a profissão contábil, Franco (1999, p. 86), afirma: As expectativas da sociedade crescem continuamente, uma vez que ela vê a profissão contábil como capaz de enfrentar os desafios do futuro e de cumprir suas responsabilidades. A profissão tem, portanto, de avaliar e reconhecer até onde ela pode atender às expectativas da sociedade, sempre crescentes, adaptando-se às novas situações, seu crescimento será assegurado.Isso exigirá constante comparação entre as expectativas da sociedade e a capacitação dos membros da profissão para atender a essas expectativas. Ela terá, portanto, de atualizar constantemente seus conhecimentos para justificar sua afirmação de que pode atender às necessidades da sociedade. Antigamente, o mercado de trabalho não exigia dos profissionais da área de Contabilidade o ensino superior, por isso a figura do técnico de Contabilidade supria as necessidades deste mercado. Diante das expectativas em torno do crescimento do profissional contábil, podemos verificar que este, vem buscando a evolução e amadurecimento para atender o mercado. A Contabilidade disponibiliza neste século muitas áreas de atuação para este profissional: a) Planejamento Empresarial: planejador tributário; analista financeiro; contador geral; auditor interno; contador de custos; contador gerencial; atuário. b) Ensino: Professor; pesquisador; escritor; conferencista; c) Autônomo: auditor independente; consultor; empresário contábil; investigador contábil; perito de fraudes; d) Em órgão público: contador público; agente ou auditor fiscal; tribunal de contas; oficial contador e outros cargos públicos. 7 CARACTERÍSTICAS DO PROFISSIONAL CONTÁBIL • O perfil do profissional contábil; O perfil de profissional contábil vem se modificando nos últimos anos, inclusive no conceito de emprego que passa por uma grande transformação que traz novos padrões comportamentais de qualificação e desemprenho. 11 Este novo perfil traz a imagem de um homem que precisa ter muitos conhecimentos. Tem a consciência que quanto mais conhecimento tem melhor chance de cumprir bem u seu papel podendo assim ter maior remuneração. O mercado exige que estes novos profissionais sejam inteligentes e deve ter capacidade criativa, ser proativo, ser integro, sem medos de arriscar e nem ser egoísta, bom em comunicação, entender o sistema econômico, politico e social, ter conhecimentos técnicos dos negócios. Sempre estudando e se atualizando a situação da empresa a qual presta serviço. De acordo com Silva (2003, p. 03), “ o profissional contábil precisa ser visto como um comunicador de informações essenciais à tomada de decisões, pois a habilidade em avaliar fatos passados, perceber o presente e predizer eventos futuros pode ser compreendido como fator preponderante ao sucesso empresarial.” Mas o contador ainda vem sido visto como um funcionário indireto do governo, apenas para cálculos e preenchimento de guias e formulários para atender o fisco, mas ele tem que mostrar o quando esta profissão é injustiçada, mostrando a importância do seu trabalho na tomada de decisões. Segundo Montaldo (apud MARION, 2001, p. 39) o contador: Deve desempenhar aqui um papel importante nas negociações inter- regionais, assessorando, pesquisando, trazendo informações e elementos que assegurem o fluxo de informação contínua, que leva a uma tomada de decisão racional, devendo oferecer um serviço socialmente útil e profissionalmente eficiente, que não seja apenas fruto da experiência e da formação universitária recebida, mas também de seu compromisso de incrementar e renovar constantemente o caudal de seus conhecimentos em prol da unidade regional • Responsabilidades do contador; Podemos destacar que suas normas são regidas pelo Decreto-Lei nº 806/69 e Decreto nº 66.408/70, e o Código de Ética criado pela Resolução CFC nº 803/96, atualmente com a recepção em nosso ordenamento jurídico em 2002 do Novo Código Civil, foi incorporada a responsabilidade do profissional em contabilidade. 12 Os contadores tiveram destacadas suas atividades, o que assegura a categoria na área empresarial e social. Porém, os contadores passaram a ter mais responsabilidades. Agora as atividades contábeis são tratadas com mais rigor. É extremamente importante que o profissional esteja atento para as praticas dolosas contra o fisco a serem propostas ou impostas por seus clientes. A prática dolosa é de quem pratica, porém o contador é responsabilizado por danos a terceiro. 8 CENÁRIO ATUAL DA PROFISSÃO CONTÁBIL N O BRASIL Nos dias atuais o técnico contábil pode obter legalmente seu registro no concelho da classe, sendo necessário apenas à conclusão do curso técnico e aprovação no exame de suficiência profissional, podendo assim realizar as atividades contábeis, tornando-se responsável pelos demonstrativos contábeis de uma firma. Porém, somente as atividades de períciaauditoria são reservadas aos profissionais de nível superior. Abaixo um quadro que mostra a participação dos técnicos em contabilidade no contexto profissional brasileiro, do quadro dos profissionais registrados e ativos nos Concelhos Regionais de Contabilidade. Figura 2. FONTE: Conselho Federal Com estas informações podemos perceber que o mercado de trabalho para o técnico de contabilidade não está estagnado e também não há perspectiva de extinção da profissão. Mas para o técnico se manter no de tempos passado. Teve grande alteração nos pré Entretanto mudaram também suas responsabilidades, algumas que nem eram imagináveis a alguns anos atrás. No Brasil é comum encontrar estudantes que não gostam de contabilidade nem nas questões relacionadas, pois ainda existe aquela visão destorcida do guarda livros que aparentemente tinha apenas a função de um profissional simples cumpridor de ordem e 9 A CONTABILIDADE NA ATUALIDADE Nos dias atuais o papel do contabilista mudou completamente. A evolução é constante, e é preciso se adaptar a nova realidade. Nessa nova evolução o contabilista precisara superar os desafios oportunidades. Hoje é necessário que a organização tenha um profissional contábil, pois empresas bem sucedidas precisam de números e fatos certos. O contador tem a função de cuidar das informações contábeis e fornecer inc FONTE: Conselho Federal de Contabilidade – dados do ano de 1999. Com estas informações podemos perceber que o mercado de trabalho para o técnico de contabilidade não está estagnado e também não há perspectiva de extinção da profissão. Mas para o técnico se manter no mercado não é, mas como os Guarda de tempos passado. Teve grande alteração nos pré-requisitos exigidos. Entretanto mudaram também suas responsabilidades, algumas que nem eram imagináveis a alguns anos atrás. No Brasil é comum encontrar estudantes que não gostam de contabilidade nem nas questões relacionadas, pois ainda existe aquela visão destorcida do guarda livros que aparentemente tinha apenas a função de um profissional simples cumpridor de ordem e sem capacidade criativa. 9 A CONTABILIDADE NA ATUALIDADE Nos dias atuais o papel do contabilista mudou completamente. A evolução é constante, e é preciso se adaptar a nova realidade. Nessa nova evolução o contabilista precisara superar os desafios e tirar proveito das novas Hoje é necessário que a organização tenha um profissional contábil, pois empresas bem sucedidas precisam de números e fatos certos. O contador tem a função de cuidar das informações contábeis e fornecer incentivo para que o 13 dados do ano de 1999. Com estas informações podemos perceber que o mercado de trabalho para o técnico de contabilidade não está estagnado e também não há perspectiva de mercado não é, mas como os Guarda-livros requisitos exigidos. Entretanto mudaram também suas responsabilidades, algumas que nem eram No Brasil é comum encontrar estudantes que não gostam de contabilidade nem nas questões relacionadas, pois ainda existe aquela visão destorcida do guarda livros que aparentemente tinha apenas a função de um profissional Nos dias atuais o papel do contabilista mudou completamente. A evolução é constante, e é preciso se adaptar a nova realidade. Nessa nova evolução o e tirar proveito das novas Hoje é necessário que a organização tenha um profissional contábil, pois empresas bem sucedidas precisam de números e fatos certos. O contador tem a entivo para que o 14 empresário possa exercer com efetividade as suas funções, elaborando relatórios técnicos diante de seus conhecimentos. Na modernidade uma das funções do contabilista é ajudar a organização a atingir seu objetivo, preparando e disponibilizando aos usuários externos uma visão geral da organização. O contabilista deve possuir uma visão global compreendendo o meio social, político, econômico e cultural, onde esta introduzida. Podemos dizer que o profissional contábil na atualidade é considerado um consultor, pois o profissional que se mantém atualizado é de fundamental importância para o mercado. 10 CONCEITO DE CONTABILIDADE A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio, suas variações quantitativas e qualitativas. Estuda os métodos de calculo e registro de movimentação financeira de uma firma ou entidade, cria gráficos, evidencia as variações, cria normas para sua interpretação, análise e auditagem e serve para as tomadas de decisões, tanto dentro quanto fora da empresa, estudando, interpretando, registrando e controlando todos os setores envolvidos diretamente ou indiretamente com a empresa ou entidade. Só através do trabalho contábil que podemos observar os lucros e prejuízos financeiros, os registros também têm como objetivo comprovar os fatos sobre a vida financeira da empresa para novos investidores e/ou nova diretoria interessados no passado, presente e futuro conhecendo assim seu progresso, estagnação ou retrocesso. 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS Na apresentação de uma breve analise da evolução da contabilidade, fica comprovado que a mesma, surgiu para atender a necessidade de domínio do patrimônio pelos homens. Essa mesma contabilidade primitiva evolui com os 15 avanços econômicos das civilizações, tornando-se atualidade indispensável para conduzir o Brasil. Apesar da evolução lenta a globalização trouxe novas informações, exigindo uma nova postura de conhecimento profissional. Um dos grandes desafios dos dias atuais é gerar soluções em educação, que permitam transmitir o conhecimento da contabilidade aumentando o número de profissionais qualificados de cursos de graduação, assim atualizando melhor os profissionais na área contábil. Diante de todas as informações expostas, cabe ressaltar a importância da contabilidade como ciência humana e a colaboração no direcionamento da economia e nas finanças do mundo. REFERÊNCIAS GONÇALVES, GILMAR FRANCISCO GOMES. História, evolução da contabilidade no Brasil e sua importância no mundo dos negócios. 2004. 53 f. Monografia (graduação em Ciências Contábeis)- Instituto de Ensino Superior de João Monlevade, João Monlevade, 2004 http://www.senac.br/informativo/BTS/263/boltec263d.htm. Acesso em 12.03.2016 Figura 1: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=29962386- Acesso em 27/03/2016 SILVA, Antônio Carlos Ribeiro da; MARTINS, Wilson Carlos Ribeiro da. História do Pensamento Contábil, Curitiba, Juruá, 2007. SÁ, Antônio Lopes de. História Geral da Doutrinas da Contabilidade, São Paulo, Atlas, 1997. SÁ, Antônio Lopes de. Teoria da Contabilidade, 4º edição, São Paulo, Atlas, 2006. SHMIDT, Paulo. História do Pensamento Contábil, Bookman, 2000..