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A EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE E DO 
PROFISSIONAL CONTÁBIL NO BRASIL 
 
Fernanda Bueno da Silva 
Juliete Eliete da Costa 
Liziane Vieira Costa 
Renata Maria Birkner 
Prof. Gilson Borghesan Primo 
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI 
Ciências Contábeis (CTB-0343) – A evolução da contabilidade e do profissional 
contábil no Brasil 
06/06/2016 
 
 
RESUMO 
 
Este trabalho descreve a história da evolução da contabilidade no Brasil. Neste texto 
são citadas importantes datas além de leis e decretos que contribuirão para o 
desenvolvimento do conteúdo apresentado, pretendendo emitir o conhecimento da 
contabilidade brasileira desde a época do Brasil-colônia até os tempos de hoje, com o 
objetivo de compreender as necessidades de adaptação do profissional contábil na 
atualidade. 
 
 
 
 
Palavras – chave: Evolução. Contabilidade Brasileira. Desenvolvimento Profissional. 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 A história da contabilidade teve início nos tempos primórdios da civilização, 
quando o seu humano já sentia necessidade de saber o que pertencia e assim 
proteger seus bens. No Brasil a pratica da contabilidade chegou com a vinda da 
2 
 
família real portuguesa, que impulsionou atividade colonial assim aumentando os 
gastos publico, e renda dos estados, sentindo a inevitabilidade de um apresto 
fiscal. 
 Com o passar dos anos o profissional contábil se torna cada vez mais 
indispensável para a sociedade e para as organizações. Assim como tudo evolui, a 
contabilidade também evolui a cada dia, e nos dias de hoje o profissional contábil 
deixou de ser o guardador de livros, que somente preenchia guias e realizava 
pagamentos. Hoje o profissional contábil atua em várias áreas, como análise 
contábil e operacional de empresas, auditoria, controladoria, tomara de decisões 
para trair investidores etc. 
 Com esse crescimento acelerado da contabilidade o principal desafio ainda 
esta na mudança do perfil do profissional para se adequar a essas mudanças. 
Assim a finalidade desse trabalho é analisar a origem, o surgimento, e a evolução 
da contabilidade e do profissional contábil no Brasil, identificando as causas de 
suas mudanças e a necessidade de se atualizar e buscar o desenvolvimento 
contínuo de seus conhecimentos. 
 
2 A CONTABILIDADE NO PERÍODO COLONIAL AO BRASIL IMPÉRIO 
 
 
 A contabilidade no Brasil iniciou-se nos mais remotos tempos localizados em 
diversas grutas vistas em diferentes estados brasileiros onde mostrava como era o 
controle de bens dos homens que viviam naquela época daquelas regiões. 
 
Figura 1. Serra da Capivara – Several Paintings 
3 
 
 
O grande avanço da contabilidade no Brasil se deu a partir de 1500 quando o País 
se torna colônia de Portugal. Devido à comercialização entre Brasil e Portugal em 1530 
foram criadas as primeiras alfândegas, local por onde circulava todo pau Brasil que era 
extraído. Esses fatos demonstravam as preocupações iniciais com o ensino comercial da 
área contábil. No ano de 1549 para o controle destes, ocorreu à primeira nomeação feita 
por D. João III para contador geral e guarda-livros. Gaspar Lamego nomeado então 
como o primeiro Contador Geral das terras do Brasil, cuja expressão era utilizada para 
denominar os profissionais que atuavam na área pública. Contudo, somente em 1770, 
quando Dom José, rei de Portugal, expede Carta de Lei a todos os domínios lusitanos 
(incluindo o Brasil), quando então, surge à primeira regulamentação da profissão 
contábil no país. 
O Brasil neste tempo era um espelho da contabilidade que era feita em Portugal as 
regulamentações entre Brasil e Portugal nessa época de colônia eram feitas através de 
cartas régias. Constata-se na história, que no dia 16 de julho de 1679, através da Carta 
Régia é criada a Casa dos Contos, órgão incumbido de processar e fiscalizar as receitas 
e despesas de Estado, ganhando autonomia somente no reinado de João I. Esse fato é 
respaldado pela chegada da Família Real ao Brasil em 1808, proporcionando um 
desenvolvimento socioeconômico e cultural mais efetivo na colônia, devido a diversas 
ocorrências, tais como a abertura dos portos às nações amigas, a colônia passou a 
comercializar produtos de outros países além de Portugal; porém tínhamos um 
problema, que era a falta de dinheiro, pois não se tinha um banco para imprimir moedas 
aqui, assim criou-se o Banco do Brasil, originando a emissão do papel moeda; A criação 
da Imprensa Régia, permitindo a atividade impressora, (somente o governo tinha 
permissão para imprimir), sendo publicado o primeiro jornal do Brasil e criação do 
Museu Nacional e da Biblioteca Real, atualmente Biblioteca Nacional. 
O desenvolvimento social que ocorria naquele período, aliado a expansão da 
atividade colonial provocou um aumento nos gastos, exigindo um melhor controle das 
contas públicas e receitas do Estado, e para este fim foi implantado o órgão denominado 
Erário Régio. 
Com a instalação do Erário Régio, foi introduzido o método das partidas 
dobradas, já utilizado em Portugal. O órgão era composto por um presidente com 
funções de Inspetor Geral, um contador e um procurador fiscal, incumbidos de fazer 
toda arrecadação, distribuição e administração financeira e fiscal. 
4 
 
O processo de escrituração contábil nos órgãos públicos tornou-se obrigatório em 
Portugal através do Alvará de 24 de dezembro de 1768. No Brasil, a primeira referência 
oficial à escrituração e relatórios contábeis ocorreu no ano de 1808, elaborada pelo 
Príncipe Regente D. João VI. 
Dom João estabeleceu que o processo de escrituração das contas só poderia ser 
feita por profissionais que estudassem aulas de comércio, sendo essas aulas realizadas 
no Brasil originárias de Portugal e preparavam os empregados do comércio para o 
exame na Junta Comercial. 
A primeira escola vem surgir pouco tempo depois, porém em 1809 as aulas de 
comércio no Brasil começam com a nomeação de João Antônio Lisboa, O Visconde de 
Cairú como ficou conhecido, nasceu na Bahia em 1756, foi o grande inspirador para 
algumas medidas do Príncipe Regente. Em 1905 foi criada na Bahia uma fundação em 
sua homenagem, Fundação Visconde de Cairú, com a finalidade de formar peritos 
comerciais e habilitar os jovens para cargos de cônsules e chefes de Contabilidade, esta 
Fundação funciona até os dias atuais. 
A profissão de Guarda livros que seria equivalente à profissão de contador hoje 
em dia só foi estabelecida no Brasil em 1869 pelo decreto Imperial 4475, esse decreto é 
muito importante porque além de tornar uma profissão de Guarda Livros uma profissão 
ele gerou a primeira profissão liberal no Brasil. 
Na regulamentação, fica estabelecida a necessidade de matrícula de todos os 
guarda-livros na Junta do Comércio, em livros específicos, ficando claro que a não 
inclusão do profissional no referido livro o tornaria inapto a obter empregos públicos, 
impedindo-o também de realizar escriturações, contas ou laudos. 
O guarda-livros, como era conhecido o profissional de Contabilidade, era um 
profissional ou empregado incumbido de fazer os seguintes trabalhos da firma: elaborar 
contratos e extratos, controlar a entrada e saída de dinheiro, através de pagamentos e 
recebimentos, criar correspondências e fazer toda a escrituração mercantil. Exigia-se 
que estes profissionais tivessem domínio das línguas portuguesa e francesa, além de 
uma aperfeiçoada caligrafia. 
Com a escassez de produtos nacionais que suprissem as necessidades internas e a 
falta de um produto forte no mercado internacional debilitava a economia imperial e 
isso ocorre devido à quantidade de exportações, a balança comercial brasileira era 
desfavorável. Havia, portanto a necessidade de maior arrecadação tributária e diante 
desse fato, surgiu em 1843 à primeira tentativa de implantaro imposto de renda. 
5 
 
Segundo Martins e Silva (2007: p 111) através da Lei de Orçamento 317 ,de 21 de 
outubro estabeleceu-se o imposto progressivo sobre os vencimentos recebidos dos 
cofres públicos, título de contribuição extraordinária, que só vigorou nos anos de 1843 a 
1845. Essa foi à primeira experiência de implantação do Imposto de Renda, o que só se 
implantaria na República. 
Apesar dos estímulos da área pública, o ensino comercial não se desenvolvia 
devido, principalmente ao desinteresse da população. O ensino levou quase cem anos 
para estruturar-se sendo consolidado após o movimento do Grêmio do Guarda-livros de 
São Paulo para criação do curso. 
E em 1902 foi fundada a Escola Prática de Comércio, atualmente Fundação 
Escola de Comércio Álvares Penteado, que funciona com a missão que há um século lhe 
foi outorgada pelos fundadores: formar profissionais com excelência de ensino. 
Fato marcante também foi o Código Comercial Brasileiro estabelecido no período 
da República, no ano de 1850 pelo Imperador D. Pedro II, com intuito de regulamentar 
os procedimentos contábeis, impondo às empresas a fazer escrituração dos livros, 
mostrando os fatos patrimoniais, conforme transcreve a Lei 556 do Art. 290. 
A primeira regulamentação contábil realizada em território brasileiro ocorreu em 
1870, através do reconhecimento oficial da Associação dos Guarda-Livros da Corte, 
pelo Decreto Imperial nº 4.475. este decreto foi muito importante, pois caracterizou o 
guarda-livros como a primeira profissão liberal regulamentada no país. 
O Código Comercial Brasileiro sofreu algumas correções através da lei nº 1083, 
dentre essas alterações, foi estipulado que às empresas deveriam publicar e enviar ao 
Governo, em prazos determinados os balanços e as demonstrações contábeis, e após 
várias tentativas de implantação do Imposto de Renda, no ano de 1867, este imposto 
readquiriu força, com base na Lei 514 de 28 de outubro de 1848.. 
 
 
3 A INFLUÊNCIA ITALIANA E NORTE-AMERICANA NA CONTABILIDADE 
DO BRASIL 
 No Brasil, a contabilidade teve influência tanto da escola italiana quanto da 
americana, sendo que a primeira foi a que influenciou inicialmente o país, porém foi na 
segunda que o Brasil baseou-se para formação da Lei das Sociedades por Ações, que 
ocorreu a partir da Resolução nº 220 para a implantação do ensino acadêmico. 
6 
 
Em 1950 há nova transformação na contabilidade, onde varias empresas estão vindo 
para o Brasil, inclusive norte Americanas, a partir dessa década o Brasil deixa de lado o 
modelo Italiano e passa a utilizar o modelo da escola Estadunidense. Essa troca passa a 
ficar mais evidente a partir do primeiro livro publicado sobre a contabilidade pelos 
professores da FEA da USP , o livro de contabilidade Introdutória, além disso foi criado 
a lei 6404/76 do ano 1976, primeira lei que trata sobre contabilidade no país. e uma 
circular do Banco do Central, 179/72, onde elas deixam bem evidente como se trata a 
contabilidade no Brasil a partir dos Anos 70. 
Com esta afirmação, deu-se origem na Itália, a Escola Patrimonialista, corrente 
doutrinária de maior disseminação mundial, anunciando que a Contabilidade apesar de 
relacionar-se com varias ciências como o direito, a administração, a matemática e 
economia, tinha requisitos próprios para firmar-se como ciência. Como afirma Mais em 
comentário, relatado por Lopes de Sá (1998): 
A Contabilidade, como ciência, só considera os instrumentos de informação 
como meios que levam ao conhecimento dos fenômenos patrimoniais: tais 
instrumentos servem, de fato para colher, classificar, ordenar e representar os 
dados que elaborados, são depois utilizados para administração do capital das 
empresas ou do patrimônio das entidades. 
 
 Segundo Sá (1998) a Teoria Patrimonialista classifica as contas em: 
a) Contas Patrimoniais: Contas do Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido; 
b) Contas de Resultado: Despesa e Receita. 
 
4 O NEOPATRIMONIALISMO 
 
 A partir da década de 90, o Brasil na figura do Dr. Prof. Antônio Lopes de 
Sá aperfeiçoa o Patrimonialismo de Masi, dando origem a Escola 
Neopatrimonialista, baseado na Teoria Geral da Contabilidade. Essa escola foi a 
primeira corrente doutrinária criada no 
Brasil. 
 A Teoria Geral da Contabilidade foi fundamentada por teorias anteriores 
desenvolvidas pelo próprio Lopes de Sá, como a Teoria de Equilíbrio, Teoria 
7 
 
Dinâmica de Circulação, Teoria das Funções Sistemáticas do Patrimônio 
Aziendal. Segundo Lopes de Sá, o fenômeno patrimonial sob a ótica do 
neopatrimonialismo classifica-se em três grandes grupos de relações lógicas: 
As essenciais detectam-se as relações íntimas de necessidade, finalidade, meio 
patrimonial, função; as dimensionais relações de causa, efeito, tempo, espaço, 
qualidade, quantidade; ambientais relações de naturezas: administrativas, 
psíquicas do pessoal, sociais, econômicas, ecológicas, culturais, políticas, legais, 
etc. Lopes de Sá (1997, p. 160). 
 Segundo Martins e Silva (2007, p. 172), o Neopatrimonialismo é a primeira 
doutrina a adotar valores axiomáticos de forma organizada e sistemática, ou seja, 
dentro dos vigores da filosofia das ciências. 
 O Neopatrimonialismo evolui a corrente Patrimonialista de Masi, 
aprofundou-se sem desmerecê-lo. Esta escola ainda está em fase de implantação, 
mas já está disseminada em vários países como Argentina, Portugal e Espanha. 
 I 
 
5 REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO CONTÁBIL 
 
 Através do Decreto-Lei 9.295 de 27 de maio de 1946, foram criados os 
Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade, com a determinação de 
fiscalizar e reger a profissão contábil. Definiu-se o perfil dos contabilistas, 
contadores eram os graduados em cursos universitários de Ciências Contábeis; 
técnicos de Contabilidade eram os de nível médio, das escolas comerciais; e 
guarda-livros não tinham escolaridade formal, exerciam atividades de 
escrituração mercantil, passando a ser técnico contábil com a regulamentação da 
Lei 3.384/58. 
 O primeiro registro profissional de CRC do atual Estado do Rio de Janeiro 
foi o do Senador João Lyra, considerado Patrono da Classe Contábil, 
homenageado pela sua contribuição na luta pela regulamentação da profissão 
contábil. 
 Em 1981, o Conselho Federal de Contabilidade, estabeleceu as Normas 
Brasileiras de Contabilidade NBC, dividindo em Normas Brasileiras de 
8 
 
Contabilidade – Técnica NBC - T e Normas Brasileiras de Contabilidade – 
Profissionais NBC – P, onde foram dispostos dezesseis princípios contábeis. 
 Suportes aos Contadores 
• CFC - CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE 
Instituído através do decreto lei 9295/46, com função de fiscalizar r 
regulamentar a profissão do contador, além do CFC que regulariza o macro, 
existe 
• CRC (CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE) que são os 
regionais, que fiscalizam cada Região. 
CVM – COMISSÃO DE VALORES IMOBILIÁRIOS 
É uma autarquia Federal que foi criada pela lei 6385/76, onde tem a função de 
regulamentar e fiscalizar as companhias de capitais aberto estabelecendo os 
critérios de relatórios e pareceres de auditoria, com intuito de fortalecer mercado 
de capitais, ou seja ela tem a função de proteger os sócios minoritários das 
empresas durante as transações que ocorre. 
• CPC – COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS 
Com a Lei 11638/07, nasceu a CPD, é uma entidade autônoma, onde foi criada 
de uma resolução do CFC, que é 1155/05, com objetivo de estudar, preparar e 
emitir pronunciamentos técnicos sobre procedimento de contabilidade e divulgar 
informações dessa natureza par a permitir a emissão de normas para entidade 
reguladoras brasileiras, visando à centralização e uniformização dos processos 
de produção, levando sempre em conta a convergência da contabilidadebrasileira com as normas internacionais de contabilidade. 
• IBRACOM – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil 
 
Este instituto fundado em 13 de dezembro de 1971, vigorado através de novas 
regras estatutárias de 01 de julho de 1982, visa ajudar na criação e divulgação 
das Normas e Procedimentos de Auditoria e de Contabilidade, que são 
sancionados pelo Conselho Federal de Contabilidade, Comissão de Valores 
Mobiliários e Banco Central da Brasil. 
O Ibracon é o órgão responsável para representar o Brasil perante algumas 
entidades internacionais, como: 
 
9 
 
a) IASC – International Accounting Standards Commitee (Comitê Internacional 
de Normas Contábeis): O Comitê Internacional de Normas Contábéis, é um 
conjunto 
de medidas internacionais sobre Contabilidade editadas e analisadas pelo IABS 
(International Accounting standards Board) 
 
b) IFAC - International Federation of Accountants (Federação Internacional de 
Contadores): É uma entidade internacional que patrocina os Congressos 
Internacionais de Contabilidade, e anuncia guias de orientação sobre o exercício 
profissional. 
 
c) AIC – Associação Interamericana de Contabilidade: É uma entidade 
continental que reúne os profissionais da área contábil das Américas do Sul, 
Norte e Central, com intuito de elevar o intercâmbio dos contabilistas, 
estabelecer comunicação entre as normas internacionais e desenvolver a 
profissão contábil. 
 Com Globalização cada vez maior nos dia de hoje, a contabilidade brasileira 
passa por uma nova transformação, onde partir de 2007, agora procurando se 
harmonizar com as técnicas contábeis usada em outros países, entre a vigor a lei 
11638/07 que vem há alterar a lei 6404/76. Ocorrendo devido a adoção das 
principais técnica de demonstração contábeis, através do IRFS (International 
Finantial Reporting Estandards), que tem os seguintes países que utilizam: 
Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Portugal, França, Reino Unido entre outros. 
 
 
6 A CONTABILIDADE NO BRASIL NO SÉCULO XXI 
 
 Com as mudanças no cenário mundial devido à globalização, as informações 
acerca das empresas são transmitidas de forma mais rápida e a Contabilidade 
deve acompanhar estes avanços. O profissional da área contábil no século XXI 
deve ter um conhecimento vasto e qualificado. Diante das novas necessidades do 
mercado, que dispõe de muitas informações em curto espaço de tempo, e devido 
às inovações tecnológicas, é exigido do profissional ética, agilidade diante dos 
problemas, auxílio na tomada de decisões, além de manter-se atualizado 
10 
 
continuamente. Para isso os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de 
Contabilidade atuam realizando cursos, seminários e fóruns. 
Diante dos anseios da sociedade perante a profissão contábil, Franco (1999, p. 
86), afirma: 
 As expectativas da sociedade crescem continuamente, uma vez que ela vê a 
profissão contábil como capaz de enfrentar os desafios do futuro e de cumprir 
suas responsabilidades. A profissão tem, portanto, de avaliar e reconhecer até 
onde ela pode atender às expectativas da sociedade, sempre crescentes, 
adaptando-se às novas situações, seu crescimento será assegurado.Isso 
exigirá constante comparação entre as expectativas da sociedade e a 
capacitação dos membros da profissão para atender a essas expectativas. Ela 
terá, portanto, de atualizar constantemente seus conhecimentos para justificar 
sua afirmação de que pode atender às necessidades da sociedade. 
 
 
 Antigamente, o mercado de trabalho não exigia dos profissionais da área de 
Contabilidade o ensino superior, por isso a figura do técnico de Contabilidade 
supria as necessidades deste mercado. Diante das expectativas em torno do 
crescimento do profissional contábil, podemos verificar que este, vem buscando 
a evolução e amadurecimento para atender o mercado. 
 A Contabilidade disponibiliza neste século muitas áreas de atuação para este 
profissional: 
a) Planejamento Empresarial: planejador tributário; analista financeiro; contador 
geral; auditor interno; contador de custos; contador gerencial; atuário. 
b) Ensino: Professor; pesquisador; escritor; conferencista; 
c) Autônomo: auditor independente; consultor; empresário contábil; investigador 
contábil; perito de fraudes; 
 d) Em órgão público: contador público; agente ou auditor fiscal; tribunal de 
contas; oficial contador e outros cargos públicos. 
 
 
7 CARACTERÍSTICAS DO PROFISSIONAL CONTÁBIL 
 
• O perfil do profissional contábil; 
 O perfil de profissional contábil vem se modificando nos últimos anos, 
inclusive no conceito de emprego que passa por uma grande transformação que 
traz novos padrões comportamentais de qualificação e desemprenho. 
11 
 
 Este novo perfil traz a imagem de um homem que precisa ter muitos 
conhecimentos. Tem a consciência que quanto mais conhecimento tem melhor 
chance de cumprir bem u seu papel podendo assim ter maior remuneração. 
 O mercado exige que estes novos profissionais sejam inteligentes e deve ter 
capacidade criativa, ser proativo, ser integro, sem medos de arriscar e nem ser 
egoísta, bom em comunicação, entender o sistema econômico, politico e social, 
ter conhecimentos técnicos dos negócios. 
 Sempre estudando e se atualizando a situação da empresa a qual presta 
serviço. 
 De acordo com Silva (2003, p. 03), “ o profissional contábil precisa ser 
visto como um comunicador de informações essenciais à tomada de decisões, 
pois a habilidade em avaliar fatos passados, perceber o presente e predizer 
eventos futuros pode ser compreendido como fator preponderante ao sucesso 
empresarial.” 
 Mas o contador ainda vem sido visto como um funcionário indireto do 
governo, apenas para cálculos e preenchimento de guias e formulários para 
atender o fisco, mas ele tem que mostrar o quando esta profissão é injustiçada, 
mostrando a importância do seu trabalho na tomada de decisões. 
Segundo Montaldo (apud MARION, 2001, p. 39) o contador: 
 
 Deve desempenhar aqui um papel importante nas negociações inter-
regionais, assessorando, pesquisando, trazendo informações e elementos que 
assegurem o fluxo de informação contínua, que leva a uma tomada de 
decisão racional, devendo oferecer um serviço socialmente útil e 
profissionalmente eficiente, que não seja apenas fruto da experiência e da 
formação universitária recebida, mas também de seu compromisso de 
incrementar e renovar constantemente o caudal de seus conhecimentos em 
prol da unidade regional 
 
• Responsabilidades do contador; 
 Podemos destacar que suas normas são regidas pelo Decreto-Lei nº 806/69 e 
Decreto nº 66.408/70, e o Código de Ética criado pela Resolução CFC nº 803/96, 
atualmente com a recepção em nosso ordenamento jurídico em 2002 do Novo 
Código Civil, foi incorporada a responsabilidade do profissional em 
contabilidade. 
12 
 
 Os contadores tiveram destacadas suas atividades, o que assegura a categoria 
na área empresarial e social. Porém, os contadores passaram a ter mais 
responsabilidades. 
 Agora as atividades contábeis são tratadas com mais rigor. 
 É extremamente importante que o profissional esteja atento para as praticas 
dolosas contra o fisco a serem propostas ou impostas por seus clientes. A prática 
dolosa é de quem pratica, porém o contador é responsabilizado por danos a 
terceiro. 
 
 
8 CENÁRIO ATUAL DA PROFISSÃO CONTÁBIL N O BRASIL 
 
 Nos dias atuais o técnico contábil pode obter legalmente seu registro no 
concelho da classe, sendo necessário apenas à conclusão do curso técnico e 
aprovação no exame de suficiência profissional, podendo assim realizar as 
atividades contábeis, tornando-se responsável pelos demonstrativos contábeis de 
uma firma. Porém, somente as atividades de períciaauditoria são reservadas aos 
profissionais de nível superior. 
 Abaixo um quadro que mostra a participação dos técnicos em contabilidade 
no contexto profissional brasileiro, do quadro dos profissionais registrados e 
ativos nos Concelhos Regionais de Contabilidade. 
 
Figura 2. FONTE: Conselho Federal 
 Com estas informações podemos perceber que o mercado de trabalho para o 
técnico de contabilidade não está estagnado e também não há perspectiva de 
extinção da profissão.
 Mas para o técnico se manter no
de tempos passado. Teve grande alteração nos pré
Entretanto mudaram também suas responsabilidades, algumas que nem eram 
imagináveis a alguns anos atrás. 
 No Brasil é comum encontrar estudantes que não gostam de contabilidade 
nem nas questões relacionadas, pois ainda existe aquela visão destorcida do 
guarda livros que aparentemente tinha apenas a função de um profissional 
simples cumpridor de ordem e 
 
 
9 A CONTABILIDADE NA ATUALIDADE
 
 Nos dias atuais o papel do contabilista mudou completamente. A evolução é 
constante, e é preciso se adaptar a nova realidade. Nessa nova evolução o 
contabilista precisara superar os desafios
oportunidades. 
 Hoje é necessário que a organização tenha um profissional contábil, pois 
empresas bem sucedidas precisam de números e fatos certos. O contador tem a 
função de cuidar das informações contábeis e fornecer inc
FONTE: Conselho Federal de Contabilidade – dados do ano de 1999.
Com estas informações podemos perceber que o mercado de trabalho para o 
técnico de contabilidade não está estagnado e também não há perspectiva de 
extinção da profissão. 
Mas para o técnico se manter no mercado não é, mas como os Guarda
de tempos passado. Teve grande alteração nos pré-requisitos exigidos. 
Entretanto mudaram também suas responsabilidades, algumas que nem eram 
imagináveis a alguns anos atrás. 
No Brasil é comum encontrar estudantes que não gostam de contabilidade 
nem nas questões relacionadas, pois ainda existe aquela visão destorcida do 
guarda livros que aparentemente tinha apenas a função de um profissional 
simples cumpridor de ordem e sem capacidade criativa. 
9 A CONTABILIDADE NA ATUALIDADE 
Nos dias atuais o papel do contabilista mudou completamente. A evolução é 
constante, e é preciso se adaptar a nova realidade. Nessa nova evolução o 
contabilista precisara superar os desafios e tirar proveito das novas 
Hoje é necessário que a organização tenha um profissional contábil, pois 
empresas bem sucedidas precisam de números e fatos certos. O contador tem a 
função de cuidar das informações contábeis e fornecer incentivo para que o 
13 
 
dados do ano de 1999. 
Com estas informações podemos perceber que o mercado de trabalho para o 
técnico de contabilidade não está estagnado e também não há perspectiva de 
mercado não é, mas como os Guarda-livros 
requisitos exigidos. 
Entretanto mudaram também suas responsabilidades, algumas que nem eram 
No Brasil é comum encontrar estudantes que não gostam de contabilidade 
nem nas questões relacionadas, pois ainda existe aquela visão destorcida do 
guarda livros que aparentemente tinha apenas a função de um profissional 
Nos dias atuais o papel do contabilista mudou completamente. A evolução é 
constante, e é preciso se adaptar a nova realidade. Nessa nova evolução o 
e tirar proveito das novas 
Hoje é necessário que a organização tenha um profissional contábil, pois 
empresas bem sucedidas precisam de números e fatos certos. O contador tem a 
entivo para que o 
14 
 
empresário possa exercer com efetividade as suas funções, elaborando relatórios 
técnicos diante de seus conhecimentos. 
 Na modernidade uma das funções do contabilista é ajudar a organização a 
atingir seu objetivo, preparando e disponibilizando aos usuários externos uma 
visão geral da organização. O contabilista deve possuir uma visão global 
compreendendo o meio social, político, econômico e cultural, onde esta 
introduzida. 
 Podemos dizer que o profissional contábil na atualidade é considerado um 
consultor, pois o profissional que se mantém atualizado é de fundamental 
importância para o mercado. 
 
 
10 CONCEITO DE CONTABILIDADE 
 
 A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio, suas 
variações quantitativas e qualitativas. Estuda os métodos de calculo e registro de 
movimentação financeira de uma firma ou entidade, cria gráficos, evidencia as 
variações, cria normas para sua interpretação, análise e auditagem e serve para 
as tomadas de decisões, tanto dentro quanto fora da empresa, estudando, 
interpretando, registrando e controlando todos os setores envolvidos diretamente 
ou indiretamente com a empresa ou entidade. 
 Só através do trabalho contábil que podemos observar os lucros e prejuízos 
financeiros, os registros também têm como objetivo comprovar os fatos sobre a 
vida financeira da empresa para novos investidores e/ou nova diretoria 
interessados no passado, presente e futuro conhecendo assim seu progresso, 
estagnação ou retrocesso. 
 
 
11 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Na apresentação de uma breve analise da evolução da contabilidade, fica 
comprovado que a mesma, surgiu para atender a necessidade de domínio do 
patrimônio pelos homens. Essa mesma contabilidade primitiva evolui com os 
15 
 
avanços econômicos das civilizações, tornando-se atualidade indispensável para 
conduzir o Brasil. 
 Apesar da evolução lenta a globalização trouxe novas informações, exigindo 
uma nova postura de conhecimento profissional. Um dos grandes desafios dos 
dias atuais é gerar soluções em educação, que permitam transmitir o 
conhecimento da contabilidade aumentando o número de profissionais 
qualificados de cursos de graduação, assim atualizando melhor os profissionais 
na área contábil. 
 Diante de todas as informações expostas, cabe ressaltar a importância da 
contabilidade como ciência humana e a colaboração no direcionamento da 
economia e nas finanças do mundo. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
GONÇALVES, GILMAR FRANCISCO GOMES. História, evolução da 
contabilidade no Brasil e sua importância no mundo dos negócios. 2004. 53 f. 
Monografia (graduação em Ciências Contábeis)- Instituto de Ensino Superior de João 
Monlevade, João Monlevade, 2004 
http://www.senac.br/informativo/BTS/263/boltec263d.htm. Acesso em 12.03.2016 
Figura 1: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=29962386- Acesso em 
27/03/2016 
SILVA, Antônio Carlos Ribeiro da; MARTINS, Wilson Carlos Ribeiro da. História do 
Pensamento Contábil, Curitiba, Juruá, 2007. 
SÁ, Antônio Lopes de. História Geral da Doutrinas da Contabilidade, São Paulo, 
Atlas, 1997. 
SÁ, Antônio Lopes de. Teoria da Contabilidade, 4º edição, São Paulo, Atlas, 2006. 
SHMIDT, Paulo. História do Pensamento Contábil, Bookman, 2000..

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