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teoria do recurso ordinario pratica av2

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do Recorrente, do Recorrido, da Origem e do número do Processo. 
 
2. MENÇÃO DE EXPRESSÕES DE RESPEITO. 
 
Obs.: Exemplos – Colendo Tribunal, Egrégia Turma, Nobres Julgadores. 
 
3. PRESSUPOSTOS RECURSAIS OU REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. 
 
Obs.: Mencionar que no presente recurso estão preenchidos os pressupostos recursais 
objetivos (extrínsecos) e subjetivos (intrínsecos), ainda que de forma sucinta. 
 
4. RESUMO DA DEMANDA. 
 
5. RAZÕES RECURSAIS – TESE(S). 
Obs.: Motivos justificadores da reforma do julgado; nulidade do julgado etc. 
 
6. PEDIDOS OU CONCLUSÕES 
 
Obs.: Conhecimento e provimento do recurso; reforma total ou parcial do julgado; 
nulidade da sentença e retorno dos autos à primeira instância. 
 
7. ENCERRAMENTO: 
 
a) nesses termos, pede deferimento; 
b) local e data (sem identificação); 
c) advogado e número da OAB (sem identificação). 
 
 
 
 
Questão prática 
 
Determinada empresa demitiu vendedora de loja de roupas finas, alegando que, por ser 
estabelecimento de luxo, seriam mantidas apenas pessoas de boa aparência e que, 
ademais, apresentassem atestado de esterilização, “para que não houvesse riscos de 
afastamentos do serviço”. Ao reclamar da situação, a trabalhadora foi bastante 
humilhada, em público, recebendo irônico “conselho” do Gerente da Loja para que fosse 
“procurar seus direitos”. Despedida, socorreu-se da Justiça do Trabalho onde postulou 
as verbas rescisórias, a percepção em dobro da remuneração pelo período de 
afastamento, tudo acrescido de danos morais a serem arbitrados pelo Juízo, tendo em 
vista as graves humilhações sofridas. O Juízo de primeira instância julgou a ação 
procedente em parte, determinando a reintegração, contra a vontade da Reclamante 
que alegara em Juízo não ter nenhum ambiente para retornar àquele emprego, 
limitando-se, por fim, o julgado, a determinar o pagamento das remunerações, de forma 
simples, do período de afastamento. 
Questão: Como advogado da Reclamante, apresente a medida processual adequada, 
postulando a reforma do julgado, apresentando, para tanto, o devido fundamento legal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA 
_____ VARA DO TRABALHO DE __________ 
 
 
 
 
Processo número 
 
 
 
 
NOME DA RECORRENTE, já qualificada nos autos do processo em 
epígrafe, movida em face de NOME DA RECORRIDA, vem, 
tempestivamente, à presença de Vossa Excelência, por seu advogado que 
esta subscreve, inconformada com a respeitável sentença proferida, interpor 
o presente RECURSO ORDINÁRIO, com fulcro no art. 895, I, da 
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. 
 
 
 
Assim, requer o recebimento das razões recursais anexas e a posterior 
remessa dos autos ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da _____ 
Região para a reapreciação da demanda. 
 
Outrossim, requer seja a Reclamada notificada para que, querendo, apresente 
as contrarrazões que julgar necessárias. 
 
Tendo em vista a sentença guerreada ter sido parcialmente procedente, a 
reclamante recorrente deixa de recolher custas. 
 
Ademais, deixa de recolher o depósito recursal por ser empregada recorrente. 
 
 
Termos em que, 
pede deferimento. 
 
Local e data. 
 
Advogado 
OAB n. _____ 
 
 
 
 
RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO 
 
 
Recorrente: Nome da Reclamante 
Recorrido: Nome da Reclamada 
Origem:_____ Vara do Trabalho de _____ 
Processo:__________ 
 
 
Egrégio Tribunal, 
Colenda Turma, 
Nobre Julgadores, 
 
 
I – DOS PRESSUPOSTOS RECURSAIS 
 
O presente recurso ordinário preenche todos os seus requisitos de 
admissibilidade recursal extrínsecos e intrínsecos. 
 
Dessa forma, espera o recorrente que este recurso seja conhecido e tenha o 
seu mérito apreciado. 
 
II – DO RESUMO DA DEMANDA 
 
A Recorrente ajuizou Reclamação Trabalhista postulando as verbas 
rescisórias, a percepção em dobro pelo período de afastamento, tudo 
acrescido de danos morais, tendo em vista as graves humilhações sofridas 
em decorrência dos fatos exarados na inicial. 
 
Ocorre que, o Douto Julgador de primeira instância julgou a ação procedente 
em parte, 
determinando a reintegração da Reclamante e o pagamento de forma simples 
do período de afastamento. 
 
A decisão recorrida merece ser reformada consoante os fundamentos abaixo 
consignados. 
 
III – DAS RAZÕES DO RECURSO 
 
A) DA PRÁTICA DISCRIMINATÓRIA NO AMBIENTE DE 
TRABALHO 
 
Diante da despedida injusta e das humilhações sofridas em público, a 
Recorrente postulou o pagamento das verbas rescisórias, bem como a 
percepção em dobro da remuneração pelo período de afastamento, além de 
danos morais. 
 
Restou comprovado nos autos que a Recorrida exigia de seus empregados, 
além da boa 
aparência, atestado de esterilização. 
 
A respeitável decisão “a quo” reveste-se da inobservância do ordenamento 
trabalhista vigente, portanto, equivocada, da qual não se pode concordar. 
 
A Lei 9.029/1995 proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, 
e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de 
permanência da relação jurídica de trabalho. 
 
Com efeito, o art. 1.º da Lei 9.029/1995, aduz que fica proibida a adoção de 
qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação 
de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, 
estado civil, situação familiar ou idade, ressalvadas, neste caso, as hipóteses 
de proteção ao menor previstas no inc. XXXIII do art. 7.º da CF/1988. 
 
Nesta toada, o art. 4.º da mencionada lei vaticina que, na hipótese de 
rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, o empregado terá 
o direito, além da reparação pelo dano moral sofrido, a faculdade de optar 
entre: 
 
“I – a reintegração com ressarcimento integral de todo o 
período de afastamento, mediante pagamento das 
remunerações devidas, corrigidas monetariamente, acrescidas 
de juros legais; ou 
II – a percepção, em dobro, da remuneração do período de 
afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros 
legais.” 
 
Dessa forma, o rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório 
assegura ao 
empregado a faculdade de opção entre duas soluções: a reintegração no 
ambiente de trabalho com o ressarcimento integral de todo o período de 
afastamento, ou a percepção em dobro da remuneração desse período, sem 
prejuízo da indenização do respectivo dano moral. 
 
Vale ressaltar que essa faculdade consubstancia um direito potestativo 
obreiro, não cabendo qualquer tipo de ingerência por parte do empregador 
ou até mesmo do magistrado. À guisa de desenvolvimento de raciocínio, 
direito potestativo é aquele capaz de influenciar a esfera jurídica de outrem, 
cabendo a este apenas aceitar (potestade de uma parte X sujeição da parte 
contrária). 
 
No caso em tela, o Ilustre Magistrado deveria ter respeitado a sua escolha da 
percepção em dobro da remuneração pelo período de afastamento, e não 
determinar a reintegração ao ambiente de trabalho. 
 
Diante do exposto, espera a recorrente que a sentença de primeiro grau seja 
reformada, 
respeitando-se o disposto na legislação ora apresentada. 
 
B) DO CABIMENTO DE DANOS MORAIS 
 
Tendo em vista os fatos acima mencionados, resta inequívoco o cabimento 
de danos morais. 
 
Corroborando esse pleito, a Constituição Cidadã de 1988, em seu art. 5.º, V 
e X, aduz a proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das 
pessoas, assegurando, também, o direito à indenização pelo dano material ou 
moral decorrente de sua violação. 
 
No mesmo sentido, os arts. 186

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