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UNAES
DIREITO CONSTITUCIONAL II
(AULA 4 \u2013 28/02/11 a 04/03/11)
DIVISÃO ESPACIAL DO PODER
INTERVENÇÃO FEDERAL
INTERVENÇÃO FEDERAL
\u201cTramitam no STF 129 pedidos de intervenção federal (IF) em 12 das 27 unidades da Federação. O estado com maior número de ações é São Paulo (51), seguido por Rio Grande do Sul (41), Espírito Santo (8), Paraíba (8), Rio de Janeiro (5), Pará (5), Goiás (3), Paraná (2), Ceará (2), Distrito Federal (2), Rondônia (1) e Alagoas (1)\u201d. Fonte: STF - Supremo Tribunal Federal
	Ler arts. 34 e 35 da CF.
	Ao intervir em um Estado, a União não age em nome próprio, mas na representação de toda a Federação.
	A intervenção tem um caráter nitidamente excepcional. A não-intervenção é a regra, que pode ser quebrada quando presente uma situação excepcional expressamente prevista. 
	Esse ato extremado e excepcional de intervenção na autonomia político dos Estados-membros/Distrito Federal, pela União, somente poderá ser consubstanciado por decreto do Presidente da República (CF, art. 84, X); e no caso da intervenção municipal, pelos governadores de Estado. É, pois, ato privativo do Chefe do Poder Executivo 
HIPÓTESES DA INTERVENÇÃO FEDERAL
ESPONTÂNEA
	- Defesa da unidade nacional...................art. 34, I e II.
	- Defesa da ordem pública.......................art. 34, III.
	- Defesa das finanças públicas.................art. 34, V.
PROVOCADA POR SOLICITAÇÃO (DISCRICIONÁ- RIA) 
	- Defesa dos Poderes Executivo e Legislativo locais.......art. 34, IV.
	O Poder Legislativo estadual e o Poder Executivo estadual solicitarão ao Presidente da República a decretação da intervenção no caso de estarem sofrendo coação no exercício de suas funções (art. 34, IV e 36, I, 1ª parte). 
O Poder Judiciário local solicitará ao STF que, se entender ser o caso, requisitará a intervenção ao Presidente da República. O art. 34, IV, portanto, no que tange ao Poder Judiciário local enquadrar-se-á na hipótese seguinte (Provocada por Requisição).
	Quando se tratar de mera solicitação, o Presidente da República, evidentemente não estará vinculado à decretação da intervenção federal, mas possuirá discricionariedade para aquilatar sua conveniência e oportunidade. Diferentemente, quando se cuidar de requisição, o Presidente da República estará vinculado à edição do decreto de intervenção. 
 
 PROVOCADA POR REQUISIÇÃO (VINCULADA)
	- STF (Poder Judiciário local solicitará ao Supremo Tribunal Federal que, se entender ser o caso, requisitará a intervenção ao Presidente da República)..........................................................art. 34, IV e 36, I (2ª parte).
	- STF, STJ ou TSE..................................art. 34, VI, 2ª parte. 
	- STF (para execução de lei federal ou ação direta de inconstitucionalidade interventiva)........................................................art. 34, VI,1ª parte e VII. 
PROCEDIMENTO
ESPONTÂNEA
	O Presidente da República poderá tomar a iniciativa e decretar a intervenção federal.
	Nestas hipóteses de intervenções espontâneas, em que o Presidente da República verifique a ocorrência de determinadas hipóteses constitucionais permissivas de intervenção federal, ouvirá o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, que opinarão a respeito. Após isso poderá decretar ou não a intervenção no Estado-membro.
	Nestas situações o Presidente da República não estará vinculado, mas possuirá discricionariedade para aquilatar a conveniência e a oportunidade.
 PROVOCADA POR SOLICITAÇÃO (DISCRICIONÁ-
RIA)
	O Poder Legislativo estadual e o Poder Executivo estadual solicitarão ao Presidente da República a decretação da intervenção no caso de estarem sofrendo coação no exercício de suas funções (art. 34, IV e 36, I, 1ª parte). 
	Nestas hipóteses de intervenções por solicitação do Legislativo e Executivo estadual, o Presidente da República, ouvirá o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, que opinarão a respeito. Após isso poderá decretar ou não a intervenção no Estado-membro.
	Nestas situações o Presidente da República não estará vinculado, mas possuirá discricionariedade para aquilatar a conveniência e a oportunidade.
PROVOCADA POR REQUISIÇÃO (VINCULADA)
	Nas situações que se seguem o Presidente da República estará vinculado à edição do decreto de intervenção. 
	 2.3.1. Provocada por requisição de três tribunais superiores
	O STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) poderão requisitar diretamente ao Presidente da República a decretação da intervenção quando a ordem ou decisão judicial descumprida for a sua mesma (art. 34, VI, 2ª parte e 36, II).
	 2.3.2. Provocada por requisição no caso descumprimento de outras decisões judiciais
	Ao STF além da hipótese de descumprimento de suas próprias decisões ou ordens judiciais, cabe-lhe, exclusivamente a requisição para de intervenção para assegurar a execução de decisões da Justiça Federal, Estadual, do Trabalho, Militar. 
 2.3.3. Provocada por requisição do STF para garantir livre exercício do Poder Judiciário local
	Cabe ainda ao STF a solicitação pelo Poder Judiciário local que, se for o caso, requisitará a intervenção ao Presidente da República (art. 34, IV e 36, I, 2ª parte). Somente o TJ local tem legitimidade para encaminhar ao STF o pedido de intervenção federal. 
	 2.3.4. Propostas por intermédio (representações) de ações do PGR (Procurador Geral da República). 
	- ação de executoriedade de lei federal (art. 34, VI, 1ª parte c/c 36, III)
	- ação direta de inconstitucionalidade interventiva (art. 34, VII c/c 36, III)	
	Estas duas ações são endereçadas ao Supremo Tribunal Federal. 
	Nestes dois casos previstos de iniciativa do PGR há uma fase judicial uma vez que se trata de ações endereçadas ao STF.
	Nestes dois casos para que haja prosseguimento da medida de exceção há necessidade do STF julgar procedentes as ações propostas, encaminhando ao Presidente da República, para fins do decreto interventivo.
	Nestes dois casos, a decretação de intervenção é vinculada (obrigatória), cabendo ao Presidente a mera formalização de uma tomada por um órgão judiciário. 
DECRETO INTERVENTIVO
	A intervenção sempre será formalizada através de decreto presidencial (CF, art. 84, X). O artigo 36, § 1º determina que o decreto de intervenção especifique a amplitude, o prazo e as condições de execução e, se necessário for, afaste as autoridades e nomeie temporariamente um interventor, submetendo essa decisão à apreciação do Congresso Nacional no prazo de 24 horas.
	Nas hipóteses de intervenções espontâneas, em que o Presidente da República verifique a ocorrência de determinadas hipóteses constitucionais permissivas de intervenção federal (art. 34, I, II, III, V), ouvirá o Conselho da República (art. 90, I) e o Conselho de Defesa Nacional (art. 91, § 1º, II), que opinarão a respeito. Após isso poderá decretar ou não a intervenção no Estado-membro.
	A Constituição Federal não discriminou os meios e as providências possíveis de serem tomadas pelo Presidente da República, por meio de decreto interventivo, entendendo-se, porém, que esses deverão adequar-se aos critérios da necessidade e da proporcionalidade à lesão institucional.
CONTROLE POLÍTICO
	A Constituição Federal prevê a existência de um controle político sobre ato interventivo, que deverá ser realizado pelos representantes do povo (Câmara dos Deputados) e dos próprios Estados-membros (Senado Federal), a fim de garantir a excepcionalidade da medida; submetendo-se, pois o decreto à apreciação do Congresso Nacional, no prazo de 24 horas, que deverá rejeitá-la ou aprová-la (art. 49, IV). Caso o Congresso Nacional não aprove a decretação de intervenção, o Presidente deverá cessá-la imediatamente, sob pena de crime de responsabilidade (art. 85, II).
	Nas hipóteses previstas no art. 34 VI e VII, o controle político será dispensado, conforme