6 ULTRA_VIOLETA
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6 ULTRA_VIOLETA


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ULTRAVIOLETA
RADIAÇÃO
Profa: Juliana Fonteles 
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RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA
INÍCIO : MÉDICO DINAMARQUÊS NIELS FINSEN (1903)
SÉC. XX : ACTINOTERAPIA ( USA LÂMPADA COMO FONTE DE RADIAÇÃO) EUA.
PRIMEIRAS FONTES DE RADIAÇÃO UV ARTIFICIAL : LÂMPADA DE ARCO DE CARBONO
DESENVOLVIMENTO: LÂMPADAS DE MERCÚRIO
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RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA
LÂMPADAS FLUORESCENTES \u2013 (1940)
NATUREZA DA RADIAÇÃO UV:
 - PEQUENA PARTE DO ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
ONDAS DE RÁDIO- MICROONDAS-RAD. INFRA VERMELHO- LUZ VISÍVEL- ULTRA-VIOLETA- RAIOS-X e RADIAÇÃO GAMA
( CARACTERIZADO PELO COMPRIMENTO DE ONDA)
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RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA
COMPRIMENTO DE ONDA: 
SUB DIVISÃO EM 3 REGIÕES:
 1. UVA : 400- 320nm- Quartzo quente
 2. UVB: 320- 290nm- Quartzo quente
 3. UVC: 290-200nm- Quartzo frio
Efeitos: cicatrização, metabólico, psoríase
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RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA
PRODUÇÃO DA RADIAÇÃO UV
 - PASSAGEM DE UMA CORRENTE ELÉTRICA ATRAVÉS DE UM GÁS, MERCÚRIO VAPORIZADO
 - USO DE LÂMPADAS, OU TUBOS, FLUORESCENTES ( VAPOR DE MERCÚRIO DE BAIXA PRESSÃO, C/ REVESTIMENTO DE FÓSFORO APLICADO NO INTERIOR DO TUBO DE VIDRO)
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RADIAÇÃO ULTRA VIOLETA
ESTABILIDADE DA PRODUÇÃO DA RADIAÇÃO
 - FLUTUAM EM FUNÇÃO DA VOLTAGEM E TEMPERATURA DE OPERAÇÃO;
 - NÃO PODEM SER LIGADAS APÓS IMEDIATAMENTE DESLIGADAS \u2013 30m após
 
 - VIDA ÚTIL: 500 a 1000hs.
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EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO UV
EFEITOS NA PELE
 - ERITEMA- DECORRENTE DA DILATAÇÃO DOS VASOS
 - PRODUÇÃO DE VITAMINA D ( ABSORÇÃO DO CÁLCIO)
 - LESÃO ACTÍNICA
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Produção de vitamina D
A pele absorve a UV na luz solar e converte os percursores do esterol na pele, como o 7- desidrocolesterol, até vitamina D3;
A vitamina D3, por sua vez é transformada pelo fígado e rins em metabólitos biologicamente ativos;
Os metabólitos atuam sobre a mucosa intestinal, facilitando a absorção do cálcio
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Eritema de 1o grau > Vermelhidão ligeira da pele sem aparecimento de irritação e dor, desaparece em no máximo 24hs;
Eritema de 2o grau > Vermelhidão cutânea mais acentuada acompanhada de ligeira irritação da pele, desaparece em 2 ou 3 dIas;
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Eritema de 3o grau > Vermelhidão cutânea intensa, a pele fica quente, dolorida e com edema , desaparece após uma semana;
 Eritema de 4o grau > Semelhante ao anterior só que mais grave . Há também formação de bolhas d\u2019água. 
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EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO UV
EFEITOS NOS OLHOS:
A córnea absorve todo o comprimento de onda abaixo de 295nm;
Os olhos do paciente devem ser cobertos com gaze umedecida;
 
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AFECÇÕES TRATADAS PELO UV 
Psoríase
Eczema
Acne
Úlcera de decúbito
Pitiríase liquenóide
Pruridos ( pé diabético, doença renal)
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Efeitos benéficos
Vasodilatação;
Ativação de esteróides
Estimulação vasomotora;
Analgésico para as terminações nervosas;
Estimulante metabólico;
Bactericida;
Anti-raquitismo;
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Efeitos na pele
Eritema 
Pigmentação
Crescimento aumentado da pele
Produção de vitamina D
Imunossupressão
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Contra-indicações
Tuberculose pulmonar;
Distúrbios cardíacos;
Lupus eritematoso;
Diabetes severo;
Irritações de pele na fase aguda ( de caráter infeccioso);
Fotossensibilidade ou uso de medicação fotosensível.
Histórico de câncer de pele 
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LÂMPADAS ULTRAVIOLETA PARA A FOTOTERAPIA
LÂMPADAS DE ARCO OU FLUORESCENTES
LÂMPADA SIMPLES DE ARCO DE MERCÚRIO DE MÉDIA PRESSÃO ( Tipo de lâmpada que emite um amplo espectro de radiação ultravioleta com ondas inferiores a 290nm)
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TEMPO DE APLICAÇÃO
DEPENDE:
Espectro da radiação;
Potência elétrica;
Número de lâmpadas;
Distância entre a lâmpada e a pele:
Diferenças na suscetibilidade dos pacientes qto à tolerância de RUV
Tratamento inicial de 0,5 a 3minutos
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CONSIDERAÇÕES 
Os raios Ultravioleta são de alta frequência e curto comprimento de onda.
Efeitos Locais: - aparecimento de um eritema; pigmentação da pele (melanina); espessamento das camadas superficiais da pele
Efeitos Gerais: - queda da pressão arterial; aumento do tônus muscular; produção de vitamina D (transformação que sofre o ergosterol)
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Comparação entre o IV e o UV
Infra-vermelho
Efeito físico
Absorvida como calor
Absorvida a 3mm
Fontes luminosas e não-luminosas
Eritema imediato
Permanece por até 1 hr
Difuso
Escuro, avermelhado
Tolerância
Ultra-violeta
Efeito químico, CUIDADO
Sem calor
Absorvida a 1mm
Fontes luminosas
Eritema tardio
Permanece por alguns dias
Localizado
Rosa claro
Progressivo
Escamação
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Efeitos do eritema
Produção de pró-vitamina D com dosagens baixas;
Efeitos germicidas com dosagens aumentadas;
Efeitos destrutivos e vesicatórios usados no tratamento de erisipela e certos tipos de ulcerações, com doses extremamente altas; 
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Fatores determinantes do grau de eritema
Sensibilidade do paciente;
Intensidade da fonte de radiação;
Distância da lâmpada ao alvo;
Ângulo de incidência da radiação na pele;
Duração da exposição;
Textura da pele.
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DOSIMETRIA- Teste de Saidmam
Material Usado: 2 cartolinas pretas ( uma c/ 10 orifícios de +/- 2cm de diâmetro separados igualmente e a outra inteira)
 - Distância lâmpada da pele: 20 a 30cm
 - Selecionar uma região sensível p/ o teste
 - Definir o tempo de exposição para cada orifício 15seg a 1min
 
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Dosimetria
Doses sub- eritémica : Irradiação insuficiente para provocar vermelhidão na pele. 
Dose eritema mínimo : Irradiação que provoca pequena vermelhidão na pele e que não é seguida de descamação. 
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Dose eritema de 2o grau : Irradiação que provoca uma reação um pouco maior do que a que a anterior , associada a pequena descamação fina. 
Dose eritema de 3o grau : Irradiação que provoca uma reação aumentada seguida de edema e formação de bolhas de água . Verifica-se aqui uma reação destrutiva
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DOSIMETRIA
 - Numerar na pele do paciente cada orifício irradiado
 - Iniciar o teste. Proteger os olhos
 - Tabelar o número do orifício com o tempo correspondente
 - Observar após +/- 6 hs do teste o eritema mínimo
 - Iniciar o tto de acordo com a dose de eritema mínimo 
 ( vermelhidão moderada da pele 24hs após a exposição)