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aps sensação percepção

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UNIVERSIDADE PAULISTA
 
ANA LUIZA RABELO GUEDES
DANIELLI QUINTALE ALVES DA SILVA
NICOLE MATEUS ALBUQUERQUE
RAYLA THAMIRES DE SOUZA LAZARINE
ROGER M. ZEITOUNE
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO PSICOLÓGICOS BÁSICOS
SENSAÇÃO/ PERCEPÇÃO E OUTROS PROCESSOS PERCEPTIVOS
 
 
 
 
 
 
 
 
SANTOS
2018
UNIVERSIDADE PAULISTA
 
ANA LUIZA RABELO GUEDES D67ADG5 - PS2A41
DANIELLI QUINTALE ALVES DA SILVA N2880B6 - PS2A41
NICOLE MATEUS ALBUQUERQUE D832026 - PS1A41
RAYLA THAMIRES DE SOUZA LAZARINE D781685 - PS2A41
ROGER M. ZEITOUNE N263733 - PS2A41
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSOS PSICOLÓGICOS BÁSICOS
SENSAÇÃO/ PERCEPÇÃO E OUTROS PROCESSOS PERCEPTIVOS 
 
 
 
 
 
 
 
SANTOS
2018
INTRODUÇÃO
Nossa atividade foi baseada na sensação e percepção: os sentidos da pele. A sensação corresponde ao processo nos quais um estímulo (qualquer fonte de energia física externa) ativa os órgãos de sentido de determinado indivíduo. Já a percepção, refere-se ao passo de determinar as características dos estímulos, classificando-os, interpretando-o e analisando em mensagem ao cérebro.
Um estímulo varia de intensidade e, diferentes tipos de estímulos ativam órgãos diferentes do corpo, causando confortos e desconfortos proporcionais e relativos. Essa questão é tratada pela Psicofísica, que estuda a relação entre os aspectos físicos dos estímulos e a experiência psicológica através deles; é a natureza física dos estímulos e as respostas sensoriais que eles invocam.
OS SENTIDOS DA PELE: TATO, PRESSÃO, TEMPERATURA E DOR.
Todos os sentidos da pele (principalmente a dor) têm um papel crucial na sobrevivência, pois a dor é ruim, mas a ausência dela pode causar danos maiores e perigosos para o corpo. A dor é resultado de uma lesão celular em determinada parte do corpo, quando uma lesão acontece, é liberado uma substância que se chama substância P e ativa o que se chama de teoria da comporta da dor, onde determinados receptores nervosos na medula espinhal levam mensagens à áreas específicas do cérebro relacionados a dor; quando esses receptores são ativados devido a alguma lesão no corpo, uma “comporta” para o cérebro é aberta, permitindo-nos experimentar a sensação de dor.
As pontas dos dedos e a palma da mão são onde existem mais sensibilidade da pele, devido ao fato de possuir mais células receptoras sensíveis ao tato
Com isso, nosso procedimento foi testar essa sensibilidade da pele com um determinado estímulo para obter dados aplicados de como cada pessoa pode reagir diferente com intensidades iguais.
 
 
 
 
 OBJETIVO GERAL
Com base nas teorias de sensação e percepção - os sentidos da pele, do livro “Introdução à Psicologia” de Robert S. Feldman, o objetivo geral desse trabalho é colher dados observados de participantes voluntários, através de determinado procedimento que usamos para discussão e análise da sensibilidade do tato. Ao pedir que cada um fizesse o experimento com um cubo de gelo nas mãos, a intenção era que relatassem quais as sensações e qual o limite para manter contato com o gelo possivel de suportar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÉTODO
Participantes:
Mulheres jovens, adulta e idosa, de faixa etária de 21 a 74 anos. Dentre elas, todas de classe C, sendo aposentada e funcionária pública. Residentes da cidade Santos, no litoral paulista.
TÉCNICA E INSTRUMENTOS
A técnica que foi usada para realizar o procedimento foi a experimental, sob observação direta, descritiva e narrativa da sensibilidade do tato na palma da mão e nas pontas dos dedos através do contato com o cubo de gelo.
PROCEDIMENTO
Foi separado 3 pessoas voluntarias para testarem as resistências de suas células receptoras do tato nas palmas das mãos e nos dedos.
Para cada voluntário foi proposto que segurasse um cubo de gelo em suas mãos.
A primeira foi pedido que segurasse os cubos de gelo no tempo máximo que conseguisse.
A segunda voluntária foi submetida à sugestão e ao desafio de tentar ser mais resistentes que a outra.
E a terceira, oferecemos uma recompensa caso conseguissem ultrapassar os limites dos participantes anteriores.
Todos os participantes foram cronometrados e observados.
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO TEÓRICA PROPOSTA
A primeira avaliada foi Maria de Lourdes, aposentada de 74 anos. Ela relatou que sempre teve maior sensibilidade nas mãos até mesmo em coisas simples como lavar louças com água fria, por isso, segurou os cubos de gelo por apenas 31 segundos.
A segunda foi Soraia Rabelo, funcionária pública de 42 anos. Essa, ao ser desafiada a superar Maria de Lourdes, conseguiu segurar os cubos de gelo por 6 minutos. Ela comentou que está acostumada a trabalhar com água diariamente, o que prolongou a sua exposição à temperaturas inferiores, através do processo de adaptação sensorial, que será visto a seguir. Soraia se empenhou em ficar um tempo maior pois se sentiu desafiada, segundo ela.
Já a terceira participante, Letícia Guedes, funcionária pública de 21 anos, fez o teste sob o que chamamos de motivação extrínseca, pois a esta foi oferecido uma recompensa caso conseguisse ficar com o gelo por mais tempo. Letícia suportou o estímulo por 15 minutos. Ela relatou que após sentir dores em suas mãos, esta adormeceu e conseguiu suportar por 10 minutos até que conseguisse incomodá-la novamente, até que 5 minutos depois desistiu e largou o gelo.
A teoria da comporta da dor diz que a dor é causada após uma lesão em determinada parte do corpo, onde são ativados receptores nervosos na medula espinhal e enviam a áreas específicas do cérebro, mas como explicar quando um mesmo estímulo causa danos diferentes a pessoas diferentes?
Há duas teorias que se pode encaixar nesse contexto:
A primeira, diz respeito ao caso de Letícia Guedes. Esta foi movida por uma motivação extrínseca, onde seu objetivo não era especificamente superar a participante anterior, mas sim ganhar a recompensa. Feldman relata que somos capazes de agir por uma recompensa tangível. Assim, o que levou essa a ficar 15 minutos foi o desafio, a motivação. Isso pode-se explicar que outros estímulos neurais podem, quando estimulados, fechar a “comporta” da dor para o cérebro, reduzindo a experiência de dor.
Outro caso curioso é o de adaptação sensorial. No começo a dor foi real para todos os casos, mas com o tempo duas das três mulheres conseguiram se adaptar à dor até certo momento. Isso se dá devido ao ajuste na capacidade sensorial após exposição prolongada a estímulos invariáveis. No começo vem a dor e depois ela diminuiu. Esse declínio evidente da sensibilidade a estímulos sensoriais deve-se à incapacidade dos receptores dos nervos sensoriais de disparar mensagens indefinidas ao cérebro. A exposição repetida a um estímulo resulta em um declínio visível na sensibilidade a ele
Algumas pessoas são mais suscetíveis a dor do que outras. Segundo o livro “A introdução à Psicologia” de Robert S. Feldman, “as mulheres experimentam estímulos dolorosos com mais intensidade do que homens. Essas diferenças de gênero estão associadas à produção de hormônios relacionados a ciclos menstruais.”
 
 
 
 
 
 
REFÊRENCIAS
Feldman, R.S. A Introdução a psicologia. 10ª edição: 2010