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Resumão de Tratamento Fisio

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Tratamento Fisioterapêutico em Saúde da Mulher
 Incontinência urinária
Exercícios de fortalecimento: Exercícios de KEGEL para melhora do tônus e da força do MAP.
Eletroestimulação: Pode ser interna ou externa (tibial posterior ou sacral). As de frequência mais baixa, até 20 Hz são para inibir o detrusor, enquanto as de 50 Hz, por exemplo, exercem efeito no MAP, para treino de conscientização e coordenação. 
Biofeedback
Cones vaginais: Dispositivos endovaginais de diferentes pesos que permitem fornecer estímulo tátil e cinestésico à paciente e ainda fornece resistência à contração, fortalecendo o MAP. 
 
Incontinência anal
Técnicas manuais: Incluem massoterapia transversa, longitudinal e compressiva, alongamento manual das fibras musculares e aplicação de resistência manual à contração muscular.
Exercícios de fortalecimento (reeducação anorretal): Exercícios de KEGEL para melhora do tônus e da força do MAP, principalmente do músculo levantador do ânus. Para a contração das fibras rápidas o nível de contração é máximo, já para as lentas deve sustentar em nível submáximo (50%) e pode ir aumentando. O número de repetições e a duração da contração são individuais, mas os exercícios inicialmente devem se isolados, e depois progredir para um treinamento funcional. 
Biofeedback: Instrumento utilizado para mensurar efeitos fisiológicos internos dos quais o indivíduo não tenha conhecimento, por meio de estímulo visual e auditivo. 
Gestação
Exercícios de estabilização: Para a estabilização lombopélvica, é importante trabalhar os músculos responsáveis por esse processo, a exemplo do transverso do abdome, diafragma e MAP, além dos acessórios (glúteo máximo e bíceps femoral). 
Exercícios de fortalecimento: Para o trabalho de força em abdome, deve ser realizada atividade ISOMETRICAMENTE (ponte, prancha, contração na expiração ativa). Mas também deve-se trabalhar os músculos pélvicos e de quadris, respeitando os achados no teste de função muscular.
Exercícios de alongamento: Pode ser trabalhado de MMSS, MMII, coluna. Porém não deve atingir a máxima ADM devido à frouxidão ligamentar característica das gestantes. 
Termoterapia: Pode ser por subtração (crioterapia) ou por adição (calor). Para a crioterapia– gelo não há contra-indicação. Todavia, para o calor, não é indicado utilizar calor profundo– ultrassom, parafina, ondas curtas. O objetivo, além do alívio álgico, é a melhora do fluxo sanguíneo e metabolismo. Não ultrapassar 20 min. 
Massoterapia: O local dependerá da queixa da paciente, mas seu efeito é de alívio de dor e relaxamento, pela liberação de opioides endógenos. 
Massagem perineal: Realizada por volta da 35ª semana de gestação, com a inserção de dois dedos no canal vaginal om luva estéril e lubrificante, fazendo movimentos em forma de U, no sentindo de alongar os músculos da região. 
Parto 
Massagem: Pode ser feita entre as contrações– MMSS, MMII e coluna; ou durante as contrações na região lombossacra (T10-L2, S2-S4). 
Trabalho respiratório (reeducação diafragmática): Padrão natural, leve e diafragmático. Incursões rápidas podem levar à hiperventlação materna e hipoxemia fetal. 
Adoção de posturas verticais: A postura sentada, de cócoras, de quatro apoios, ajoelhada ou ortostática são importantes não somente do ponto de vista gravitacional, mas também porque permitem o aumento dos diâmetros pélvicos maternos, pois permite a retificação do canal de parto e alinhamento do feto na bacia materna, facilitando o desprendimento fetal. 
Deambulação: Permite uma melhor circulação sanguínea e linfática e diminui o tempo de trabalho de parto. 
Puerpério
Respiração: Associados a estímulos verbais e proprioceptivos, com as mãos no reto abdominal (inspiração lenta e profunda). 
Trabalho isométrico abdominal
Deambulação
Alívio de tensões musculares: Por meio de massagem, trabalho de fortalecimento, melhora da ergonomia, para assim evitar posturas antálgicas.
Exercícios metabólicos 
Fortalecimento do MAP: Exercícios de KEGEL (contrações mantidas e rápidas). 
No puerpério remoto algumas complicações podem estar presentes, como estrias, celulite, manutenção da diástase, IU, IA. Logo, a conduta dependerá da queixa. 
Climatério
TMAP: Para as disfunções do assoalho pélvico como IU e IA.
Massagem perineal, cones vaginais, biofeedback: Para a percepção muscular, conscientização da região e fortalecimento, potencializando assim a excitação vaginal, lubrificação e orgasmo. 
Eletrotermofototerapia e hidroterapia: Para queixas álgicas e desacelerar o processo de perda de massa óssea, respectivamente. 
Disfunções sexuais
Ultrassom: O ultrassom terapêutico, usado no períneo, é bastante eficaz nos casos de dor ou hipertonia. 
Biofeedback
Eletroterapia: Tem a função de modular a condução elétrica, harmonizando a ação muscular.
Cones vaginais
Massagem perineal: Técnicas miofasciais (digito-pressão ou deslizamento), permite liberar pontos-gatilho, principalmente nos casos de dispareunia e vaginismo. 
Exercícios sexuais: Experiências eróticas específicas para a disfunção sexual apresentada, com o parceiro.
Prolapsos pélvicos 
Cinesioterapia do MAP (principalmente levantador do ânus)
Biofeedback
Cones vaginais
Câncer de mama
A intervenção fisioterapêutica deve estar presente desde o pré-tratamento (diagnóstico e avaliação), durante, após, nas recidivas e em cuidados paliativos.
Mastectomia 
O fisioterapeuta deve intervir desde o pré-operatório, especialmente para avaliar condições potenciais de complicações cirúrgicas e prevenir processos patológicos. Logo, deve trabalhar a reeducação diafragmática e a deambulação associada à cinesioterapia, para evitar tanto acúmulo de secreções, quanto fenômenos tromboembolíticos pós-mastectomia. 
No pós-operatório, a conduta se baseará nas queixas do paciente.
Pós-operatório: Programa que envolva exercícios respiratórios, treinamento ativo-assistido e livre de MMSS, técnicas manuais para liberação de aderências cicatriciais, exercícios metabólicos e deambulação precoce. 
MMSS ipsilateral deve ser colocado à 30º grau de flexão e abdução do ombro. 
Exercícios com resistência só posteriormente. 
Em casos de linfedema, utiliza-se a TERAPIA COMPLEXA DESCONGESTIVA– drenagem linfática, compressão e exercícios linfomiocinéticos.

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