A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
195 pág.
atencao_saude_recem_nascido_profissionais_v1

Pré-visualização | Página 35 de 50

ça dessa maneira. A técnica recomendada é a seguinte:
•	Acomodar o bebê desperto e tranquilo no colo, na posição sentada ou semissentada.
•	Encostar a borda do copo no lábio inferior do bebê e deixar o leite materno tocar o lábio. 
O bebê fará movimentos de lambida do leite, seguidos de deglutição.
•	Não despejar o leite na boca do bebê.
O leite ordenhado cru (não pasteurizado) pode ser conservado em geladeira 
por 12 horas e no freezer ou no congelador por 15 dias.
Para alimentar o bebê com leite ordenhado congelado, este deve ser descongelado, de 
preferência dentro da geladeira. Uma vez descongelado, o leite deve ser aquecido em 
banho-maria fora do fogo. Antes de oferecer o leite à criança, este deve ser agitado suave-
mente para homogeneizar a gordura.
Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Guia para os Profissionais de Saúde
129
Aleitamento Materno 6 Capítulo
Referências
1. BRASIL. Ministério da Saúde. II Pesquisa de prevalência de aleitamento materno nas capitais 
brasileiras e Distrito Federal. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: <http://
portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pesquisa_pdf.pdf>. Acesso em: 27 out. 2009.
2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Indicators for assessing infant and young child feeding practices: 
conclusions of a consensus meeting held 6-8 November. Washington, D. C., 2008. Disponível em: 
<http://whqlibdoc.who.int/publications/2008/9789241596664_eng.pdf>. Acesso em: 27 out. 2009.
3. JONES, G. et al. Bellagio Child Survival Study Group. How many child deaths 
can we prevent this year? Lancet, [S.l.], v. 362, n. 9377, p. 65-71, 2003.
4. EDMOND, K. M. et al. Delayed breastfeeding initiation increases risk of 
neonatal mortality. Pediatrics, [S.l.], v. 117, n. 3, p.380-386, 2006.
5. MULLANY, L. C. et al. Breast-feeding patterns, time to initiation, and mortality risk among 
newborns in southern Nepal. J. Nutr., Philadelphia, v. 138, n. 3, p. 599-603, 2007.
6. VICTORA, C. G. et al. Breast-feeding, nutritional status, and other prognostic factors for dehydration among 
young children with diarrhoea in Brazil. Bull World Health Organ., New York, U. S., v. 70, n. 4, p. 467-475, 1992.
7. CESAR, J. A. et al. Impact of breast feeding on admission for pneumonia during postneonatal 
period in Brazil: nested case-control study. Brit. Med. J., [S.l.], 318, n. 7194, p. 1316-1320, 1999.
8. ALBERNAZ, E. P.; MENEZES, A. M.; CESAR, J. A. Fatores de risco associados à hospitalização por 
bronquiolite aguda no período pós-natal. Rev. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 37, p. 485-493, 2003.
9. TEELE, D. W.; KLEIN, J. O.; ROSNER, B. Epidemiology of otitis media during the frst seven years of life in children 
in greater Boston: a prospective, cohort study. J. Infect. Dis., Chicago, Ilinois, U. S., 160, n. 1, p. 83-94. 1989;
10. VAN ODIJK, J. et al. Breastfeeding and allergic disease: a multidisciplinary review of the 
literature (1966-2001) on the mode of early feeding in infancy and its impact on later atopic 
manifestations. Allergy, Copenhagen, Dinamarca, v. 58, n. 9, p. 833-843, 2003.
11. HORTA, B. L. et al. Evidence on the long-term effects of breastfeeding: systematic 
reviews and meta-analysis. Geneva: World Health Organization, 2007. Disponível em: <http://
whqlibdoc.who.int/publications/2007/9789241595230_eng.pdf>. Acesso: 27 out. 2009.
12. GERSTEIN, H. C. Cow’s milk exposure and type I diabetes mellitus. A critical overview 
of the clinical literature. Diabetes Care, Alexandria, Va., U. S., v. 17, p. 13-19, 1994.
13. STUEBE, A. M. et al. Duration of lactation and incidence of type 2 
diabetes. JAMA, Chicago, U. S., v. 294, p. 2601-10, 2005.
Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Guia para os Profissionais de Saúde
130
Ministério da saúde
14. DEWEY, K. G. Is breastfeeding protective against child obesity? J. Hum. Lact., [S.l.], v. 19, n° 1, p. 9-18,2003.
15. WORLD HEALTH ORGANIZATION. The WHO child growth standards. Disponível em: 
<http://www.who.int/childgrowth/standards/en/>. Acesso em: 28 out. 2009.
16. ANDERSON, J. W.; JOHNSTONE, B. M.; REMLEY, D. T. Breast-feeding and cognitive development: 
a meta-analysis. Am. J. Clin. Nutr., New York, U. S., v. 70, n° 4, p. 525-535, 1999.
17. COLLABORATIVE GROUP ON HORMONAL FACTORS IN BREAST CANCER. Breast cancer 
and breastfeeding: collaborative reanalysis of individual data from 47 epidemiological 
studies in 30 countries, including 50302 women with breast cancer and 96973 
women without the disease. Lancet, [S.l.], v. 360, n° 9328, p. 187-95, 2002.
18. BRASIL. Ministério da Saúde. Amamentação e uso de medicamentos e outras 
substâncias. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: <http://portal.saude.gov.
br/portal/arquivos/pdf/amamentação_drogas.pdf> Acesso em: 15 nov. 2010.
19. BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento 
materno e alimentação complementar. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009. 
(Caderno de Atenção Básica, n° 23). Disponível em: <http://dtr2004.saude.gov.br/dab/
docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad23.pdf>. Acesso em: 28 out. 2009.
20. LAWRENCE, R. A. A review of the medical benefits and contraindications to breastfeeding in 
the United States. Arlington: National Center for Education in Maternal and Child Health, 1997.
21. BRASIL. Ministério da Saúde. A legislação e o marketing de produtos que interferem na 
amamentação: um guia para o profissional de saúde. Disponível em: <http://portal.saude.
gov.br/portal/arquivos/pdf/legislacao_marketing.pdf>. Acesso em: 28 out. 2009.
22. BRASIL. Ministério da Saúde. Organização Mundial da Saúde. Fundo das Nações Unidas para a 
infância. Iniciativa hospital amigo da criança: revista, atualizada e ampliada para o cuidado integrado: 
módulo 3: promovendo e incentivando a amamentação em um hospital amigo da criança: curso de 
20 horas para equipes de maternidade. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: <http://
portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/modulo3_ihac_alta.pdf>. Acesso em: 28 out. 2009.
23. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Banco de leite humano: funcionamento, 
prevenção e controle de riscos. Brasília, 2008. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.
br/servicosaude/manuais/manual_banco_leite.pdf>. Acesso em: 28 out. 2009.
Atenção à Saúde do Recém-Nascido
Guia para os Profissionais de Saúde
133
Dificuldades no
Aleitamento Materno 7
Alguns problemas podem ocorrer durante o aleitamento materno (AM). Se não forem pron-
tamente identificados e tratados, podem ser importantes fontes de ansiedade e sofrimento, 
podendo culminar com a interrupção da amamentação. Este capítulo tem por objetivo 
abordar aspectos relevantes para a prevenção, o diagnóstico e o manejo dos principais 
problemas relacionados à amamentação.
7.1 Bebê que não suga ou tem sucção débil
Não é raro RNs, aparentemente normais, não sugarem ou apresentarem sucção débil, inefi-
caz, logo após o nascimento. Essa condição pode durar poucas horas ou dias. As seguintes 
medidas são úteis para o adequado estabelecimento da amamentação:1
•	Enquanto o bebê não estiver sugando vigorosamente, orientar a mãe a estimular suas 
mamas regularmente (no mínimo cinco vezes ao dia) por meio de ordenha manual ou 
por bomba de extração de leite. Isso garantirá a produção de leite e permitirá que o bebê 
receba leite de sua própria mãe.
•	Se houver resistência às tentativas de ser amamentado sem causa aparente, acalmar o 
bebê e a mãe, suspender o uso de bicos e chupetas e insistir nas mamadas por alguns 
minutos cada vez. Observar se o bebê sente dor quando posicionado para mamar.
Alguns bebês nessa situação beneficiam-se se amamentados com a mãe 
reclinada, de maneira que a criança possa ser colocada sobre o corpo da 
mãe, verticalmente, sem receber apoio (pressão) nas costas e na cabeça.
•	Se o bebê não consegue pegar a aréola adequadamente ou