roteiro de exames semiologia
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roteiro de exames semiologia

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ROTEIRO DE EXAME DO ABDOME Paula Novais 
 
\u2022 Posição relaxada e confortável 
\u2022 Decúbito dorsal, braços ao lado do corpo 
\u2022 Exposição total do abdome (genitália coberta) 
\u2022 Esvaziar bexiga 
\u2022 Aquecer mãos e estetoscópio, unhas curtas 
\u2022 Examinar pelo lado direito do paciente 
\u2022 Deixar o exame de áreas dolorosas para o final 
 
1-INSPEÇÃO: 
 
 
INSPEÇÃO GERAL DO ABDOME: 
Ø\uf0d8 Pele: cicatrizes (formato e localização)/ estrias/ veias dilatadas / circulação colateral/erupções, lesões e fístulas 
Ø\uf0d8 Cicatriz umbilical / hérnias: hérnias (umbilical, incisional)/ diatase de reto abdominal 
Ø\uf0d8 Contorno do abdome Plano/ Escavado/ em avental/ globoso/ batráquio 
Ø\uf0d8 Simetria do abdome 
Ø\uf0d8 Visceromegalias? 
Ø\uf0d8 Massas abdominais (pulsáteis?) 
Ø\uf0d8 Peristalse visível? 
Ø\uf0d8 Pulsação de aorta visível? 
 
 
A) CICATRIZES 
 
 
 
 
B) CIRCULAÇÃO COLATERAL (usar a técnica dos dois dedos comprimindo a veia p/ ver direção do fluxo) 
Ø\uf0d8 Cava superior - Obstrução da cava superior / fluxo descendente / (TU mediastino e pulmão, aneurisma de AO) 
 
 
Ø\uf0d8 Cava braquiocefálica (\u201cesclavina\u201d) Obstrução do tronco braquicefálico/ fluxo ascendente/(Tu mediastino/ 
mediastinte/TU pulmão/ aneurismas do tronco) 
 
 
 
Ø\uf0d8 Cava Inferior Obstrução da V. cava inferior/ fluxo ascendente/ (TU comprimindo cava inf/ trombose/ aderências) 
 
 
Ø\uf0d8 Portal obstrução da veia porta e de seus ramos intra-hepáticos/ centrífuga em relação ao umbigo \u201c Cabeça de 
medusa \u201d/ (cirrose/ Tu abdominal comprimindo a porta) 
 
 
 
2-AUSCULTA Auscultar o abdome antes da percussão e palpação (manobras podem alterar ruídos intestinais) 
1. Ruídos intestinais (peristalse)- ouvir por pelo menos 2-5 minutos/ 
 
 
 
 Borborigmos (borbulhamentos) - \u201c roncar do estômago \u201d com líquido 
 
2. Sopros vasculares (focos na aorta/ a. renais/ a. ilíacas/ a. femorais) 
 Oclusão vascular- arterioesclerose ( sistólicos-diastólicos/ epigástrica e lateral ao reto abdominal) 
Estenose de A. renal 
Zumbido venoso 
S. De Cruveilhier-Baumgarten (circulação colateral + sopro + frêmito periumbilical) 
 
3. Atrito inflamação de superfície peritoneal de órgão (tumor hepático, pós-biópsia hepática, infarto esplênico) 
 
 
3-PERCUSSÃO 
 
1-DELIMITAÇÃO DA MACICEZ HEPÁTICA 
Percutir de cima para baixo na LHCD / Borda sup = som submaciço (~ 5o EIE) e Borda inf =palpação ou percussão 
Hepatimetria normal < 12 cm (lobo direito) 
§\uf0a7 superestimada: macicez em base pulmonar direita 
§\uf0a7 subestimada: presença de gás no cólon (timpanismo QSD) 
§\uf0a7 
OBS: Sinal da arranhadura hepática (ausculta) hepatimetria auscultando diferença de sons com estetoscópio e tampa de 
uma caneta no HCD 
 
CAUSAS DE HEPATOMEGALIA 
Alcoolismo , Esteatose hepática não alcoolica , Hepatite A , hepatite B, hepatite C, cirrose biliar primária colangite 
esclerosante 
Carcinoma hepatocelular, metástase de tumores 
Insuficiência cardíaca congestiva 
Leucemia, Síndrome de Reye 
Intolerância hereditária à frutosa, Doença por armazenamento de glicogênio, Amiloidose, sarcoidose 
 
 
2-EXAME DO BAÇO 
Espaço de Traube: Superior- 6° EICE/ Inferior - rebordo costal/ Lateral - linha axilar anterior/ Medial - apêndice xifóide 
N= timpânico (Macicez sugere esplenomegalia) 
 
 
CAUSAS DE ESPLENOMEGALIA 
1-Resposta imune devido à infecção, como na endocardite bacteriana subaguda ou na mononucleose) 
2- Aumento na destruição de eritrócitos (esferocitose hereditária ou talassemia maior) 
3-Doença mieloproliferativa 
4- Doença infiltrativa (sarcoidose, dç de Gaucher, amiloidose, alguns tipos de câncer) 
5- linfoma 
6- leucemia linfocítica crônica 
7- Aumento na pressão venosa (cirrose, esquistossomose, câncer de pâncreas e insuficiência cardíaca congestiva 
 
 
3- PESQUISA DE ASCITE 
1-macicez móvel de decúbito 
2-sinal do piparote (com ou sem anteparo) 
3-círculos de skoda (concavidade para cima/ timpânico no centro e maciço ao redor) 
Aumento: diarréia, fase inicial obstrução 
Redução: íleo paralítico, peritonite 
 
 
4-\u201csinal da poça\u201d (paciente de quatro/ percutir macicez no centro do abdome) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4-PALPAÇÃO 
Estruturas procuradas na palpação 
Fígado/ Baço/ Sigmóide/ Bexiga distendida/ Útero gravídico/ Rim D (pólo inferior)/Aorta/ Promontório sacral 
 
1-PALPAÇÃO DO FÍGADO (iniciar palpação da FID) 
Manobra bimanual (Chauffard) ou Manobra em garra (Mathieu) 
Características do fígado a serem descritas: Tamanho (hepatimetria)/ Borda (fina, romba, cortante)/ Superfície (lisa x 
irregular) / Consistência (mole x endurecida)/ Sensibilidade (doloroso?) 
 
2-PALPAÇÃO DO BAÇO 
Em decúbito dorsal na inspiração (manobra bimanual) 
Posição de Shuster (decúbito lateral D com MIE flexionado): manobra bimanual ou em garra (Mathieu-Cardarelli) 
 
3-MASSAS ABDOMINAIS 
\u2022 Localização 
\u2022 Tamanho e formato 
\u2022 Consistência 
\u2022 Superfície 
\u2022 Sensibilidade 
\u2022 Mobilidade 
\u2022 Pulsação (massa vascular ou massa sólida sobre estrutura vascular) 
 
4-EXAME DA VESÍCULA BILIAR (Normalmente não é acessível à palpação) 
Ponto cístico (ângulo entre o RCD e a borda externa do reto abdominal)- comprimir c/ polegar e pedir p/ inspirar profundam/ 
Sinal de Murphy dor a inspiração na compressão do ponto cístico (colecistite) 
Sinal de Courvoisier-Terrier: vesícula palpável distendida indolor (TU pâncreas/v. biliares) 
 
5-PALPAÇÃO DA AORTA (Normalmente não é acessível à palpação) 
Palpação na região superior do abdome (pinçar com as duas mãos) 
Pulsações 
Largura da Aorta (N= 2,5 cm de largura) 
Procurar aneurismas (massa pulsátil e indolor) 
 
6-SISTEMA URINÁRIO (rim D pode ser pálpável- mais abaixo que rim E) 
Método de Guyon (bimanual em decúbito dorsal) 
Método de Israel (bimanual em DLE) 
método de Goelet (em pé com joelho D apoiado em uma cadeira em 90o) 
 
OBS: Percussão da loja renal (punho percussão lombar- PPL) 
Sinal do Giordano positivo (ou PPL positivo) sugere pielonefrite (dor intensa na percussão) 
PÂNCREAS 
Propedêudica limitada (órgão retroperitoneal) 
Alguns sinais na pancreatite aguda/ pode-se palpar quando aumentado em casos de câncer de pâncreas 
 
 
MANOBRAS E SINAIS ESPECIAIS 
Ø\uf0d8 Murphy dor no ponto cístico na insp (colecistite) 
Ø\uf0d8 Blumberg (descompressão dolorosa (Blumberg) \u2013 irritação peritoneal 
Ø\uf0d8 Rovsing descompressão dolorosa referida. Comprime QIE e sente dor em QID (apendicite) 
Ø\uf0d8 Psoas levantar perna direita ou em DLE esticar perna direita (apendicite) 
Ø\uf0d8 Obturador flexão e rotação interna coxa D (apendicite) 
Ø\uf0d8 Jobert Timpanismo na percussão da loja hepática(ruptura de víscera oca) 
 Diferenciar de Schilaidite: interposição de alça intestinal (s/ sinais de irritação peritoneal) 
Ø\uf0d8 Giordano punho percussão lombar positiva (Pielonefrite) 
Ø\uf0d8 Sinal de Torris Homini Dor a percussão de loja hepática (abscesso hepático) 
HIPERTIMPANISMO ABDOMINAL 
 Flatulência, sub oclusão intestinal, oclusão intestinal 
MACICEZ ALTERADA ABDOMINAL 
 Hipocôndrio direito: hepatomegalia 
 Hipocôndrio esquerdo: esplenomegalia 
 Epigástrica: aumento de lobo E hepático, TU gástrico,TU pancreático 
 Pélvica: útero gravídico/ bexiga cheia/ TU de bexiga/ TU útero 
 Flancos ou difusa: ascite 
 Fossa íliaca: alças intestinais com fezes/ TU ovário 
 
 
 
RESUMO DA DESCRIÇÃO DE EXAME DO AP ABDOME NORMAL 
Abdome plano, sem lesões de pele, cicatrizes, circulação colateral ou hérniações. Pulsações 
arteriais e peristalse não identificáveis à inspeção. Peristalse normal presente nos quatro 
quadrantes e ausência de sopros em focos arteriais abdominais. Hepatimetria medindo cerca de 
12 cm (lobo direito). Traube livre. Ausência de hipertimpanismo difuso ou macicez em flancos. 
Fígado e baço impalpáveis. Abdome indolor à palpação superficial e profunda