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Setor publico

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FINANÇAS E SETOR PÚBLICO
ANÁLISE DE CONJUNTURA
LUCIANE SCHUMACHER E GUSTAVO BORBA
FINANÇAS E SETOR PÚBLICO
ANÁLISE DE CONJUNTURA
SUMÁRIO
CONTAS DO TESOURO NACIONAL
DISPOSIÇÃO DA ESTRUTURA BÁSICA DO PLANO DE CONTAS DA UNIÃO
NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO NÃO FINANCEIRO (NFSP)
TRIBUTOS FEDERAIS
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO)
MERCADOS PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS DE TÍTULOS PÚBLICOS
DÍVIDA PÚBLICA BRUTA E LÍQUIDA
Perguntas
10) Quais são principais contas que compõem a execução do Tesouro Nacional. 
11) Diferencie os conceitos da necessidade de financiamento do setor público 
12) Quais são os principais tributos federais e suas respectivas participações? 
13) Explicar o que se entende por de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e quais as etapas de sua aprovação? 
14) Como são caracterizados os mercados primários e secundários de títulos públicos? 
15) Aponte as diferenças entre estoque da dívida pública bruta e líquida.
1. CONTAS DO TESOURO NACIONAL 
As estatísticas sobre a Execução Financeira do Tesouro Nacional vêm sendo elaboradas e divulgadas desde 1986, com periodicidade mensal. 
As receitas são contempladas sob o ponto de vista de caixa, ou ingressos efetivos. 
As despesas são lançadas pelo critério de liberação, ou a totalidade de liberações efetuadas pelo Tesouro Nacional.
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CONTAS DE RECEITAS
i) Recolhimento Bruto corresponde ao montante repassado, para a Conta Única do Tesouro Nacional no BACEN, decorrente do somatório de todas as receitas de Impostos, Contribuições e taxas realizadas pela rede bancária em nome da União. Os bancos credenciados têm um prazo de até dois dias úteis para realização do repasse à Conta Única. 
A Secretaria da Receita Federal considera como recolhimento bruto o montante dos DARFs pagos pelos contribuintes, independentemente de terem sido repassados ou não à Conta Única. 
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CONTAS DE RECEITAS
Tesouro Nacional considera o conceito de caixa, para efeitos de Execução Financeira, ou a entrada efetiva nos cofres públicos. 
Outro fator de diferenciação em relação aos dados de receita da SRF é que ela considera todas as taxas e contribuições arrecadadas diretamente por órgãos públicos que, em alguns casos, não transitam pelo Tesouro Nacional. 
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CONTAS DE RECEITAS
ii) Incentivos Fiscais - referem-se aos incentivos fiscais em que o contribuinte pessoa jurídica opta pela aplicação de até 40% do imposto de renda devido em fundos de investimento do Nordeste - FINOR, da Amazônia - FINAM e do Espírito Santo - FUNRES.
iii) Receitas de Operações Oficiais de Crédito
São retornos de empréstimos concedidos (juros e amortizações) pelo Tesouro Nacional e as receitas de vendas de produtos agropecuários adquiridos com a finalidade de regularização de estoques no mercado ( café, trigo, carne...). 
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CONTAS DE RECEITAS
Esses recursos destinam-se, no âmbito das Operações Oficiais de Crédito, às despesas relacionadas com o financiamento de programas de custeio, ao investimento agropecuário e de investimento agro-industrial, estoques reguladores, PNA, PNDR, PAPP, PRODECER e PROEX. 
iv) Outras Operações de Crédito - compreendem as receitas, na forma de juros e encargos, resultantes de contratos com organismos internacionais com vistas à operacionalização de programas de investimento agropecuários, agro-industriais, excluindo as citadas anteriormente.
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Bem como os pagamentos dos encargos decorrentes da assunção de dívida pela União, nos termos das Leis 8.727/93 e 7.976/89. 
 
iv) Remuneração de Disponibilidades (Banco do Brasil) refere-se à remuneração dos recursos que, temporariamente, passam por contas do Governo Federal no Banco do Brasil, seja antes de serem repassados à Conta Única ou para pagamentos de fornecedores diversos. 
CONTAS DE RECEITAS
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i) Liberações Vinculadas 
i.1)Transferências constitucionais a Estados e Municípios compreendem as parcelas de recursos (do Imposto de Renda - IR e Imposto de Produtos Industrializados - IPI) arrecadados pelo Governo Federal que são transferidas para Estados (FPE) e Municípios (FPM) e outros fundos constitucionais, tais como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e de compensação pela exportação de produtos industrializados (FPEX). 
CONTAS DE DESPESA
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i.2) Transferências Lei Complementar n.º 87 diz respeito ao repasses efetuados mensalmente, em moeda corrente, aos Estados pela desoneração referente a perda do ICMS para exportações de produtos primários e semi-elaborados e na aquisição de bens para integrar o ativo permanente, segundo consta da Lei Complementar n.º 87.
 
i.3) Demais Transferências referem-se aos repasses de recursos oriundos de arrecadação do IOF-ouro (30% aos Estados e 70% aos municípios ), do Imposto Territorial Rural - ITR (50% aos municípios) e as transferências relativas a compensações financeiras pagas pela empresa ITAIPU. 
CONTAS DE DESPESA
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i.4) Outras vinculações São as transferências para Fundos, tais como, o Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT (recursos do PIS-Pasep), Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização - FUNDAF (recursos proveniente de multas aplicadas pelos agentes fiscalizadores ) entre outros. 
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ii) Liberações ordinárias 
São liberações procedidas pela STN, observada a programação financeira autorizada em legislação específica (Decretos de Programação Financeira, Instruções Normativas baixadas pela STN e Normas de Execução da Coordenação Geral de Programação Financeira - COFIN/STN). 
ii.1) Pessoal e Encargos Sociais, liberações para pagamento de pessoal e encargos sociais da administração direta, indireta, assim como parte do pessoal do Governo do Distrito Federal ( saúde, segurança, educação) e dos ex-territórios. 
CONTAS DE DESPESA
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ii.2) Encargos da dívida contratual interna e externa, o decreto n.º 99463, de 16/08/90, estabeleceu que a União, como garantidor, assumisse dívidas não pagas de empresas estatais e outras entidades extintas. 
Através do processo de securitização, elas foram renegociadas e títulos diversos foram emitidos a vários credores constituindo dívida contratual interna. 
As despesas são registradas com pagamento de encargos reais mensais sobre estes contratos internos. Incluem-se também nesta rubrica os valores de juros reais relativos a contratos assumidos pela União de dívidas externas. 
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ii.3) Encargos da Dívida Mobiliária em poder do mercado são os pagamentos de juros reais (juros nominais menos correção monetária) mais taxas e comissões eventuais, no critério de efetivo desembolso - caixa. 
A partir de 1993 apenas, os encargos da dívida mobiliária em mercado passaram a ser registrados nesta rubrica. Isto porque os pagamentos relativos aos títulos na carteira do BACEN não ocasionam impacto sobre a economia, pois os recursos para pagamento são transferidos da Conta Única para o BACEN, não afetando a base monetária. 
CONTAS DE DESPESA
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ii.4)  Outras despesas de custeio e investimento são gastos com custeio da máquina administrativa e investimentos públicos diversos. 
ii.5) Liberações das operações oficiais de crédito  são desembolsos de empréstimos relativos às operações mencionadas no item i.3) 
ii.6) Restos a pagar  constitui o valor das liberações efetuadas pelo Tesouro Nacional destinadas à cobertura de despesas de custeio e investimento empenhadas (ou seja, comprometidas) e não pagas no exercício anterior. 
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iii) FINANCIAMENTO 
iii.1) Emissões de títulos para o mercado  referem-se as emissões de títulos da dívida mobiliária interna (LTN, NTN-F, LFT, NTN-B, etc) por meio de leilões, realizados pelo Tesouro Nacional em sistema eletrônico. 
Além dos leilões existem: emissões diretas para atender finalidades específicas definidas em leis; e ofertas públicas para pessoas físicas - Tesouro Direto). 
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FINANCIAMENTO
iii.2) Outras Operações de Crédito compreendem as receitas,

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