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FACULDADE ESTÁCIO DE ALAGOAS
EST. SUP. BÁSICO I EM PSICOLOGIA
RELATÓRIO SOBRE A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO E SAÚDE JUNTO A CRIANÇAS COM AUTISMO.
ALISSON BARBOSA FREITAS
HIANNE MARIA DA COSTA PINTO
INGRID DE MOURA GOMES
IZANDRA ISRAELY SILVA LINS
THAMIRES MILLENA CAVALCANTE SILVA
VITÓRIA POLYANNA DA SILVA LIMA
Maceió-AL
Junho de 2019
ALISSON BARBOSA FREITAS
HIANNE MARIA DA COSTA PINTO
INGRID DE MOURA GOMES
IZANDRA ISRAELY SILVA LINS
THAMIRES MILLENA CAVALCANTE SILVA
VITÓRIA POLYANNA DA SILVA LIMA
RELATÓRIO SOBRE A ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO E SAÚDE JUNTO A CRIANÇAS COM AUTISMO.
Projeto de pesquisa elaborado por Alisson Barbosa, Hianne Maria, Ingrid Moura, Izandra Israely, Thamires Millena e Vitória Polyanna; orientado pelo professor Robson Lucio Silva de Menezes, o apresentado ao 3º período de psicologia Estácio de Alagoas.
 
Maceió-AL
Junho de 2019
SUMÁRIO
1. INTRODUAÇÃO	04
2. RELATÓRIO DA ENTREVISTA	05
3. ANÁLISE DA ENTREVISTA	09
4. ANÁLISE DE CAMPO	12
5. PLANO DE INTERVENÇÃO	10
6. REFERÊNCIAS	13
INTRODUÇÃO 
	O autismo também conhecido como TEA, trata-se de uma síndrome comportamental que compromete o desenvolvimento motor e psiconeurológico dificultando a cognição, o autismo comumente aparece nos três primeiros anos de vida, crianças e adolescentes com um dos Transtornos do Espectro do 	Esse estudo tem o objetivo de analisar o contexto da relação do psicólogo no acolhimento de usuários que sobrem o espectro de transtorno autista e de seus familiares.	
	Geralmente familiares de pessoas com autismo não procuram terapia para eles, o que acaba criando uma angustia para entender e se entender nesse processo no qual a criança é diagnosticada com autismo, quando os familiares recebem o diagnostico que o familiar tem autismo, acaba do focar toda a sua energia no individuo que vai receber o tratamento e o acolhimento médico, psicológico e educacional, não trabalhando o luto das expectativas que os familiares tinham sobre aquele individuo com autismo, é necessário que o familiar entenda que o autismo é uma condição crônica.	
	Trata-se de um estudo qualitativo de cunho observatório onde pretende-se obter informações a cerca das dificuldades em se trabalhar com pessoas com autismo e como é prestado o suporte para seus familiares, a visita a Associação de Amigos do Autismo – AMA foi realizada no dia 27 de maio de 2019, durante a visita foi observado as condições de trabalho, os recursos disponíveis, quantidade de crianças atendidas e os tipos de técnicas utilizadas no acompanhamento de crianças autistas.	
	
RELATÓRIO DA ENTREVISTA 
No primeiro momento, como acontece o primeiro contado dos familiares e dos usuários com autismo que procuram AMA?
	A AMA é uma instituição privada, onde todos os custos são pagos pelos pais ou pelo governo (pais que ocorrem a justiça para ter um repasse de valores). Para ter o acolhimento da criança o pais ligam para instituição, a associação informa todo o processo de terapia, a terapia é feita de forma multidisciplinar, após o esclarecimento os pais fazem a matrícula para dar início ao acompanhamento. Para que todo esse processo de acolhimento ocorra os pais entram em uma fila de espera devido à grande procura por ajuda.
Conversar com os pais e familiares para saber sobre o caso de forma integral os ajudam a entender e aceitar o autismo da criança, a AMA presta todo esse esclarecimento aos pais?
	O processo do diagnóstico é algo muito complexo, muitos pais com crianças ou adolescentes entre 10 e 15 anos onde as crianças foram diagnosticas com autismo muito cedo, mas que os pais não conseguiram sair da fase de luto, não conseguem passar pelo processo de aceitação, então a instituição presta esse amparo psicológico dado pela psicóloga da instituição. Os pais agendam um horário para que a psicóloga possa passar todas as informações necessárias para ajuda-los a entender o autismo da criança; diagnostico, evolução, processo de aceitação, para que se necessário os pais sejam encaminhados para a terapia, já que a instituição não presta esse tipo de serviço.	
Como o autismo não é um distúrbio que age de maneira simples na vida de uma pessoa, é inegável que a parceria com outros profissionais é imprescindível. Sendo assim, como acontece esse atendimento multidisciplinar na AMA e quantas crianças são atendidas pela associação?
	A AMA atende atualmente 45 crianças, a criança que é acolhida pela instituição tem acesso a vários tipos de terapias, então a criança dispõe de psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, educador físico e recreação. São 40 minutos de cada terapia, durante uma tarde toda ou uma manhã toda, o ideal é que seja feita 20 horas semanais de teria, mas nem sempre isso acontece devido a situação financeira dos pais, algumas crianças ficam apenas um ou dois dias.	
4. Qual a maior dificuldade do psicólogo ao tratar e acompanhar a criança com autismo?
	Na Associação a maior dificuldade do psicólogo é lidar com os pais e familiares das crianças, o processo de aceitação é muito complexo, até mesmo quando os pais dizem que aceitam a condição da criança, mas não sabem conviver com isso. Os pais e familiares precisam ser treinados para que eles possam auxiliar na terapia da criança, mas para que isso aconteça precisa haver um processo de aceitação por inteiro, os pais precisam interagir com as crianças, ter o diálogo, fazer com a terapia seja feita em casa também se tornando algo normal no cotidiano da criança e de seus familiares.
5. A presença dos pais e responsáveis pela criança com autismo pode oferecer ao usuário uma determinada segurança, para o psicólogo também se faz necessária essa presença para que haja a troca de informações. Como acontece essa interação entre pais e psicólogo na AMA?
 	Quando se trata em interagir com os pais o que a teoria traz para a gente é que existe um processo de luto e desespero em torno dessa situação, é gerado toda uma expectativa em torno dessa criança, e de repente os pais de deparam com uma realidade diferente da que eles haviam planejado. Em grande parte o desenvolvimento da criança está ligado à base familiar, segundo a psicóloga 87% dos pais separam-se após o diagnóstico. Então é preciso que os pais tomem conhecimento do assunto para que posso realmente haver essa interação entre instituição, criança e os pais. Em parte os pais fazem tudo pela criança, mas não fazem com a criança, um comportamento que é reforçado pela instituição deve ser reforçado em casa pelos pais. 
6. Quais desafios os pais de filhos autistas enfrentam ao procurar a Associação de Amigos do Autista - AMA?
	O primeiro desafio é entender o a situação da criança e o seu diagnóstico, em seguida conseguir se conectar com essa realidade que são apresentadas a eles. Pais que não possuem os recursos necessários para o tratamento da criança buscam a ajuda da justiça para poder ter esse acolhimento já que a AMA é uma instituição privada, então os pais procuram a justiça e esperam pelo auxilio para que a criança possa ser assistida pela AMA, se juntarmos isso ao todo o estresse, ao luto vivenciado e a falta de conhecimento ao assunto gera um grande desafio em tornos dos familiares. 
7. Qual a importância do diagnóstico precoce para a vida da criança autista e de seus familiares?
	Faz toda a diferença já que existe toda uma adaptação por parte da família e do psicólogo para se trabalhar com a criança, mesmo havendo um diagnóstico precoce é necessário que o tratamento seja feito de forma integral, os pais devem se tornar terapeutas dos filhos, assim tudo que a criança aprender será reforçado em casa. Há caso em que as crianças apresentam uma evolução no tratamento, mas durante o tempo de recesso ocorre uma regressão, por não haver essa interação com a família. 
8. Como ocorrem as orientaçõese esclarecimentos para os familiares das crianças autistas, acerca das dificuldades, evoluções e medidas a serem tomadas na AMA?
	Como já foi dito a Associação de Amigos Autistas – AMA é uma instituição privada, onde todos os colaboradores tem participação direta nas decisões. Quanto as dificuldades e as evoluções, são feitas diariamente relatórios de evolução de cada criança que são apresentados aos pais mensalmente em reuniões ou quando os pais procuram a psicóloga para saber alguma questão sobre a criança
9. Dos usuários com TEA, qual o tipo mais atendido na associação e qual a etária das crianças acolhidas pela AMA?
	A associação atende a todos os tipos de Autismo, do grau mais alto ao mais leve. Quanta a faixa etária, a criança mais nova atendida pela instituição tem 1 ano e 8 meses de idade e a mais velha possui 20 anos de idade.
10. Como é feito o atendimento aos adolescentes acolhidos pela AMA?
	Dentro da AMA existe o instituto IDEA, local destinado ao atendimento de adolescentes autistas, de 12 a 20 anos de idade, todos esses adolescentes faziam parte da AMA, esses adolescentes não se encaixavam mais no modelo de terapia individual, para que os adolescentes não fossem entregues aos pais sem nenhum tipo de assistência foi criado o IDEA, que trabalha com o modelo de ensino pedagógico, ou seja, é o mesmo modelo de ensino empregado nas escolas regulares. São alocados de 3 a 4 adolescentes por sala, onde há pedagogos e psicólogos, estagiários de psicologia e pedagogia que fazem o auxílio de demandas pedagogias, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais trabalhando nesse modelo pedagógico de ensino e acolhimento.
11. Por quanto tempo a criança autista permanece na Associação, após a saída dela existe algum tipo de acompanhamento por parte da instituição?
	A AMA acolhe pessoas de 1 a 20 anos, mas não existe tempo especifico para que essa pessoa permaneça na instituição, a depender a sua evolução mudamos o seu modelo de ensino para que ela possa se adequar a sociedade, mas caso não haja essa adequação, a criança permanecesse na instituição por tempo indeterminado, já que são muito poucas as assistências voltadas para adolescentes e adustos autistas, a AMA não poderia apenas devolver esse adolescente ou adulto para os pais para que eles ficassem sem nenhum tipo de amparo.
12. Com qual tipo de tratamento o Psicólogo trabalha aqui na AMA e como acontece?
	A AMA trabalha com a Análise de comportamento aplicado – ABA, é feita uma avaliação de capa criança, a psicóloga percebe quais são os comportamentos em excessos que a criança possui e quais são os comportamentos e déficit para fazer a intervenção mais adequada dentro do que é apresentado.
13. Os profissionais que prestam esse acolhimento multidisciplinar na associação possuem todas as qualificações necessárias para atender as crianças?
	Sim, todos os profissionais que atuam na AMA possuem formação e treinamento adequado para exercer a função designada. A associação procura sempre contratar profissionais que já possuem experiência em trabalhar com pacientes autistas, são feitos treinamentos e atualizações constantes com esses profissionais.
14. O psicólogo da instituição possui algo tipo de contato a coordenação de escolas de ensino regular no qual a criança que faça parte da AMA esteja matriculada?
	Sim, a coordenação da escola procura a AMA e agenda um horário para fazer essa comunicação, essa interação entre escola e AMA permite que haja uma troca de informações sobre adaptações de materiais para a criança que tem o autismo, permitindo também que ocorra um acompanhamento em conjunto sobre a evolução do autista.
ANÁLISE DA ENTREVISTA
	A entrevista com a Psicóloga da Associação de Amigos do Autista – AMA superou a expectativa da equipe. A equipe passou cerca de duas com a psicóloga do local, abordando temas relacionados ao autismo e como os familiares passam e lidam com os desafios de criar uma criança autista.
	A psicóloga possui total domínio do assunto e prestou todos os esclarecimentos possíveis, expondo ideias e conceitos a cerca do tema abordado. Assuntos como interação das famílias com as crianças autistas e como elas encaram essa realidade, a psicóloga apresentou a equipe todo os espaço que são desenvolvidas as atividades motoras e cognitivas.
	Contudo, a equipe conseguiu entender, absorver e vivenciar um pouco do universo autista e como o profissional da psicologia desenvolve todo o processo terapêutico para a criança autista.
ANÁLISE DE CAMPO
	A instituição onde foi realizada a pesquisa, Associação de Amigos do autista – AMA, dispõe de vários recursos para se desenvolver um bom trabalho, uma equipe ampla de profissionais qualificados, um bom espaço para se fazer todos os atendimentos e o acolhimento das crianças que são assistidas pela instituição.
	A associação possui toda uma base de planejamento, desde os horários que cada criança é atendida até o quadro de evolução de cada uma. A Psicóloga junto a equipe determina qual o tipo de terapia a criança tem mais urgência e assim entra com os meios de intervenções. 
	A instituição disponibiliza ainda de um anexo para adolescentes, o instituto IDEA, que presta assistência para as crianças que estão entrando na adolescência e que precisam de um novo tipo de terapia, é disponibilizado para eles profissionais em Pedagogia, Psicologia e estagiários, além de educador físico, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, tudo isso dentro de um modelo de ensino pedagógico empregado em escolas de ensino regulares, visando adequar o adolescente o convívio em sociedade.	
 A AMA presta assistência para crianças a partir de um ano a vinte anos de idade, os pais de crianças autistas tornam-se associados e dividem os custos dos tratamentos entre si. A psicóloga não informou a equipe qual o valor da mensalidade e também não permitiu que a esquipe tivesse contato com outros profissionais que trabalham na associação. 	
	A entrevista foi realizada no dia 27 de maio de 2019, tivemos acesso a todos a maioria dos espaços da instituição, desde a cozinha a parte de recreação, passando pelas salas que são prestados dos atendimentos terapêuticos. Cada atendimento possui seu local especifico e cada atendimento é feito de forma individual.
	Dentro da instituição existem crianças que frequentam o espaço todos os dias e crianças que são atendidas apenas uma vez na semana, esse atendimento depende da disponibilidade dos pais e se as crianças estão aptas a frequentarem escolas de ensinos regulares.	
	Contudo, pode-se afirmar que a AMA possui um atendimento exemplar no que diz respeito a criança com autismo, todo o local foi devidamente adaptado para que a criança tenha um atendimento único e adequado.
 
PLANO DE INTERVENÇÃO 
Curto prazo
1. Muitos autistas tem dificuldade para relacionar cor, figura e linguagem. A instituição disponibiliza de horta e muitos objetos de diferentes cores e tamanhos para estimular essas três relações. Com isso, se torna mais fáceis de aprender.	
	De acordo com o modelo de Sidman (1971), é possível simular as aprendizagens cotidianas ensinando uma criança a relacionar, por exemplo, um conjunto de estímulos como palavras ditadas (conjunto A), a outro conjunto de estímulos como figuras (conjunto B). Esta é uma tarefa de emparelhamento. A cor ou palavra ditada seria o estímulo modelo e os objetos seria o estímulo de comparação ou escolha. 
2. Estimular brincadeiras como faz-de-conta pode ajudar consideravelmente no desenvolvimento da criança com autismo, melhorando a parte física, intelectual social e emocional. Atualmente os benefícios imediatos da brincadeira têm ganhado destaque, especialmente porque as vantagens para o desenvolvimento posterior podem não ser evidentes, haja vista que o desenvolvimento apresenta descontinuidades.	De acordo com Pellegrini e Bjorklund (2004), a brincadeira de faz-de-conta tem um caráter essencialmente social, o que implica a função imediata de ajudar crianças mais jovensa tomar a perspectiva de outros brincantes.
3. O atendimento acontece sempre de forma individual, o que limita a interação da criança com outras crianças que frequentam a instituição. Fazer com que essas crianças possam interagir e conviver pode aumentar significamente o desenvolvimento das mesmas. Segundo Lemos (2014), entende-se que as áreas de interação social, comunicação e comportamento se articulam intimamente no desenvolvimento humano desde a mais tenra idade. 	
	Considerando que os indivíduos com autismo apresentam prejuízos nessas áreas, cabe aos profissionais, que com eles trabalham, utilizarem estratégias que contemplem a aquisição de habilidades que são pré-requisitos para que outras se efetivem
Médio prazo
1. A instituição não tem uma faixa etária específica. Então, crianças mais velhas podem aprender através do toque, pode aprender o significado das letras com material de plástico para tal técnica.	
	Segundo Carvalho (1989), a integração sensorial é o processo neurológico que organiza as sensações do corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente.	
	O tato é considerado um sentindo predominante durante a evolução humana. Muitos reflexos são desencadeados por via tátil e/ou propriocepção, isto é, o sistema tátil fornece informações sobre aquilo que está em contato com a pele, a temperatura, a textura , o formato e o deslocamento de objetos. Por isso, a exploração ativa do ambiente é componente essencial do desenvolvimento infantil.
 2. A instituição disponibiliza um espaço e vários objetos de circuito. Além de disponibilizar um educador físico. Com essa junção, poderemos desenvolver trajetórias e brincadeiras junto com o profissional de educação física, a fim de desenvolver e estimular maior flexibilidade comportamental, habilidades especializadas com maior nível de complexidade, como por exemplo, subir em árvores e socializar. 	
	segundo Fiaes (1998), enumeram como benefícios imediatos a boa forma física, possibilitada pela brincadeira motora; as habilidades de luta e dominância desenvolvida nas brincadeiras turbulentas; e as habilidades afiliativas e de teoria da mente, que se desenvolvem principalmente nas brincadeiras social e simbólica.
3. A associação disponibiliza de espaço para o acolhimento das crianças, tendo em vista a dificuldade dos familiares na interação e aceitação de crianças autistas, pode-se ser adaptado um espaço recreativo para crianças e parentes, visando à aproximação, informação e esclarecimento de como ajudar na intervenção das terapias aplicadas.	
	Segundo Oliveira (2015), O autismo caracteriza-se pela presença de um desenvolvimento acentuadamente atípico na interação social e comunicação, assim como pelo repertório marcadamente restrito de atividades e de interesses, a falta de atividades entre pais e filhos podem levar a um isolamento contínuo da criança e de sua família. Nesse sentido, acredita-se que essa interação contribui, mais especificamente, à forma de vínculo estabelecido entre filhos com transtorno autista e seus pais.
Longo prazo
1. Realizar um projeto com encontros mensais ou semestrais com os pais. Com o intuito de reforçar de varias maneiras (trazendo palestrante e etc.) o quão é importante à continuação do tratamento em casa. 	
	Segundo Rodrigues (1943), sempre descrevia minuciosamente os pais de seus pequenos pacientes como intelectualmente dotados e afetivamente frios, chamando a atenção para o fato de que a personalidade dos pais poderia estar implicada no distúrbio do(a) filho(a) autista. Essa noção se tornou um verdadeiro preconceito, produzindo grande sofrimento nas famílias e enorme nível de culpabilidade, que na maioria das vezes só atrapalhavam a permanência das crianças autistas em seus tratamentos. 	
	Um fator importante diz respeito à forma como a família se engaja no tratamento, muitas vezes refazendo seus projetos para aquele(a) filho(a) ou até realizando um primeiro projeto. A forma como a família reagirá ao tratamento da criança será decisiva na evolução e na retomada do desenvolvimento dela.
2. Tendo em vista que a evolução da criança depende muito do apoio familiar, faz-se necessário que haja um grupo de apoio para os pais e familiares no intuito de trabalhar a fase de luto que cada pai vivencia. 	
	Para Kuloglu-Aksaz (1994) buscou avaliar se o aconselhamento informativo acarretaria em menor estresse por parte dos pais de crianças com autismo. Como resultado, os pais do grupo experimental mostravam-se mais realistas sobre as possibilidades e limites de suas crianças autistas e aceitavam mais a solidariedade e o suporte de união com outros pais, bem como manifestaram um sentido crescente de otimismo nas interações estabelecidas em casa e na comunidade.
3. Uma das opções de tratamento e desenvolvimento da criança autista a ser empregada na instituição seria a musicoterapia, porque ela utiliza a música em todas as suas formas com participação ativa ou passiva do autista, podendo alcançar bons resultados.
Através da musicoterapia o autista pode se comunicar de forma não verbal exprimindo seus sentimentos e, como nas sessões o importante é participar e não somente alcançar algum resultado, a criança autista desenvolve a autoestima.
	Segundo Benenzon (1988), a musicoterapia estuda o complexo som-ser humano-som, para utilizar o movimento, o som e a música, com o objetivo de abrir canais de comunicação no indivíduo sendo ele autista ou não, produzindo efeitos terapêuticos, psicoproliláticos e de reabilitação no mesmo e na sociedade.
REFERÊNCIAS 
1. PELIN, Leonice. Estratégias para a inclusão de alunos com transtorno do espectro autista. 2013.
2. Pellegrini, A. D., & Bjorklund, D. F. (2004). The ontogeny and phylogeny of children’s object and fantasy play. Human Nature, 15(1), 23-43.
3.LEMOS, E. L. M. D.; SALOMÃO, Nádia Maria Ribeiro; AGRIPINO-RAMOS, Cibele Shírley. Inclusão de crianças autistas: um estudo sobre interações sociais no contexto escolar. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 20, n. 1, p. 117-130, 2014.
4. CARVALHO, Elaine Samora; ANTUNES, França; VICENTINI, Carolina Rubio. DESENVOLVENDO A SENSIBILIDADE SENSORIAL TÁTIL PLANTAR EM PORTADORES DE AUTISMO INFANTIL ATRAVÉS DO" TAPETE SENSORIAL"-ESTUDO DE TRÊS CASOS. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 13, n. 1, 2010.
5.FIAES, Carla Silva; BICHARA, Ilka Dias. Brincadeiras de faz-de-conta em crianças autistas: limites e possibilidades numa perspectiva evolucionista. 2009.
6. Oliveira, D. S. D., Moura, A. R. S. D., Feijó, L. P., Pinheiro, M. D. C., Brites, P., Dorneles, S., & Moura, E. (2015). Interação vincular de pais com filhos autistas.
7. RODRIGUES, Leiner Resende; FONSECA, Mariana de Oliveira; SILVA, Fernanda Ferreira. Convivendo com a criança autista: sentimentos da família. Revista Mineira de Enfermagem, v. 12, n. 3, p. 321-327, 2008
8. Kuloglu Aksaz, N. (1994). The effect of informational counseling on the stress level of parents of children with autism in Turkey. Journal of Autism and Developmental Disorders, 24, 109-110.
9. BENENZON, Rolando. Teoria da musicoterapia. Grupo Editorial Summus, 1988.

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