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DERMATOZOONOSES

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-América do Sul e África
-Determinados períodos do ano, chuva e estiagem, calor ou umidade
-Vegetação rasteira
-Noite em ambiente domiciliar
Etiopatogenia:
- O agente etiológico é do gênero Paederus, espécie Paederus sp.
-Predomínio do P.brasiliensis
-Penetram nas casas a procura de comida ou atraídos pela luz
-Mais ativas a noite
-Liberam uma substância irritante, vesicante= Pederina
-É uma substância tóxica, produzida como reação ofensiva quando inseto é tocado ou agredido
Clínica:
-Ardor
-Prurido
-Eritema
-Vesículas
--Vesicopústula
-Crostas
-Lineares, numulares ou radiadas
-Pescoço, face e braços (áreas mais expostas)
-Febre, calafrios e prostração quando contato com múltiplos insetos
-Regride em 7-12 dias
-Infecção secundária
-Periorbital: blefarite, conjuntivite, irrites, úlcera de córnea
Diagnóstico:
-Clínica e epidemiologia
-DD: herpes simples( também causa dor e ardor), herpes-zóster, dermatite de contato, dermatite seborreica, impetigo, fitofotodermatose, pênfigo foliáceo ou vulgar e queimaduras, picada de aranha.
Tratamento:
Fase aguda: banhos e compressas úmidas (quando se tem vesículas,vesicopustulas para evitar infecção secundária), seguidas de cremes ou pomadas com corticoides (anti-inflamatórios) e/ou antibióticos
Infecção secundária: ATB oral ou parenteral
Oftalmológicos: banhos e/ou com água baricada a 1% ou solução fisiológica.
Miíase:
-Doenças causadadas por larvas de moscas( dípteros)
-Uma vez no hospedeiro, as larvas alimentam-se de tecidos viáveis ou necrosados, fluidos corporais ou alimentos ingeridos e assim, completam o seu ciclo de desenvolvimento, total ou parcialmente.
Epidemiologia:
-Regiões tropicais 
-Áreas rurais
-Pessoas de baixo nível socioeconômico e com hábitos de higiene precários
Etiopatogenia:
Classificação de acordo com características biológicas das moscas 
-Miíase obrigatória ou miíase primária: larvas biontófogas( se alimentam de matéria viva), a larva precisa passar pelo organismo humano pra se desenvolver em uma mosca adulta
-Miíase facultativa ou miíase sucendária: larvas necrobiontófagas ( se alimentam de matéria morta)
-Pseudomiíase: ingestão de larvas
Clínica 1ª:
-Miíase furunculoide
-Moscas são parasitas obrigatórias
-As larvas penetram na pele exposta, produzindo uma lesão nodular, discretamente inflamatória, em geral dolorosa e com eventual prurido, de aspecto furunculóide.
-A única abertura deixa sair um discreto exsudato, sobretudo quando a larva vem à tona respirar
-Possível ver a movimentação da larva
-Dermatobia hominis-berne
Clínica 2ª:
*Miíase cutânea secundária 
-Moscas não são parasitas obrigatórias 
-Atraídas pelo cheiro de lesões abertas (úlceras em geral), depositam seus ovos, que se transformam em larvas ( em geral, numerosas)
-À custa de seus fermentos proteolíticos, essas larvas agravam a úlcera, produzindo grandes devastações.
-Popularmente é conhecida por “bicheira”, sobretudo no meio rural
*Miíase cavitária
-Depositam seus ovos em uma cavidade corporal (órbita ocular, ouvidos, narinas, vagina) e invadem as estruturas anexas
-Fazem destruição de cartilagens e osso, produzindo sérias complicações (meningite, mastoidite, sinusite, faringite)
Clínica 3ª:
Miíase intestinal 
-Decorrente da ingestão de alimentos contaminados com larvas de moscas
-Sintomatologia intestinal variada: depende do número de parasitas, espécie envolvida e imunidade do hospedeiro
TRATAMENTO:
-Ivermectina 
-Retirada com pinça de larvas, uma a uma
Vaselina com esparadrapo
Gaze com éter
-Miíase intestinal
Anti-helmínticos, como o tiabendazol
Larva Migrans:
Dermatose pruriginosa produzida pela inoculação acidental na pele de larvas do ancilóstomos de animais( cão e gato)
Etiopatogenia:
-O agente causal é a larva de várias espécies de nematódeos do cão e do gato
-Acilostoma braziliensis
-Inoculação acidental
-Larva instala-se na epiderme provocando uma reação inflamatória, que é bloqueada ou progride intraepidermicamente, formando um túnel, com maior progressão noturna (2-5cm diários)
-IgE elevada
Clínica:
-Pés e nas nádegas 
-Pápula eritematosa de alguns milímetros, intensamente pruriginosa
-Túnel eritematopapuloso, sinuoso
-Extremidade migrante mais ativa, enquanto a área terminal do túnel começa a entrar em regressão, apresentando-se discretamente escamosa
-Vesículas e bolhas
TRATAMENTO:
-Doença auto-limitada
Tiabendazol tópico
Tiabendazol 30-50 mg/kg dose única antes de dormir ou fracionada 3g
Tungíase:
Dermatose autolimitada, produzida pela menor das pulgas: a Tunga penetrans
Epidemiologia:
-Doença tropical
-Ocorre no porco e no homem
-É adquirida em lugares arenosos, estábulos e pocilgas
Etiopatogenia:
-Única espécie do gênero que parasita o homem: mede 1mm de comprimento.
-A fêmea se fixa na pele, onde penetra parcialmente e ingere o sangue com a finalidade da ovulação, provocando lesão
-Seus ovos, em grande número, intumescem-lhe a parte posterior do abdome, produzindo a lesão
-Ocorre o rompimento do abdome, e os ovos são eliminados para o exterior, caindo no solo;
-A fêmea morre, havendo a cura espontânea do quadro clínico
Clínica:
-Pequena pápula esférica, branco-amarelada
-Ponto negro central
-Prurido e dor discreta
-Quando numerosas e agrupadas: favo de mel
-Regiões plantares, periungueias, interdigitais
-Genitália, períneo e membros
TRATAMENTO:
-Auto-limitada 2-3 semanas
-Remoção completa do parasita
Fazer a retirada com agulha estéril e posterior desinfecção	
Cuidado para retira-la por inteiro, para que não se desintegre na pele da pessoa.
-Infestação maciça 
Tiabendazol, 30 a 50 mg/kg/ dia durante 10 dias
Ivermectina
-ATB