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atividade 43645

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Curso: geografia
Disciplina: Geografia da Industria 
Prof. Me. Fernando de Castro Além (Dagata)
Aluno (a): Mikelly Romero
Atividade 1
Revolução Industrial
A Revolução industrial ocorreu em um determinado espaço-tempo, na Grã-Bretanha meados do século XVIII, onde os seres humanos conheceram um processo revolucionário na produção de bens e mercadorias. Foi um processo de substituições das manufaturas das fábricas, maquinofaturas das fabricas e também nas técnicas relacionadas a produção de mercadorias.
A industrialização permitiu a expansão do próprio mercado, e até mesmo criou onde ele não existia ainda. Uma produção dinâmica, impulsionada, justamente pelo crescimento vertiginoso da população, a partir de 1740. O aumento da renda per capita, permitiu também que houvesse o aumento da produtividade para a produção de bens de consumo.
Foi no século XVI que os campos agrícolas conheceram os cercamentos. Uma nova forma de organização do cultivo no campo, onde promoveu mudanças na agricultura bretã, até então apenas baseada na produção auto-suficiente, onde ocorria apenas nas pequenas propriedades familiares. Estes cercamentos, em sua maioria, eram destinados á criação de ovelhas para obtenção de lã. 
O algodão foi de grande importância para a revolução industrial, foi onde ocorreu à mudança industrial, despertando uma nova forma de organização social a partir da introdução do capitalismo industrial, o jeito inovador de produção, a fábrica. Na década de 1790, a atividade algodoeira ganhou uma nova fonte de matéria-prima nas plantações do sul dos Estados Unidos.
A Revolução Industrial teve três principais aparelhos de complexo urbano, a fábrica, a linha férrea, e o cortiço. Segundo Munford, esses três elementos eram suficientes para a construção da cidade industrial. A água era a fonte de energia primordial para o funcionamento da fábrica, por isso era instalada próximo de beiras de rios. 
O movimento sindical surgiu na Grã-Bretanha, se infiltrando nas associações de trabalhadores, onde não havia organização suficiente. O direito básico de independência do trabalhador industrial era basicamente sugado na fábrica.
A revolução industrial destruiu o estilo de vida tradicional dos trabalhadores pobres, a maioria das pessoas. O proletário, não possuía nenhuma relação social e humana com seu empregador.
Para Modanese, a revolução industrial veio consolidar a transformação na relação homem-natureza, em que esta ultima adquiriu um conceito pratico e utilitário: recurso natural, fonte de matéria-prima para a industrialização e manufatura de seu recurso. No final do século XVIII, com a revolução industrial, ocorreram melhorias na condição de vida na sociedade, contribuindo para o crescimento populacional, e ao mesmo tempo, investimento em novas técnicas de produção.
A revolução industrial trouxe conseqüências profundas na própria forma de pensar nossas prioridades, especialmente no que tange ao consumo. A mídia nos provoca desejos imediatos, exerce sobre nós uma poderosa sedução que nos induz ao que consumir, como nos comportar, exigindo padrões que não são compatíveis com nossas condições sociais, econômicas, políticas e ecológicas.
A segunda revolução industrial foi marcada pela era dos bens de capital e da construção ferroviária, uma nova fase de industrialização, que garantiria bases mais solida para o crescimento econômico. O mundo se industrializava a passos largos, criando um mercado para bens de capital que não poderia ser importado em qualquer quantidade, a não ser da Grã-Bretanha, que não tinha condições de ser produzido em quantidades suficientes. 
O Fordismo atuou como uma ampliação do Toyotismo, idealizado por Frederick, que partiria do pressuposto de que cada trabalhador deveria realizar uma atividade determinada e independente das demais etapas de produção. Dessa forma , cada trabalhador deveria conhecer apenas sua própria função, na qual o conhecimento de todo processo caberia apenas ao patrão ou gerente.
O Toytismo prioriza a adequação de estocagem dos produtos conforme a demanda. A produção aumenta ou diminui, de acordo com a procura pelo produto, diferentemente do Fordismo, que se baseia na alta acumulação de estoques. No Toyotismo, o processo de trabalho também se flexibiliza e gera a diminuição da oferta de empregos.
As multinacionais são empresas vitoriosas na luta pela disputa de mercado, arruinando seus potenciais concorrentes, e depois os absorvendo. Estas empresas agem otimizando os mercados, recursos naturais e também a classe política ao seu favor, isso tudo em escala mundial. Formou se o império de Rockfeller e o nascimento do truste, o monopólio do petróleo, as empresas binacionais, as transnacionais da indústria automobilística, 
O Brasil e as multinacionais, na divisão internacional do trabalho, o papel ocupado pelo nosso país, desde a fundação da colônia em 1500, é fornecer essencialmente produtos primários, seja agrícolas ou minerais, e pegando por estes em produtos manufaturados ou industrializados.
A economia brasileira, em todas as suas fases predominantes até o inicio do século XX, fez parte de uma lógica maior, uma economia internacional cujo centro se localizava na Europa Ocidental, e que os especialistas, hoje, chamam de capitalismo agrícola. A partir do século XX, as multinacionais industrializaram a periferia, devido a uma necessidade estratégica, que culminava em três objetivos: abrir ou consolidar mercados. O Brasil atendia aos três requisitos: havia um vasto mercado a ser explorada, muita matéria-prima disponível, sem contar o acesso à mão de obra barata, especialmente após a quebra do café no ano de 1929.
O PIB brasileiro cresceu ao valor de mais de 200 bilhões de dólares. Este crescimento na economia nacional, gerido por uma nova classe de altos servidores públicos, a serviço das transnacionais e seus associados brasileiros, trouxe uma elevação da renda per capita para cerca de 800 dólares ao ano.