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Despesa Pública

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definido no artigo 165 da Constituição Federal, 
este campo no Sidor é composto de dois dígitos: XX e será associado à ação 
orçamentária da seguinte maneira:
10 – Orçamento fiscal;
20 – Orçamento da seguridade social;
30 – Orçamento de investimento.
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Identificador de uso (Iduso): o identificador de uso tem a finalidade de 
completar a informação concernente à aplicação dos recursos e destina-se a 
indicar se os recursos compõem contrapartida nacional de empréstimos ou 
de doações ou a outras aplicações, constando da lei orçamentária e de seus 
créditos adicionais pelos seguintes dígitos, que antecederão o código das 
fontes de recursos.
0 – Recursos não destinados à contrapartida;
1 – Contrapartida (BIRD);
2 – Contrapartida – (BID);
3 – Outras contrapartidas.
Identificador de operações de crédito (Idoc): o Idoc identifica a opera-
ção de crédito contratual a que se refere a ação, quando financiada mediante 
empréstimos de recursos com ou sem contrapartida de recursos da União. 
O número do Idoc também será usado nas ações de pagamento de amorti-
zação, juros e encargos contratuais para identificar a operação de crédito a 
que se referem os pagamentos.
Os gastos serão programados com o identificador de uso igual a 1, 2 ou 
3 e o Idoc, com o número da respectiva operação de crédito. Quando os re-
cursos não forem de contrapartida nem de operações de crédito, o Idoc será 
9999.
Identificador de resultado primário: tem como finalidade auxiliar a apu-
ração do resultado primário constante da LDO, devendo constar no projeto 
de LOA e na respectiva lei em todos os grupos de natureza de despesa, iden-
tificando, de acordo com a metodologia das necessidades de financiamento, 
cujo demonstrativo estará anexo à LOA, as despesas de natureza:
0 – financeira;
1– primária obrigatória, ou seja, aquelas que constituem obrigações cons-
titucionais obrigatórias ou legais da União e constem da seção I do Anexo IV 
da LDO;
2 – primária discricionária, consideradas aquelas não incluídas no anexo 
específico citado no item anterior;
3 – Outras despesas constantes do orçamento de investimento que não 
impactam no resultado primário.
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Estágios das despesas
Apesar de haver certa divergência quanto aos estágios da despesa, a dou-
trina majoritária entende que a legislação prevê quatro estágios da despesa: 
fixação, empenho, liquidação e pagamento. Sendo estágios da execução: 
empenho, liquidação e pagamento.
Empenho
Liquidação
Pagamento
Estágios
Fixação
Execução
Fixação
É o valor total das despesas previstas na LOA e devem, em atendimento 
ao princípio do equilíbrio, ser iguais à receita. Esse estágio das despesas é 
registrado na contabilidade por meio do documento denominado “Nota de 
Dotação – ND”, automaticamente pelo Siaf.
A fixação não é um estágio da execução das despesas, somente após a 
aprovação e publicação da LOA com seu consequente registro no Siaf é que 
se pode dar início à execução (empenho, liquidação e pagamento).
Empenho
O empenho é ato emanado de autoridade competente que cria para o 
Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condi-
ção (Lei 4.320/64, art. 58).
O empenho é o primeiro estágio da execução da despesa. Esse primeiro es-
tágio é realizado no Siaf utilizando o documento “Nota de Empenho – NE”, que 
registra o comprometimento da despesa orçamentária. Na NE constará o nome 
do credor, a especificação e importância da despesa, bem como os demais 
dados necessários ao controle da execução e da programação financeira.
O artigo 59, §2.º, da Lei 4.320/64, veda aos municípios a assunção de 
compromissos financeiros para execução depois do término do mandato do 
prefeito.
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O empenho deve ser prévio, ou seja, antecede a realização da despesa e 
está restrito aos créditos orçamentários, consignados na LOA ou em créditos 
adicionais.
Fique ligado: não pode haver, em hipótese alguma, despesa sem prévio 
empenho.
A obrigatoriedade do empenho prévio é assunto que causa bastante con-
fusão, isso porque a Lei 4.320/64 prevê que é vedada a realização de despesa 
sem prévio empenho, e em outra parte dispensa a emissão da nota de em-
penho, em casos especiais.
Para tentar clarear as coisas precisamos distinguir o “empenho” da “nota 
de empenho”. Na verdade o empenho é apenas a autorização da autoridade 
competente, por meio de uma assinatura, ordenando, em nome do Estado, a 
assunção de uma obrigação.
A nota de empenho é um documento, que na União se encontra no Sis-
tema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siaf ), que 
será impresso após o empenho da despesa.
Resumindo, a nota de empenho é a materialização do empenho. No caso 
do empenho é terminantemente vedada a sua dispensa, no caso da nota de 
empenho existe previsão legal de dispensa de sua emissão em casos espe-
ciais como:
despesas relativas a pessoal e encargos; �
contribuição para o Pasep; �
amortização, juros e serviços de empréstimos e financiamentos obtidos; �
despesas relativas a consumo de água, energia elétrica, utilização de �
serviços de telefone, postais e telégrafos e outros que vierem a ser de-
finidos por atos normativos próprios;
despesas provenientes de transferências por força de mandamento �
das Constituições: Federal; Estaduais e de Lei Orgânicas de Municípios, 
e da execução de convênios, acordos e ajustes, entre entidades de di-
reito privado das quais façam parte como acionista.
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Modalidade de empenho: o empenho possui três modalidades: ordiná-
rio, estimativo e global3.
Empenho ordinário: para atender despesas cujo montante é previamen-
te conhecido e cujo pagamento ocorrerá de uma só vez. É a modalidade de 
empenho mais utilizada.
Empenho estimativo: é utilizado para atender despesas cujo montante 
não se possa determinar e que possua base periódica não homogênea. Exem-
plo: serviço de água, energia elétrica e telefone; gratificações, diárias etc.
Empenho global: para atender despesas com montante previamente 
conhecido, tais como as contratuais, mas que terão o pagamento parcelado. 
Exemplo: aluguéis, salários, proventos, contrato de prestação de serviços por 
terceiros etc.
Atenção: será feito por estimativa o empenho cujo montante não se 
possa determinar, e é permitido o empenho global de despesas contratuais 
e outras sujeitas a parcelamento.
Liquidação
Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base 
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito (Lei 4.320/64, 
art. 63). Essa verificação tem por fim apurar:
a origem e o objeto do que se deve pagar; �
a importância exata a pagar; �
a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação. �
A liquidação é o segundo estágio da execução da despesa e se caracteriza 
pela entrega da obra, bens, materiais ou serviços, objeto do contrato com o 
fornecedor. Essa liquidação é realizada formalmente no Siaf, através da Nota 
de Lançamento (NL).
O termo “liquidação”, na área pública, é para representar as atividades de 
preparação de uma despesa para pagamento.
3 O artigo 60, da Lei 
4.320/64, estabelece as 
modalidades de empenho.
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Pagamentos
Segundo a lei de finanças4, o pagamento da despesa somente será
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