Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
53 pág.
10 DIDÁTICA-E-METODOLOGIA-DO-ENSINO-SUPERIOR

Pré-visualização | Página 2 de 12

a técnica, conferindo-lhe espaços inusitados. 
Não se trata de negar as bases técnico-científicas em que se assenta a 
Didática, mas de, em as mantendo, acrescentar-lhes uma possibilidade a mais - a da 
ousadia, a do incomum, a do ilógico, a ênfase a tudo o que foge aos padrões 
cotidianos e rotineiros. Parte-se do pressuposto de que se a Didática se alicerça na 
psicologia da aprendizagem e se alimenta da tecnologia do ensino, nada impede o 
seu enriquecimento ou extrapolação na dinâmica da criatividade. 
Por certo, praticando a criatividade, professores e alunos não se tornarão 
melhores, mas é possível que se prepare um pouco mais para o futuro, que transfiram 
mais facilmente as aprendizagens de hoje para o contexto de amanhã e que possam 
tornar-se menos temerosos e mais felizes na superação de situações diversas e 
adversas. 
 
7 
Opta-se pela crença de que a boa didática é a que incentiva a produção e não 
a reprodução, a divergência muito mais que a convergência, a crítica em lugar da 
tranquila aceitação, a dúvida em detrimento das certezas preestabelecidas, o erro 
provisório em lugar do acerto fácil. Propõe-se também que a essa Didática se chame 
AMPLA DIDÁTICA: além da fusão harmoniosa de princípios científicos e recursos 
técnicos com a valorização da função criativa, ela se diz "ampla" por aplicar-se a todos 
os níveis de ensino e por estar aberta a todas as contribuições plausíveis que vieram 
subsidiá-la. 
 TEXTO PARA REFLEXÃO: QUALIDADE EM EDUCAÇÃO 
(PDQ Consultoria - www.pdq.com.br) 
O desenvolvimento de processos consistentes voltados para a qualidade em 
educação tem um duplo significado e efeito. 
Quando uma instituição educacional está comprometida com o 
desenvolvimento de um sistema da qualidade, ela está não apenas aperfeiçoando 
seus processos pedagógicos e administrativos, como também exercendo um papel 
educador extremamente importante, com a demonstração de modelos e 
comportamentos que serão exigidos dos alunos nos seus diferentes meios sociais, já 
que o conceito de qualidade transcende o enfoque tecnicista das organizações 
produtivas e contempla todo o contexto do que podemos denominar de "qualidade de 
vida" do cidadão, especialmente nas relações humanas. 
Por isso, o entendimento, a ampliação e a disseminação do conceito de 
qualidade em educação vêm merecendo nos últimos anos uma atenção especial de 
diferentes segmentos da sociedade, não somente daqueles ligados diretamente a 
essa área, mas de todos aqueles efetivamente preocupados com a consolidação 
desses valores de forma sustentada. 
 
8 
 
Fonte: www.acritica.net 
Mas, afinal, o que é qualidade em educação? 
Para responder essa questão, é importante entender a qualidade como um 
processo complexo, que tem no comportamento humano a essência de sua natureza. 
Inicialmente, dentro desse processo complexo, entende-se a qualidade como 
uma componente naturalmente integrada ao planejamento, e que essa integração se 
constitui não só num fator fundamental para o desenvolvimento sustentado das 
instituições, como também num exercício valioso dentro do contexto dos processos 
de aprendizagem. 
Dentro de uma visão técnica, o planejamento, como atividade estratégica, que 
se preocupa com o futuro e com os ambientes externos e internos da organização, 
define seus objetivos e os referenciais para o seu desenvolvimento. A qualidade, que 
se preocupa com o aperfeiçoamento contínuo da organização, busca 
permanentemente a melhor forma de atingir seus objetivos e de viabilizar o seu 
desenvolvimento. Definir objetivos (planejar) e buscar a melhor forma de atingi-los 
(qualidade) são os pressupostos básicos para entendermos planejamento e qualidade 
como um processo integrado essencial para o desenvolvimento das organizações. 
Peter Senge, em seu livro A Quinta Disciplina, cita que "as melhores 
organizações do futuro serão aquelas que descobrirão como despertar o empenho e 
a capacidade de aprender das pessoas em todos os níveis da organização". Para o 
autor, as empresas terão que se converter em organizações de aprendizagem. 
 
9 
Esse conceito nos mostra que as instituições de ensino podem constituir-se em 
modelos para esse processo e que, por isso, terão um papel cada vez mais relevante 
nesse contexto. 
A negociação e o diálogo no lugar do autoritarismo, trabalho em equipe 
substituindo posturas individualistas, ampla delegação ao invés de centralização, 
estruturas organizacionais sem rigidez hierárquica onde se cultive a confiança mútua, 
estímulo à cooperação e desenvolvimento de laços afetivos e desestímulo à 
competição e aos comportamentos agressivos; essas serão as características das 
organizações do futuro que farão com que as técnicas do planejamento e da qualidade 
sejam efetivas e se constituam em fator diferencial competitivo para o seu 
desenvolvimento. 
Pode-se, portanto, propor que o entendimento do conceito de qualidade em 
educação se fundamente na busca da formação integral do indivíduo onde a 
racionalidade deve ser vista como uma das dimensões humanas e não como a única. 
Uma instituição de ensino como referencial de qualidade será aquela que demonstre 
esses valores com a prática de seus processos de ensino/aprendizagem e se 
constitua numa organização de aprendizagem, tal como definida por Peter Senge. 
 DIDÁTICA E TRABALHO DOCENTE: A MEDIAÇÃO DIDÁTICA DO 
PROFESSOR NAS AULAS 
 
Fonte: targetcareers.co.uk 
 
10 
Alunos costumam comentar entre si: “gosto desse professor porque ele tem 
didática”. Outros dizem: “com essa professora a gente tem mais facilidade de 
aprender”. Provavelmente, o que os alunos estão querendo dizer é que esses 
professores têm um modo acertado de dar aula, que ensinam bem, que com eles, de 
fato, aprendem. Então, o que é ter didática? A didática pode ajudar os alunos a 
melhorar seu aproveitamento escolar? O que um professor precisa conhecer de 
didática para que possa levar bem o seu trabalho em sala de aula? Considerando as 
mudanças que estão ocorrendo nas formas de aprender e ensinar, principalmente 
pela forte influência dos meios de informação e comunicação, o que mudar na prática 
dos professores? 
É certo que a maioria do professorado tem como principal objetivo do seu 
trabalho conseguir que seus alunos aprendam da melhor forma possível. Por mais 
limitações que um professor possa ter (falta de tempo para preparar aulas, falta de 
material de consulta, insuficiente domínio da matéria, pouca variação nos métodos de 
ensino, desânimo por causa da desvalorização profissional, etc.), quando entra em 
classe, ele tem consciência de sua responsabilidade em proporcionar aos alunos um 
bom ensino. Apesar disso, saberá ele fazer um bom ensino, de modo que os alunos 
aprendam melhor? É possível melhorar seu desempenho como professor? Qual é o 
sentido de “mediação docente” nas aulas? 
 OS ESTILOS DE PROFESSOR 
Há diversos tipos de professores. Os mais tradicionais contentam-se em 
transmitir a matéria que está no livro didático, por meio de aula expositiva. É o estilo 
professor-transmissor de conteúdo. Suas aulas são sempre iguais, o método de 
ensino é quase o mesmo para todas as matérias, independentemente da idade e das 
características individuais e sociais dos alunos. Pode até ser que essas práticas de 
passar a matéria, dar exercícios e depois cobrar o conteúdo na prova, tenham algum 
resultado positivo. 
Mesmo porque alguns alunos aprendem “apesar do professor”. O mais comum, 
no entanto, é o aluno memorizar o que o professor fala, decorar a matéria e mecanizar 
fórmulas, definições etc. A aprendizagem que decorre desse tipo ensino (vamos 
chamá-la de mecânica, repetitiva) serve para responder questões
Página123456789...12