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FAZENDO ARTE PARA APRENDER: A IMPORTÂNCIA DAS ARTES VISUAIS NO ATO EDUCATIVO
Leila Bach¹
Luana Zucco Reichert¹
Marli Lazrotto²
RESUMO
O presente paper apresenta o histórico da arte, vista como uma ciência que, para ser reconhecida institucionalmente, percorreu um longo caminho, a importância de se trabalhar as artes visuais dentro da sala de aula, fazendo com que os educadores da educação infantil repensem sobre o desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor das crianças através das diferentes linguagens artísticas presentes nas artes visuais, valorizando a expressão e a criação , a maneira como a criança brinca ou desenha reflete na sua forma de pensar e sentir. Nesse trabalho usamos aportes teóricos ligados a artes visuais, arte e Educação, psicologia (desenvolvimento infantil), o papel do brinquedo no desenvolvimento, aquisição da linguagem infantil, documentos legais que abordam questões do ensino da arte para a criança, no contexto atual de um mundo globalizado. Pretende –se, portanto, reafirmar a importância das artes visuais na sala de aula como pratica educativa significativa no desenvolvimento das crianças.
Palavras-Chave: Artes Visuais. Criança. Aprendizagem.
1. INTRODUÇÃO
Este paper, tem como finalidade mostrar o quanto a Arte Visual é importante para a criança, pois através da Arte as crianças conseguem expressar seu sentimento e suas habilidades pelo desenho. Apresentar qual contribuição que ela tem dado à escola na formação da criança e no desenvolvimento.
O ensino no Brasil, passou por diversos métodos, na maioria das vezes importados sem a devida adaptação, apresenta concepções sobre a importância das artes visuais baseada nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Artes e na lei de Diretrizes e Bases da Educação. Caracteriza as diferentes linguagens presentes nas Artes Visuais no processo de aprendizagem como: o desenho, uma das manifestações que tem a função de atribuir significado ao que se expressa e se constrói; a pintura, que pode ser definida como a arte da cor; arte tridimensional (modelagem), onde procura explorar aquilo que a rodeia através do tato, da manipulação dos objetos aguçando sua curiosidade; recorte e colagem, que propiciam a criança dos primeiros anos escolares o aperfeiçoamento de conteúdos de coordenação motora, criatividade e desenvolvimento da sensibilidade, noção de espaço e superfície.
1 Leila Bach, Luana Zucco Reichert
2 Marli Lazarotto
Centro universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI- Curso (PED 1952) – Pratica módulo IV – 18/05/2019
2. PROJETO DAS ARTES VISUAIS ATÉ AESCOLA: UMA ABORDAGEM TEÓRICA
A Arte, numa perspectiva histórica, pode ser identificada como uma ciência que vem percorrendo um longo caminho para ter seu reconhecimento institucional.
 O ensino de Artes no Brasil, ao longo do tempo passou por diversos métodos, na maioria das vezes importados sem a devida adaptação, desde a colonização com os jesuítas, impondo a separação entre a retórica e a manufatura e negando a cultura indígena, passando pelo século XIX com a negação do barroco em favor do neoclássico.
 Já no século XX, havia uma grande preocupação com o ensino de Artes que até então se resumia ao ensino do desenho, este visto como um importante meio para a formação técnica. A disciplina desenho, apresentada sob a forma de desenho geométrico, desenho do natural e desenho pedagógico, era considerada mais por seu aspecto funcional do que experiência em Artes (Brasil, 2000; p. 25).
No momento em que a criança conquista seu lugar como sujeito, como características próprias, deixando de ser apenas um projeto de adulto, o desenho infantil passa a ser objeto de estudo cognitivo.
 Com a Semana da Arte Moderna em 1922, os modelos de educação técnica voltada para o trabalho, com forte identificação ao estudo do desenho clássico e do desenho geométrico, começaram a ser contestados, passando a valorização da expressão infantil. No início dos anos 30, também começou a ganhar espaço no Brasil escolas especializadas em Artes para crianças e adolescentes.
 No final dos anos 40, o ensino de arte conquista mais espaço fora dos muros da escola com as “Escolinhas de Artes’ implantadas em vários pontos do país. Este movimento visaria um ensino de arte pautada na livre expressão, como um rumo alternativo na busca de uma identidade ainda desconhecida. Segundo Ana Mae Barbosa, a escolinha de Arte, em parceria com o governo, promoveu vários cursos de formação de professores, com “uma enorme influência multiplicadora, chegando a haver 32 escolinhas no país” (Barbosa, 2003). Nos anos 70, a apresentação dos programas reflete influência da tendência tecnicista. O ensino da Arte é fortemente influenciado pelas ideias de Lowenfeld e Herbert Read, o que levará ao espontaneismo.
 A Lei de Diretrizes e Base nº 5.692/71 é tecnicista e incita à profissionalização; o trabalho pedagógico fragmentou-se para tornar o sistema educacional efetivo e produtivo. Através dessa lei, foi instituída no currículo a Educação Artística, reunindo todos os tipos de linguagem tornando o ensino de artes versátil. A promulgação da lei, sem prever anteriormente a formação de professores e sua qualificação, enfraqueceu a qualidade de ensino, ao invés de promover melhorias nas condições já existentes (Bemvenuti, 1997, p. 44). Em 1973, criaram os cursos superiores em Educação Artística, uma formação com duas opções, a licenciatura curta em dois anos e a licenciatura plena em quatro anos. Com cursos de curta duração e um currículo abrangente que apresentava conhecimentos de músicas, artes plásticas e teatro, os professores conheciam superficialmente as linguagens e conduziam o ensino sem uma concepção filosófica adequada, sema essência do ensino de Arte. Nas escolas, a Arte ocupa apenas o lugar de relaxamento, lazer, sendo ignorada como área de conhecimento.
 Com a Nova LBD (lei n° 9.394/96), é extinta a Educação Artística e entra em campo a disciplina de Arte, reconhecida oficialmente como área de conhecimento. O artigo 26 da LBD, em seu inciso 2°, dispõe que: “§ 2º O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural do aluno. ” 
 Essa mudança não foi apenas nominal, mas de toda a estruturação que envolve o tratamento de uma área de conhecimento.
 Artes Visuais, como um conjunto de manifestações artísticas, compreendem todo o campo de linguagem e pensamento sobre olhar e sentido do ser humano. Porém as Artes Visuais não devem ficar restringidas apenas ao visual, pois, através dessas manifestações artísticas (desenho, pintura, modelagem, recorte, colagem entre outros), há vários significados que o artista deseja passar.
 Segundo Panofski (1989), uma obra de Arte deve ser definida como um “objeto feito pelo homem que exige ser esteticamente experienciado”.
 As Artes Visuais são linguagem, por isso são uma forma muito importante de expressão e comunicação humana, isto justifica sua presença na educação infantil. O ensino da Arte aborda uma série de significações, tais como: o senso estético, a sensibilidade e a criatividade.
 Atualmente, algumas ações estão interferindo qualitativamente no processo de melhoria do ensino e aprendizagem de Arte. Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte destacam que:
Dentre as várias propostas que estão sendo difundidas no Brasil na transição para o século XXI, destacam-se aquelas que têm se afirmado pela abrangência e por envolver ações que, sem dúvida, estão interferindo na melhoria do ensino e da aprendizagem de arte. Trata-se de estudos sobre a educação estética, a estética do cotidiano, completando a formação artística dos alunos. Ressalta-se ainda o encaminhamento pedagógico-artístico que tem por premissa básica a integração do fazer artístico, a apreciação da obra de arte e sua contextualização histórica. (PCN, 2000, p.31).
2.1 CARACTERIZAÇÃO DAS DIFERENTES LINGUAGEM NAS ARTES VISUAIS NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
A criança desde bebê, se interessa pelo mundo

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