homocisteína aula 10
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homocisteína aula 10


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Homocisteína e o risco 
cardiovascular 
Profa. Dra. Natália Onofre 
CURSO FARMÁCIA 
DISCIPLINA BIOQUÍMICA CLÍNICA 
Homocisteína 
\u2022 Aminoácido presente no plasma 
\u2022 Originário da dieta rica em proteínas 
\u2022 Seu metabolismo necessita de ácido fólico e vit B6 e 
B12 
\u2022 O aumento da homocisteína no sangue também pode 
acontecer devido a: 
\u2013 Consumo excessivo de proteínas 
\u2013 Deficiência de ácido fólico e vitaminas B6 e B12 
\u2013 Doenças genéticas que alteram o seu metabolismo 
\u2013 Fatores ambientais: 
\u2022 Tabagismo 
\u2022 Consumo excessivo de café 
\u2022 Falta de atividade física 
 
 
Homocisteína e arterosclerose 
\u2022 O excesso de homocisteína pode provocar 
lesões nas paredes dos vasos sanguíneos, 
levando ao surgimento de doenças 
cardiovasculares. 
Homocisteína e arterosclerose 
 
Homocisteína 
\u2022 Os valores normais de homocisteína no 
sangue devem estar abaixo de 15 µmol/L. 
 
Função hepática 
Profa. Dra. Natália Onofre 
CURSO FARMÁCIA 
DISCIPLINA BIOQUÍMICA CLÍNICA 
O fígado 
\u2022 Importante órgão no cenário bioquímico: 
\u2013 Regulação da homeostase dos carboidratos, 
proteínas e lipídios 
\u2013 Extensivo Sistema retículoendotelial 
\u2013 Excreção de ácidos biliares 
\u2013 Metabolismo , detoxificação e excreção de 
componentes endógenos e exógenos 
 
 
O fígado 
\u2022 Avaliação: 
\u2013 Baseia-se na medida de substâncias liberadas 
devido ao dano celular, como enzimas 
endógenas, ou análise de substâncias 
metabolizadas ou produzidas pelo fígado 
(bilirrubina, albumina, fatores de coagulação) 
\u2013 Lesão hepatocelular 
\u2013 Disfunção de síntese 
\u2013 Disfunção de excreção 
Avaliação da função hepática 
INTEGRIDADE DO 
FÍGADO 
FUNÇÃO 
SECRETORA 
CAPACIDADE DE 
SÍNTESE 
ENZIMAS: 
AST, ALT, GGT, 
FOSFATASE ALCALINA 
BILIRRUBINA, FOSFATASE 
ALCALINA 
PROTEÍNAS: 
TEMPO DE 
PROTROMBINA, 
ALBUMINA 
INTEGRIDADE DO FÍGADO 
\u2022 Mensuração de enzimas séricas liberadas do 
rompimento celular hepático 
\u2022 Indicam lesão hepática 
\u2022 Fornece informações da extensão, magnitude 
e curso (aguda ou crônica) da lesão 
\u2022 Aminotransferases (Transaminases) 
 
Aminotransferases 
\u2022 São indicadores sensíveis de dano hepático, 
principalmente quando lesão aguda, ex. 
hepatite aguda 
 
\u2022 Incluem a AST (aspartato aminotransferase - 
TGO) e a ALT (alanina aminotransferase - TGP) 
 
Aminotransferases 
\u2022 AST: encontrada no citoplasma e mitocôndrias 
(80 %) 
\u2022 ALT: encontrada principalmente no citoplasma 
(90 %) 
 
\u2022 Esta diferença tem auxiliado no diagnóstico e 
prognóstico de doenças hepáticas: 
\u2013 Dano hepatocelular leve: forma predominante no soro 
é citoplasmática, elevando a ALT 
\u2013 Lesões graves: liberação da enzima mitocondrial, 
elevando a relação AST/ALT. 
 
Aminotransferases 
\u2022 A AST existe também em outros tecidos como 
o coração, músculo esquelético, rins, cérebro, 
pâncreas e, portanto, é muito menos 
específica de lesão hepática do que a ALT que 
existe primariamente no fígado. 
 
 
 
\u2013 Em lesão puramente hepática, ALT sobe 
ligeiramente mais do que a AST. 
AST 
\u2022 A elevação da AST é devida a algum grau de 
lesão hepatocelular aguda, que, após a lesão, 
libera a AST das células lesadas. 
\u2013 Lesão Leve 
\u2022 Elevação transitória e mínima, podendo ficar dentro 
dos níveis de referência. 
\u2013 Lesão Aguda 
\u2022 Na hepatite viral aguda, os níveis estão quase sempre 
elevados mais que 10 x o limite de referência. 
\u2013 Outras causas de elevação 
\u2022 Infarto agudo do miocárdio, distrofia muscular, 
pancreatite, cirrose, cirurgia recente. 
ALT 
\u2022 Também é encontrada em menor proporção 
nos rins, coração e músculo esquelético. 
\u2013 A maior parte da elevação dá-se a presença de 
hepatopatia, embora a ocorrência de graus 
significativos de lesão tecidual nos outros órgãos 
mencionados também possa afetar os níveis 
séricos. 
\u2022 Tem sido utilizada na confirmação de origem 
hepática da AST e, em certas ocasiões, no 
diagnóstico diferencial da hepatopatia através 
da relação AST/ALT. 
Dosagem das Aminotransferases 
\u2022 Preparo do Paciente 
\u2013 Jejum de 4 horas, mas não é obrigatório 
\u2013 Evitar atividades físicas vigorosas nas 24 horas 
antes 
\u2013 Evitar a ingestão de álcool 72 horas antes 
\u2022 Amostra 
\u2013 Soro, isentos de hemólise, pois a atividade das 
aminotransferases é alta nos eritrócitos. 
\u2013 A atividade da enzima permanece inalterada por 
24 horas em temperatura ambiente e 1 semana 
sob refrigeração 
 
Interferentes 
\u2022 Valores falsamente aumentados: 
\u2013 paracetamol, ampicilina, agentes anestésicos, 
cloranfenicol, codeína, cumarínicos, isoniazida, 
morfina, anticoncepcionais orais, sulfonamidas e 
tiazidas. 
Relação AST/ALT 
> 1: lesões mais graves (cirrose, carcinoma, 
ingestão de álcool e alguns medicamentos) 
< 1: fase aguda da hepatites virais; esteatose 
hepática não alcoólica 
Relação AST/ALT 
\u2022 Hepatite Viral Aguda 
\u2013 Na fase aguda da hepatite viral ou tóxica, a ALT, 
geralmente, apresenta atividade maior que a AST. 
\u2013 A relação AST/ALT é menor que 1. 
\u2013 Geralmente, se encontram hiperbilirrubinemia e 
bilirrubinúria com pequena elevação dos teores séricos da 
fosfatase alcalina. 
 
\u2022 Cirrose Hepática 
\u2013 São detectados níveis até cinco vezes os limites superiores 
dos valores de referência, dependendo das condições do 
progresso da destruição celular; nestes casos, a atividade 
da AST é maior que a ALT. 
\u2013 A relação AST/ALT frequentemente é maior que 1. 
 
Dosagem das Aminotransferases 
\u2022 Sozinhos esses dados não estabelecem 
nenhum diagnóstico. 
\u2022 É perfeitamente possível ter uma doença 
hepática crônica e possuir transaminases 
normais. 
\u2022 Portanto, a ausência de alterações na AST e 
ALT não descarta doenças do fígado. 
DISFUNÇÃO DE SÍNTESE 
\u2022 ALBUMINA 
\u2013 Sintetizada no fígado apresenta-se em níveis 
diminuídos nas hepatopatias. 
\u2013 Meia vida longa: 20 dias \u2013 doença hepática 
crônica avançada 
DISFUNÇÃO DE SÍNTESE 
\u2022 TEMPO DE PROTROMBINA 
\u2013 Revela deficiência dos fatores do complexo 
protrombínico (protrombina, fator V, VII e X), 
todas proteínas plasmáticas sintetizadas 
exclusivamente no fígado 
\u2013 Meia vida curta: indicador precoce 
\u2013 Prolongamento do tempo de protrombina pode 
surgir na hepatite grave, cirrose e na obstrução 
biliar crônica 
DISFUNÇÃO DE SÍNTESE 
\u2022 TEMPO DE PROTROMBINA 
\u2013 Pode se apresentar discretamente alterado nas 
hepatites virais. 
\u2013 O fígado necessita de vitamina K para sintetizar 
protrombina; deve ser descartada a possibilidade 
de deficiência de vitamina K. 
Tempo 11 \u2013 13 segundos 
DISFUNÇÃO DE EXCREÇÃO 
\u2022 Bilirrubina 
\u2013 A bilirrubina é formada através da degradação das 
moléculas de hemoglobina pelo Sistema Reticulo 
Endotelial 
\u2013 O grupo heme é convertido, dentro dos macrófagos, 
em biliverdina, um pigmento verde, que mais tarde 
será transformado em bilirrubina. 
\u2013 A bilirrubina recém-formada (bilirrubina não 
conjugada livre) é muito tóxica, então, ela 
imediatamente se liga a albumina, e agora é chamada 
de Bilirrubina não-conjugada (indireta). 
 
DISFUNÇÃO DE EXCREÇÃO 
\u2022 Bilirrubina 
\u2013 A Bilirrubina não-conjugada (indireta) é encaminhada 
até os hepatócitos. Na membrana celular externa dos 
hepatócitos, está expressa um receptor de Bb, 
chamado glutationa-transferase. Esse receptor separa 
a Bb da albumina e a carrega até o retículo 
endoplasmático agranular, onde a enzima glicorunil-
transferase conjugará com o ácido glicurônico 
\u2013 Agora que a Bilirrubina está ligada ou conjugada é 
chamada de Bilirrubina conjugada (direta). 
DISFUNÇÃO DE EXCREÇÃO 
\u2022 Bilirrubina 
\u2013 A Bilirrubina conjugada é excretada pelos hepatócitos 
no canalículo biliar,