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SERVICOS DE ORIENTACAO ESCOLAR

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Orientação Educacional começa a ser questionada a partir de 1980, 
conforme mostram Pascoal, Honorato e Albuquerque (2008). Assim, os pressupostos 
teóricos começam a ser repensados e rediscutidos e o Orientador Escolar começa a 
participar de todos os momentos da escola: 
 
Discutindo questões curriculares, como objetivos, 
procedimentos, critérios de avaliação, metodologias de ensino, 
demonstrando sua preocupação com os alunos e o processo de 
aprendizagem. Os cursos de reciclagem que foram oferecidos aos 
orientadores contribuíram para que a discussão fosse mais ampla, 
envolvendo as práticas, os valores que a norteavam, a realidade dos 
alunos, assim como o mundo do trabalho. (PASCOAL, HONORATO E 
ALBUQUERQUE, 2008, P. 06). 
 
Com base nisso, origina-se uma nova visão de orientação educacional. Esse 
profissional passou a se preocupar com outros fatores além de cuidar e ajudar os 
alunos com problemas: 
 
 
 
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[...] necessidade de nos inserirmos em uma nova 
abordagem de Orientação, voltada para a construção de um cidadão 
que esteja mais comprometido com seu tempo e sua gente. Desloca-
se, significativamente, o onde chegar, neste momento da Orientação 
Educacional, em termos do trabalho com os alunos. Pretende-se 
trabalhar com o aluno no desenvolvimento do seu processo de 
cidadania, trabalhando a subjetividade e a intersubjetividade, obtidas 
através do diálogo nas relações estabelecidas (GRINSPUN, 2002, p. 
13). 
 
 
Diante disso, Pascoal, Honorato e Albuquerque (2008), mostra que a década 
80, foi marcado por estudos, congressos, lutas sindicais, que, articuladamente, 
transformaram-se em grandes conquistas para os orientadores educacionais. 
 
Vimos nessa aula que durante os anos compreendidos entre 1958 e 1980, 
a Orientação Educacional saiu de um conceito pouco preciso até ser instituída, 
obrigatoriamente. Deixou de se preocupar apenas os alunos considerados “problema” 
e a se preocupar com o processo de aprendizagem. Na próxima aula, vamos 
conhecer mais sobre a história dessa profissão, a partir dos anos 2000! 
 
 
PARA VOCÊ SABER MAIS 
 
Para ampliar os seus estudos sobre a história da Orientação Escolar no 
Brasil e as características de sua história, sugerimos a leitura do artigo intitulado “O 
orientador educacional no Brasil: uma discussão crítica”, publicado pela revista 
Poiesis, volume 3, números 3 e 4, 2006, que pode ser acessado através do link a 
seguir: 
file:///C:/Users/Ludimila/Documents/Saved%20Games/Downloads/10549-
Texto%20do%20artigo-40818-1-10-20100722.pdf 
 
 
 AULA 3: Percurso Histórico da Orientação Escolar 
 
 
Seguindo com os estudos sobre a história da Orientação Escolar no Brasil, 
Pascoal, Honorato e Albuquerque (2008), afirma que por volta dos anos 2000, inicia-
se um novo período para esse profissional, em que o ensino público está caminhando, 
mas ainda apresentando muitos problemas, dentre eles, baixos resultados de 
 
 
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aprendizagem, mostrando que a escola e seus profissionais necessitavam ser 
repensados. 
 
No entanto, de acordo com informações apresentadas por Bortoletto (2017), 
as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Pedagogia, 
Licenciatura, em Parecer aprovado em 13/12/2005, reduzem a orientação 
educacional à área de serviços e apoio escolar, o que significava, na visão da autora, 
um passo para a extinção desta função. 
 
Pascoal, Honorato e Albuquerque (2008), afirmam que, incoerentemente, o 
artigo 5º do Parecer citado, mencionava que o egresso do curso de Pedagogia deveria 
estar apto para uma série de tarefas possíveis apenas a partir de um trabalho 
integrado com outros profissionais da educação: 
 
II compreender, cuidar e educar crianças de zero a cinco 
anos, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento nas 
dimensões, entre outras, física, psicológica, intelectual, social; 
VII promover e facilitar relações de cooperação entre a 
instituição educativa, a família e a comunidade; 
XIV realizar pesquisas que proporcionem conhecimentos, 
entre outros: sobre alunos e alunas e a realidade sociocultural em que 
estes desenvolvem suas experiências não-escolares; sobre 
processos de ensinar e de aprender, em diferentes meios ambiental-
ecológicos; sobre propostas curriculares e sobre organização do 
trabalho educativo e práticas pedagógicas (PASCOAL, HONRATO E 
ALBUQERQUE, 2008, P. 12). 
 
 
Para os autores, as tarefas listadas acima são apenas algumas que podem 
ser realizadas pelo orientador educacional, em trabalho articulado com o gestor e o 
coordenador pedagógico. 
 
Para Pascoal, Honorato e Albuquerque (2008), não há dúvidas de que a 
gestão escolar necessita de trabalho em conjunto de diferentes profissionais e suas 
funções. 
 
Vimos nessa aula 3, que a partir dos anos 200, outros desafios foram 
surgindo para esse profissional. Dentre eles, ser reduzida a área de serviços e apoio 
escolar. Porém, por outro lado, viu-se a amplitude de funções que podem ser 
exercidas por esse mesmo profissional. No próximo tópico de estudos vamos discutir 
sobre a divisão dos diferentes períodos históricos dessa profissão e suas 
características. Bons estudos! 
 
 
 
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PARA VOCÊ REFLETIR 
 
 
Neste Tópico I, da Unidade II, conhecemos um pouco da história da 
Orientação Escolar e as mudanças sobre o papel e a visão acerca desse profissional 
ao longo dos anos. Vimos que num dado momento, com as Diretrizes Curriculares 
para o curso de graduação em Pedagogia, em Parecer aprovado em 13/12/2005, a 
orientação educacional foi reduzida à área de serviços e apoio escolar. Diante disso, 
assim como Bortoletto (2017), sugerimos uma reflexão: Como assegurar avanços na 
aprendizagem sem contar com o apoio da equipe de Orientação Educacional? 
 
Tópico II: Os períodos da Orientação Educacional no 
Brasil 
AULA 1: Período Implementador e Período Institucional 
 
 
A evolução do conceito de Orientação Educacional no Brasil está vinculada, 
inicialmente, a cinco períodos marcantes, conforme nos mostra Grinspun (2013): 
 
• Período Implementador: de 1920 a 1941. 
• Período Institucional: de 1942 a 1960. 
• Período Transformador: de 1961 a 1970. 
• Período Disciplinador: de 1971 a 1980. 
• Período Questionador: a partir de 1980. 
 
Segundo Ferreira (2009), no Período Implementador, o conceito de 
Orientação Educacional era importado e apresentava uma concepção voltada para a 
questão vocacional. Tinha como objetivo principal a seleção para o treinamento 
profissional, utilizando como estratégia, as técnicas psicométricas. Essas técnicas 
eram originárias dos Estados Unidos. 
 
Nesse período, houve tentativas de adaptar essas técnicas à realidade 
brasileira, mas sem uma efetivação a ser considerada significativa. No que diz 
respeito aos resultados dos testes aplicados, eles eram devolvidos aos alunos através 
de perfis profissionais. 
 
Já o Período Institucional, com base nas contribuições de Ferreira (2009), 
caracterizou-se pelo surgimento da Orientação Educacional na legislação brasileira. 
Nesse período ocorreu toda a exigência legal da Orientação nas escolas com grande 
 
 
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esforço do Ministério da Educação e Cultura (MEC) para dinamizá-la e os cursos que 
cuidavam da formação de orientadores educacionais: 
 
A Orientação Educacional, nesse período em

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