RELATÓRIO SOBRE OS PROJETOS ANALISADOS NAS VISITA TÉCNICAS
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RELATÓRIO SOBRE OS PROJETOS ANALISADOS NAS VISITA TÉCNICAS


DisciplinaProjeto Arquitetônico IV23 materiais107 seguidores
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RELATÓRIO SOBRE OS PROJETOS ANALISADOS NAS VISITA TÉCNICAS 
Porto da Barcas e Parnaíba Shopping
 Relatório das visitas técnicas da disciplina de Projeto IV, do curso de Arquitetura e Urbanismo, referente ao estudo do Porto das Barcas e do Parnaíba Shopping, sob a orientação do professor Nelson Machado Barbosa Filho.
 A primeira visita que fizemos, foi no complexo arquitetônico do Porto das Barcas, no dia 29 de agosto. Um dos principais pontos turísticos de Parnaíba, o Porto das Barcas está localizado às margens do Rio Igaraçu, local histórico, que funcionou como ponto de saída das barcas com mercadorias, principalmente babaçu, no início do século XX. Os antigos armazéns foram transformados em artesanatos, restaurantes, pizzaria, sorveteria, pousada, bares e agências de turismo. Atualmente, o Porto das Barcas passa por uma reforma, dentre tantas outras que já passou, contudo sempre mantendo suas características. 
 O objetivo da visita foi observar detalhes das edificações, materiais usados e técnicas construtivas locais, já que o local tem um grande valor histórico e poderá servir de referência para o nosso próximo projeto, que será um centro comercial.
 O que eu pude perceber, é que ali encontram-se edificações com características coloniais, com paredes compostas de alvenarias espessas, onde algumas são de taipa de pilão, adobe e outras de alvenaria de pedra com barro, casca de ostra e óleo de baleia, inclusive algumas sem nenhum acabamento, dando um ar de rusticidade bastante característico da época. As portas recebem molduras e algumas funcionam como janela e porta ao mesmo tempo. Em algumas houve modificações que destoam das edificações, são as portas de vidro, que substituem as de madeira da época. Há também a presença do ferro em forma de arabescos, nos detalhes nas portas, que enriquecem bastante essas edificações, mas para que isso seja percebido, é necessário que haja manutenção. Outra coisa que chama bastante atenção, são as diferentes cores de cada edificação, esse contraste é um ponto forte nas edificações coloniais. Os telhados são compostos por telha colonial de barro, de espessura grossa e a carnaúba foi bastante empregada, além de outros tipos de madeira de espessura bastante grossa, auxiliados por pilares robustos para vencer os grandes vãos. O piso é de pedra natural, sendo em alguns recintos com paginação. Há também um auditório, cujo piso já não é mais o original, atualmente é de cerâmica. Lá possui também uma pequena escada e uma rampa acessível. Adentramos em uma loja de artesanato e com a ajuda do nosso professor, podemos perceber alguns aspéctos que poderiam ser melhorados, como a setorização de mercadorias e instalação de um caixa adequado ao ambiente. Intervenções que propiciariam mais organização, melhorariam a circulação e tornariam o local mais acolhedor, até mesmo dando um certo requinte, mesmo se tratando de um artesanato.
 E por último, estivemos no bar Torquália, que está sendo restaurado. Vimos que lá, houve intervenção no madeiramento natural da edificação, sendo utilizado estrutura metálica em alguns pontos. O local possui um ar despojado e dá vida a um dos casarões do complexo arquitetônico. 
 O conjunto arquitetônico do Porto das Barcas possui ruas estreitas, feitas de pedra. O acesso principal se dá pela Avenida Getúlio Vargas e está localizado aos pés da ponte Simplício Dias, às margens do Rio Igaraçu. Lá embaixo da ponte fica um pequeno estacionamento, que infelizmente não comporta grandes números de visitantes em alta temporada.
 O impácto causado é bastante visível, já que ali antigamente se encontrava a base da economia da cidade e esse reflexo se percebe no seu entorno, através das edificações que ocuparam as proximidades do rio, onde se formou o centro comercial e se mantém até hoje.
 Quanto a reforma que está sendo feita, ainda deixa muito a desejar, pois dentre outras coisas, faltou um cuidado tanto com a parte elétrica, como com a parte técnica, já que ambas se encontram aparentes, deixando o ambiente feio e poluído, além da parte elétrica ainda continuar comprometida, com aquele emaranhado de fios expostos.  
 O que a princípio já dá para considerar de positivo, são as edificações coloniais e o ambiente rústico, que torna esse espaço histórico um grande potencial para se tornar um ponto turístico de maior interesse. 
 Além de alguns pontos negativos já citados, o local necessita de mais cuidados e mais atrativos para os turistas. Seria interessante também, novos projetos de iluminação e sinalização, para facilitar a orientação dos visitantes, já que se trata de um local bastante extenso. 
 Isto foi o que consegui destacar da visita ao complexo arquitetônico do Porto das Barcas.
Nossa segunda visita, foi no Parnaíba Shopping, no dia 30 de agosto. O empreendimento foi inaugurado em fevereiro de 2014. Esse é único centro de compras, serviços e entretenimento da região do litoral do Piauí. Está estrategicamente localizado na avenida São Sebastião, o corredor de alimentação da cidade de Parnaíba. Possui 127 lojas satélites, 3 mega lojas, 3 lojas âncoras e 16 lojas fast food. Seu estacionamento possui 500 vagas (distribuídas no subsolo e em uma área coberta para carros e motos, localizada na parte externa do térreo), 4 salas de cinema 3D digital, games digitais e lazer para todas as idades, casa de câmbio, caixas eletrônicos e correios. 
Há de se convir que esse é um alto investimento que alavanca o potencial econômico da região, gerando grandes oportunidades de empregos e negócios. Além de trazer modernidade e funcionalidade, traz também mais reconhecimento para a cidade. É um shopping relativamente pequeno, porém com padrões próximos aos dos grandes centros.
A visita teve o mesmo objetivo que a anterior, ou seja, observar o local para servir de referência para o desenvolvimento do projeto de um centro comercial.
Durante a visita, além do nosso professor, fomos acompanhados pelo chefe da segurança do shopping, que nos deu informações muito importantes relacionadas a vários ambientes em particular. 
A princípio podemos observar a modulação das lojas e a circulação vertical, que é feita pelas escadas rolantes e elevadores, conhecemos uma das saídas de emergência, onde está instalada uma porta corta fogo e ao lado um extintor de incêndio. A saída atende ao pavimento superior, onde ficam os cinemas. Lá nesse mesmo pavimento ficam os setores administrativo e técnico. No setor administrativo nos foi mostrado o sistema de segurança e sala de reunião, as paredes do local são de gesso acartonado. Já no setor técnico foi interessante observar que ao desenvolver o projeto, devemos pensar em um local estrategicamente escondido, por se tratar de um ambiente sem atrativos. De volta ao térreo, vimos os banheiros masculino, feminino, PNE e o fraldário. Em seguida conhecemos o acesso exclusivo para embarque de caminhões do shopping, chamado de doca, a qual precisa do projeto de uma plataforma elevada para facilitar a carga e descarga de mercadorias. Lá foi instalada uma guarita para manter o controle de entrada e saída de pessoas e veículos. Nesse mesmo local fica a subestação, onde estão instalados os geradores, espaços também necessários de serem pensados no projeto.
Chegamos ao subsolo, onde conhecemos a casa de máquinas, o depósito de gás, refeitório dos funcionários, sala de descanço, banheiro e o estacionamento, que é um espaço que demonstra todo um cuidado que se deve ter na hora de pensar os cursos e a sinalização, que é feita inclusive nos pilares, através de pinturas como sinal de alerta. Observamos a modulação e também a laje técnica.
Ao longo desse trajeto pude perceber que todo o espaço do empreendimento foi planejado cumprindo padrões de acessibilidade. Sua estrutura é toda em concreto pré moldado e o fechamento é em alvenaria. O piso do shopping é todo em granito e sua fachada frontal se destaca pelo uso de pedra e bastante