Processos de Conformação e Usinagem(Unip) - Modulo 1 e 2 - Lubrificantes e Laminacao
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Processos de Conformação e Usinagem(Unip) - Modulo 1 e 2 - Lubrificantes e Laminacao


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251 Processos de Conformação e Usinagem Módulo 01 & 02
Módulos 01 e 02 - Lubrificantes e Laminação
LUBRIFICANTES
O recobrimento das superfícies dos materiais em contato com um terceiro material 
de baixa resistência ao cisalhamento irá induzir o atrito a se concentrar neste material, 
afetando apenas parcialmente os corpos em contato. A este material que pode ser sólido, 
líquido ou gasoso, denomina-se lubrificante. As forças de atrito a serem geradas estão 
diretamente vinculadas às características da película lubrificante. Classes de lubrificantes 
utilizáveis em processos de conformação plástica dos metais, Helman e Cetlin (1984).
\u2022 Água
\u2022 Óleos minerais
\u2022 Óleos e ácidos graxos
\u2022 Ceras sabão Sólidos minerais
\u2022 Sólidos metálicos vidros Plásticos Materiais
Para melhorar o rendimento do processo, é importante que se tenha boa 
lubrificação. Com isto reduzem-se os esforços de conformação e o desgaste do 
ferramental. Os óleos indicados normalmente são para extrema pressão, devendo garantir 
boa proteção contra a corrosão da chapa, ser de fácil desengraxe e não levar à oxidação 
do material (devido às reações de subprodutos dos gases formados no aquecimento do 
metal). Geralmente, são óleos minerais com uma série de aditivos (Cl, Pb, P, gorduras 
orgânicas, etc.).
Frequentemente, à medida que se aumenta a efetividade de um lubrificante, 
aumenta também a dificuldade de sua remoção, tanto da matriz quanto do produto. A 
seleção de um lubrificante é tão crítica que algumas indústrias modificam seus processos 
de fabricação somente para permitir o uso de lubrificante de mais fácil remoção. Isso 
porque, em alguns casos, o solvente mais adequado para a remoção do lubrificante não 
pode ser utilizado por reagir com o material do produto.
2. LAMINAÇÃO
A laminação é um processo de conformação que essencialmente consiste na 
passagem de um corpo sólido (peça) entre dois cilindros (ferramentas que giram a mesma 
velocidade periférica, mas em sentidos contrários (fig. 1)
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As diferenças entre a espessura inicial e a final e do comprimento inicial e final, 
chamam-se respectivamente: redução total, alargamento total e alongamento total e 
podem ser expressas por:
O processo de laminação pode ser conduzido a frio ou a quente, dependendo das 
dimensões e da estrutura do material da peça especificada para o inicio e final do 
processamento.
A peça inicial é comumente um lingote fundido obtido do lingotamento 
convencional, ou uma placa ou tarugo processado previamente em lingotamento continua; 
a peça final assume seu formato em forma de perfis (produtos não planos) ou de placas e 
chapas (produtos planos) após diversas passagens pelos cilindros laminadores. A 
temperatura de trabalho se situa acima da temperatura de recristalização do metal da 
peça, a fim de reduzir a resistência à deformação plástica em cada passagem e permitir a 
recuperação da estrutura do material evitando o encruamento nos passes subsequentes
2.1. Laminação a frio
A peça inicial para o processamento nesse caso é um produto semiacabado 
(chapa), previamente laminado a quente. Como a temperatura de trabalho se situa abaixo 
da temperatura de recristalização, o material apresenta uma maior resistência à 
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deformação e um aumento dessa resistência com a deformação (encruamento). A 
laminação a frio é aplicada, por tanto, para as operações finais (operações de 
acabamento).
Esforços realizados na laminação:
A deformação do material ocorre sob o arco de contato entre o cilindro e o produto, 
conforme se encontra esquematizado nas Figuras 5 e 6.
Pelo processo de laminação podem ser obtidos os mais variados e complexos 
perfis para a quase totalidade dos materiais metálicos empregados em engenharia. Assim 
obtêm-se vergalhões, trilhos, perfis U, T, I, L, placas, chapas e folhas.
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É um dos principais processos para a obtenção de barras de secções circulares, 
quadradas e sextavadas, que são empregadas na fabricação posterior de peças que se 
assemelham os sólidos de revolução, seja por processos de maquinação ou mesmo por 
conformação plástica.
O tarugo do material a laminar é deformado plasticamente por cilindros 
laminadores através da aplicação de esforços de compressão. A secção transversal do 
produto laminado é definida pelo perfil dos cilindros laminadores e é alcançada por um 
número sucessivo de passes que é tão maior quando mais complexa for à forma desejada 
e maior for à resistência do material a laminar. O comprimento do produto laminado é 
praticamente ilimitado dependendo apenas das dimensões das instalações onde ocorrer o 
processo.
Os equipamentos de laminação apresentam componentes semelhantes 
independentemente do tipo de produto. As variações existentes como maior número de 
cilindros laminadores para o acabamento a frio de folhas finas, ou as irregularidades na 
superfície dos laminadores empregados para laminação de "desbaste" de barras e placas 
o quente definem ao lado da temperatura de trabalho e da rigidez dos equipamentos, a 
qualidade dos produtos laminados obtidos.
Assim é que para a obtenção de barras de secção circular a serem empregadas 
posteriormente na fabricação de peças com formas e dimensões controladas, emprega-se 
a laminação o quente em laminadores com dois ou três cilindros. Para tal tipo de 
laminado, devido à sua aplicação posterior, as condições de processamento (temperatura, 
acabamento superficial dos cilindros, rigidez dos dispositivos, modo de escoamento do 
material) conduzem à obtenção de um produto com qualidade geral inferior à de um 
laminado de acabamento como, por exemplo, folhas finas onde são empregados diversos 
cilindros num laminador mais rígido, processado a frio com inúmeros passes onde a 
redução de secção realizada em cada um deles é mínima comparada ao caso anterior.
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Exercícios - Laminação
1. Porque a laminação é o processo mais usado para fabricar placas e tarugos, 
mesmo possuindo um custo bastante alto para sua instalação?
2. Diferencie o laminador quádruplo do Sendzimer. 
3. Diferencie trem contínuo de laminação de lingotamento contínuo. 
4. Cite duas vantagens da laminação a frio sobre a laminação à quente. 
5. Porque o planejamento dos passes de perfis estruturais é complexo e requer 
experiência? 
6. O que é processamento termomecânico? 
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