RESUMO ATO ADMINISTRATIVO
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RESUMO ATO ADMINISTRATIVO


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YAGO RADIUC
RESUMO: ATOS ADMINISTRATIVOS
Utilizado para disciplina de Direito Administrativo I, do curso de Graduação em Direito, do Centro Universitário UniDomBosco (UNIDBSCO). 
CURITIBA 
2018
ATOS ADMINISTRATIVOS
Yago Radiuc¹
Conceituação 	
	Não há definição legal acerca ato administrativo, sendo assim haverá uma divergência doutrinária sobre sua conceituação, podemos entender que ato tem o significado de manifestação de vontade em sentido amplo que poderá ou não ter relevância no mundo jurídico. Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello ato administrativo é a declaração do estado ou de quem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei sob o regime jurídico de direito público e sujeito ao controle de legitimidade por órgão jurisdicional;
Distinção entre atos administrativos x atos da administração
	Atos administrativos são realizados pela administração pública direta ou indireta sob o regime jurídico-administrativo, portanto fazendo uso de todas as prerrogativas e suas respectivas sujeições, sendo regido pelo regime jurídico púbico sendo especificamente toda manifestação que cria, altera, extingue uma situação juridicamente;
	Atos da administração são atos praticados pelo Poder Público sob o amparo do direito privado, sendo a administração tratada diretamente com o particular; um bom exemplo será o contrato de locação de uma casa para nela instalar-se uma repartição pública. 
Perfeição, validade e eficácia
O ato administrativo pode ser classificado em três planos;
 
Perfeito [cumpre a existência dos 5 elementos]
Válido [adequação do ato as exigências normativas] 
Eficaz [realização dos efeitos pretendidos próprios do ato, atender os resultados esperados].
Requisitos do ato administrativo
	Para os atos serem validos devem cumprir alguns elementos;
Competência \u2013 Poder conferido mediante lei dentro do qual os agentes poderão exercer legitimamente sua atividade, assim atribuindo autoridade.José dos Santos Carvalho Filho enumera as principais características da competência;
Inderrogabilidade \u2013 A competência de um órgão não se transfere a outro por acordo comum entre as partes ou por consentimento do agente da administração.
Improrrogabilidade \u2013 Se um órgão não tem competência para certa função, não poderá vir a tê-la de forma superveniente, a menos que a antiga norma definidora seja alterada em sua finalidade.
	A Lei 9784/99 que regula o processo administrativo na Administração Federal em seu artigo 11 permite a delegação e a avocação dos atos administrativos. A avocação será quando o agente chamar para si as atribuições de um subordinado; e a delegação ocorrerá em dois casos quando não houver impedimento legal;
Quando houver hierarquia \u2013 será realizado através de ato unilateral
Quando não há hierarquia \u2013 será realizado através de ato unilateral
Os impedimentos estão presentes no artigo 13 da mesma lei, especificando o que não poderá ser objeto de delegação, sendo;
A edição de atos de caráter normativo
A decisão de recursos administrativos
As matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
Objeto do ato \u2013 Segundo a autora Di Pietro, é o resultado que a administração deve alcançar com a prática de tal ato lícito, se dividindo em;
Finalidade geral [Sentido Amplo] \u2013 Busca a satisfação do interesse público	
Finalidade específica [Sentido estrito] \u2013 Finalidade específica do ato que decorre de lei.
	O uso de um ato com o intuito de alcançar finalidade diversa da que lhe é designada, doutrinariamente fala-se em desvio de poder ou desvio de finalidade, estes casos gerarão ato nulo e não poderão ser sujeitos a convalidação, se caracterizando em dois casos;
Finalidade diversa da prevista em lei;
Finalidade distinta do interesse público.
Forma \u2013 Segundo ao autor Carvalho Filho a forma será o meio pelo qual se exterioriza a vontade. Se caracterizando em dois sentidos;
Estrito \u2013 Forma escrita ou verbal, exemplo decretos, portarias etc;
Amplo \u2013 Representa todas as formalidades que devem ser observadas no processo de formação de vontade da administração.
	Principio da Solenidade \u2013 Segundo Hely Lopes Meireles diversamente do que se passa no direito privado, onde vigora o princípio da liberdade das formas, no direito público a regra é a solenidade das formas. Onde diante dos aspectos se predomina a forma escrita porém admite-se que em situações individuais se possa a vontade administrativas serem manifestadas através de outros meios, como é o caso de gestos; exemplo, semáforos de trânsito, gestos de guardas de trânsito, apitos de policiais etc. 
Motivo \u2013 Não confundir motivo e motivação; será especificamente a causa da prática que autoriza o agente de praticar tal ato, o efeito em si que o ato gerará. Poderá ser vinculado, quando alguma norma jurídica estabelecer o seu conteúdo ou também discricionário, que ocorrerá quando a lei não definir exatamente seu conteúdo assim deixando margem a escolha. Deverão seguir os seguintes pressupostos;
De direito \u2013 Requisitos previstos nas normas jurídicas
De fato \u2013 Concretização dos pressupostos de direito
Finalidade \u2013 É o elemento pelo qual todo ato administrativo deve estar resguardado, o interesse público, sendo a justificativa lícita sobre determinado ato.
Atributos
	Os atributos serão as características do ato administrativo que os diferenciarão dos atos privados, os atributos lhe permitem vincular eles a um regime jurídico-administrativo ou a um regime jurídico de direito público.
Presunção de legitimidade \u2013 se presume verdadeiros os fatos alegados pela administração até que se prove o contrário, consequências;
Produz efeitos enquanto durar;
Inversão do ônus da prova [cabe ao administrado provar ilegalidade do ato];
Anulado apenas pelo poder judiciário quando houver pedido.
Imperatividade \u2013 onde o ato impõe a terceiros obrigações, dependente de previsão expressa na lei, não se aplica em;
Atos negociáveis \u2013 Autorização, permissão, etc;
Atos enunciativos \u2013 Certidão, atestado, etc.
Autoexecutoriedade \u2013 é a possibilidade dos atos serem executados pela administração sem a necessidade de autorização judicial;
Tipicidade \u2013 prevista apenas em atos unilaterais, a administração age somente quando há a determinação ou autorização em lei. Está relacionado ao princípio da legalidade.
Classificação
	Os atos administrativos são classificados de seis maneiras distintas;
Quanto ao destinatário \u2013 os atos podem ser;
Gerais \u2013 não se destinam a um destinatário específico;
Individuais \u2013 se destinam a destinatários específicos;
Quanto ao objeto \u2013 Se classificam como;
De gestão \u2013 são atos praticados em situação de igualdade com os administrados;
De expediente \u2013 são atos destinados a dar andamento a processos no âmbito interno da própria administração;
Do império \u2013 são atos que a administração utiliza com supremacia sobre os administrados;
Quanto ao alcance
Internos \u2013 produzem efeitos no interior da administração;
Externos \u2013 abrange todos os administrados contratados.
Quanto a formação de vontade \u2013 há duas hipóteses;
Simples \u2013 manifestação apenas de um órgão;
Composto \u2013 manifestação de um órgão com a necessidade de aprovação de um outro órgão;
Complexo \u2013 necessita da vontade de dois ou mais órgãos;
Quanto a liberdade do agente
Vinculados \u2013 A lei estabelece os requisitos e condições para sua realização;
Discricionários \u2013 A administração pode praticá-la com a liberdade de escolha do seu conteúdo, destinatário, oportunidade e modo de realização.
Quanto a eficacia \u2013 se classificam em;
Válido \u2013 praticado observando todos os requisitos legais;
Anulável \u2013 apresenta algum vício sanável;
Nulo \u2013 apresenta algum vício insanável;
Inexistente \u2013 tem aparência de ato administrativo, porém não é. Exemplo, ato praticado por usurpador de função pública.
Espécies 
	A classificação apontada pelo autor Hely Lopes Meirelles, prevê os seguintes agrupamentos de atos:
Punitivos \u2013 Contem uma sanção aplicada