TDAH e Temas em Psiquiatria
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TDAH e Temas em Psiquiatria


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Tutoria 2 \u2013 m1 / 6ª etapa								 giovanna rita
descrever o comportamento esperado para uma criança de até 10 anos
Psiquiatria da infância e adolescência cuidado multidisciplinar \u2013 Manual de Medicina da USP + Hospital Psiquiátrico do HC. Editora Manole, 2016.
Aspectos do desenvolvimento na idade escolar e na adolescência \u2013 Artigo do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências da Unesp \u2013 Bauru.
Compreender as etapas do desenvolvimento, sua constituição e suas características é primordial para que se possa verificar falhas relacionadas ao surgimento de alterações diversas no desenvolvimento psicopatológico. 
Ao longo da primeira infância, as habilidades são modeladas pela interferência direta do cuidado dispensado ao bebê e do ambiente que o cerca. Situações aversivas, ausência ou prejuízo no cuidado essencial, privações e diferentes formas de violência ou negligência trarão mudanças, atrasos ou falhas nesse processo e causarão impacto no funcionamento futuro dessa criança. 
Jean Piaget (1896-1980) foi um dos grandes estudiosos do desenvolvimento cognitivo e propôs quatro estágios do desenvolvimento cognitivo: o sensóriomotor (de 0 a 2 anos), em que o bebê entende o mundo a partir dos seus sentidos e das suas ações motoras; o pré-operatório (de 2 a 6 anos), em que a criança passa a utilizar símbolos, classificar objetos e utilizar lógica simples; o operatório concreto (de 7 a 11 anos), em que inicia o desenvolvimento de operações mentais como adição, subtração e inclusão de classes; e o operatório formal (de 12 anos em diante), em que o adolescente organiza ideias, eventos e objetos, imaginando e pensando dedutivamente sobre eles. Os estágios seguem uma ordem fixa de desenvolvimento, mas as pessoas passam por eles em velocidades diferentes.
Piaget defende que, ao final dos 10-12 anos de idade, um rol de comportamentos descritos a seguir deve estar instalado no repertório comportamental da maioria das crianças. Entre eles, estão: pensamento espacial (calcular distâncias, saber ir e voltar da escola, calcular o tempo de ir e vir de algum lugar, decifrar mapas); noção de causa e efeito (saber que atributos afetam um resultado); classificação e seriação (organiza objetos em categorias, em classes e subclasses); raciocínio indutivo (parte de fatos específicos, particulares, para conclusões gerais); noção de conservação (a quantidade é a mesma independente da forma) e habilidade para lidar com números, solucionando problemas matemáticos envolvendo as quatro operações.
Ao longo da idade escolar (de 6 a 11 anos) as crianças vão se conscientizando de seus próprios sentimentos e dos sentimentos dos outros e começam a controlar melhor suas emoções em situações sociais. O crescimento emocional se expressa em autocontrole de emoções negativas. Sabem as emoções que as deixam tristes, bravas ou amedrontadas e, inicialmente, podem reagir a elas de formas inadequadas (agressivas ou tentando não reconhecê-las), mas, com ajuda do adulto, podem aprender formas mais adaptativas de identificá-las e expressá-las. Se contrariada, uma criança em idade escolar pode apresentar agressão física ou verbal contra quem a contrariou e, nesse caso, o professor ou os familiares podem ajudá-la a entender os motivos do outro e identificar outras formas de expressar seu descontentamento que não seja agredindo-o. Os ambientes familiar e escolar são fundamentais para o desenvolvimento do controle da emoção e da autoestima (sentimentos positivos acerca das suas possibilidades, confiança em si mesmo, a maior facilidade em aceitar desafios)
Aspectos da família podem interferir no desenvolvimento de comportamentos psicossociais da criança. Com o aumento gradativo da presença da criança na escola em tempo integral, a equipe escolar pode acompanhar e desenvolver ações que auxiliem no desenvolvimento de um repertório de comportamentos pró-sociais que resultem em interações sadias entre colegas e adultos significativos. As muitas configurações familiares possíveis, com ênfase nas famílias reorganizadas, frutos de separações e recasamento, podem resultar em variabilidade de normas e regras que nem sempre as crianças conseguem apreender e discriminar como devem se comportar em cada um dos locais, de forma a responder eficientemente a elas.
O processo do adoecimento psíquico pode ocorrer em diferentes situações, com base em fatores que podem facilitar sua ocorrência (p. ex., fatores predisponentes, precipitantes, perpetuantes e ausência de fatores de proteção), afetando as etapas do desenvolvimento e sofrendo forte interferência do ambiente e do modelo parental.
A apresentação clínica dependerá da fase do desenvolvimento em que a criança ou o adolescente esteja. É bastante frequente a presença de sintomas inespecíficos, e o quadro clínico dependerá de recursos já desenvolvidos pela criança, o que, em grande parte, dificulta um diagnóstico definitivo. Por essa razão, diagnósticos psiquiátricos, na infância e na adolescência, são complexos e requerem avaliação cuidadosa.
Os sinais de alerta exibidos a seguir mobilizam pais, responsáveis, educadores e outros profissionais a buscarem formas de entender e lidar com essas situações, uma vez que muitas dessas alterações podem se constituir nos primeiros sinais clínicos de um quadro psiquiátrico de maior relevância.
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TRISTEZA
Tristeza é um sentimento e condição típica dos seres humanos, caracterizado pela falta da alegria, ânimo, disposição e outras emoções de insatisfação.
A tristeza pode se apresentar em diferentes graus de intensidade, variando desde a tristeza passageira, que normalmente dura alguns minutos ou horas, à tristeza profunda, que pode persistir por vários dias ou semanas, além de ser um sinal de problemas mais complexos, como a depressão.
Vários podem ser os motivos que desencadeiam sentimentos de tristeza, como uma desilusão amorosa, a perda de um emprego, a morte de um amigo ou familiar e outras situações que sejam encaradas de modo negativo pela pessoa, fazendo com que seja afetada psicologicamente.
Entre os principais sintomas da tristeza está o desânimo, a falta de vontade de desempenhar tarefas rotineiras e de conviver socialmente.
De acordo com psicólogo norte-americano Paul Ekman, a tristeza é uma das \u201cseis emoções básicas\u201d do ser humano, assim como a felicidade, a raiva, a surpresa, o medo e o nojo.
Etimologicamente, este termo se originou a partir do latim tristitia, palavra que designava o \u201cestado de desânimo\u201d ou \u201caspecto infeliz\u201d.
DEPRESSÃO/MELANCOLIA
A depressa\u303o ou melancolia (termo mais utilizado em psicana\u301lise) relaciona-se ao modo particular de elaborac\u327a\u303o inconsciente de perdas reais ou simbo\u301licas. 
Para Freud, quando perde um objeto significativo (pessoa pro\u301xima, um ideal, um certo status, o emprego, etc.), o sujeito tende, para na\u303o perde\u302-lo totalmente, a identificar-se narcisicamente com ele e a introjeta\u301-lo ao pro\u301prio Eu. Caso tal objeto de alguma forma fosse muito amado, mas tambe\u301m inconscientemente muito odiado (investimento libidinal ambivalente) pelo sujeito, o rancor e o o\u301dio inconsciente que guardava por tal objeto tenderiam a ser vertidos sobre o pro\u301prio Eu. Surgem, enta\u303o, as auto-acusac\u327o\u303es, os sentimentos de culpa e de fracasso, a autopunic\u327a\u303o em forma de descuido consigo pro\u301prio, perda do apetite e ide\u301ias e atos suicidas.
FRUSTRAÇÃO
Frustração é um sentimento, uma emoção que ocorre quando algo que era esperado não ocorreu. É um substantivo feminino que nomeia o ato ou o efeito de frustrar-se, de não ter o seu desejo satisfeito. Do latim frustratione (deixar sem efeito).
Frustração é uma sensação de incapacidade diante de desgostos sofridos, diante de obstáculos difíceis de ultrapassar e que impedem chegar onde se deseja. A frustração ocorre quando identificamos um erro entre aquilo que planejamos alcançar e o que realmente aconteceu.
A frustração só ocorre quando existem expectativas, e quanto maior elas se mostrarem, maior