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CONCURSO PÚBLICO – Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado de Pernambuco – 
CORE – PE 
 VESPERTINO – 23/11/2014 
PROVA OBJETIVA OPÇÃO 2 NÍVEL MÉDIO 
 
CARGO: TELEFONISTA 
 
Leia atentamente as INSTRUÇÕES: 
 
1. Confira seus dados no cartão-resposta: nome, número de inscrição e o cargo para o qual se inscreveu. 
 
2. Assine seu cartão-resposta. 
 
3. Aguarde a autorização do Fiscal para abrir o caderno de provas. Ao receber a ordem do fiscal, confira o caderno 
de provas com muita atenção. Nenhuma reclamação sobre o total de questões ou falha de impressão será aceita 
depois de iniciada a prova. 
 
4. O cartão-resposta não será substituído, salvo se contiver erro de impressão. 
 
5. Preencha toda a área do cartão-resposta correspondente à alternativa de sua escolha, com caneta 
esferográfica azul (tinta azul ou preta), sem ultrapassar as bordas. As marcações duplas, ou rasuradas, com 
corretivo, ou marcadas diferentemente do modelo estabelecido no cartão-resposta poderão ser anuladas. 
 
6. Sua prova tem 30 questões, com 4 alternativas. 
 
7. Cabe apenas ao candidato a interpretação das questões, o fiscal não poderá fazer nenhuma interferência. 
 
8. A prova será realizada com duração máxima de 3h (três horas), incluído o tempo para a realização da Prova 
Objetiva e o preenchimento do cartão-resposta. 
 
9. O candidato poderá retirar-se do local de realização das provas somente 1 (uma) hora após o seu início. 
 
10. O candidato poderá levar o caderno de provas somente 1h30min (uma hora e trinta minutos) após o início 
das provas. 
 
11. Ao terminar a prova, o candidato deverá entregar ao fiscal de sala o cartão-resposta preenchido e assinado. 
 
12. Os 3 (três) candidatos, que terminarem a prova por último, deverão permanecer na sala, e só poderão sair 
juntos após o fechamento do envelope, contendo os cartões-resposta dos candidatos presentes e ausentes, e 
assinarem no lacre do referido envelope, atestando em ata que este foi devidamente lacrado. 
 
13. Durante todo o tempo em que permanecer no local onde está ocorrendo o concurso, o candidato deverá, 
manter o celular desligar e sem bateria, só sendo permitido ligar depois de ultrapassar o portão de saída do 
prédio. 
 
14. Não será permitido ao candidato fumar na sala de provas, bem como nas dependências. 
 
BOA PROVA! 
 
 
 
 
 
 
 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
Leia o texto para responder às próximas sete(7) questões. 
 
Tragédia concretista 
 
 O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, 
lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já 
tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que 
podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura 
amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens 
práticos. 
 Como, porém, transmitir a mensagem amorosa em termos vulgares, de toda a gente, se era um poeta 
concretista e nisto justamente residia (segundo julgava) todo o seu prestígio aos olhos das moças? Tinha que 
fazer um poema. A moça chamava-se Ema, era fácil. Discou. Assim que ouviu, do outro lado da linha, o “alô” 
sonolento do objeto amado, foi logo disparando: 
 - Ema. Amo. Amas? 
 - Como? – surpreendeu-se a jovem. – Quem fala? 
 - Falo. Falas. Falemos. 
 A pequena, julgando-se vítima de um “trote”, ficou por conta e, como era muito bem-educada (essas 
meninas de hoje!), desligou violentamente, não antes de perpetrar, sem querer, um precioso “hai-kai” concretista: 
 - Basta, besta! 
 O poeta ficou fulminado. Não podia, não podia compreender. Sofreu, que também os concretistas sofrem; 
estava realmente apaixonado, que também os concretistas se apaixonam, quando são jovens – e todo poeta 
concretista é jovem. Não tinha lábia. Não teria os lábios. Por que não viajar para a Líbia? Desaparecer, sumir... 
Sentia-se profundamente desgraçado, inútil. Um triste. Um traste. 
 O consolo possível era a poesia. Sentou-se e escreveu: 
 “Bela. Bola. Bala.” 
 O que, traduzido em vulgar, vem a dar nesta banalidade: “A minha bela, não me dá bola. Isto acaba em 
bala.” 
 Não acabou, naturalmente. Tomou uma bebedeira e tratou de arranjar outra namorada, a quem dedicou 
um soneto parnasiano. Foi a conta. Casaram-se e são muito falazes... oh! Perdão: felizes. 
MARTINS, Luís. Tragédia concretista. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de 
Janeiro: Objetiva, 2007. p. 132-133. 
 
01. Examine com atenção o teor dos seguintes itens referentes ao entendimento de Tragédia concretista: 
I – O poeta considerava-se destro com as palavras e, por isso, capaz de impressionar a namorada e 
convencê-la do que quisesse. 
II – O concretismo foi em parte uma desvantagem para o poeta, pois contribuiu para que a mensagem não 
obtivesse êxito quando apresentada à namorada. 
III – O concretista desejava transmitir sua mensagem amorosa em palavras imodestas, impudicas. 
a) Apenas as afirmações dos itens I e II estão corretas. 
b) Apenas as afirmações I e III estão corretas. 
c) Apenas a afirmação I está correta. 
d) Apenas as afirmações II e II estão corretas. 
 
02. Quanto ao narrador de Tragédia concretista, não podemos fazer qual(is) das seguintes afirmações? 
A – Em lugar nenhum no texto ele mostrou-se influenciado pelo estilo de poema do poeta. 
B – Ele creditou à mudança de estilo da poesia o fato de o poeta conquistar uma nova namorada e com ela 
se casar. 
C – Em um certo momento do texto, ele faz questão de se isentar diante de uma opinião do poeta. 
a) As contidas em A e B, somente. 
b) A contida em C, somente. 
c) As contidas em A e C, somente. 
d) A contida em A, somente. 
 
03. Sobre o vocabulário, analise se o sentido atribuído às três seguintes palavras é o mesmo encontrado 
no texto: 
1) “perpetrar” – efetivar, fazer, realizar. 
2) “falazes” – indiscretos, maldizentes, irreverentes. 
3) “fulminado” – abalado, arrasado, ferido. 
a) É, mas somente em 1 e 2. 
b) É, mas somente em 2 e 3. 
c) É, mas somente em 1 e 3. 
d) É, em 1, 2 e 3. 
 
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04. O efeito humorístico produzido pelo texto é resultado do generoso emprego de uma figura de 
linguagem chamada 
a) polissíndeto. 
b) paranomásia. 
c) sinestesia. 
d) pleonasmo. 
 
05. Em “O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada.”, temos: 
a) Um período e duas orações coordenadas. 
b) Dois períodos com orações coordenadas. 
c) Um período, uma oração coordenada e uma oração subordinada. 
d) Um período com três orações coordenadas. 
 
06. Na oração “Assim que ouviu, do outro lado da linha, o “alô” sonolento do objeto amado, foi logo 
disparando:”, o termo “alô”: 
a) Funciona como substantivo e exerce o papel de sujeito. 
b) Funciona como interjeição e exerce o papel de objeto direto. 
c) Funciona como substantivo e exerce o papel de objeto direto. 
d) É uma simples interjeição e não exerce função sintática. 
 
07. Tratando-se de verbos, quanto às flexões “Falo. Falas. Falemos.”, assinale a alternativa correta: 
a) As formas “Falo”,“Falas” e “Falemos” estão no tempo presente do indicativo. 
b) As formas “Falo” e “Falas” estão no tempo presente do indicativo e “Falemos” está no imperativo afirmativo. 
c) A forma “Falo” está no tempo presente do indicativo e as formas “Falas” e “Falemos” estão no imperativo 
afirmativo. 
d) As formas “Falo”,“Falas” e “Falemos” estão no

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