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3 UNIVERSIDADE SALVADOR CURSO DE ENGENHARIA CIVIL ALANA DOS ANJOS DE JESUS GEISLANE SILVA SOUZA LEONARDO LIMA RIBEIRO DOS SANTOS RODOVIAS RADIAIS SALVADOR 2019 4 Autores: Alana dos Anjos de Jesus, Geislane Silva Souza, Lima Ribeiro dos Santos RODOVIAS RADIAIS Trabalho apresentado ao curso de Engenharia Civil, da Turma EC- NR01 da Universidade Salvador, como avaliação parcial para a disciplina Infraestrutura Viária na Iª unidade. Professor orientador: André Jordão de Lima SALVADOR 2019 5 SUMÁRIO 1.0 NOMENCLATURA DAS RODOVIAS.........................................................04 2.0 RODOVIAS RADIAIS..................................................................................04 2.1 RODOVIA RADIAL: BR 010.............................................................04 2.2 RODOVIA RADIAL: BR 020.............................................................07 2.3 RODOVIA RADIAL: BR 030.............................................................09 2.4 RODOVIA RADIAL: BR 040.............................................................10 2.5 RODOVIA RADIAL: BR 050.............................................................13 2.6 RODOVIA RADIAL: BR 060.............................................................17 2.7 RODOVIA RADIAL: BR 070.............................................................18 2.8 RODOVIA RADIAL: BR 080.............................................................20 2.9 RODOVIA RADIAL: BR 090.............................................................22 3.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................23 6 NOMENCLATURA DAS RODOVIAS A nomenclatura das rodovias é definida pela sigla BR, que significa que a rodovia é federal, seguida por três algarismos. O primeiro algarismo indica a categoria da rodovia, de acordo com as definições estabelecidas no Plano Nacional de Viação. Os dois outros algarismos definem a posição, a partir da orientação geral da rodovia, relativamente à Capital Federal e aos limites do País (Norte, Sul, Leste e Oeste). RODOVIAS RADIAIS São as rodovias que partem da Capital Federal em direção aos extremos do país. A nomenclatura é da seguinte forma: BR-0XX, sendo o primeiro algarismo o número zero (0). A numeração das rodovias radiais pode variar de 10 em 10 até 90, e no sentido horário, sendo oito ao todo: BR-010, BR-020, BR- 030, BR-040, BR-050, BR-060, BR-070 e BR-080. A quilometragem das rodovias não é cumulativa de uma Unidade da Federação para a outra. Logo, toda vez que uma rodovia inicia dentro de uma nova Unidade da Federação, sua quilometragem começa novamente a ser contada a partir de zero. O sentido da quilometragem segue sempre o sentido descrito na Divisão em Trechos do Plano Nacional de Viação. O sentido de quilometragem das rodovias radiais vai do Anel Rodoviário de Brasília em direção aos extremos do país, e tendo o quilometro zero de cada estado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal. RODOVIA RADIAL: BR-010 A BR-010 ou Rodovia Bernardo Sayão, também conhecida popularmente como Rodovia Belém-Brasília é uma rodovia federal radial do Brasil, com extensão de 1 959,6 quilômetros (incluído os trechos não construídos). Seu ponto inicial fica no Distrito Federal, na cidade de Brasília, e o final, no estado do Pará, na cidade de Belém, passando pelos seguintes estados: Maranhão, Tocantins e Goiás. A BR-010 possui concessionária pública. 7 Entre Brasília (DF) e a cidade de Estreito (MA), o percurso original da Rodovia Belém-Brasília segue pelas rodovias BR-060, BR-153 e BR-226, que são completamente asfaltadas neste trecho. No percurso entre a cidade Brasília (DF) e a cidade de Palmas (TO), a BR-010 é complementada pelas rodovias GO-118 e TO-050 (Rodovia Coluna Prestes), já que o trecho entre Teresina de Goiás (GO) e Paraná (TO) ainda não chegou a ter sido construído. Além disso, o trecho que liga Silvanópolis (TO) a Palmas (via Monte do Carmo - TO) ainda não foi completamente pavimentado, com a exceção apenas de pequenos trechos concomitantes com a TO- 255 (em Monte do Carmo) e com a TO-050. Seguindo assim pelo mesmo percurso das rodovias TO-365 e TO-040. A BR-010 se sobrepõe a rodovia diagonal do Distrito Federal DF- 345 durante o percurso de 11 km, onde se sobrepõe a rodovia diagonal GO-118, que liga a cidade goianiense de Campos Belos a cidade de Brasília, durante o percurso de 15 km, onde liga a BR-020. A BR-010 possui diversos trechos sem pavimentação ou ainda por construir, principalmente no Tocantins. Neste estado, os únicos trechos que possuem um trânsito relativo de veículos são os trechos entre o povoado do Príncipe (em Natividade) e Silvanópolis, e o trecho entre o km 402 (Fazenda Frigovale I) e o entroncamento da TO-020, em Palmas. Os demais trechos são muito pouco utilizados, mesmo os que possuem asfalto. A BR-010 fez parte do plano de Juscelino Kubistchek que pretendia desenvolver o Brasil realizando 50 anos de progresso em 5 anos de governo e 8 a partir da eleição de Juscelino Kubistchek e o plano de construir Brasília no centro do Brasil, seriam necessárias estradas para interligar o país até a nova capital. Nesse contexto que se inicia em 1958 a construção da Rodovia Belém- Brasília. Capitaneada pelo Engenheiro Bernardo Sayão, que tocava a obra junto com os operários. Naquela época tinha outra numeração, e hoje é a BR-010. Duas frentes de obra foram iniciadas, a partir das pontas. Os trechos do Pará e Maranhão foram entregues (Belém até Carolina/MA) e do DF até metade de GO (Brasília até Teresina de Goiás) estando hoje asfaltados. No interior do Tocantins temos alguns trechos asfaltados, alguns ainda de terra, e alguns ainda planejados no papel. A emancipação do estado e fundação de Palmas alterou o traçado original para passar pela cidade, o que leva ao “abandono” de trechos previstos no projeto. Em Goiás, a estrada rural existente de Cavalcante até a divisa com Tocantins permanece de terra. Muitos trechos rurais existentes em GO, TO e MA não coincidem com o traçado planejado. A estrada é uma colcha de retalhos, o que gera essas confusões de nomenclatura “Belém-Brasília” com a BR-153 e mapas mal feitos. Passa por áreas rurais, áreas indígenas e maravilhas como a Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso e Cavalcante em Goiás) sendo o principal acesso rodoviário à região eco turística, Jalapão (Ponte Alta e Novo Acordo em Tocantins) e a Chapada das Mesas (Carolina/MA). Em 2015, a caminho da Transamazônica, Bressan percorreu a estrada toda asfaltada de Brasília até Palmas, para então pegar os trechos de terra até Goiatins/TO e Carolina/MA. A dificuldade de informações sobre o traçado correto gera a vontade de repetir a rota por outros trechos, certamente uma boa aventura e descobrimento da história. Atualmente, os km da Rodovia BR – 010, em sua maioria, estão em bom estado com bons acostamentos e pistas de rolamento, sinalizações horizontais e verticais comalgumas manutenções. Porém em alguns trechos possui pontos com irregularidades em função dos buracos tapados e rodovias que foram planejadas e não foram executadas, ou ainda assim algumas sem revestimento asfáltico. 9 RODOVIA RADIAL: BR-020 A BR 020 é uma rodovia federal radial do Brasil. Seu ponto inicial fica na cidade de Brasília (Distrito Federal), e o final, em Fortaleza (Ceará). Passa pelo Distrito Federal e pelos estados de Goiás, Bahia, Piauí e Ceará. Nos estados da Bahia e do Piauí, há longos trechos da rodovia que são de terra, e também trechos que não foram construídos até hoje, ainda estando na fase de planejamento, entre o Km 327 (próximo a Riachão das Neves) e a divisa daquele Estado com o Piauí. Isso força os motoristas a utilizarem outras rodovias para chegarem ao seu destino. Sua extensão é de 2038,5 Km (incluídos os trechos não construídos). A partir do dia 25 de julho de 2005, através da lei 11.141/05, o trecho compreendido entre as cidades de Formosa (GO) e Fortaleza (CE) recebeu a denominação de Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Uma das principais características dessa rodovia, algo que é comum com as outras rodovias que cortam os Estados do Nordeste, é a utilização de sua base para o represamento de água. 10 A BR-020 possui rodovias em obras com trechos recentemente restaurados e algumas pistas com acostamentos e sinalização vertical e horizontal em boas condições. A ROTA DA FÉ Existe por parte da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do Governos do Estado do Ceará e com apoio do Governo Federal o desejo de transformar essa rodovia dentro do Estado do Ceará em um dos principais roteiros do turismo religioso do Brasil. O Governo Estadual trata essa ideia como uma alternativa econômica para essa região, semelhantemente como as Espanha, localizada no continente Europeu, tratou as rotas dos caminhos de Santiago de Compostela. No Ceará, os Caminhos de Assis são os percursos feitos pelos romeiros de todo o país e de algumas partes do mundo que afluem para a Rodovia Federal Presidente Juscelino Kubistchek, a BR-020, com destino a Basílica de São Francisco de Assis, que existe no município de Canindé, no intuito de pagarem alguma promessa. Existem cinco alojamentos que foram construídos com recursos provenientes do Governo do Estado com intuito de servirem, de ponto de descanso para os peregrinos que trafegam a pés, pelo acostamento da rodovia, dois deles estão na BR 020, o Campos Belo situado no km 349 e o Caridade no km 326. 11 RODOVIA RADIAL: BR-030 A BR-030 é uma Rodovia Federal radial do Brasil. Seu ponto inicial fica na cidade de Brasília (DF), e o final, no município de Maraú (BA), mais precisamente no porto do povoado de Campinhos. Passa pelo Distrito Federal e pelos Estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia. A rodovia apresenta, ainda, vários trechos não construídos em Minas Gerais e na Bahia, onde o trecho compreendido entre Sussuarana, Caetanos, Mirante, Bom Jesus da Serra e Boa Nova, passando pela BR-116 é inexistente. Já o trecho final, entre Ubaitaba e Barra Grande encontra-se em fase de implantação. À altura de Caetité liga-se à BR-430, que vai até Barreiras e à BR- 122. A sua importância se deve ainda ao fato de passar pelo importante pólo turístico da região cacaueira e costa do dendê baiano (baixo sul da Bahia), além claro das belíssimas praias da paradisíaca Península de Maraú. Inclui-se também, a região da não menos estonteante Itacaré, que faz ligação com a BR 101, através dá referida rodovia, além do Vale do Iuiú, localizado na região da cidade de Iuiú, sudoeste baiano. 12 A rodovia BR-030 possui trechos implantados não pavimentados e com ocorrências de plataformas estreitas e superfícies de rolamento se apresentam no próprio terreno natural. Em períodos de chuvas a travessia do Rio Gavião no km 443,1 é impossibilitada. E alguns trechos pavimentados sem acostamentos O estado de precariedade de trecho da BR-030, que liga Maraú a Barra Grande, no litoral Sul da Bahia, é denunciado por motoristas que trafegam pelo local. Toda vez que chove, o barro toma conta da via que não é asfaltada e os buracos parecem se multiplicar. O local já ficou interditado por causa de um caminhão atolado. Os Técnicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) já iniciaram o levantamento topográfico para elaboração do projeto de duplicação da BR-030, na cidade de Guanambi. Os investimentos são de mais de 2 milhões de reais e foi liberado por meio de emenda parlamentar do deputado federal Arthur Maia (DEM). Está planejado uma duplicação da saída de Guanambi até um local conhecido como “Serra dos Brindes”, os investimentos nesse trecho são em decorrência dos grandes empreendimentos localizados às margens da BR, sendo necessária essa duplicação na rodovia. De início acontecerá apenas a levantamento do projeto e em seguida será divulgado a data de início das obras e previsão de término. RODOVIA RADIAL: BR-040 O ponto inicial da rodovia fica localizado em Brasília (DF), no entroncamento com a BR-450 e com a BR-251, enquanto que o ponto final fica localizado no Rio de Janeiro (RJ), mais especificamente na Rodoviária Novo Rio. Em setembro de 2009, o trecho da rodovia compreendido entre Brasília (DF) e Petrópolis (RJ), passou a receber o nome de Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek, através da sanção presidencial da Lei Federal N° 12.028/2009. 13 O trecho da BR-040 localizado entre Petrópolis (RJ) e o Rio de Janeiro (RJ), recebe o nome de Rodovia Washington Luís, em homenagem ao ex-presidente da república Washington Luís, que ficou conhecido por construir diversas rodovias durante o seu mandato (de 1926 até 1930), incluindo este trecho da BR-040. Antes de 1964, o trecho entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte era denominado BR-3. Dois trechos da BR-040 têm grande importância na história das rodovias brasileiras. O trecho entre Petrópolis e Juiz de Fora compreendia a Estrada União e Indústria, a primeira rodovia brasileira, inaugurada em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II. Este trecho foi substituído pela atual Rio-Juiz de Fora em 1980. O trecho Rio-Petrópolis, conhecido como Rodovia Washington Luiz, foi inaugurado em 25 de agosto de 1928, pelo Presidente da República, Washington Luís, e tornou-se o primeiro asfaltado do Brasil em 1931. Até então, a ligação entre a capital federal e a cidade imperial era feita por caminhos de terra, que, não raras vezes, ficavam intransitáveis após temporais. Até hoje a estrada na Serra do Mar provoca admiração com seus túneis escavados na pedra a mais de cem metros de altura. “Governar é abrir estradas” - Washington Luís 14 Atualmente as duas concessionarias administram a BR 040: Via 040 (Trecho Brasília- Juiz de Fora). Concer (trecho Juiz de Fora - Rio de Janeiro); Até 2019, a Via 040 planejava entregar aos usuários uma rodovia 100% duplicada entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG), com 936,8 quilômetros de extensão. A BR-040 teria padrão internacional, conhecido tecnicamente como Classe 1-A. Além disso, serão feitas correções de traçado em pontos estratégicos. Dos 557,2 quilômetros da BR-040 que demandam obras de duplicação, no trecho entre Juiz de Fora e Brasília (DF), apenas em 73 quilômetros os trabalhos foram finalizados. Ou seja, 13,1%. A concessionária porem desistiu daBR-040 e devolve ao governo a responsabilidade sobre o longo trajeto, menos de seis anos. E, apesar de cobrar pedágio há mais de quatro anos, a empresa alega que não consegue dinheiro para cumprir as metas que prometeu. Agora, as concessões serão entregues usando um modelo híbrido, aliando maior lance com menor pedágio. Além disso, foi criado um gatilho de tráfego, que permite a reavaliação das obrigações a cada cinco anos. O projeto do trecho da BR-040 que faz a ligação entre o Rio de Janeiro/RJ e Juiz de Fora/MG é o principal corredor rodoviário entre os estados, além de ser um trecho relevante na rodovia radial que faz a ligação entre Brasília e Rio de Janeiro. O volume médio diário de veículos é de aproximadamente 17.000, sendo realizadas, em média, 168 ocorrências operacionais por dia, entre atendimentos de socorro médico e mecânico. A concessão atual vencerá em 1º de março de 2021 e esta rodovia junto com outras duas rodovias (BR-116/RJ e BR-116/RJ/SP) são estratégicas pela extensão e pelo volume de tráfego e devem ser estudadas conjuntamente de maneira a se definir o modelo que gere maior valor aos ativos. 15 A rodovia já recebeu aproximadamente R$ 1,5 bilhões em investimentos. Outro aspecto importante a ser ressaltado é a atual construção da nova subida da Serra de Petrópolis. Trata-se de obra atualmente sob responsabilidade da concessionária cujos trabalhos, quando finalizados, contemplarão o maior túnel rodoviário do país (4,60 km). Os investimentos decorrentes da nova concessão resultarão na melhoria do nível do serviço ofertado, assegurando maior fluidez e confiabilidade. Ainda, impactarão favoravelmente na segurança do transporte de carga e de passageiros, reduzindo a ocorrência de avarias e acidentes, bem como influenciando no tempo de viagem e no custo logístico. De acordo com o estudo de pré-viabilidade, estão previstos investimentos por volta de R$ 2,6 bilhões e custos operacionais estimados em aproximadamente 1,8 bilhões, o que totaliza cerca de R$ 4,4 bilhões a serem aplicados no sistema viário ao longo da concessão. O projeto foi qualificado para compor o portfólio de projetos do Programa de Parcerias de Investimentos durante a 2ª Reunião do Conselho do PPI. A qualificação sinaliza o início dos estudos para a realização de uma nova concessão, a ser implantada ao término do contrato atual. RODOVIA RADIAL: BR-050 A BR-050 tem seu ponto inicial em Brasília (DF) e o final em Santos (SP). Passa pelos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. É considerada como uma das rodovias mais movimentadas do país, pois liga a capital federal à maior 16 metrópole brasileira, São Paulo. A rodovia possui pista duplicada de Santos, passando pela cidade de São Paulo, até a divisa com Goiás no município de Araguari, em Minas Gerais. Além de 91,1 km no estado de Goiás. Considerada uma das rodovias mais movimentadas do país, a BR-050 liga a capital federal à maior metrópole brasileira: São Paulo. No total, são 436,6 km concedidos, sendo que já foram duplicados 162,2 km em Goiás e 218,1 km em Minas. A conclusão das obras dos 53,9 quilômetros beneficiará nove municípios: Cristalina, Ipameri, Campo Alegre de Goiás, Catalão e Cumari, em Goiás, e Araguari, Uberlândia, Uberaba e Delta, em Minas Gerais. O trecho, concedido em 2013, faz parte da 3ª Etapa de Concessões de Rodovias Federais e é administrado pela concessionária MGO Rodovias. Atualmente, a concessão prevê um investimento na ordem de R$ 3 bilhões, a serem realizados em 30 anos. Desde que a MGO assumiu o segmento concedido, já houve destinação de R$ 1,5 bilhão, previsto em contrato, para a construção de novos trevos, viadutos, retornos em nível e desnível e pontes duplicadas. O trecho paulista da rodovia encontra-se sob jurisdição do governo estadual, tendo a denominação SP-330 (Anhanguera) no trecho que liga Igarapava a São Paulo e SP-150 (Anchieta) no trecho entre São Paulo e Santos. Por conta de nestes trechos a rodovia estar sob jurisdição estadual, a mesma perde a nomenclatura original, sendo parte integrante da malha rodoviária do estado. As concessionárias da rodovia BR-050 são: 17 MGO Rodovias: Cristalina, (GO) -Delta, (MG); Vianorte: Igarapava, (SP) - Ribeirão Preto, (SP); Intervias: Santa Rita do Passa Quatro, (SP) - Cordeirópolis, (SP); Autovias: Ribeirão Preto, (SP) - Santa Rita do Passa Quatro, (SP); CCR AutoBAn Cordeirópolis, (SP) - São Paulo, (SP); Ecovias (São Paulo, (SP) - Santos, (SP). BR-050: RODOVIA ANHAGUERA A Rodovia Anhanguera ou anteriormente denominada Via Anhanguera (SP-330) é uma rodovia brasileira do estado de São Paulo, considerada uma das mais bem conservadas rodovias do país, classificando-se na segunda posição do ranking elaborado através de pesquisa rodoviária de 2013, realizada pela Confederação Nacional do Transporte. Faz parte do sistema BR-050, que liga Brasília a Santos. A Rodovia Anhanguera liga São Paulo com a região norte do estado e suas principais cidades industriais e a uma das mais produtivas áreas agrícolas. É uma das mais importantes rodovias do Brasil e uma das mais movimentadas, com o trecho de maior tráfego entre São Paulo e Campinas, o primeiro a ser construído. É duplicada, contendo trechos com faixas adicionais e pistas marginais. Têm um tráfego pesado, especialmente de caminhões. É considerada, juntamente com a Rodovia dos Bandeirantes e Rodovia Washington Luís, o maior corredor financeiro do país, pois interliga algumas das regiões metropolitanas do estado como São Paulo, Campinas e Ribeirão 18 Preto, assim como o Aglomerado Urbano de Jundiaí e a Região Administrativa Central. BR-050: RODOVIA ANCHIETA A Rodovia Anchieta ou anteriormente Via Anchieta[1] (SP-150) faz a ligação entre a capital paulista, São Paulo e a Baixada Santista onde fica o Porto de Santos, passando pelo ABC Paulista. É uma das vias de maior movimentação de pessoas e de mercadorias de todo o Brasil, bem como a Rodovia dos Imigrantes, que constitui o mesmo sistema da Via Anchieta, o Sistema Anchieta- Imigrantes. Faz parte do sistema BR-050, que liga São Paulo a Santos. A rodovia é o maior corredor de exportação da América Latina. Essa rodovia foi autorizada em lei em 4 de janeiro de 1929 pelo presidente de São Paulo Júlio Prestes, foi iniciada em 1939 pelo interventor Adhemar Pereira de Barros e por ele concluída, quando governador do estado, em 1947. Foi inaugurada em duas etapas: a pista norte em 1947 e a pista sul em 1953. A rodovia é considerada uma obra-prima da engenharia brasileira da época, dada a arrojada transposição da Serra do Mar por meio de túneis e viadutos. 19 A Curva da Onça, situada no km 43 da pista descendente da Via Anchieta é o trecho mais perigoso do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), com altos índices de acidentes. RODOVIA RADIAL: BR-060 A BR-060 é uma rodovia federal radial brasileira. Seu ponto inicial fica na cidade de Brasília (DF), e o final, em Bela Vista (MS), na fronteira com o Paraguai. Passa pelo Distrito Federal e pelos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. A rodovia possui todo o trecho asfaltado (o trecho entre Jataí e Chapadão do Céu que não era asfaltado, foi inaugurado no início do ano 2014). No Distrito Federal e no Estado de Goiás, a rodovia possui 521 km duplicados, entre Brasília e Jataí. O trecho entre Brasília e Goiânia foi totalmente duplicado em 2007. O trecho entre Goiânia e Jataí foi duplicado em 2012. O trechoentre Brasília e Goiânia foi concedido por leilão ao Consórcio Triunfo Participações e Investimentos (TPI) (que criou a empresa CONCEBRA) - com uma proposta de pedágio de R$ 0,02851 por quilômetro - que passou a cobrar pedágio em 27 de junho de 2015 com postos em Alexânia (Km 43) e em Goianápolis (Km 107,9). A concessionária da BR-060 é a Triunfo CONCEBRA. 20 RODOVIA RADIAL: BR-070 A BR-070 é uma rodovia federal radial brasileira, também conhecida como Brasília/Cuiabá. A via se inicia em Brasília e termina no distrito de Corixá, município de Cáceres (MT), na fronteira com a Bolívia, passando pelo Distrito Federal e pelos estados de Goiás e Mato Grosso. Alguns trechos da BR-070 coincidem com os das BR-163 e BR-364, em Mato Grosso. A BR-070 corta o município de Águas Lindas de Goiás ao meio e tem uma extensão de 17 Km da ponte da divisa com o Distrito Federal e finaliza na ponte do Rio dos macacos, divisa com o município de Cocalzinho de Goiás. No início dos anos 70, o trecho da BR-070 foi alterado para a construção da Barragem do Descoberto. A via passava onde atualmente fica localizado o Setor Mansões Village e, atravessando uma pequena ponte sobre o Rio Descoberto, culminava na DF-180. Em época de baixo volume do lago do Descoberto, a estrutura vem à tona e fica visível, uma parte da história da BR que fica submersa. A sua extensão é de 1.317,7 km e corta os municípios de Jussara (GO) e Goiás (GO), Águas Lindas de Goiás (GO), Cocalzinho de Goiás (GO), Itapirapuã (GO), Barra do Garças (MT), Primavera do Leste (MT), Campo Verde (MT), Cuiabá (MT) e Cáceres (MT). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) segue com o trabalho de restauração da pavimentação da BR-070/GO, no Estado de Goiás. Até o momento, o Autarquia reparou 46 quilômetros de uma das rodovias 21 mais importantes da região Centro-Oeste. O investimento, até o mês de junho, é de R$ 43 milhões. O DNIT iniciou essa restauração em outubro de 2016 e, no total, já reparou 36 quilômetros de base com Tratamento Superficial Duplo (TSD) e outros 10 quilômetros com camada de binder aplicado. Lembrando que houve alargamento de plataforma em toda extensão reformada. As obras atendem os municípios de Itapirapuã, Jussara e Montes Claros de Goiás. A projeção do DNIT é de que, no fim deste mês, 24 quilômetros já estejam restaurados com aplicação de binder e mais 10 quilômetros com TSD. A rodovia BR-070 facilita o acesso de toda Região Norte do Estado com a capital federal, perfazendo um corredor de leste a oeste que vai contribuir para que o Estado e o Norte goiano se desenvolvam cada vez mais, segundo informou o Superintendente em Goiás do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Alfredo Pagot Neto. 22 RODOVIA RADIAL: BR-080 A BR-080 é uma rodovia radial brasileira que teoricamente ligaria a capital do país, Brasília, ao município de Ribeirão Cascalheira, no estado do Mato Grosso. No entanto, na prática, a rodovia se encontra construída atualmente apenas entre Brasília e o distrito de Luiz Alves, localizado em São Miguel do Araguaia (GO). A extensão total da rodovia seria de aproximadamente 3250 quilômetros, sendo que a extensão atual é de 228,3 quilômetros. Ao longo de seu percurso, a BR-080 passa pelo Distrito Federal e pelo estado de Goiás, podendo futuramente chegar até o Mato Grosso. O trecho da rodovia localizado entre Brasília (DF) e Uruaçu (GO) é um dos principais trechos rodoviários da Região Centro-Oeste do Brasil, sendo responsável por ligar Brasília ao norte de Goiás, ao Tocantins, ao Maranhão, ao Pará e ao Amapá, em conjunto com a BR-153. Juntamente com as rodovias BR-040, BR-153, BR-226 e BR-010, a BR- 080 integra um grande corredor rodoviário que liga o Rio de Janeiro (RJ) a Belém (PA), passando por Belo Horizonte (MG) e por Brasília (DF). Em Goiás, além do trecho entre a divisa com o Distrito Federal e Uruaçu, há ainda um pequeno trecho localizado entre o povoado de São Cosme e Damião (em Bonópolis) e o distrito de Luiz Alves (em São Miguel do Araguaia). O trechos localizados entre Uruaçu (GO) e o povoado de São Cosme e Damião (em Bonópolis, GO), assim como o trecho do estado do Mato Grosso, ainda não chegaram a ser construídos. 23 De acordo com o projeto original da rodovia, estabelecido no âmbito do Plano de Integração Nacional, a BR-080 deveria atingir a fronteira com a Colômbia, seguindo até região conhecida como Cabeça do Cachorro, localizada em São Gabriel da Cachoeira (AM), no extremo noroeste do Brasil. Porém, esta última parte do projeto se encontra abandonada devido às enormes dificuldades técnicas de implantação, além do fato de nunca ter sido considerado como um trajeto prioritário. Atualmente, parte deste trecho abandonado da BR-080 corresponde às rodovias MT-322, AM-254, AM-070, AM-352 e BR-210. Há três anos atrás, a rodovia BR-080 foi considerada a pior estrada que cruza o DF. A constatação está na 20ª Pesquisa CNT de Rodovias, feita pela Comissão Nacional dos Transportes (CNT). Nos quatro quesitos analisados pela entidade — estado geral, pavimento, sinalização e geometria da via —, a rodovia foi considerada “regular” em três e “ruim” em um deles. A BR-080 tem a pior soma de fatores entre as 15 avaliadas no DF. A maior falha da BR-080 foi no quesito geometria da via, considerado “ruim”. Esse critério, de acordo com a CNT, determina a distância de visibilidade dos veículos e a velocidade máxima considerada segura no local. Desde 2007 são avaliados projetos de ampliação da BR-080 os quais ainda não obtiveram êxito de aprovação, ampliação que trariam inúmeras vantagens, sobretudo quanto ao escoamento dos polos de produção até os portos exportadores, proporcionará maiores oportunidades de negócios e crescimento econômico sustentável, no projeto foram destacados ainda as seguintes vantagens da ampliação da BR –080: Incremento do transporte multimodal, otimizando o desempenho da relação custo-benefício; 24 Estruturação de corredores estratégicos de transportes; Utilização de modalidades de menor consumo energético; Redução das despesas do país com fretes; Competividade dos produtos no mercado internacional; Indução ao desenvolvimento em áreas de expansão; Ampliação de cobertura geográfica da infraestrutura de transportes. RODOVIA RADIAL: BR-090 A BR-090 é uma rodovia radial, que a maior parte do seu percurso encontra-se somente idealizada no plano das Rodovias Federais Brasileiras. Atualmente seu único trecho concluído é o concomitante com a rodovia distrital DF-170. Originalmente deveria ligar Brasília ao extremo norte do país. Desde 2015 se tornou alvo de investigações, que foram concluídas no ano de 2019, conhecida como Operação Rota BR 090, deflagrada Polícia Federal foram apreendidos R$ 148 mil em dinheiro dentro da sede do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) em Oliveira, Região Oeste de Minas Gerais. A operação desarticulou esquema de fraude em licitações para contratos no valor total de R$ 457 milhões. 25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DNIT. Nomeclatura das rodovias Federais – Rodovias Radiais. Disponível em: < http://www.dnit.gov.br/download/rodovias/rodovias-federais/nomeclatura-das- rodovias-federais/rodovias-radiais.pdf >. Acesso em: 03 set. 2019. TRUCKS, Volvo. Conheça o significado dos nomes das rodovias. 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