Manual Aids
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Manual Aids


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Edição Revisada - Setembro/2010
Manual de Condutas
Atendimento HIV/Aids
Programa Municipal DST/Aids de São Paulo
Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo
 
Celso Galhardo Monteiro - Coordenadora do Programa Municipal DST/Aids de São Paulo
Elaboração:
Assistência 
Edição / Projeto Gráfico:
Comunicação
Gilberto Kassab - Prefeito
Januario Montone - Secretário Municipal da Saúde
1. AGENDAMENTO DE CONSULTAS MÉDICAS
O agendamento de consultas novas e/ou retornos, deve contemplar 
critérios que se sobrepõem à ordem cronológica, devendo ocorrer na 
forma de encaixes (no máximo sete (07) dias após a procura do 
usuário), com profissionais treinados para atender casos de HIV/Aids 
(mesmo que o agendamento não ocorra com o profissional que faz 
seu acompanhamento), nas seguintes situações:
- Gestantes soropositivas;
- Usuários que procuram o Serviço
 Especializado devido a agravos oportunistas;
- Usuários que receberão alta hospitalar.
 · A agenda do ano correspondente permanecerá com o 
profissional no horário do atendimento;
· As consultas deverão ser agendadas com horário exclusivo 
para cada paciente;
· Os pacientes faltosos, bem como o número de 
atendimentos diários, deverão ser anotados;
· Cada paciente, ao ser admitido no Serviço, ficará sob a 
responsabilidade de um profissional médico cujo nome 
deverá constar no prontuário e no cartão, especificando a 
data da matricula. Em caso de transferência para outro 
profissional, deverá ser anotada a data da alteração e o 
nome do novo profissional;
· A equipe da recepção é responsável pelos agendamentos 
nos horários em que o profissional não estiver em 
atendimento, conferindo se este é o responsável pelo 
paciente em questão. Nos horários em que o médico 
estiver na unidade, o mesmo ficará com sua agenda.
· O paciente deverá ser orientado em relação aos horários de 
atendimento do seu médico responsável e que procure o 
Serviço nos horários correspondentes em casos de 
intercorrências clínicas, término de medicamentos, falta 
em consultas anteriores, convocação pelo Serviço, 
solicitação de atestados (INSS, PIS) entre outros;
· A mesma orientação deverá ser dada para o atendimento 
com médicos de outras especialidades ou outros 
profissionais da equipe multidisciplinar;
· Ao final da consulta, o profissional deverá anotar no 
prontuário e no cartão de agendamento, a data do retorno.
2. CONSULTAS 
Número de consultas por médico (clínico/infectologista) 
para pacientes HIV/Aids
- 1 a 2 casos novos por dia com duração de 40 minutos;
- 5 consultas de retorno;
- 1 a 2 consultas extras \u2013 procura do dia 
 (pacientes desteprofissional);
- Total: 8 consutas/dia \u2013 por 4 horas. 
Prontuários
· Os prontuários devem ser mantidos em área de circulação
 restrita a funcionários;
· A retirada e a devolução do prontuário devem ser anotadas
 em livro próprio, indicando a data e o nome do servidor;
· Os prontuários devem ser levantados e separados por
 profissional na data anterior à consulta, conforme
 agendamento;
· O responsável pelo atendimento, antes de iniciar suas
 atividades, deve retirar os prontuários separados no setor.
Pacientes faltosos
 · Os pacientes faltosos, principalmente os que já estiverem em 
terapia antirretroviral ou com exames alterados, devem ter 
seus prontuários encaminhados ao setor responsável para 
que seja feita sua convocação*(desde que autorizado 
previamente pelo paciente). Lembrar que estes deverão 
retornar em datas e horários de atendimento do profissional 
em questão; 
 · Os pacientes convocados devem ter seu o nome, registro e 
data de convocação, anotados em livro próprio no setor de 
Vigilância e estes dados devem ser fornecidos à recepção; 
 · Após primeira convocação, em caso de não comparecimento, 
efetuar a reconvocação, informando à equipe de visitas 
domiciliares que contate o paciente para investigação e 
caracterização de abandono;
 · A busca ativa só deve ser realizada se o paciente autorizou tal 
procedimento. Deve ser acionado o contato informado na 
ficha de Aconselhamento/Acolhimento;
 · Conforme orientação da Nota Técnica nº 208/09 \u2013 UAT/DST-
AIDS/SVS/MS, recomenda-se que sejam considerados entre 
os critérios de alerta de má adesão ao tratamento 
antirretroviral, os usuários que não retirarem medicamento 
antirretroviral após sete (07) dias da data prevista para uma 
nova retirada ou que faltarem às consultas médicas 
agendadas;
 . Recomenda-se que sejam considerados casos de abandono 
ao tratamento os usuários que não retirarem 
medicamentos antirretrovirais a partir de três meses após 
a data prevista e não retornarem às consultas em seis 
meses. 
3. ATENDIMENTO - ACOLHIMENTO/ACONSELHAMENTO
 3.1. Acolhimento
1. Recepção humanizada
 Compreende todos os setores que o usuário percorre 
 no serviço
- Escuta de demanda;
- Análise do tipo de atenção necessária;
- Identificação de risco/vulnerabilidade 
 (biológico, subjetivo e social);
- Priorização das ações/atividades.
 3.2. Aconselhamento 
 
 É um diálogo baseado em uma relação de confiança que visa 
proporcionar à pessoa condições para avaliação de seus 
próprios riscos, tomar decisões e encontrar maneiras realistas 
de enfrentar suas fragilidades relacionados às DST/HIV/Aids. 
Poderá ser desenvolvido em vários momentos e não se reduz a 
um único encontro entre duas pessoas, podendo ser estendido 
aos grupos. Transcende o âmbito da testagem, contribui para a 
qualidade das ações educativas em saúde, fundamenta-se em 
prerrogativas éticas, que reforça e estimula a adoção de 
medidas preventivas das DST/Aids e orienta os indivíduos no 
caminho da cidadania e na plena utilização dos seus direitos.
Compreende:
- Apoio emocional;
- Apoio educativo (informações sobre DST/Aids 
 transmissão, prevenção e tratamento);
- Avaliação de riscos (reflexão sobre valores,
 contingências,condutas e atitudes visando o 
 planejamento de estratégias de redução de riscos 
 e redução de danos.
4. PRIMEIRA CONSULTA MÉDICA 
(CLÍNICO/INFECTOLOGISTA)
4.1. Conferir se os dados de identificação do paciente estão
 completos;
4.2. Reafirmar com o paciente o contrato de sigilo;
4.3. História Clínica \u2013 não esquecer de abordar também 
 os seguintes aspectos:
 
Necessidades e informações para o manejo
 
Aspectos a serem abordados
Reação emocional ao diagnóstico 
 
Avaliar o apoio familiar e social
Informações específicas sobre a infecção pelo HIV
- Revisar a data do primeiro exame anti-HIV;
- Documentação do teste;
- Tempo provável de soropositividade;
- Situações de risco para infecção;
- Presença ou história de doenças oportunistas;
- Contagem de CD4+ ou carga viral anterior;
- Uso anterior de TARV e eventos adversos 
prévios;
- Compreensão sobre a doença (explicar sobre 
transmissão, história natural, significado da 
contagem CD4+, carga viral e TARV).
Abordagem do risco
 
- Vida sexual;
- Utilização de preservativos;
- História de Sífilis e outras DST;
- Abuso de tabaco, álcool e outras drogas;
- Uso injetável de drogas;
- Interesse em reduzir os danos à saúde.
História média atual e passada
- História de doença mental;
- História de tuberculose (PPD, doença e 
tratamento);
- Outras doenças;
- Hospitalização;
- Uso de práticas complementares e/ou 
alternativas
História reprodutiva - Desejo de ter filhos;- Métodos contraceptivos
História social
- Discutir a rede de apoio social (família, amigos, 
ONG);
- Condições de domicílio;
- Condições de alimentação;
- Emprego;
- Aspectos legais
História familiar
- Doenças cardiovasculares;
- Dislipidemias;
- Diabetes.
 
Órgãos e Sistemas 
 
Orientações/manifestações associadas 
Pele 
 
- Pesquisar sinais de