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Regime de Bens

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seu e usa o dinheiro pra comprar outro), no último caso leva em consideração a origem do valor; II -já que não se comunicam os bens, não devem comunicar os que tomam seu lugar no patrimônio, se o bem sub-rogado é mais valioso que o alienado, a diferença de valor, se não foi coberta com recursos próprios e particulares do cônjuge, passa a integrar o acervo comum, ou seja, pertencerá ao outro parte metade; III - bens e obrigações adquiridas antes do casamento; IV – a regra é que só responde pela reparação dos danos causados por ato ilícito quem lhe deu causa, salvo se dele o outro obteve algum proveito, não importando a época em que tal fato ocorreu; V – bens próprios de uso pessoal e instrumentos de profissão se indispensáveis para o exercício da atividade; VI – salário; VII – o direito de recebimento dessas quantias não se comunica ao cônjuge.
Art. 1661: não se comunicam os bens cuja aquisição se deu antes do casamento.
	b.2) Bens comunicáveis: art. 1660, CC. I - todo e qualquer bem móvel adquirido na constância do casamento, mesmo que em proveito próprio, será comunicável. II - megasena, bicho, carimbo da sorte etc. III - Doação, herança ou legado em nome dos dois. IV - metade do valor das benfeitorias feitas em bens do outro cônjuge. V - frutos dos bens comuns ou particulares de cada cônjuge → aluguéis. 
	b.3) FGTS/ Rescisão Trabalhista: Ação trabalhista antes do divórcio do período de trabalho em que ainda existia sociedade conjugal (diferente de vínculo matrimonial), haverá a meação do valor. 
	b.4) SFH: Sistema Financeiro de Habitação. Um dos cônjuges pagou um sinal de um imóvel e começou a pagar as parcelas, após pagar 30% do imóvel, casa, se divorcia quando pagou mais 40%, como o imóvel ainda não foi comprado efetivamente, não se paga o imóvel, se divide a metade do que foi pago, indenizando o outro cônjuge. Se tivesse pagado os 70% na constância do casamento, com valor de um outro imóvel seu que vendeu, se torna sub-rogado e seria só dele. 
	b.5) Megasena: Art. 1660, II, CC. Apesar de ser adquirido de forma relativamente gratuita, por fato eventual, considerando que serve para melhorar a qualidade de vida do casal, também entra na partilha. 
Participação Final Nos Aquestos: Este regime é misto: durante o casamento aplicam-se todas as regras da separação total e, após sua dissolução, as da comunhão parcial. Nasce da convenção, dependendo, pois, de pacto antenupcial. 
Art. 1672 e 1673 → Os bens que cada cônjuge possuía ao casar serão incluídos no patrimônio próprio, assim como os por ele adquiridos, a qualquer título, desde que na constância do casamento. Cada cônjuge ficará responsável pela administração de seus bens e poderá aliená-los livremente, quando móveis. Caso ocorra a dissolução do casamento, deverá ser apurado o montante dos aquestos e excluir da soma dos patrimônios próprios dos cônjuges: os bens anteriores ao casamento e os que em seu lugar se sub-rogaram; os que sobrevieram a cada cônjuge por sucessão ou liberalidade; e as dívidas relativas a esses bens. 
Art. 1679 → Se os cônjuges adquiriram bens pelo trabalho conjunto, cada um terá direito a uma quota igual no condomínio ou no crédito por aquele modo estabelecido. Art. 1680 → Não sendo de uso pessoal de um cônjuge, as coisas móveis serão presumidas do domínio do cônjuge devedor, em face de terceiros. Já os bens imóveis são de propriedade do cônjuge cujo nome consta no registro.
Art. 1682 → Em respeito a um princípio de ordem pública, que não pode ser contrariado pela vontade das partes, o direito à meação não é renunciável, cessível ou penhorável na vigência do regime matrimonial. 
Art. 1683 → Quando da dissolução do regime de bens por divórcio, o montante dos aquestos deverá ser verificado à data em que cessou a convivência.
Art. 1684 → Não sendo possível ou sendo inconveniente a divisão de tais bens, deverá ser calculado o valor de alguns ou de todos para que o cônjuge não-proprietário reponha em dinheiro. A ressalva desta disposição está no parágrafo único do artigo 1.685 do CC, o qual dispõe que "não se podendo realizar a reposição em dinheiro, serão avaliados e, mediante autorização judicial, alienados tantos bens quantos bastarem".
Por fim, determina o artigo 1.686 do CC que "as dívidas de um dos cônjuges, quando superiores à sua meação, não obrigam ao outro, ou a seus herdeiros".
Separação de Bens: Tudo separado, sem outorga, sem presunção de esforços, para ter bens comuns deve-se expressamente o fazer. As partes livremente escolhem, consensual. Art. 1687 e 1688. Cada cônjuge conserva a plena propriedade, integral administração e fruição de seus próprios bens, podendo aliená-los e gravá-los de ônus real livremente, sendo móveis ou imóveis. O casamento não repercute na esfera patrimonial dos cônjuges, pois a incomunicabilidade envolve todos os bens presentes e futuros, frutos e rendimentos. Cada consorte conserva a posse e a propriedade dos bens que trouxer para o casamento, bem como os que forem a eles sub-rogados. A escolha dos cônjuges por este regime deve estar expressamente prevista no pacto antenupcial, mas pode ser imposta e eles, nos casos previstos no art. 1641 (separação obrigatória). Cada qual continua dono do que lhe pertencia e se tornará proprietário exclusivo dos bens que vier a adquirir, recebendo sozinho as rendas produzidas por uns e outros desses bens.
A obrigação de contribuir para as despesas do casal pode ser estabelecida a quota de cada um no pacto antenupcial, e tal obrigação estende-se hoje a todos os regimes, em razão da isonomia constitucional. Não se comunicam também as dívidas por cada qual contraídas, exceto as que forem necessárias à economia doméstica.
Separação Obrigatória (legal) de bens: Causa suspensivas; mais de 70 anos; quem precisa de autorização: relativamente incapazes → entre 16 e 18 ou quem é ébrio, toxicômano... Súmula 377, STF. Não há necessidade de pacto antenupcial, em certas situações ocorre por ter havido contravenção a dispositivo legal que regula as causas suspensivas de celebração do casamento. Em outros casos percebe-se a intenção de proteção de certas pessoas pela posição em que se encontram, onde poderiam ser vítimas de interessados em seu patrimônio.
Art. 1641: 
I – Inobservância das causas suspensivas do casamento: pois torna o casamento irregular, sendo imposto regime de separação como sanção aos cônjuges.
	OBS: Art. 1523, cc: Causas suspensivas do casamento
	I – O objetivo desse inciso é evitar a confusão de patrimônios, visto que com a partilha, definem-se os bens que comporão o quinhão dos filhos do casamento anterior, evitando a referida confusão. É necessário que a partilha tenha transitado em julgado, de modo que aos herdeiros do cônjuge falecido sejam atribuídos discriminadamente os bens que lhe cabem.
	II – Se impõe somente à mulher, o objetivo é evitar dúvida quanto a paternidade que fatalmente poderia ocorrer, considerando-se que se presumiria filho do falecido aquele que nascesse até “trezentos dias” da data de óbito ou da sentença anulatória.
	III – Evita-se assim a controvérsia a respeito dos bens comuns na hipótese de novo casamento de um dos divorciados, em face do regime de bens adotado.
	IV – Afasta a coação moral que possa ser exercida por pessoa que tem ascendência e autoridade sobre o ânimo do incapaz. O tutor é o representante legal do incapaz menor, e o curador é do incapaz maior. 
II – pessoa maior de setenta anos: eminentemente de caráter protetivo, objetiva obstar à realização de casamento exclusivamente por interesse econômico.
III – os que dependerem de autorização judicial para casar: aplica-se aos menores que obtiveram o suprimento judicial do consentimento dos pais. Súmula 377 do STF