Consumidor por Equiparação
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Consumidor por Equiparação


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Consumidor por equiparação


Código de Defesa do Consumidor (CDC)



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Livro do Código de Defesa do Consumidor

Veremos que no Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 14, está expresso que qualquer fornecedor que venha a prestar serviços irá responder, independente de uma possível existência de culpa, por toda a reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos provenientes à prestação dos serviços oferecidos. Diante disso, o CDC dispõe e explicita sobre a existência de uma figura que ainda possa ser relativamente desconhecida da sociedade, qual seja a do consumidor por equiparação.


O que é essa figura e em que pode consistir sua existência?

Temos, por definição, que o consumidor por equiparação pode ser considerado como aquele que, não possui participação direta na relação de consumo, contudo, sofre todas as consequências que são provenientes do efeito danoso decorrente de qualquer defeito em uma prestação de serviço a terceiros, que ultrapassa o seu objeto.

Nessa perspectiva, como foi dito anteriormente, o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 14, demonstra que existe a responsabilização do fornecedor, mas não apenas isso, em seu artigo 17, prevê que "todas as vítimas do evento danoso" que pode vim a ocorrer no mercado de consumo, ou seja, todos aqueles que não estiverem participando de uma relação de consumo, que não adquiriram qualquer produto ou contrataram serviços, mas que vieram a sofrer qualquer espécie de lesão, essas merecem todo o amparo do Código de Defesa do Consumidor, como se consumidores fossem.

### Exemplificação situacional



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Consumidor por equiparação e sua relação com o Código de Defesa do Consumidor

Se uma determinada empresa de instalação de tv a cabo, ao providenciar uma instalação de uma antena em um determinado apartamento ou casa e, como consequência de sua instalação, acabar por danificar as antenas dos apartamentos vizinhos ou das casas vizinhas, as quais não são consumidores dos serviços da referida empresa, teremos as seguinte consequência: Nesse caso, quem sofreu o referido dano será considerado um consumidor por equiparação em relação à empresa de tv a cabo que acarretou danos, e, com isto, em uma possível ação indenizatória, irá se beneficiar de todos os dispositivos protecionistas que são previstos pelo Código de Defesa do Consumidor, como a possível facilitação de sua defesa processual, invertendo-se o ônus da prova e a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços pelos danos causados


Proteção ao consumidor

Após citarmos o exemplo à cima, podemos observar que qualquer pessoa que venha a sofrer qualquer tipo de dano decorrente de uma prestação de serviços a terceiros, poderá e deverá utilizar do instrumento mais adequado a situação, que é a figura do consumidor por equiparação, para que se possa fazer valer todos os seus direitos de indenização, seja ele material ou até mesmo moral, que foram decorrentes dos prejuízos sofridos.

Dessa forma, é possível observarmos que esse dispositivo tem por finalidade única e exclusiva a de proteção as pessoas que, embora não integrem diretamente a relação que é concernente à prestação de serviços, acabam por sofrer danos desta e, isso é razão mais que suficiente pela qual tais pessoas são potencialmente consumidoras e, em se tratando de prejuízo, todas elas serão protegidas pelo Código de Defesa do Consumidor.


Conclusão

Temos que o Código de Defesa do Consumidor possibilitou em seus artigos que houvesse o reconhecimento do consumidor equiparado, a coletividade de pessoas, mesmo que essas sejam indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo, assim como aquelas expostas às práticas comerciais de oferta, de contrato de adesão, publicidade, dentre outros. A “equiparação” ocorrerá todas as vezes que as pessoas, mesmo não sendo adquirentes diretas do produto e/ou do serviço, utilizem dele, em caráter final, ou a ele se vinculem e que venham a sofrer um dano decorrente do defeito do produto ou da falha na prestação dos serviços.

Por fim, na prática, podemos observar que uma determinada pessoa totalmente alheia à relação de consumo, mas que é atingida por um acidente de consumo, mesmo não sendo participante daquela negociação entre comprador e vendedor, irão se equiparar à figura do consumidor por equiparação e faz jus a todos os direitos assegurados pelo CDC, tais como o reconhecimento de vulnerabilidade e inversão do ônus da prova.

A importância do conhecimento deste consumidor “por equiparação” é necessária diante do fato de que, mesmo não sendo parte na relação pura de consumo, ou seja, mesmo não pagando pelo produto ou serviço mas, utilizando-o como destinatário final, sofre danos e, deverá faz jus a todos os direitos assegurados pelo CDC, tais como o reconhecimento de vulnerabilidade e inversão do ônus da prova.