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Danos Estéticos

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Danos estéticos

O dano estético é considerado um dano extrapatrimonial e teve origem após a criação dos danos morais e materiais.

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Imagem representando o dano estético

O dano estético pode ser caracterizado pela alteração da forma original da vítima, pelo enfeiamento do corpo, por uma diferença de seu estado normal para um estado de inferioridade, que é também considerado um dano moral, porém, no visual, estética. Para comprovação de tal dano, basta um contato visual com a vítima, sendo este feito pessoalmente ou através de imagens que demonstrem diferenças no visual da pessoa após o acontecimento danoso e traz uma sensação desconfortável e desagradável.

Características do Dano Estético

Existência do dano à integridade física da pessoa: é necessária uma lesão que possa promover danos e deformações à imagem externa da vítima, sendo esta alteração para pior. Esta piora deve ser comparada com o que a vítima era anteriormente ao dano sofrido, não podendo ser comparada com algum determinado exemplo de beleza.

A lesão deve ter um resultado duradouro ou permanente: caso a lesão seja algo passageiro não haverá dano estético propriamente dito, mas um atentado reparável à integridade física ou até mesmo uma lesão estética passageira. É mostrado claramente que o que é necessário para se tornar um dano estético é a irreparabilidade do prejuízo causado à estética da vítima.

Não é necessário que a lesão seja aparente: não existe a necessidade de que tal lesão seja de fácil visibilidade a terceiros, basta que a mesma esteja presente no corpo do indivíduo, mesmo que se localize em locais nem sempre evidentes.

O dano estético deve possibilitar o dano moral: é o ponto mais importante, pois além do dano estético sofrido, a vítima pode apresentar sintomas depressivos e mal-estar por conta da deformidade presente, o que se denomina dano moral.

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Foto mostrando dano estético permanente causado por queimadura

O dano estético é composto por elementos que envolvem danos morais e também patrimoniais.

Dano estético e aparência

O ser humano vem ao mundo envolvido na forma de seu corpo, e o mesmo será julgado, na maioria das vezes, por sua aparência física, e esta pode favorecer ou prejudicar o desenvolvimento de sua personalidade.

Pode-se dizer que a aparência é uma das principais coisas que vão designar o sucesso, ou não, em muitas profissões. Já em outros setores da vida, a aparência exterior acaba por influenciar também no sucesso ou frustrações, visto que o indivíduo prejudicado encontra muitas dificuldades para conseguir se adaptar em um mundo que vive de valores exteriores.

O trabalho torna-se complicado, principalmente quando é necessário um contato com o público. Assim, podemos dizer que a vítima sofre uma redução do próprio valor existencial.

O dano estético pode gerar grandes prejuízos na atividade exercida pelo indivíduo, sendo configurado um dano patrimonial. Se a aparência for de extrema importância para a profissão da vítima, a agressor terá de pagar uma indenização.

Indenização

A indenização pelo dano estético será concedida caso o mesmo se torne algo irreversível. Já no caso de uma possível recuperação através de cirurgias plásticas, por exemplo, o responsável por tal dano terá de arcar com as despesas para que seja feita a correção.

No caso da vítima desistir de tal operação, perderá o direito a qualquer tipo de indenização.

A cumulação do dano estético e do dano moral é possível, quando ambos possuem distintos fundamentos, ainda que sejam originados no mesmo fato, como por exemplo, se forem passíveis de apuração em separado, com causas inconfundíveis. Suponha-se que em um determinado acidente se tenham formado sequelas psíquicas por si o suficiente para que seja reconhecida a existência do dano moral, e a deformação sofrida em decorrência de um membro que teve de ser amputado, mesmo que depois tenha sido reimplantado, já é o bastante para que seja declarado como dano estético.

Desta forma, pode-se concluir que o dano estético é um dano unicamente do indivíduo, e suas consequências são permanentes na maioria dos casos, e causam muito mais abalos ao emocional da vítima do que ao físico, o que é conhecido como dano moral.

Os danos provocam efeitos semelhantes no indivíduo, como constrangimento, sofrimento psicológico e humilhação, considerados sentimentos do abalo moral, sofridos pela vítima do dano estético.