Gestação Prolongada
1 pág.

Gestação Prolongada


DisciplinaBiologia Experimental718 materiais1.195 seguidores
Pré-visualização1 página


Gestação Prolongada

Gestação prolongada é um termo utilizado, muitas vezes, como sinônimo de gestação pós-termo ou pós-datismo, porém tal uso é impreciso. Considerando-se que uma gestação normal deve durar entre 38 e 42 semanas, segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a Organização Mundial de Saúde e a ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists), a gestação prolongada define-se como aquela atinge ou ultrapassa as 42 semanas, contadas a partir do primeiro dia da última menstruação, sem danos ao bem estar do feto. A gestação pós-termo, por sua vez, diz respeito, também, a gestações que ultrapassaram as 42 semanas, mas nas quais há sofrimento fetal devido a insuficiência da placenta - que principia a envelhecer - em fornecer nutrientes e oxigênio. Já o pós-datismo, diz respeito apenas às gestações que passaram das 40 semanas. As gestações prologadas e as gestações pós-termo não deixam de ser uma espécie de pós-datismo, porém, para maior precisão, é necessário o uso dos termos corretamente, a fim de designar que se atingiu ou ultrapassou as 42 semanas e se há ou não sofrimento fetal.



Pré-visualização de imagem de arquivo
Gestação prolongada

Estima-se que a gravidez prolongada atinja por volta de 10% das gestações, dentre as quais há um alto índice de complicações à mãe e ao bebê. Tal condição foi notada em 1950, quando houve o reconhecimento de que as gestações com mais de 41 semanas apresentavam taxas maiores de mortalidade se comparadas às gestações decorridas no período normal. Por esta razão, a partir de 1970, a monitoração fetal contínua, nesses casos, era exigida para que se tentasse minimizar tais consequências.


Causas

É difícil determinar as causas da gestação prolongada e, muitas vezes, ela permanece desconhecida, porém, existem alguns fatores que podem contribuir, como lúpus, diabetes, obesidade, epilepsia, alcoolismo, atividade endócrina excessiva da placenta, deficiência de substâncias estimuladoras da contração, anencefalia, anormalidade no feto, hipoplasia suprarenal, idade avançada da progenitora, progenitoras jovens de mais, multiparidade, dentre outros.


Sintomas e riscos

Os sintomas são muito variáveis, mas podem incluir, nos recém-nascidos, crescimento exagerado das unhas, dobras na palma da mão e na sola do pé, hiperatividade, excesso de cabelo, peso e tamanho excessivos (54-55 cm) dentre outros. Em outros casos, os fetos podem nascer pequenos, com pouca gordura e pele seca e descamando. Alguns bebês podem apresentar poucos sinais ou até mesmo nenhum, porém, quanto mais prolongada a gestação, mais provável que o feto apresente tais sintomas.

Em casos mais graves, pode haver insuficiência placentária, devido a liberação de cálcio, que reduz o fluxo sanguíneo, fazendo com que o bebê não se nutra adequadamente, além de fraturas ósseas, asfixia intrauterina, pneumonia e a mais grave de todas: aspiração meconial, que é quando as primeiras fezes são liberadas no líquido amniótico e respiradas pelo bebê, o que pode causar sofrimento fetal, devido a obstrução e inflamação de suas vias aéreas. Para mãe, os riscos decorrem por conta de tais bebês serem maiores que o normal, ocasionando trabalhos de parto mais longos e difíceis, que normalmente requerem cesárea, pois suas cabeças e ombros são maiores que a cavidade da pelve. Há ainda aumento do estresse psicológico e, por isso, em muitos casos há necessidade de indução da gravidez. Recomenda-se, inclusive, que se opte pela indução, já que, se comparados aos partos espontâneos - nos quais se espera indefinidamente ou, pelo menos, até a 42ª semana - segundo estudos, há menos mortes perinatais e menos síndrome de aspiração de mecônio. Na conduta expectante há, ainda, 22% mais de chances de necessidade de realização de uma cesárea do que se optar pelo parto induzido. Existem diversos métodos para a indução do trabalho de parto: a remoção manual, pelo médico, das membranas que conectam o saco amniótico ao útero (inserindo um dedo no colo do útero); o rompimento do saco amniótico, no qual o médico utiliza um gancho de plástico; administração de hormônio prostaglandina ou pitocina.



Pré-visualização de imagem de arquivo
Indução do parto

O risco de morte perinatal, principalmente de natimortos pré-parto, aumenta quanto mais se prolongar a gestação, porém a porcentagem de mortes é baixa: de 1 a 2 mortes a cada 1.000 gestações prolongadas entre 41 e 43 semanas.