Imunização
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Imunização

Denominamos como imunização o conjunto de métodos terapêuticos destinados à aquisição de proteção imunológica contra qualquer tipo de doença de caráter infeccioso. É uma forte arma que serve para controlar e eliminar as doenças infecciosas que ameaçam a vida da população. Estima-se que a cada ano aproximadamente 3 milhões de mortes são evitadas por causa da imunização.

O inglês Edward Jenner foi o responsável pelo desenvolvimento do primeiro método de imunização, comprovando que a varíola bovina conferia proteção contra a varíola humana, inoculando em seres humanos material obtido das lesões da varíola bovina.


Tipos de Imunização

Podemos dizer que a imunidade pode ser natural ou adquirida. A natural nada mais é do que alguns mecanismos de defesa que possuímos naturalmente, como a defesa da pele, pH, a imunidade transferida pela mãe através da via transplacentária e do leite materno. Já a imunidade adquirida pode ser espontânea ou provocada de maneira ativa ou passiva.


  • Imunização ativa: Este tipo de imunização acontece quando o próprio corpo do indivíduo entra em contato com alguma substância desconhecida e estranha, responde produzindo anticorpos e células imunes para que o invasor possa ser combatido. Geralmente esse tipo de imunização permanece intacta por vários anos ou até mesmo uma vida inteira. Podemos adquirir a imunidade ativa através da contração de uma doença infecciosa ou por meio das vacinas.
  • Imunização passiva: A imunização passiva é adquirida por meio da transferência de anticorpos a um indivíduo, anticorpos produzidos por outro ser humano ou até mesmo por animais. Essa imunização é rápida e eficiente, porém é temporária, e dura somente algumas semanas, e se muito, alguns meses.

A passagem de anticorpos da mãe para o feto é denominada imunidade passiva natural, e é o tipo mais comum de imunização passiva. A transferência dos anticorpos é realizada nos últimos meses da gestação, garantindo à criança uma boa imunidade durante seu primeiro ano de vida.



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Imagem mostrando uma pessoa sendo imunizada

Grande parte das vacinas são administradas profilaticamente, isso significa que são administradas antes que a pessoa seja exposta ao patógeno.

No nosso país, a vacinação está presente nos serviços de atenção primária a saúde, e mostram grande influência nas condições gerais da mesma, principalmente quando o assunto é a saúde da criança. O avanço das vacinações têm prevenido inúmeras doenças nos últimos anos, e consequentemente, evitado várias mortes.

As vacinas podem conter patógenos vivos dentro de si (que são enfraquecidos ou alterados para que possam ser aplicados no organismo do indivíduo), podem conter também patógenos mortos ou inativos, algumas toxinas inativadas (como por exemplo doenças bacterianas causadas por toxinas) e também seguimentos do patógeno.


Classificação das vacinas

As vacinas são classificadas da seguinte forma:


  • Vivos atenuados: neste grupo estão inclusas várias vacinas, como por exemplo a tetra viral (que combate a catapora, caxumba, sarampo e rubéola), a Sabin (responsável pelo combate à poliomielite), BCG (imuniza contra a tuberculose), a de febre amarela e também a Herpes Zóster;
  • Inativos: esta vacina é responsável pela imunização contra a raiva e a Hepatite A;
  • Toxóides: essas vacinas são as toxinas que foram inativadas e é responsável pela imunização contra a Difteria e contra o Tétano.
  • Subunidades/conjugadas: imuniza contra a Coqueluche, Papilomavírus, Hepatite B, Influenza Haemophilus, influenza type b, Pneumococo e Meningococo.


Reações

As vacinas, em alguns casos, podem causar reações em algumas pessoas, como: febre, dor, edema, mal-estar, dores de cabeça e musculares. São raros os casos que ocorrem algum tipo de reação alérgica, sendo contraindicadas para pessoas que contenham algum tipo de alergia a qualquer um de seus componentes.

Vacinas que são formuladas através de agentes patógenos vivos devem ser evitadas por gestantes e pacientes imunossuprimidos.

Pessoas portadoras do vírus HIV assintomáticos podem receber todas as vacinas do sistema básico, porém, aqueles que estão doentes com AIDS, não devem receber a vacina BCG, que imuniza contra a tuberculose.


Movimento antivacina



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Charge criticando os adeptos do movimento antivacina

O movimento contra a vacinação vem crescendo e ganhando força em vários países ultimamente, devido a notícias falsas sobre os efeitos que a mesma pode vir a causar, como autismo por exemplo. Foi comprovado que a vacina não tem relação alguma com essa condição.

A situação é preocupante, pois nos últimos meses as ocorrências de sarampo e outras doenças que antes eram consideradas erradicadas, aumentaram significativamente, devido à falta de informações sobre a vacinação.


Conclusão

Portanto, a vacinação é algo necessário para que se possa ter uma vida saudável, e, ao contrário do que muitos pensam, as vacinas não fazem mal a ninguém, muito pelo contrário.