Crime Comum
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Crime Comum


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Crime comum

Introdução

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Direito Penal e suas ferramentas de punição

Primeiramente, o crime comum é caracterizado como sendo aquele que não exige nenhuma qualidade que seja específica do sujeito ativo para a realização de sua prática. Por conseguinte, teremos que os crimes considerados comuns estarão encaixados dentro da classificação de crimes que não são hediondos, nem crimes contravencionais ou crimes de responsabilidade.

Iremos perceber, durante o texto, que o crime comum contrapõe o crime próprio, pois esse só poderia ser cometido por uma determinada categoria de pessoas, partindo do pressuposto de que existe uma condição particular ou até mesmo uma qualidade pessoal do agente.

Com isso, é de extrema importância que conheçamos os tipos de classificações de delitos que nos permitem ter uma compreensão dos tipos penais e a atribuição necessária sobre cada um deles, analisando suas características, que irão determinar o momento em que existe a consumação e a possibilidade ou não de haver punição da forma tentada.

O que seria o sujeito ativo?

Temos que os crimes se classificam quanto ao sujeito ativo, em comuns, próprios e de mão própria. Dessa forma, enquanto o crime comum não dispõe da exigência de qualidade, o crime próprio exige uma qualidade do sujeito ativo para a sua prática. Nesse tipo de crime, a justiça permite que haja a autoria mediata, assim como a coautoria e a participação nos crimes próprios.

Diante disso, outro crime que podemos citar é o de m]ao própria, que se caracteriza quando praticado pela própria pessoa, admitindo participação, sendo chamado também de delito de conduta infungível, que tem por exemplificação o falso testemunho.

Necessidade de resultado naturalístico para sua consumação

Para este fim, é levado em conta o resultado naturalístico, que é distinguido a partir dos delitos materiais, formais e de mera conduta. Diante disso, é possível percebermos que o crime material acaba prevendo um resultado naturalístico como se fosse necessário para que houvesse sua consumação, são os casos do aborto e de dano.

Já quando falamos de crimes formais, estamos nos referindo àquele que descreve um resultado naturalístico, sendo sua ocorrência imprescindível para que haja a consumação do delito, em que também possui como denominação o nome de delito de tipo incongruente. Podemos citar como exemplo a extorsão mediante sequestro e do descaminho.

De outro modo, é apresentado o crime de mera conduta em que seu resultado naturalístico não pode ocorrer, já que não existe nenhum tipo de descrição, como são os casos de ato obsceno e violação de domicílio.

Necessidade de lesão ao bem jurídico para que haja a sua consumação

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Incêndio é caracterizado como crime de perigo concreto

Nesse tópico, ressalta-se que quando tomamos como critério a necessidade ou não de que haja efetiva lesão ao bem jurídico, iremos entrar na classificação dos delitos em crimes de dano e crimes relacionados ao perigo. Com isso, essa forma de classificação tem por base o resultado jurídico do delito.

Logo, o crime de dano se apresenta quando se exige, para sua configuração, uma efetiva ocorrência de uma lesão ou de suposto dano ao bem jurídico que é protegido pela norma penal. Os exemplos que podemos citar nesses casos são o de vilipêndio a cadáver e o infanticídio.

Quando tratamos de crime de perigo, para que haja sua consumação, faz-se necessário que o bem seja exposto ao perigo. Dessa forma, a efetiva ocorrência de dano ao bem jurídico protegido pela lei penal seria desnecessária para que o crime se consuma. Os principais exemplos para essa tipologia seria a omissão de socorro e tráfico ilícito de entorpecentes.

Dentro dessa ramificação, temos algumas subdivisões, como é o caso do “perigo concreto e perigo abstrato ou puro”. No perigo concreto, existe um perigo em que sua devida configuração precisa que haja demonstração de que o bem-jurídico é efetivamente posto em perigo. O principal exemplo seria o crime de incêndio, já que o perigo deve ser demonstrado.

O segundo, que é o de perigo abstrato ou puro, trata justamente do crime de perigo em que a sua consumação não tende a depender da demonstração de que tenha colocado o bem-jurídico em risco. Logo, o risco passa a ser presumido de uma forma absoluta pela lei, com é o caso do crime de posse irregular de munição de uso permitido, previsto no artigo 12 da Lei 10826/2003 (STF), além do crime de associação criminosa.