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Abuso do Poder

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Abuso do poder


Introdução

Inicialmente, iremos abordar como ocorre o abuso de poder por parte das autoridades, quais as possíveis consequências que esses atos podem acarretar na sociedade e qual a forma que se deveria utilizar do poder sem ferir a dignidade do próximo, nem ser autoritário, ou seja, ultrapassando de seus limites.

Com isso, temos que o abuso de poder se caracteriza a partir de uma situação em que determinado servidor público tende a se utilizar de seu cargo ou função pública com o objetivo de beneficiar a si mesmo ou exigir que sua vontade seja estabelecida em detrimento de outrem.

Podemos citar, como exemplo, o agente público, o seu abuso de poder pode ferir, diretamente, o princípio denominado de “supremacia do interesse público”, em que, esse comportamento, é considerado irregular, ilegal e até mesmo de cunho arbitrário.


Como podemos distinguir o abuso de poder do abuso de autoridade?

Primeiramente, precisamos entender quais as denominações que são dadas a cada um e suas respectivas características específicas.

Logo, iremos observar que no abuso de poder, existirá uma referência direta, que irá considerar todo o âmbito que pertence à administração pública, ao uso do cargo e até mesmo da função, visando alcançar a obtenção de vantagens irregulares e ilegais para o servidor público envolvido.

Alguns outros termos tem similaridades, como é o caso do abuso de poder econômico, que se caracteriza pelo fato de que grandes corporações buscam influenciar determinado governo ou até mesmo autoridades legais, objetivando obter vantagens em seu interesse.

Já quando tratamos de abuso de autoridade, estamos entrando em uma seara que corresponde a uma conduta criminosa, que está estabelecida na lei 4898/65. Dessa forma, podemos observar que o abuso de autoridade consegue abranger também o abuso de poder, já que o mesmo busca utilizar conceitos pertencentes à administração para que seja possível indicar condutas que são contrárias à lei penal e disciplinar.


Aplicação do abuso de poder

Temos que para que possamos perceber que determinada situação se configure como sendo um abuso de poder, faz-se necessário que haja a presença marcante de uma autoridade e que a mesma possua todos os poderes específicos que existem sobre outra pessoa.

Podemos citar como exemplo, todos os poderes considerados normativos, hierárquicos ou até mesmo disciplinar, que são poderes concedidos diretamente pelo Estado, sendo de extrema importância e necessidade para que se possa garantir todos os interesses da coletividade.

Deve-se ressaltar, também, que para os poderes de cunho administrativos essa regra vale da mesma maneira, visto que estes servem como se fossem uma forma organizada da própria administração pública de atuar, que sempre deve buscar se basear e estar em total consonância com a lei que está em vigência.

Por conseguinte, a autoridade pública pode exigir algumas vantagens, seja elas para si ou para outras pessoas, ou para os dois casos expostos, para que possa deixar de exigir o que está descrito em lei e que deveria ser a sua função fazer cumprir. Logo, ao praticar esse ato, configura-se como crime desta autoridade, além de que a pessoas que foi cúmplice responderá igualmente pelo ato.


Quais as divisões existente do abuso de poder?



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Representação de abuso de poder econômico

O abuso de poder pode se destrinchar em duas espécies distintas, são elas: Excesso de poder e desvio de finalidade.

Ao analisarmos o excesso de poder, iremos observar como característica principal, que este ato ocorre a partir de uma atuação de determinado agente público que está fora de seus limites legais que englobam suas competências, o que fere, diretamente, o princípio da legalidade, entre alguns outros atos normativos.

Quando falamos de desvio de finalidade, estamos nos deparando com uma situação que expressa o fato de que um agente público atua com o objetivo de uma finalidade que seja adversa para o qual o ato foi criado, mesmo que esse atue dentro dos limites estabelecidos pela sua própria competência.

Por fim, temos que essas são as principais competências, que estão correlacionadas diretamente a um agente público, porém, ainda podemos encontrar como forma de abuso de poder o assédio, seja ele moral, de trabalho, ou até mesmo de cunho sexual.



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Representação de assédio moral no trabalho


Conclusão

Em síntese, podemos considerar que o abuso de poder nada mais é do que o uso indevido e de forma indiscriminada da autoridade que é conferida a determinado servidor público, como uma maneira de intimidar, humilhar, ameaçar, dentre muitos outros.