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Boa-fé Objetiva

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Boa-fé objetiva


Introdução



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Princípio da boa-fé objetiva elencada pelo STJ

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a boa-fé objetiva, quais as suas implicações jurídicas e sociais, além de estabelecermos os parâmetros necessários para que haja a boa-fé objetiva, assim como qual sua funcionalidade e aplicabilidade.

Dessa forma, um dos princípios que são de extrema importância dentro do direito privado, está relacionado à boa-fé objetiva, em que sua principal função é estabelecer um determinado padrão ético de conduta para as partes dentro das relações obrigacionais, porém, a boa-fé objetiva não irá se esgotar nessa parte do direito, mas ecoará por várias outras que fazem parte do ordenamento jurídico.


Visão do Superior Tribunal Federal acerca da boa-fé

Ao analisarmos o posicionamento do Superior Tribunal Federal (STF) sobre a boa-fé objetiva, iremos perceber que foi sintetizado que para ser concluído se determinado sujeito estava praticando ou não a boa-fé, torna-se necessário que se analise o seu comportamento, se ele foi dentro da ética, leal ou se de alguma forma havia justificativa amparada no direito.

Além disso, temos que antes mesmo de existir na legislação brasileira algo que fosse expresso sobre essa temática, o princípio da boa-fé objetiva já havia sendo utilizada de forma bastante amplificada dentro da jurisprudência, até mesmo quando tratada dentro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que houvesse solução de diversos casos nos mais diversos ramos do direito.


Relação da boa-fé com o Código de Defesa do Consumidor

Quando surgiu o Código de Defesa do Consumidor , no ano de 1990, a boa-fé foi, finalmente, consagrada dentro do sistema de direito privado brasileiro como sendo um dos princípios que são considerados fundamentais dentro das relações de consumo, assim como uma cláusula geral para que haja controle das cláusulas abusivas.

Desse modo, o Código Civil de 2002 apresenta o princípio da boa-fé, a qual está expressamente contemplado, em que a boa-fé objetiva constitui um determinado modelo de conduta social ou um padrão ético de comportamento, o qual irá impor, de forma concreta, a todo cidadão que, dentro de suas relações, busca atuar dentro da honestidade, lealdade e probidade.


Relação com o seguro de vida



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Seguro de vida está presente dentro das relações de boa-fé objetiva

O Superior Tribunal de Justiça já possui uma jurisprudência firmada dentro do sentido de que a seguradora não irá poder extinguir unilateralmente um contrato renovado por vários anos.

Em um caso concreto que ocorreu no ano de 2011, que ocorreu na Terceira Turma, os ministros que estavam envolvidos nos atos entenderam que a iniciativa visa ofender o princípio da boa-fé, em um caso que era relacionado a uma empresa que havia proposto à consumidora envolvida, a qual possuía o seguro de vida há mais de 30 anos, alguns termos que são mais onerosos, que não havia na apólice inicial e que estaria presente na nova.

Logo, os ministros concluíram que a pretensão da seguradora em modificar de forma atípica as condições do contrato, não conseguindo renovar o ajuste anterior dentro das mesmas bases, acabou por ofender, diretamente, o princípio da boa-fé objetiva, da cooperação, da confiança e da lealdade, os quais devem servir de guia para a interpretação dos contratos que irão regular as relações de consumo.

Por conseguinte, essa Seção buscou estabelecer que os aumentos necessários para que haja o reequilíbrio da carteira devem ser correspondentes a uma forma suave e gradual, não podendo ser colocada e mudada de forma abrupta, sendo necessário que haja um cronograma, em que o segurado tem de ser cientificado previamente.


Casos relacionados ao suicídio

Também no ano de 2011, durante a Segunda Seção, definiu-se que nos casos em que haver suicídio que seja cometido durante os dois primeiros anos de vigência do contrato de seguro de vida, essa seguradora estará amparada juridicamente, e não precisará realizar o pagamento, caso comprovado um ato premeditado.

Logo, é possível percebermos que no Código Civil já é presumido que a regra da boa-fé é sempre possível, e a má-fé é a que deverá ser comprovada, sendo necessário que, no caso anterior, a seguradora possua esse ônus.


Considerações finais

Por fim, temos que a boa-fé objetiva tem por essência realizar um padrão de comportamento que deverá ser seguido, sendo um modelo de conduta que se baseia na lealdade, cooperação e honestidade.