Ação Anulatória
1 pág.

Ação Anulatória


DisciplinaDireito Administrativo I63.721 materiais1.123.976 seguidores
Pré-visualização1 página

Ação anulatória


Introdução



HTML image 0
Representação de doutrina que versa sobre ação anulatória

Inicialmente, iremos abordar como a ação anulatória se desenvolve, quais as suas consequências, sua origem e aplicação jurídica.

Dessa forma, temos que a lei busca estabelecer que os atos judiciais que não venham a depender de sentença, ou que seja meramente homologatória, podem ser rescindidos, baseando-se nos termos da lei civil, em que o Código de Processo Civil expressa isso muito bem em seu artigo 486.

Logo, o dispositivo permite que todos os atos processuais das partes, que sejam apresentados em juízo, sendo pendentes ou não de homologação, em sede de execução judicial ou que vá até depois da extinção do processo, possam ser anulados, caso estejam envolvidos por vícios de direito material.

Com isso, a chamada “ação anulatória”, busca constituir um meio que seja atípico de impugnação dos atos processuais, não sendo do âmbito recursal. Caracteriza-se peço fato de ser uma ação de cunho autônomo, promovida para que haja a desconstituição dos atos processuais das partes que já estejam viciados por infração a determinada norma de direito material, objetivando que haja a desconstituição do ato da parte, em que a anulação acarreta o esvaziamento da sentença.


Qual sua origem?

Quando nos voltamos para o direito brasileiro, iremos perceber que o antecedente mais remoto da ação anulatória de ato judicial seria encontrada dentro do artigo 255 presente no Regulamento 737, de 25 de novembro de 1850, o qual visava estabelecer que a devida proposição de uma determinada ação rescisória, referente ao contrato, não iria induzir litispendência para ação de dez dias, sendo proveniente do mesmo contrato, porém, deveria haver alguma sentença que pronunciasse a nulidade do contrato, fazendo com que o autor não tenha condições de levantar a importância da execução sem que se preste a fiança.

Dessa forma, quando nos deparamos como o artigo 486 do Código de Processo Civil, iremos perceber que existe uma reprodução, quase de forma fiel, ao parágrafo único do artigo 800 do Código de Processo Civil de 1939, em que os atos judiciais que não viessem a depender de sentença, ou que a mesma seja simplesmente homologatória, poderão ser rescindidos como os atos jurídicos em geral, dentro dos termos da lei civil.

Com isso, as ações consideradas autônomas de impugnação, possivelmente, possuíram sua origem na chamada querela nullitatis romana, a qual é considerada como sendo origem das ações autônomas de impugnação, as quais são conhecidas a partir de várias formas pelo direito moderno. Logo, os recursos e as vias possíveis de impugnação autônomas, tendem a compor um corpo fechado e completo de meios de impugnação aos julgados, fazendo que o autor possua recursos quanto aos meios autônomos de impugnação das sentenças, os quais derivam do Direito Romano.


O que são as ações anulatórias?

É possível observar que o artigo 486 do Código de Processo Civil Brasileiro visa disciplinar os atos judiciais que não dependam de sentença ou até mesmo em que esta seja meramente homologatória, podendo ser rescindidos, como é o caso dos atos judiciais, de forma mais ampla.

Dessa forma, trata-se de um determinado meio de desconstituição de ato processual, o qual é praticado ou apresentado em juízo pelas partes, sendo dependente ou não de sentença homologatória. Em consonância a isso, a regra visa estabelecer que a sentença que é homologatória, poderá ser rescindida como se fossem atos jurídicos em geral, presentes nos termos da lei civil.

Para alguns estudiosos do Direito, como é o caso de Rosa Tesheiner, a denominação “rescindidos” seria imprópria, considerando que o mais apropriado seria o vocábulo “anulados”, já que a rescisão de sentença se restringe às hipóteses que são arroladas dentro do artigo 485 do Código de Processo Civil, o qual busca pressupor que existe decisão de mérito.


Ação anulatória ou rescisória



HTML image 1
Juiz competente tratará das ações rescisórias ou anulatórias.

Nesse tópico, teremos que a doutrina está em constante debate sobre essa temática, visto que não se chegou a um acordo sobre o cabimento de ação anulatória ou até mesmo rescisória para a desconstituição de sentença homologatória, a qual é proveniente do argumento que versa a decisão sem apreciação do mérito, fazendo com que a demanda responsável por desconstituí-la seria a ação anulatória.

Por fim, temos que quando tratamos de ação anulatória, estamos nos referindo ao artigo 486, o qual estabelece que os atos judicias, que não dependem de qualquer tipo de sentença, podem ser rescindidos como os atos jurídicos de forma geral, baseando-se nos termos da lei civil.