Constituição de 1967
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Constituição de 1967


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Constituição de 1967

Introdução

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Tanques representando o período ditatorial durante a Constituição de 1967

Primeiramente, temos que a Constituição Brasileira de 1967 foi outorgada no dia 24 de janeiro de 1967, passando a vigorar no dia 15 de março de 1967, tendo sua elaboração realizada pelo Congresso Nacional.

Essa Carta de 1967 tinha como característica força de lei inferior aos atos institucionais e foi redigida de uma forma vaga o bastante para que fosse possível que ocorre qualquer tipo de desmandos dos governantes. Durante seu tempo de vigência, ela possuiu mais de 10 atos institucionais, além de 67 atos complementares e 27 emendas, sendo considerada muito instável e arbitrária, na verdade, a mais arbitrária e instável das constituições brasileiras.

Como ocorreu a organização política e administrativa durante a Constituição de 1967?

Essa Carta Magna foi a 6ª que o Brasil veio a realizar, sendo a 5ª da República, em que reuniu todos os atos institucionais e complementares que foram promulgados desde o golpe ocorrido no dia 31 de março de 1964, o qual legitimou ações decorrentes do regime militar. Uma de suas principais influências está relacionada à carta política de 1937, assimilando as características básicas dessa carta.

Anteriormente, a Carta Magna que vigorava era a de 1946, que era considerada a carta mais liberal da história do Brasil. Com isso, a Carta de 1967 não foi fruto do trabalho realizado por uma determinada Assembleia constituinte, sendo promulgada em razão da votação ocorrida no Congresso Nacional, sendo, na prática, outorgada no regime autoritário que havia sido instituído.

A Constituição de 1967 tinha como garantia em seu texto a forma republicana de governo, além da forma federativa de estado, que estava sob o regime representativo. Por conseguinte, ela proporcionou amplos poderes ao Presidente da República e reduziu, de maneira significativa, a autonomia dos Estados e Municípios.

Atos institucionais e a emenda ocorrida em 1969

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Liberdade de expressão suprimida durante o regime de 1967

Ocorreu um ato institucional, que foi denominado de “AI-1/9.4.64”, que tinha por objetivo manter a ordem constitucional que vigorava ao menos de um ponto de vista considerado solene, que imputava várias formas de cassações de mandatos e direitos políticos das mais diversas formas possíveis, indo de encontro com o princípio de que todo o poder emana do povo.

Na realidade, o que estava ocorrendo era que o povo estava sendo subjugado, sem ter seus direitos fundamentais respeitados, fruto de um autoritarismo extremo e, no meio desse contexto, houve a eleição de forma indireta para a presidência da república, que foi o general Castelo Branco, o qual suplantou a constituição de 1946 e instituiu o ato institucional de número 1, além de outros complementares.

Durante esse novo período da história do Brasil, os direitos foram bastantes reprimidos, principalmente através dos atos institucionais de número 2,3 e 4, em que esse último, regulava o procedimento que deveria ser adotado para que o Congresso Nacional realizasse uma futura Constituição.

No dia 24 de janeiro de 1967, essa constituição foi outorgada, colocando um ponto final ao rápido processo de supressão da carta política do ano de 1946. Sua principal preocupação, estava pautada na segurança nacional, fazendo o Presidente da República possuir mais poderes, podendo, agora, legislar, através de decretos-leis que poderiam ser implementados justificados por uma suposta urgência e interesse considerado público relevante, considerando que as despesas não atingissem tanto as questões de segurança nacional como questões que eram atinentes a despesa pública.

Diante disso, temos que as principais críticas que existiam não tomaram a força necessária e as crises começaram a surgir, cada vez mais, fazendo com que surgisse o mais famoso e violento ato baixado durante o período da ditadura no país, que foi o AI-5 de 13 de dezembro de 1968, tendo sua revogação realizada pela EC nº11, de 17 de outubro de 1978.

Poder Judiciário

Por fim, temos a atuação do Poder Judiciário, o qual é considerado a mais alta corte do Brasil, foi conivente com a ditadura militar, tendo como justificativa, o fato de ser neutro, logo, ela não realizou sua função principal durante esse período turbulento.

O Superior Tribunal Federal surgiu para ser o guardião da Constituição e teve inúmeros ataques pela inserção do regime autoritário, que fez o número de ministros crescerem de 11 para 16, fazendo com que houvesse sempre garantido as vontades impostas pelos militares, sendo um meio para que fosse possível a legitimação de ações iníquas do sistema imposto.