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Princípio do Devido Processo Legal

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Princípio do devido processo legal


Introdução

Inicialmente, iremos estudar o que seria o princípio do devido processo legal, assim como iremos abordar de qual forma esse princípio está entrelaçado com alguns outros, além, de demonstrar que ele é um norteador de todos os demais princípios, servindo, assim, de alicerce para que tenhamos todas as garantias processuais sendo realizadas com primazia e respeitando os direitos de todos os cidadãos.

Dessa forma, é coerente que o devido processo legal, consagrado pelo artigo 5º, inciso LIV, da Constituição Federal de 1988, apresenta-se como sendo uma garantia constitucional de forma ampla, e uma das mais relevantes dentro do direito constitucional. Atualmente, o princípio do devido processo legal é analisado sob dois aspectos, os quais são os seguintes: devido processo legal formal e devido processo legal substancial.


Como esse princípio se apresenta dentro de uma visão constitucional?

Temos que a Magna Carta, vigente desde 1988 consagra, em seu texto, um expressivo conjunto de direitos e garantias, que possuem como finalidade a serventia à cidadania e à democracia. Diante disso, faz-se necessário que destaquemos o artigo 5º, inciso LIV, da Constituição Federal, a qual prevê que ninguém terá sua liberdade cerceada ou seus bens bloqueados sem que haja o devido processo legal.

Quando observamos a terminologia “devido processo legal”, estamos nos referindo à expressão inglesa “due process of law”. Law, porém, significa Direito, e não lei, dessa maneira, é importante realizarmos a observação em que o processo há de estar em conformidade com o Direito como um todo, e não apenas em consonância com a lei, pois, é do referido preceito constitucional que se extrai o princípio do devido processo legal, uma garantia constitucional ampla, que confere a todo indivíduo, o direito fundamental a um processo justo, devido.

Por conseguinte, temos que é pacífico o entendimento de que o devido processo legal representa um sobreprincípio, supraprincípio ou princípio-base, norteador de todos os demais que devem ser observados no processo.


O que a Convenção Europeia dos Direitos do Homem estabelece referente ao princípio do devido processo legal?



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A Convenção Europeia dos Direitos do Homem trouxe diversas garantias aos direitos humanos

Temos que a adoção da Convenção Europeia de Direitos Humanos fez com que ocorresse uma expansão singular dos direitos e garantias nela contemplados no âmbito europeu. Logo, por meio de uma interpretação dos direitos fundamentais, que está disposto na Constituição Federal de 1988 em consonância com as disposições da Convenção Europeia, tem-se hoje uma efetiva ampliação do significado dos direitos fundamentais previstos constitucionalmente.

Nesse sentido, é necessário entendermos que no artigo 6º, inciso I, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, busca estabelecer, dentre outros, que o direito a um processo equitativo (ou devido processo legal), sobretudo, o direito a um processo calcado na celeridade, que corresponde a um processo que esteja dentro de um prazo razoável e que seja examinado, publicamente, por um tribunal independente e imparcial.


Quais são os alicerces para podermos desfrutar das garantias processuais?



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Constituição Federal de 1988 ilumina as garantias processuais

Iremos inferir que o princípio do devido processo legal atrelado ao direito de acesso à justiça, como está previsto no artigo 5º, inciso XXXV, o contraditório e a ampla defesa, artigo 5º, inciso LV, fecha o ciclo das garantias processuais. Assim, tem-se a garantia do processo, com as formas instrumentais adequadas, de forma que a prestação jurisdicional, quando entregue pelo Estado, dê a cada um, aquilo que lhe corresponde.


Considerações finais

Diante disso, em síntese, podemos inferir que o devido processo legal abarca diversas normas ou princípios de cunho constitucional, que são considerados corolários daquele sobreprincípio, os quais asseguram o direito de ação e a defesa judicial aos indivíduos, que seriam, justamente, a: ampla defesa, o contraditório, juiz natural, publicidade dos atos processuais, duração razoável do processo, motivação das decisões, tratamento paritário conferido às partes envolvidas no processo, dentre outros.

Por fim, temos que existe uma grande preocupação do constitucionalismo contemporâneo em assegurar os direitos fundamentais através do processo constitucional, em que se demonstra que o devido processo legal é expressão de democracia e cidadania, por reunir em seu conteúdo, inúmeras garantias de ordem constitucional e processual.