Sistemas Penais
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Sistemas Penais


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Sistemas penais


Introdução



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Sistema penal é regulado pelo Direito Penal

Inicialmente, iremos estudar o que seria os sistemas penais, o que os caracterizam juridicamente, assim como quais são suas implicações sociais e suas devidas consequências.


O que seria um sistema penal?

Primeiramente, iremos estabelecer que o sistema penal é considerado uma estrutura, o qual não se trata simplesmente de um determinado conjunto de normas, nem de um determinado apanhado de teorias, sendo composto através de um conjunto instrumental, passando pelo judiciário, além de agências de repressão e instituições prisionais.


Como ocorre as ações dentro de um sistema penal?

Temos que os ocorridos dentro de um determinado sistema penal, geralmente, ocorre de forma violenta, não se tratando, exclusivamente, de uma adjetivação que seja considerada valorada, porém, se trata de uma determinada constatação, que seria, justamente, a forma pelo qual uma operação, dentro do sistema penal, irá traduzir uma ação que seja considerada truculenta.

Além disso, iremos perceber que quando existe a entrada em ação do sistema penal, esse será voltado ao fato de ser um último recurso (sendo considerado por muitos como ultima ratio ou prima ratio) para que seja possível proibir uma conduta humana pelo fato de que essa sociedade em que o sistema penal está se consolidando não tolera.

Logo, essa temática é extremamente importante pelo fato de que muitas condutas que são realizadas, que ocorrem em determinada sociedade, acaba por ser alvo do sistema penal, já me outras não o são, por exemplo, por um demasiado período o adultério foi configurada no código penal brasileiro como sendo uma determinada conduta típica, sendo, nos dias atuais, completamente inaceitável.


De qual forma existe o funcionalismo dos sistemas penais?

Quando analisamos essa temática, iremos inferir que a ideia que é dada à sistema, estamos nos reportando a uma vinculação, que não é apenas teórica do conhecimento, porém, pode ser de forma tradicional também, que é ainda mais específico, que é tratada dentro de um conceito de dogmática jurídica, que seria, justamente, o estudo sobre a interpretação que é dada a sistematização das normas jurídicas, assim como ao desenvolvimento científico de determinada ordem de caráter normativo.

Dessa forma, esse conceito pode ser caracterizado desde a época em que Kant formulava suas ideias, pois, existe um sentido de uma unidade dos múltiplos conhecimentos sobre determinadas ideias, ou até mesmo uma certa totalidade de conhecimentos ordenados sobre os princípios. Contudo, essa adesão ao pensamento sistemático, faz com que não se possa excluir a abertura crítica para que haja o reconhecimento de deficiências que são , de certa forma, semelhantes na sua metodologia quando aplicadas ao Direito.



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Kant foi um dos maiores pensadores que causou revoluções dentro do pensamento racional e lógico em diversos ramos da sociedade, em que o Direito também foi atingido


Sistemas penais

Quando analisamos prontamente os sistemas penais, estamos diante de distinções teóricas, e por vezes práticas, que vão depender, exclusivamente, do ordenamento jurídico específico que se busca analisar.

Dessa forma, temos o sistema clássico, que é atribuído a Von Liszt e Beling, em que a perspectiva prevalecente, dentro de uma concepção epistemológica, sendo o método de conhecimento da matéria que se assemelhava àquele atinente ao determinado exame que eram dados as leis naturais, visto que existia uma ênfase na descoberta dos processos causais para que fosse possível a determinação de suas consequências, surgindo, dessa maneira, a ideia de injusto objetivo, que é caracterizado pela tipicidade e ilicitude de sua manifestação, em que o estudo do resultado do crime era estruturado a partir da relação de causalidade.

Já quando tratamos do sistema neoclássico, estamos falando de um sistema que teve embasamento em Mezger, e seu desenvolvimento a partir do reconhecimento da importância dos elementos que são subjetivos em relação ao tipo, tendo como característica principal o deslocamento do eixo metodológico do sistema anterior, passando a atuar com uma concepção naturalista.

Por fim, temos o sistema finalista, o qual é bastante presente dentro da doutrina brasileira, em que o Wezel esteve à frente desse desenvolvimento e tinha como objetivo rechaçar o conceito e a estrutura que é meramente causal da ação até então existente, garantindo-se, assim, a compreensão epistemológica de que as ciências, de forma mais generalista, não deveriam desconsiderar as suas formulações a realidade do ser do homem, chegando a uma nova concepção de definição da ação que é penalmente relevante, em que a ação realizada pelo homem sempre será uma ação que é orientada finalisticamente.