Insuficiência Venosa Crônica
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Insuficiência Venosa Crônica


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Insuficiência Venosa Crônica


Conceito

Trata-se de uma condição na qual as válvulas das veias das pernas não funcionam corretamente. Essas válvulas são responsáveis por guiar o sangue sob pressão contra a gravidade, de volta ao coração para ser novamente oxigenado, consequentemente, quando não funcionam corretamente, o sangue se acumula nas veias e gera a doença.

Esse mal funcionamento pode ser devido a fatores congênitos ou adquirido após alguma complicação, como coágulo sanguíneo, trombose venosa, entre outros.

É classificada em sete níveis de gravidade:


  • C0: sem doença venosa
  • C1: microvasos mais expostos na pele, normalmente é um problema estético
  • C2: veias varicosas
  • C3: edema
  • C4: alterações na pigmentação da pele, eczema, lipodermatoesclerose
  • C5: úlcera cicatrizada
  • C6: úlcera aberta

É uma doença comum no mundo todo, que pode causar incapacidade de mobilização, e efeitos psicológicos, como apontam alguns estudos.



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Funcionamento normal e anormal da válvula sanguínea


Sintomas

Os sintomas incluem:


  • Dores nas pernas e pés
  • Cansaço
  • Sensação de peso nas pernas
  • Cólicas
  • Inchaço
  • Escurecimento da pele afetada
  • Úlceras
  • Descamação da pele
  • Formação de varizes



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Varizes causadas por insuficiência venosa crônica



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Úlceras causadas por insuficiência venosa crônica


Fatores de predisposição

Existem algumas situações que podem favorecer que a doença apareça, como fatores genéticos, gênero, por esse motivo a doença ocorre em sua maioria em mulheres, gestação, idade avançada, trauma em membros inferiores, tromboflebite.

Esse último trata-se de uma inflamação que ocorre nas veias em virtude de um coágulo sanguíneo anterior. Afeta pernas, pés e raramente braços e pescoço.


Diagnóstico

O diagnóstico pode variar de acordo com a gravidade do caso, de forma de geral avalia-se o histórico médico do paciente e os sintomas. Pode ser necessário fazer um ecodoppler venoso dos membros inferiores, ou seja, uma espécie de ultrassom que verificará não somente a insuficiência venosa, como também sua gravidade, possibilitando uma melhor escolha de tratamento.


Tratamento

Os tratamentos são variados, mas a mudança de hábitos do paciente é certeira. O paciente deverá praticar exercícios físicos se não o fazia, evitar ficar sentado ou em pé por muito tempo, massagear as pernas de baixo para cima, evitar saltos muito altos, dormir com as pernas elevadas e mudar a alimentação se necessário. Também é possível utilizar meias de compressão, especialmente em caso de úlcera, para diminuir o volume e a pressão nas veias.

A cirurgia é recomendada apenas em casos específicos para reparar a válvula danificada, retirar a veia defeituosa, ou mesmo inserir uma veia artificial no meio desta, para que o fluxo sanguíneo seja deslocado para essa nova veia e seja restabelecido.

A escleroterapia é uma forma de tratamento que não causa dor e que usa um líquido esclerosante aplicado nos vasos sanguíneos de pequeno calibre que irá destruir e cicatrizar o vaso em mal funcionamento. Para esse mesmo objetivo pode-se fazer uso de laser, o médico indica qual é melhor tratamento para cada caso.



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Exemplo de aplicação de líquido esclerosante em escleroterapia

A ecoesclerose consiste na aplicação de uma espuma que entope o vaso com problema na válvula, dessa forma o mesmo não receberá mais sangue a ser acumulado nas pernas, causando varizes e outros problemas.


Prevenção

Alguns hábitos diários podem evitar o desenvolvimento de insuficiência venosa crônica, como:


  • Caminhar e realizar outros exercícios físicos, principalmente os trabalhem os músculos das pernas
  • Controlar o peso
  • Ingerir muito líquido
  • Evitar roupas apertadas
  • Evitar salto alto
  • Não fumar
  • Manter alimentação equilibrada