Linfoma
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Linfoma


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Linfoma

Linfoma é um tipo de tumor nas células sanguíneas que afeta as células do sistema linfático. Tal sistema se caracteriza por ser uma complexa teia composta por vasos e estruturas que recebem o nome de nódulos linfáticos, responsáveis por fazer o transporte do fluido linfático, que recebe o nome de linfa, para todos os tecidos do organismo. Suas funções são: remover o excesso de fluidos dos tecidos, produzir células para o sistema imunológico - como linfócitos, monócitos e plasmócitos -, absorver ácidos graxos e fazer a reintegração de proteínas ao sangue. Esse sistema é componente primordial do sistema imunológico, uma vez que atua, junto aos glóbulos brancos, protegendo o corpo de invasores.



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representação do sistema linfático

Existem diversos tipos de linfomas, porém as principais variantes são os linfomas de Hodgkin, os linfomas de não-Hodgkin, os mielomas múltiplos e as doenças imunoproliferativas. Entretanto, estima-se que aproximadamente 90% dos diagnósticos de linfoma sejam linfomas de não-Hodgkin. Em relação a outros tipos de câncer, os linfomas representam de 3 a 4% dos casos, sendo o sétimo tipo de câncer mais comum de ocorrer. Tal porcentagem, porém, aumenta entre as crianças, das quais são o terceiro tipo de câncer mais comum de ocorrer. Vale notar que há maior ocorrência de linfomas em países desenvolvidos. Linfomas, mais comumente, se espalham para os pulmões, fígados e cérebro.


Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Os sintomas do linfoma não são específicos da doença, portanto, se forem persistentes, consultar um médico é primordial para determinar suas causas. O linfoma costuma causar:

  • linfadenopatia: inchaço nos nódulos linfáticos. Tais nódulos podem estar localizados no pescoço, nas axilas, no diafragma, no baço, no abdômen, na pélvis ou na virilha. Trata-se da apresentação primária de um linfoma, causado pela incapacidade do sistema linfático - afetado pelo câncer - drenar os líquidos em excesso.



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linfonodos inchados

  • sintomas B: sintomas sistêmicos de febre, que, além do aumento da temperatura, incluem suores noturnos, calafrios e perda de peso, podendo estar associados tanto ao linfoma de Hodgkin como ao linfoma de não-Hodgkin.
  • outros sintomas: perda de apetite ou anorexia, fadiga, insuficiência respiratória ou dispneia, coceiras, etc.

Na presença desses sintomas, uma biópsia dos gânglios é realizada, porém também podem ser feitas análises de sangue ou de urina, bem como exames na medula óssea. Em caso afirmativo, pode-se realizar uma tomografia, a fim de determinar a extensão do linfoma e se ele já se espalhou. O tratamento, por sua vez, é feito por meio de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. Em alguns casos, é necessária, também, transfusão de plasma.


Diferenças: linfoma de Hodgkin e linfoma de não-Hodgkin

Os linfomas de Hodgkin são mais raros de ocorrer e se diferem dos outros tipos de linfoma no prognóstico e por conta de suas diversas características patológicas. Ele é marcado pela presença de um tipo de célula chamada célula Reed-Sternberg, enquanto que os linfomas de não Hodgkin são todos os outros tipos nos quais não há a presença dessa célula específica. Os linfomas de não-Hodgkin são divididos em outros vinte subtipos, que são classificados de acordo com o tipo de célula afetada - as células B ou as células T e NK. Os diferentes tipos de linfoma possuem, também, diferentes grupos de risco. Como grupo de risco para desenvolver linfoma de Hodgkin, inclui-se a infecção pelo vírus de Epstein-Barr, popularmente conhecido como mononucleose, ou histórico de doença na família, enquanto que os fatores de risco para os linfomas do tipo não-Hodgkin são pessoas que sofrem de doença autoimune, pessoas infectadas pelo vírus do HIV, pessoas infectadas pelo vírus T-linfotrópico humano, pessoas que fazem uso de medicamentos imunodepressores e alguns pesticidas. Além disso, há risco também para pessoas que ingerem grandes quantidades de carne vermelha ou fumam.