Luxação
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Luxação

Uma luxação ocorre quando há uma separação anormal na articulação onde dois ou mais ossos se unem, ou seja é um deslocamento de um ou mais ossos da articulação. Esses deslocamentos podem ser parciais, ao que se chama semiluxação, ou completos e são geralmente ocasionados por um trauma repentino resultante de um impacto ou queda, imprimindo uma força excessiva que acaba por empurrar o osso e posicioná-lo anormalmente. As luxações são frequentemente confundidas com torsões, ou entorses, que se caracterizam pelo dano às articulações em si - tanto à capsula articular quanto aos seus ligamentos -, que por conta de uma lesão podem ter seus ligamentos alongados ou rompidos, porém sem deslocamento. Os locais onde se é mais comum a ocorrência de luxação, embora seja possível que ela ocorra em qualquer articulação do corpo, são:

  • os dedos,
  • os punhos,
  • os joelhos,
  • os ombros (representam mais de 45% dos casos de luxação)
  • os cotovelos,
  • os quadris,
  • os pés e o tornozelo,
  • e a mandíbula.



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raio-X de uma luxação no dedo

A cada luxação, os ligamentos que mantém os ossos fixos na posição correta podem se danificar ou se afrouxar, tornando mais fácil para que haja um novo descolamento no futuro. Existem, ainda, pessoas que são têm mais propensão à terem uma luxação devido à condições congênitas como a síndrome da hipermobilidade articular - uma desordem herdada geneticamente que se caracteriza pela frouxidão dos ligamentos articulares permitindo ao indivíduo afetado contorcionar-se de maneira incomum, como, encostar no antebraço utilizando o polegar - ou a síndrome de Ehlers-Danlos – um distúrbio genético que afeta o colágeno e causa hipermobilidade articular, hiperelasticidade dermal e fragilidade nos tecidos.


Sintomas

Os sintomas listados abaixo são comuns para todos os tipos de deslocamento:

  • dor intensa;
  • instabilidade na articulação;
  • redução da força muscular;
  • hematomas ou vermelhidão na área da articulação afetada;
  • deformidade na área da articulação afetada;
  • dificuldade para mover a articulação afetada;
  • rigidez.


Diagnóstico

O diagnóstico inicial de uma suspeita de luxação deve começar pela análise do histórico do paciente e exame físico. Deve-se prestar especial atenção no exame neurovascular antes e depois do realojamento dos ossos, já que danos a essas estruturas podem ser causados no momento da lesão e no reposicionamento. Para confirmação da extensão dos danos, exames de imagem, como o raio-X, são feitos. No caso do raio-X são feitas, geralmente, duas visualizações - antes e depois do realojamento dos ossos - sendo estas importantes também para determinar se além da luxação há fraturas. Em cenários agudos, principalmente em casos de deslocamento do ombro, o ultrassom é utilizado. Já no caso das tomografias ou ressonâncias magnéticas, elas só são utilizadas quando se deseja ter uma imagem mais clara para se detectar anormalidades que podem não ter sido detectadas nos outros tipos de exames.



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ombro com luxação


Tratamento

Geralmente, o reposicionamento do osso deslocado por um profissional treinado é o suficiente, um processo muito doloroso, mas geralmente feito sob anestesia. É importante que esse processo ocorra o mais cedo possível, já que dependendo do deslocamento a circulação de sangue no local pode ser comprometida, principalmente em casos de deslocamento do tornozelo. No caso das luxações no ombro, pode haver a necessidade de se fazer o realojamento cirurgicamente de acordo com a severidade da lesão por meio do uso da cirurgia artroscópica. Como há risco de ocorrer nova luxação após a ocorrência pela primeira vez, deve haver o acompanhamento por um terapeuta, para que os músculos, tendões e ligamentos sejam fortalecidos. Pode-se usar, ainda, por algum tempo uma tala - no caso dos dedos, por exemplo, ou uma tipoia, no caso dos ombros.