A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
1 pág.
Bem Impenhorável

Pré-visualização|Página 1 de 1


Bem impenhorável


Introdução



HTML image 0
Impenhorabilidade do bem da família

Inicialmente, iremos abordar como se consolida o bem impenhorável, suas excepcionalidades, além de sua aplicação jurídica.

Dessa forma, temos que quando tratamos das relações de negócios, considerados relevantes, iremos perceber que é comum que surjam dúvidas sobre a real efetividade para que se possa aceitar como garantia o único bem imóvel de propriedade do garantidor pretenso. Logo, isso ocorre pelo fato de que o ordenamento jurídico pátrio visa proteger o imóvel residencial próprio do casal ou da entidade familiar, fazendo que existe, expressamente, a impenhorabilidade do denominado bem de família


Quais as principais consequências?

Quando analisamos quais as consequências da possível impenhorabilidade, iremos perceber que o bem de família não irá responder por qualquer tipo de dívida existente que sejam de cunho civil, fiscal, previdenciário ou até mesmo de outra natureza, a qual foi contraída pelos cônjuges ou pelos outros familiares, como são os casos em que os pais ou os filhos são os proprietários e residam nesse bem, observando, sempre, que existem ressalvas a serem consideradas, caracterizando, expressamente, hipóteses que são previstas dentro da própria lei, como podemos observar no artigo primeiro, da Lei 8.009/90.

Logo, podemos observar que a penhorabilidade é considerada como sendo uma regra, em que suas respectivas hipóteses são aquelas em que, taxativamente, são previstas em lei, como podemos observar no artigo terceiro da Lei 8.009/90.

Outrora, quando se é utilizado a expressão “Mutatis mutandis”, estamos realizando uma referência a uma significação que se baseia nas hipóteses que são elencadas dentro do artigo terceiro da Lei 8.009/90, mesmo que essa busque tratar de um único bem imóvel do casal ou até mesmo da entidade familiar, fazendo com que o bem de família responda pela dívida civil, comercial, fiscal ou até mesmo de uma outra natureza, sendo contraída de uma entidade familiar.



HTML image 1
Definição de “Mutatis mutandis”


Quais as considerações que podemos realizar sobre as exceções previstas no artigo 3º?

Ao analisarmos o artigo terceiro, inciso V, iremos perceber uma relação existente sobre a preocupação exteriorizada dentro das grandes relações negociais.

Esse artigo terceiro trata justamente da impenhorabilidade, a qual é considerada oponível em qualquer processo que esteja relacionado à execução civil, além da fiscal, previdenciária e trabalhista, enquanto que no seu inciso V, faz referência a execução de hipoteca sobre o imóvel, quando esse é oferecido como sendo uma garantia real pelo casal ou até mesmo pela entidade familiar.

Essa leitura realizada do inciso V, remete-nos, ao olharmos para o caso concreto, que existe um fato, considerado simplista, que está relacionado a quando o casal oferece o determinado imóvel de residência como sendo uma garantia real, a chamada hipoteca, tornando o bem automaticamente, penhorável.

Porém, é preciso que observemos também que essas conclusões fazem desses fatos algo dogmático, mas que precisamos ter cuidado na medida em que não é esse o entendimento que vem dominando perante a jurisdição brasileira, visto que esses buscam, recorrentemente, posicionarem-se no sentido de que, para que haja a exceção legal, a qual está disposta no inciso V, do artigo terceiro, da Lei 8.009/90, é necessário que se opere, ou seja, é necessário que a dívida garantida pelo imóvel tenha sido contraída para benefício da entidade familiar ou revertido em favor desta.


Considerações finais



HTML image 2
Jurisdição prevê a resolução dos conflitos sobre bens

Ao analisarmos a estrutura da jurisdição de acordo com esses bens e sua forma de penhorar, além de suas peculiaridades, podemos perceber que, de fato, deva existir uma garantia que seja considerada efetiva ao fim para aquilo que foi designada, tendo como principal implicação, o fato de que seja executada pelo credor, sendo importante ter evidências concretas de que a dívida foi contraída para um benefício familiar ou entidade relacionada à família.

Por fim, o entendimento geral e atual está relacionado ao fato de que nossos tribunais possuem uma linha de raciocínio definida, fazendo com que a penhorabilidade, que é o único bem do casal ofertado, sirva como garantia para sanar as dívidas perante a sociedade empresária, em que os garantidores são os únicos sócios dessa sociedade.