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Conceito de Constituição

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Conceito de Constituição


O que designa o Conceito de Constituição?

Conceituar a Constituição não é uma tarefa tão fácil, entretanto, temos que basicamente, a Constituição garante a organização do Estado, isto é, através dela é possível estabelecer direitos e deveres de um cidadão, através dela é possível estabelecer garantias fundamentais ao indivíduo.



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Constituição Federal do ano de 1988

Por definição a Constituição é o que conhecemos como Lei Maior de uma sociedade, ela rege os padrões de formação e organização de uma sociedade.



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Ilustração referente a base da Constituição, isto é, de sua formação


Concepção de Constituição segundo alguns autores.

Como o assunto que envolve a Constituição se trata de uma ciência humana política, temos que diversos pontos de vista (concepções/sentidos) sobre o assunto já foram expostos por diversos autores, como por exemplo, o sentido sociológico defendido por Ferdinand Lassalle que estabelece que a Constituição seria a soma dos fatores reais de poder que regem uma nação. Dessa maneira, podemos aprofundar tal sentido e destacar outras concepções.


Sentido político

Defendido Carl Schmitt, o sentido político estabelece que a Constituição seria uma decisão fundamental do poder constituinte


Sentido jurídico

Hans Kelsen é o principal autor que defende esta concepção, a mesma estabelece que Constituição seria a norma pura, puro dever-ser.


Sentido pós-positivista

Este princípio estabelece que a constituição seria um conjunto de normas aberto que contém regras e princípios.


Sentido sociológico

Como dito anteriormente, esta concepção é defendida, fundamentalmente, por Ferdinand Lassalle como soma de fatores reais de poder que estão presentes em determinado tipo de governo, isto é, a Constituição é o papel que a representa e sim as forças sociais que formam a base da sociedade.


Outros Conceitos

Os sentidos descritos acima são os mais famosos e estudados quando o assunto é conceito de Constituição. Entretanto, existem outras concepções interessantes a respeito do tema, como por exemplo, os sentidos atribuídos pelo Prof. Marcelo Neves e, também, pelo Prof. Raul Machado Horta.


Concepção simbólica por Marcelo Neves

A Constituição simbólica defendida por Marcelo Neves estabelece que o simbolismo é maior que seus efeitos práticos, ou seja, seus efeitos jurídicos. Em outras palavras, Constituição simbólica é aquela em que o maior grau de eficácia é atribuído ao simbolismo, e o menor grau de eficácia é atribuído aos efeitos práticos (jurídicos).

Marcelo Neves propôs em um de seus estudos que toda norma gera, por consequência, produz ambos os tipos de efeito, o efeito simbólico e o efeito jurídico. Um bom exemplo seria a Lei Maria da Penha que possui um efeito simbólico de pregar contra a violência doméstica e o detém também um efeito prático, que é punir aqueles que insistem neste tipo de violência.

Dessa maneira, temos que a situação normal seria termos uma eficácia do efeito jurídico maior que a eficácia do efeito simbólico, entretanto, como o Prof. Marcelo Neves propôs que o que está acontecendo é a situação inversa e, com isso, o problema é gerado, pois tal Constituição gera efeito meramente ideológico.


Concepção plástica por Raul Machado Horta

A constituição plástica desenvolvida por Raul Machado Horta apresenta uma mobilidade, projetando sua força normativa na realidade social, econômica, política e cultural daquele Estado. Em outras palavras, é uma Constituição que se adequa constantemente a realidade social do Estado. A mesma consegue essa adequação por meio das chamadas normas de eficácia limitada que permite ao legislador ordinário fazer essa adequação constante a realidade social daquele estado.


Objeto de estudo da Constituição

A Constituição se firma sobre, principalmente, dois objetos de estudo, sendo eles os direitos fundamentais (direitos essenciais) e a organização do Estado (envolve competência da União, competência do Estado etc.).